Conceitos sobre homens gays e homens heterossexuais que ainda nos confundem!


Na sociedade Brasil que é ainda machista e carrega uma herança de costumes e hábitos que classificam homens e mulheres, gays, lésbicas e suas variantes, a gente ainda faz uma “pequena” confusão.

Não raro, em pleno século XXI bombardeado de informações ao nosso alcance, usuários chegam ao Blog MVG numa busca de héteros que se apaixonam por héteros. Gente! Esse conceito não existe. Não existe homem heterossexual que se envolve por homem heterossexual.

E essa confusão de conceitos, vem dos valores machistas heterossexuais, vem dos esteriótipos e vem também da falta de informação das pessoas.

B-A-Bá: quando dois homens se atraem são homossexuais, gays, bichas, boilas, baitolas, queima rosca e todos os sinônimos possíveis, agradáveis e desagradáveis, que classificam a nossa “categoria”.

O “homem heterossexual” que se sente atraído por outro igual se acha heterossexual porque não compartilha dos esteriótipos gays, da bichinha do programa da tevê, dos trejeitos e do jeito feminino. Mas é desinformado e resistente a sua própria condição. Se sente “macho” e, assim, não é gay. É “macho que gosta de macho”, e isso me soa engraçado-absurdo. Não quero fazer chacota, mas é importante cair a ficha.

Como diriam alguns amigos: “He-lo-ou!”. O simples fato de homens se atraírem pelo mesmo sexo representam o mesmo que as “bichinhas”, os “quás-quás”, as “monas” e etc. Representam homossexuais.

Esse sentido de diferenciação, de não ser homem atraído por mulher, ou de não ser homem com “jeito de bicha” é uma boa combinação de preconceito com falta de informação. Parece que esse homem se destaca e jamais se compara com o gay que tem formado em seu idealizado. É macho ativo e quer outro macho ativo!

Quanto preconceito, quanta falta de resolução. Mas não tem como culpar esse indivíduo que não entende essas ideias. A sociedade machista a todo momento nos bombardeia de valores e responsabilidades que nos encaixotam em “coisas de homem” e “coisas de mulher”. Poucos conseguem se desprender e esse desprendimento as vezes duram anos.

O Blog MVG tem adquirido uma humilde reputação de ser referência para conceitos que nem sempre são verdades universais. Mas para que complicar? Homem que gosta de homem é gay. Simples assim. Homem pode ser bichinha, quase mulher ou mais ainda que mulher. E gay pode ser masculinizado, com jeito de homem e assim mesmo gay.

Desculpe se estou machucando o ego do macho que curte macho. Mas quebrar preconceitos é um dos objetivos do MVG. No mínimo fazer pensar um pouco, ou no máximo fechar a página do Blog achando essas ideias uma grande besteira. Make your choice! ;)

2 comentários Adicione o seu

  1. Marcos disse:

    Oi, MVG! Sbre o post, concordo plenamente! Só pra deixar meu depoimento, msm sem ter sido solicitado: eu particularmente detesto essas coisas de ‘gueto gay’, de lugar gay, bar gay, etc… Não nasci nem pra ficar em gueto, nem pra levantar bandeira. Mas sei q sou gay, o q quer q isso queira dizer, e eu nem me importo com o q isso quer dizer. E, paciência, cada um no seu cada um. Até admiro qm levante bandeira, acho uma postura de mta coragem!
    Aproveitando a oportunidade, queria te perguntar uma coisa. Na verdade, tá mais pra um conselho (rs, dsculpe já ir logo pedindo conselhos assim no seu blog). É que tô bem a fim de ficar com um cara, bem a fim msm. Aliás, ficar não!, namorar msm, uma coisa seriíssima! Só q ele só me vê como amigo. E agora tô meio q sem saber como ‘cortejá-lo’, até pq a gnt não costuma ver com tanta frequência um homem cortejando outro homem na TV, no cinema, etc, né… Daí, só pra usar uma comparação q pode ser útil: não sei se compro flores ou se o presenteio com algum acessório pra carro! Com a sua experiência, como vc mostra q tá interessado pra outro cara? Tem mta diferença entre heteros e gays nesse tema?
    Abço.

    1. minhavidagay disse:

      Ah rá, Marcos!
      Que questão legal para expor aqui no MVG.

      Quando somos dois homens, gays, como presentear o outro num tipo de cortejo ou flerte? Palavras antigas ou fora de moda para os gays descolados!

      Mas quando estamos a fim de alguém a gente corteja mesmo, flerta mesmo ou xaveca para ser mais moderno, mas nāo há palavras melhores para traduzir essa situação.

      Então, antes de tudo, parabéns pelo desapego em usar o termo cortejo que quem é moderno tem “pavor” ou aversão de pronunciar!

      Depois, sobre a sua dúvida, dar presente tem a ver com gênero ou sexo? Acho que não. O que seu lado feminino diz? O que diz a sua intuição?

      A minha intuição diz que, quando presenteamos alguém é como a gente desse algo que lembrasse da gente. Não faz sentido? Independentemente de quem é presenteado, o presente tem que lembrar a gente. A pessoa deve olhar para o presente e lembrar de você sempre que manusear ou usar.

      Não é legal assim?

      Entāo seu “desafio criativo” não é tentar adivinhar o que a pessoa gosta exclusivamente, nem se basear no sexo da pessoa porque antes de sexo, somos pessoas e normalmente queremos ser surpreendidas por mais que sejamos acanhados ou modestos ou homens!

      A dica que dou é que você pense em algo que surpreenda mas porque é como se fosse uma parte sua que você está entregando ao outro. E pense numa forma inesperada que possa surpreender. Flerte, entregue uma carta, dê um presente, convide para jantar, crie sem pensar que é um outro homem!

      Eu nāo descartaria a ideia de entregar um presente com uma flor, ou com uma carta perfumada. Acho isso bonito, romântico e mesmo que a princípio a pessoa fique envergonhada de receber, rolando um “choque” na hora, o inusitado acaba se revertendo depois e marcando muito mais do que você fazer de uma maneira óbvia. Isso que pode ser brega as vistas alheias recalcadas (rs) se torna envolvente para os participantes.

      Bem, por experiência própria, esses “truques” nunca falharam comigo e sempre foram homens!

      Sinta o jeito da pessoa, o que ela pode gostar mas combine com você. O melhor presente é aquele que faz lembrar da gente e cuja forma acaba marcando por ser inesperado ou inusitado.

      Se a sua ideia é cortejar ou flertar faça valer sem medo de ser feliz! Saia do óbvio que não tem graça e faça diferente com bom gosto. O risco também representa inconscientemente uma entrega, uma coragem e acaba transmitindo uma segurança para o outro.

      Beleza?

      Eis meu lado feminino te dando um conselho rs rs.

      Boa sorte e depois conte o resultado da sua experiência!

      Abraço!

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