Amigos gays – Charosk, o da piriquita acesa!


Quando comecei o Blog Minha Vida Gay, mais conhecido como MVG hoje, resolvi não divulgá-lo para nenhum amigo gay, sabendo que vez ou outra abriria posts para contar um pouco das amizades que fiz por aí, dentro e fora da comunidade GLS.

Pelo fato dos meus amigos me conhecerem mais intimimamente, minhas opiniões e pontos de vista poderiam ficar mais “enlatados”, já que eles com grande chances pensariam: “Ah, mas o ‘MVG’ escreve isso porque ele é assim. Ah, mas o MVG diz isso porque ele funciona assado” e essa situação poderia me colocar numa “caixinha” tirando a força do olhar mais imparcial dos leitores que acessam o blog e que não me conhecem além dos textos.

Dei essa abertura para meu namorado e um ou outro amigo gay ou heterossexual que fariam uma leitura mais imparcial, desprovida do reconhecimento ou julgamento que têm de mim.

E nessa onda dos últimos posts em formato de capítulos, vou comentar um pouco mais de alguns amigos gays e de como as amizades se formaram, os detalhes de cada relacionamento de amizade, fatos curiosos e específicos.

Começo então pelo meu amigo “Charosk”, que teve sua participação nas histórias de “Fatos de um namoro gay” e que conheci na fase solteira, entre meu casamento e meu quarto namoro.

Foi entre 2007 e 2008 que teclei com o Charosk pela primeira vez no chat do UOL. Ele tinha recém terminado um namoro com uma menina, relação que durou quatro ou cinco anos e estava desvendando sua sexualidade. Conversamos uns bons meses antes de nos encontrar, até o dia que decidimos nos conhecer no Shopping Morumbi.

Marcamos um almoço e eu tinha chegado mais cedo. Aproveite para dar um pulo na loja “Brinquedos Laura” para ver uns jogos de Nintendo Wii. Se eu não me engano, o Super Mario Galaxy tinha acabado de sair já como um clássico da plataforma. Aproveitei e comprei também uns acessórios e lá vou eu com uma sacola dos Brinquedos Laura cheia de quinquilharias ao encontro do Charosk.

O futuro amigo estava na mesa da praça de alimentação no horário combinado: uniformizado do trabalho, calça social um pouco acima da cintura, camisa social clara para dentro da calça e todo aquele perfil almofadinha que essas roupas nos deixam, ainda mais com a calça um pouco mais acima da cintura! (rs).

O Charosk estava buscando entender a sua sexualidade e, até então, não estava nem perto de pensar em ser gay. Mas tinha curiosidade, afinal, nos conhecemos numa sala de bate papo do tipo “Encontros – Gays e afins”, que nem era vermelha (cor das salas de sexo), nem lilás (fotos eróticas), mas era laranja, se não me falha a memória (rs).

Com um sorriso muito espontâneo, olhos verdes e cabelos encaracolados me cumprimentou muito amistosamente, maneira que não costuma ser comum nesses encontros que começam na net. De imediato indagou a sacola dos “Brinquedos Laura”, viu muita graça naquilo e, a medidade que via graça, eu notava o quanto meu futuro amigo era GAY! (rs).

Conversamos muito e falamos sobre minhas histórias, minhas vivências e ele indagando com vivacidade, de sua maneira de jovem ariano, tornava toda a conversa bastante descontraída. Já mais perto do fim do encontro, ele me questiona sobre o que eu achava dele. E com o mesmo tom descontraído de toda conversa lancei: “Você? Ah, eu não tenho dúvida nenhuma que você é gay!”.

O menino quase pulou da cadeira e numa gargalhada sem graça, sem jeito e intimidado questiona: “Mas como assim?! Como você sabe? Eu pareço gay?!”.

Não querendo deixá-lo mais intimidado, não respondi dizendo que a minha certeza vinha do jeito que ele se expressava, mas que havia um sentimento, um “radar” que me dava toda certeza (rs).

Tivemos algumas outras boas conversas por MSN nas quais o incentivava para conhecer alguns lugares. Na época, apesar de muito curioso e querer buscar informações sobre o meio, quando eu dava um empurrãozinho, as respostas dele costumavam ser: “Nunca!”, “Jamais!”, “Você está louco?!”, “Não, eu ainda não sei!”, “Me deixa!”.

A medida que começava meu namoro, fomos perdendo nossas conversas virtuais e quase dois anos se passaram. Quando terminei, naturalmente fui retomando alguns contatos e o Charosk foi um deles.

Nesse período sem nos comunicar, o Charosk tinha sofrido uma transformação! Uma metamorfose! E a segunda vez que eu o vi, da mesma maneira despojada mas agora no contexto do meio gay, o Charosk já era todo do babado. Calça acima da cintura jamais! (rs).

O amigo é jovem, deve estar hoje com 24 anos, e o que ele mais gosta de fazer é beijar. Como beija esse menino. Muitas bocas, bocas de todas as baladas e sempre desse jeito mais dado e despojado.

O Charosk é um amigo encantador e intenso. A parte encantadora é que ele é do alto astral, se diverte a beça com seus babados, adora comentá-los em detalhes, bêbado fica transtornado a ponta de dar duas vezes P.T. em seus carros e já chegou a se despir na sala da minha casa, ficar só de cueca, agarrar nos meus braços, encostar a cabeça no meu ombro e começar a fazer drama por não querer dormir sozinho no sofá (rs). Nesse dia falei como um bom amigo mais velho: “Charosk, se eu deitar aqui com você vamos acabar transando e podemos acabar baguçando a amizade – rs”.

No dia seguinte foi melhor fingir que nada aconteceu porque ele já estava ruborizado antes mesmo de dar bom dia (rs).

O lado intenso é porque tem muita energia, energia com formato de 20 e poucos anos, que precisa fazer as coisas somente do jeito dele. Se não fazia, deixava uma birra aqui, uma cara feia ali e saia bufando se fosse preciso (rs).

Mas eis um amigo que formava a ONG, novo, intenso e de coração muito bom.

Nessa minha fase fora do “Brazilian Gay of Life” não tenho visto o Charosk. O novo e bom Facebook nos mantém em contato. Fico feliz de vê-lo com o perfil com a foto que tirei uma vez que uma parte da turma foi para a praia de Guaratuba. Foto que expressa muito bem quem é o Charosk: de sorriso aberto, desejos intensos e puramente emoção.

Charosk vive casos, bitocas aqui, beijões acolá, paixões fulminantes que duram anos com uma frequência de duas vezes por mês (rs).

Eis o meu amigo Charosk, das coisas de “amigues”, “minines”, “sai daqui travesti!”, “vai logo bicha!”, “que babado!”, “estou passado!”, “vai, me conta agora!” (rs).

:D

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