O que é ser gay? Existe preconceito de um gay com outro gay?


Em essência, ser gay é quando um indivíduo se atrai por outro indivíduo do mesmo sexo, no caso, homens por homens e mulheres por mulheres. Talvez fosse mais simples se seguíssemos a risca essa ideia. Porém, por sermos diversos, indivíduos únicos mas diferentes,  ser gay não se resume apenas em um conceito relacionado a atração sexual.

A sociedade se fragmenta cada vez mais em nichos, pequenos grupos que cultuam determinados estilos, hábitos, gírias e modelos. Não seria diferente para o segmento gay. A essência é a mesma: é essa que está definida na primeira linha desse post. Porém, a forma com que os grupos gays se apresentam para a sociedade, e entre eles, é diversa. Não é a toa que o tema da diversidade é tão usado quando o assunto é a homossexualidade.

Por haver a diversidade dentro da diversidade, é comum existir também o preconceito. O preconceito acaba rotulando os grupos, e o preconceito surge diante de nossa dicifuldade de lidar com as diferenças, ou a nossa necessidade humana em classificar o que é diferente. Dentro do meio gay existe também o preconceito.

Assim temos os gays fashionistas, que cultuam a moda e os estilos visuais, costumam ter uma aparência chocante. Temos os gays barbies, que cultuam o corpo, a fisicultura. Temos os bears, que tendem a descontruir a imagem das barbies musculosas e sem pêlos: são barbudos, costumam ser obesos e aparentemente não se importam com o sex appeal. Temos os gays enrustidos que durante o dia assumem suas posições sociais idealizadas e que, durante a noite, optam por uma dessas formas ou alguma outra. Existem gays afeminados, muitas vezes mais femininos que a mulher mais feminina do mundo! Existem os gays intelectuais, os gays que adoram vestir camisa xadrez, gays roqueiros e gays viciados em música eletrônica! Esses são apenas alguns dos esteriótipos.

Mesmo assim, apesar de todas essas diferenças, nada disso define um indivíduo como um gay, a não ser as primeiras linhas do post.

Ser gay é basicamente se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo. Basicamente…

Particularmente, e se fosse possível, gostaria de abdicar o preconceito existente do gay com o gay. Afimar isso é ingênuo e me faz lembrar que o preconceito tende a ser uma característica humana, uma necessidade de classificar e reagir às diferenças. De qualquer forma, faz pouco sentido um gay ter preconceito com outro gay.

Hoje e daqui um tempo, vamos continuar a viver numa “periferia social” e, nesse contexto, o diverso deveria estar mais unido. Acontece só que preferimos apontar as diferenças do que afirmar as semelhanças. É nesse ponto que digo que romper as barreiras do preconceito depende muito mais de nós, gays, do que esperar que a sociedade tome a consciência. De nada adianta erguer uma bandeira, afirmar a nossa existência diante a sociedade, se, como indvíduos, somos limitados por dentro. Sim, preconceito é um limite que colocamos a nós mesmos.

O equilíbrio vem de dentro para fora. Calçar a nossa identidade na sexualidade é um tanto frágil (e também superficial). Antes da sexualidade somos indivíduos com as mesmas necessidades de todos. Mas parece que, nós gays, as vezes esquecemos disso.

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