Pais, ser gay não é doença!

Apesar da sociedade estar mais esclarecida hoje, vez ou outra vemos algumas aberrações de comportamento na relação entre os integrantes de uma famíla. Outro dia estivemos na casa de praia dos pais do meu namorado e, como de costume, levam alguns amigos e filhos de amigos. Dessa vez, um dos casais traria seu filho, também gay.

Menino franzino, com seus vinte e poucos anos, estudante de uma faculdade do interior de São Paulo.

Curioso que, quando chegamos, o menino estava de pijama.

Na hora do almoço, todos se prepararam para comer e a mãe fez o prato para o rapaz. Na hora da janta o mesmo acontece. Entre o almoço e o jantar, o menino ficava recostado no sofá quase que o período todo, sempre de pijama, e a mãe perguntava algumas vezes: “Quer alguma coisa, filho?”, “Está precisando de algo?”. Ficavam abraçados, num afago constante. No almoço de domingo o impressionante aconteceu: o prato principal foi peixe e a mãe pede para o pai tirar os espinhos para o filho!

Gay não é doença!
Super-Mãe pode super mimar os filhos gays!

Tentamos algumas conversas com o menino, sempre, monossilábico.

Fiquei bastante incomodado com a situação, mas não parei de avaliar o comportamento da mãe com seu filho de vinte e poucos anos.

O excesso de cuidado, o mimo, podem criar uma dependência sem tamanho para o indivíduo. Uma coisa são pais que gostam de agradar o filho, outra coisa são os excessos. Difícil saber a dose, não? O jovem, diante tantos agrados, se torna inerte aos movimentos das coisas, passivo e acomodado. A sensação que tive foi de que o rapaz era debilitado ou doente. A fisionomia era essa, e toda aquela relação reforçava.

Para a mãe do meu namorado, para mim e para meu namorado ficou evidente o equívoco em tratar o filho daquele jeito. Ser gay não é doença, mas esse tipo de relação me parece ser!

Por gentileza, um psicólogo para esses dois já!

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