Homossexualidade não se modifica!

Chegamos num tempo que, em maior ou menor grau, todas as pessoas terão algum tipo de contato mais frequente com um homossexual: no trabalho, na escola ou faculdade, em um curso, um parente, um vizinho, um cliente, um amigo ou dentro de casa. No Brasil e no mundo inteiro existem gays. Já não é mais tempo de julgar a homossexualidade como bom ou mau, divino ou sacrilégio, aceitável ou não aceitável. A homossexualidade é uma realidade dentro da sociedade. Perde-se ainda muito tempo e disposição na questão ética, mas não dá para tapar o sol com a peneira. Não dá mais para fingir que é algo contornável e, na realidade, nunca foi.

A diferença é que a sociedade no passado, por ser menos desenvolvida, menos esclarecida e consequentemente mais apegada a dogmas e crenças, reprimia pela força e, assim, muitos gays suprimiam seus desejos e guardavam aquela realidade “no fundo secreto de seus armários e de suas mentes”. A sociedade, sim, era mais ignorante e limitada antigamente. E, provavelmente, o gay foi aquele seu tio avô que se suicidou, ou aquele que desapareceu, ou morreu prematuramente de câncer, ou enlouqueceu durante a juventude… e, talvez, foi aquele que a família não comenta muito, que era “estranho”, “sozinho”…

Com o passar do tempo, com a pulverização da informação, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, formamos pessoas mais esclarecidas, pessoas com maior visão do que é o mundo e pessoas menos apegadas as verdades supremas de crenças impostas por instituições. A realidade é que não existe verdades supremas, a não ser aquelas que passamos a acreditar.

Então, nessa coisa de ser gay, perde tempo quem fica brigando pela ética. A homossexualidade é uma realidade social que, por imposição ou absorção, vai tomando seu espaço. Se você ainda sofre com essa questão, sinto em dizer: está ultrapassado, é antigo, é antiquado.

Sabemos muito bem que o novo vem, e cada vez mais rápido. A questão não é mais aceitar ou não. A questão é se preparar para o que não se modifica.

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