Para um namoro gay dar certo é importante se ligar! – Parte 3

Amizades

Pra começo de conversa, quando estamos em um namoro, subentende-se um interesse mútuo de um conhecer ao outro e essa ideia tem a ver com momentos de intimidade, conversas e percepções sobre a pessoa. Amigos são sempre benvindos mas é importante saber em qual dose e, certamente, não é a mesma de quando estamos solteiros. Os amigos podem até reclamar do certo distanciamento, mas lembre-se de uma máxima da amizade: o amigo sincero pode ficar meses ou anos distante que, quando se reencontra com você parece que foi ontem que viu pela última vez. Amigos desse tipo são poucos e a gente conta nos dedos. Mas o outro tipo de amizade, que pode cobrar frequência, e impõe tipos de condições pela amizade, amigos de balada e de diversão, esses, a gente pode ter novos com bastante facilidade. Já a amizade fraternal, sincera é praticamente insubstituível e se leva tempo para se construir.

Amizades e relacionamento afetivo combinam bem quando existe sinceridade no sentimento de todos. A gente sabe ou costuma desconfiar quando um amigo pode ter uma segunda intenção com a gente. Esse sim, no meio de nosso namoro pode trazer alguns problemas. Por isso, é importante ficar bastante atento!

No caso de casais gays femininos, as meninas costumam se afundar no relacionamento a dois ao extremo! Isso também não é bom. O que quero dizer é que nem oito, nem oitenta. É totalmente possível conciliar vida social com amigos com o relacionamento. Mas namoro precisa se tornar prioridade! Coletivizar é bacana mas só funciona bem se sabemos colocar limites, se sabemos medir o ciúme dos amigos pois, a grande verdade é que amigos gays, a fundo, gostam da mesma coisa! A chance de misturar é maior.

Individualidade

Quando a gente está namorando, e normalmente no começo da relação, a paixão é tanta que parece que o ar que a gente respira precisa ser do namorado. E isso tudo é muito válido, embora um monte de gays tenham medo de cair nesse tipo de encatamento. A paixão anestesia, vicia e muitas vezes a gente se perde na outra pessoa por gostar tanto. Mas, com o tempo, é natural e normal as intensidades da paixão ficarem mais leves. Nessa hora é bastante importante a gente entender a individualidade do namorado. A paixão cega e quando a gente volta a enxergar, lembramos que cada um tem a sua individualidade, família, objetivos pessoais, sonhos e particularidades.

Bastante importante a gente ficar ligado nessa ideia da individualidade. O moderno hoje, ou até mesmo o evoluído, é cada um desenvolver suas próprias vidas, que tem desafios particulares e caminhos próprios. É totalmente possível conciliar o respeito à individualidade com um namoro.

Para que isso aconteça e a relação não fique sufocante, os toques do “+amor” que me referi no primeiro capítulo dessa sequência de posts devem se estabelecer com consciência. Assim, aprender a entender o sentido da amizade no relacionamento e dividir o que é individualidade e o que pode ser compartilhado na relação são conscientizações importantes.

Bons relacionamentos afetivos dão a sensação de soma, de estar acrescentando algo, de trazer um tipo de segurança para que a gente siga em frente com os nossos objetivos individuais. Bons relacionamentos nos trazem paz e não desconfiança ou aflição. Saiba se assegurar em um relacionamento sem neurotizar!

A consciência da individualidade dá sentido para o companheirismo e vice-versa.

Eis então mais algumas dicas básicas para que namoros gays frutifiquem por aqui, ali e em qualquer lugar!

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