E o Obama virou gay friendly


Mais do que uma ideologia, a postura do presidente Obama dos EUA, tem toda uma conotação eleitoral, afinal, as eleições no país estão chegando e os jovens nascidos a partir de 1982 já são 1/4 do bolo de eleitorado dos Estados Unidos e, além de influenciar diretamente nas urnas, são da “geração do milênio”, aquela que tende a enxergar a homossexualidade de uma maneira muito mais natural e inclusa socialmente.

Essa informação deu na Veja e nos noticiários na semana passada.

Se os fins são fiéis a causa dos direitos civis entre os casais gays, é algo discutível. De qualquer forma, para um país como os EUA que é uma das principais referências de hábitos, costumes e moda para o “brasileiro-disney-world” que acha o “must” se envolver com coisas estados unidenses (ou européias), a colocação do presidente Obama quanto aos direitos dos gays é mais uma motivação e traduz um cenário mundial dessa história de ser gay que deve ser tratada com mais naturalidade, de maneira mais comum.

Bem ou mal, brasileiro adora marcas, estilos e coisas que vem de fora, principalmente dos Estados Unidos e da Europa (mesmo sendo hoje produzidos na China). É como se a gente se tornasse mais legal e mais bacana tendo algo ou alguma relação do que vem desses lugares. Coisas da nossa bela cultura que não tende a valorizar o que vem de dentro (seja nos aspectos psicológicos, seja nos aspectos sociais).

Então, porque não se apropriar desse movimento do Obama de princípios realmente duvidosos e acreditar que com isso um dos porta-vozes do mundo está se revelando mais esclarecido para as coisas da homossexualidade?

O presidente está sendo oportunista, mas a oportunidade de nos apropriarmos dessa realidade, dos direitos civis entre os casais gays nos EUA pode trazer benefícios para todos. No mínimo traz mais clareza de que o gay é igual.

Os fins justificam os meios? Talvez. Que toda essa história traga mais naturalidade para as coisas dentro e fora do meio LGTBXYZ!

1 comentário Adicione o seu

  1. Darkbringer disse:

    Vi no jornal que essa postura do Obama o trouxe resultados negativos: ele está perdendo para outro candidato nas eleições. A porcentagem do outro candidato é bem pouco superior à do Obama, mas de acordo com o jornal e que eu também concordo, essa postura aumentou a rejeição dos americanos para com Obama. É uma pena.

    Aproveitando a oportunidade, espero que Jean consiga bons resultados (se é que já não está conseguindo com o apoio de alguns famosos) na sua campanha pelo casamento gay no Brasil.

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