Relato gay – Fã de um Super Pop

Não sei se veio primeiro o ovo ou a galinha, gostar de Elton John por ser gay ou ser gay por gostar de Elton John. Claro que isso é apenas um trocadilho para introdução desse post, como homenagem para um dos músicos que sempre me inspirou e que coincidentemente também é gay. Imagino que muitos dos leitores do MVG não tem muita referência do EJ. A maioria deve ser nascido na década de 80, quando tocava Nikita, Sacrifice ou Don’t Let The Sun Go Down On Me e o Elton já não estava mais no auge de sua carreira. Nos anos 90 a figura de EJ já não era mais jovem, não criava mais tanta empatia com o público adolescente e seu estilo musical, apesar de ainda criativo, se resumiu a apenas três grandes hits: Can You Feel The Love Tonight, trilha do Rei Leão, The One e sua própria releitura de Candle in the Wind com a morte da Lady Di. Provavelmente essas são as principais referências da maioria do público do MVG.

Eu não poderia deixar de escrever um post em sua homenagem em determinado momento. O Minha Vida Gay e Elton John tem um pouco mais a ver do que a pura homossexualidade; fala um pouco da minha intimidade. Tem a ver com a minha identificação musical: o Elton sempre é influente quando sento ao piano e isso é particular. Diz respeito a sua Fundação, a EJAF, que anualmente arrecada renda para investimentos científicos para a cura da AIDS, tem a ver com sua trajetória de vida, do “heterossexual” casado com uma mulher, da bissexualidade, da sua homossexualidade e do relacionamento com David Furnish que ultrapassa os 10 anos. Diz respeito ao homem-empreendedor, work-a-holic e criador de centenas de músicas de sucesso que o colocam como o segundo artista inglês mais bem sucedido, só ficando atrás de Paul McCartney. Fala também sobre a sua capacidade em perpetuar sua carreira, fazendo boas parcerias com artistas contemporâneos como a Lady Gaga. É objeto para releitura em filmes como Moulin Rouge. E por fim, mas não menos importante, é um gay que construiu uma ampla visibilidade mundial pautada na credibilidade. Em outras palavras, ajudou a associar a imagem do homossexual com a do homem de valor e sucesso. Talvez essa identificação não repercuta tanto no Brasil por restrições culturais. Mas nos países de primeiro mundo, há décadas, Elton John todos os anos tem as portas (do armário) abertas.

Na frequência musical do post “Gay Glee“, deixo aqui algumas referências para quem quiser absorver Elton John.

Podem devorar! Ele não vai se incomodar. :P

1973

1976

1989

1994

2002

E foi assim no Moulin Rouge

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