Bar da Dida – Espaço GLS bacana para quem não precisa mostrar que é gay


Já criei um post dedicado ao Bar da Dida, que é um espaço GLS bacana na Rua Dr. Melo Alves, 98 e reafirmo aqui minha apreciação por aquele lugar.

Além dos “jovens” tostex e cerveja de garrafa, o ambiente informal, com cara de boteco, atrai um público descolado e diverso. Em outras palavras, o Bar da Dida é diferente por não segregar nenhum “tipo GLS”. Ao contrário do Bar da Lôca (ou bar do Zé das Medalhas), que é predominantemente voltado para meninos com estilo mais underground, anos 80 e junk – que fazem um esquenta para entrar na Lôca – ao contrário do Bar Gourmet que tem jeito de pub e reúne um público mais velho, e diferente do Sonique que, além de ser balada, é um bar sofisticado que agrupa frequentadores da D-Edge, Lyons e The Week, o Bar da Dida pega um pouco de todos esses públicos e vai além: agrupa meninas, amigos heterossexuais e uma turma que sai de gravata do trabalho para um happy hour descomprometido.

No Bar da Dida tem menos pegação e a rotatividade de público, diga-se rotatividade no sentido da diversidade, é bastante grande.

Na Dida, juntam pessoas que estão mais para conversa, para contar e desabafar relatos amorosos, para falar sobre trabalho, planejar viagens, jogar papo fora, descontrair sem compromissos e, sim, rola um tipo de paquera que lembra mais um “flerte das antigas” do que a “pegação nervosa” como nos demais bares citados.

Longe de desmerecer os outros bares e botecos, cada um com seu conceito e com seu público fiel, o Bar da Dida é uma representação mais real da tal diversidade por reunir tipos que vão pra Lôca, vão pra D-Edge / Lyons / The Week, fashionistas do Clube Glória, e gente que não vai para nenhum desses lugares. Cada grupo em suas mesas, mas todos no Bar da Dida!

Por isso acho muito válido pelo conceito do “Minha Vida Gay” citar novamente o lugar: a impressão é que ser gay não é diferente.

Vale para quem está saindo do armário e vale também para quem já saiu e não precisa se auto-afirmar!

Pontos para o Alê e para o Gil, garçons do Bar da Dida, que são atenciosos e trabalham bem. Ponto para a Adriana Oddi que, apesar de ser uma doida, é um amor! (Mas o lado amoroso ela só apresenta para quem ela quer, ok?) :P

2 comentários Adicione o seu

  1. Bar da Dida disse:

    Sem duvida o melhor texto que li sobre meu bar. Inteligente, perspicaz e sensato.
    Após 15 anos de existência (fechamos neste ano de 2017) fico muito feliz em me deparar com um artigo como este. Obrigada mesmo,
    Dida.

    1. minhavidagay disse:

      Ei Diducha! Deu uma tristezinha em saber dessa notícia… quantas situações vivi por lá, quantas pessoas conheci e quantos bons momentos presenciei. Se alguém precisa agradecer sou eu, assim como milhares de clientes que passaram por lá em situações das mais diversas. De qualquer forma o carinho continua.

      Grande beijo!
      Flaviuco :)

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