Troca de namorados no meio gay

Mais comum do que se imagina, a troca de namorados no meio gay é bastante frequente. Será a falta de opção?

Confesso que já namorei um ex-namorado do meu primeiro namorado. Aparentemente essa afirmação me rebaixa aos níveis de “putaria”. Mas é importante deixar registrado que, meu primeiro namorado, o “L” teve um relacionamento instável e incerto durante seis meses com o “R”. Além disso, o L foi quem me apresentou o R e até incentivou uma aproximação. De fato, meu primeiro namorado nunca teve real interesse pelo R.

Obviamente não tive intenções com o R de imediato. Pensei: “Ex-namorado do meu primeiro namorado, estranho uma aproximação”. Mas aconteceu e creio que isso não seja tão difícil de acontecer no meio gay.

Troca de namorados no meio gay
Troca de namorados. Até quanto isso é legal?

Nesse final de semana estamos para comemorar o aniversário do meu namorado aqui em casa. Chamamos os grupos de amigos, incluindo os “amigos da comunidade”. Um deles o “T” me mandou um SMS hoje perguntando se poderia levar o “D”. Dizia na mensagem que estava saindo com o D e que poderia criar algum clima se o “N” fosse, já que o N foi namorado do D.

Nessa situação ficou óbvio ou parcialmente óbvio que não existe um jogo aberto. Provavelmente a pessoa anteriormente envolvida (D) não sabe desse novo princípio de relação e, por isso, a cautela da mensagem do meu amigo, querendo saber a possibilidade de levar o atual paquera ou não. Jogo aberto… e depois que termina precisa dar satisfação? As vezes sim, as vezes não… depende do tempo, depende do que virou o namoro depois que acabou.

De imediato, quando recebi a mensagem, senti um certo repúdio pela situação. Depois de um tempo, refleti a respeito e lembrei que há alguns anos atrás aconteceu a mesma coisa comigo.

A proximidade entre amigos, amigos de amigos, ex-namorados, no meio gay acaba proporcionando situações semelhantes. Acabamos conhecendo pessoas a todo momento se cultivamos uma vida social. Percebemos afinidades, e relacionamentos mais íntimos acabam brotando desses encontros e reuniões.

Desculpe a parcela mais moralista da sociedade e do próprio meio gay, mas, respeitando os devidos tempos e os devidos sentimentos alheios, no meio gay essa é uma realidade. O meu caso acima comentado e o caso de meus amigos são apenas dois que refletem outros, de outros amigos, mais velhos e mais novos e que estão por aí construindo relacionamentos maduros e que, um dia no passado, já foram ex de algum outro amigo em comum.

Esses casos pouco tem a ver com promiscuidade, negando o começo desse post. As pessoas se conhecem por afinidades e, obviamente, apresentamos nossos amigos para outros amigos e os círculos começam a se ampliar. Acho que isso é tão normal em qualquer meio, não é verdade? Se as pessoas estão solteiras, desempedidas, sem resíduos da relação anterior e sem compromissos com o passado, por que – no presente – encontros desse tipo não podem se conceber? Podem e faz todo sentido acontecer.

Obviamente, você não espera que um amigo se relacione com um ex-namorado seu. E se existe ressentimento por isso acontecer tem coisa mal resolvida aí! Só moralismo não serve nesses casos. Fidelidade absoluta a amizade? Bem, tem coisa que não se pondera nem se controla. Se acontece, pode ter maldade, mas geralmente é vontade. É fruto da natureza humana. Natureza não da falibilidade. Natureza da vontade humana de nos tornar par.

1 comentário Adicione o seu

  1. Bruno disse:

    Eae, o “T” levou o “D”? E o “N” foi também? Houve confronto e pancadaria ou os boys foram sensatos e civilizados? PelamordeDeus, responde ae!

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