Dicas para gays e para seus pais

Aos poucos vou lançando algumas dicas para gays que não se sentem bem resolvidos ainda e para pais de filhos gays. O objetivo aqui é da reflexão. Não existem verdades maiores do que os fatos que acontecem em cada família. Porém, geralmente nos deparamos com algumas questões que se repetem em muitos casos.

Dicas para os gays

– Se você está saindo do armário saiba que o meio GLS tem diversos atrativos. Baladas, bares, festas e lugares, como a Praça Benedito Calixto aos sábados a tarde e a Rua Augusta, oferecem um ambiente mais receptivo aos gays. A princípio você pode ficar deslumbrado com as coisas que vê e com as coisas que acontecem com a naturalidade que sempre procurou. Por outro lado, pode estranhar um pouco e se sentir meio deslocado de tudo. Vá com calma! As novas referências serão absorvidas no seu tempo, você gostando ou não do que vê. Nem oito, nem oitenta;

– Não pense em restringir a sua vida ao comportamento “obrigatório”  dentro de casa e a diversão frenética na rua. Ser gay é mais do que ser um filho contido perante os olhos dos pais e alguém entusiasmado na hora que estiver com os amigos. Ser gay, na cabeça de quem é gay, não deve ter diferença, e isso é um exercício mental que acredito que seja saudável para todos. Lembre-se que existem parques, campo, praia, amigos heterossexuais, parentes, viagens ao exterior, estudos, obrigações profissionais, responsabilidades em casa, tudo, que nos formam como indivíduos. Devemos praticar o exercício de nossa totalidade, descobrir os prazeres sem nos prender as coisas da nossa sexualidade. As vezes, sua casa pode parecer a “prisão”, mas não é. A libertação parece ser a vida nortuna, mas é menos ainda. A paz vem com o tempo e é de dentro de você para fora. Busque superar seus medos;

Dicas para os pais de filhos gays

– Se você desconfia do seu filho e o ama incondicionalmente, tente amá-lo mas sem exageros! Cuidado para não tratá-lo como alguém tão especial e delicado que, esse excesso, pode torná-lo um indivíduo passivo e dependente. Ser gay não é doença e a sociedade hoje já oferece um mínimo de referências seguras para que o filho gay não dependa da Super-Mãe;

– Por outro lado, se a sua educacão, religião ou credo conflitam com a realidade da homossexualidade do seu filho, tente refletir bastante antes de agir com intolerância ou intransigência. Esse excesso pode criar fossos na sua relacão e a discórdia, sem acordos de paz, é ruim independentemente dos motivos!

Por fim, pais de filhos gays e filhos gays devem tentar praticar o exercício da maturidade. Se a homossexualidade é uma realidade no ambiente familiar, o diálogo, a reflexão e as atitudes sem excesso são as melhores práticas. Homossexualidade não deve ser um tema polêmico dentro de casa. Mas se é, é importante tratar o assunto com a maior naturalidade. Pais e filhos devem buscar informacão e não ficar presos aos esteriótipos que aparecem por aí. Se um assunto nos desperta medo ou insegurança, a rigidez pode ser a primeira reação, mas não deve ser a última.

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