Relato gay – Auto repressão ao extremo para ninguém desconfiar!


Tenho recebido muitos bons relatos de gays por e-mail. Bons, no sentido de ser referência para outras pessoas que passam por situações parecidas. Hoje, deixo registrado aqui a troca de conversa com “M”, gay com seus 20 anos e que vem se reprimindo há tempos para que ninguém desconfie.

Relato de “M”:

Olá,
primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo site e por esse e-mail do ‘queroumtoque’.

Estou começando a ler o blog, mas decidi mais te mandar essa mensagem pela dificuldade de me identificar com alguem que viva situação parecida. Sabe, me acho bem no fundo do poço mesmo. Se vc responder esse e-mail só com um “Oi!” já fico contente por alguem me dar atenção.

Tenho 20 anos e minha família (especialmente os que moram comigo) é extramente preconceituosa, do tipo que só falta falar graças a Deus não tem nenhum gay na família. Acho que eles são responsáveis por todos os problemas que eu tenho de pouco convivio social e baixa auto estima.

Fiquei da 5ª serie ao 2º ano na mesma escola e com os mesmos amigos, tipo o “clube do Bolinha”. Como descobri que era homossexual no meio desse período, nos últimos anos nessa escola foi um tremendo esforço para despistar qualquer possibilidade de alguem desconfiar. Porém nos anos seguintes, acabei decidindo não manter contato com o pessoal da escola especialmente por ter mentido um monte.

Porém do 3º ano até hoje, no 5º periodo da faculdade, jamais fiz alguma amizade com A maiúsculo. Tenho certa cautela em conversar com os garotos da minha sala pra nunca cair nos temas ‘namoros’ e ‘mulheres’, o que é meio dificil.

E pra piorar tô longe de ser o cara que faz amizades facilmente com as garotas, tenho que escutar cada coisa, mas pra não ficar completamente isolado acabo escutando. No fim das contas eu nem saio de casa. E acho impossível eu ter um namorado se não saio e não tenho amigos.

Bom, tudo isso pra não chegar nada aos ouvidos dos meios pais, já que como sou apenas estagiário dependo do $ deles para sobreviver e muito do dinheiro que eles me dão a mais é pq segundo eles “Eu não dou trabalho e sou muito esforçado nos estudos”.

Acho que pelo estresse que tem me acumulado ao longo desses anos não suportaria qualquer discussão com eles caso eles descubram. Por isso decidi descontar todo o meu fracasso social nos estudos e na academia, visando quando acabar a faculdade passar num concurso de nível nacional pra poder sair da aba dos meus pais e daí quem sabe começar a ‘viver’.

Ah, e não me encaixo em “gay estudioso de religiã cristã” pq se parte dos resultados que eu conseguir com os estudos (que no momento é o que se resume a minha vida) eu creditar a Deus, aí que minha auto estima chega a zero, sendo que eu mesmo nem me acho feio.

Eu gostaria de saber se por meus pais (e irmão) terem uma visão tão negativa dos homossexuais, dificilmente eles me aceitariam ou se não seria impossível eu ter uma surpresa quanto a reação deles. Se pelos comentários que você tem lido ou por experiência própria puder responder meu e-mail, eu já estaria muito agradecido!

Obrigado e parabens pelo site!

MVG:

Oi “M”!

Tudo bem?

Cá estou respondendo seu e-mail. Mas não se contente com pouco porque não será somente um “Oi, tudo bem” rs.

As próximas linhas que redijo abaixo dizem respeito às minhas expriências e experiências de pessoas próximas a mim (namorados ou amigos) que já lidaram com essa atmosfera machista e preconceituosa dentro de casa.

A realidade que você passa dentro de casa é extremamente comum: pessoas que brincam a toda hora com “bichas”, tiram sarro, fazem piadas e lidam de maneira machista com o tema. Essa coisa de “graças a Deus não ter nenhum viado na família” é frequente também porque a grande maioria dos lares brasileiros, principalmente os lares patriarcais, criam essa atmosfera de “ser gay é ser repudiado”.

Mas antes de mais nada, é importante você perceber que cada um (filho gay inserido no contexto de família aparentemente preconceituosa) reage de um jeito diferente com isso. E você, pelo seu relato, preferiu se afugentar ao máximo de todas as possibilidades, relacionamentos de amizades, contato e, inclusive, nega até seu “clube do bolinha” por causa da “farsa heterossexual” que você teve que assumir.

O primeiro toque que te dou é que não se culpe por ser gay ou por ter inventado histórias para se poupar do preconceito. Essas atitudes são bastante comuns quando nos deparamos com a nossa realidade frente a realidade heterossexual dos outros. Precisamos nos virar nos 30, principalmente quando não damos bandeira, quando não aparentamos ser gay – que deve ser seu caso.

Sinto realmente que você “optou” por um modelo de restrições de convívio social para evitar encarar a sociedade e a sua realidade. Esse modelo é também bastante comum e adotado por muitos gays. Daí, você se afundou em estudos e na academia. Haja energia contida aí, não?

Imagino a vontade de “explodir” ou “escancarar”, numa mistura de desejo e razão. Mas acho importante você dar ouvido para uma fato: ser gay não vai te descaracterizar. Em outras palavras, você pode “afrouxar” esse nó que você mesmo criou para se “proteger” do mundo frente a sua realidade. Acho muito importante seguir essa ideia, de ser menos rígido com você mesmo, e fazer isso com naturalidade. Em outras palavras, permita-se criar amizades mais íntimas, confie mais nas pessoas e acredite: mesmo nos núcleos familiares aparentemente mais machistas, de excessos de preconceitos em tom de piada e discriminação, esse processo discriminatório pode se reverter quando se descobre que, no seu exemplo, o filho e irmão é gay. Muitas vezes, pais e irmãos preconceituosos levam um choque quando um filho revela a homossexualidade. Vão passar pelo processo natural de aceitação, vão pensar a respeito e vão ter que lidar com essa realidade. Nisso, muitos pais revêem valores, tomam as dores e abandonam alguns comportamentos machistas.

Em outras palavras, e respondendo as suas dúvidas, é possível sim uma família patriacal, machista e preconceituosa reverter o modelo quando descobrem que um filho é gay. Claro que cada integrante da família vai levar seu tempo, vai absorver e pensar sobre a ideia da homossexualidade dentro de casa a sua maneira. O que é bom é que cedo ou tarde, e digo cedo ou tarde sob o ponto de vista do que você considera como “cedo ou tarde”, normalmente as pessoas da família reconhecem as próprias limitações.

Quando assumimos, cabe a nós respeitarmos o tempo de cada um para entender essa ideia da homossexualidade. No meu caso por exemplo, a minha mãe passou por um ano revendo valores, livrando-se de culpas e entendendo a questão. Meu pai, depois de 10 anos assumido a ele, até hoje aflora um descontentamento aqui e ali, não se envolve com meu namorado mas me tem muito bem como filho. Meu irmão levantou diversas dúvidas, ficou bastante surpreso no começo mas conviveu com essa realidade quase que de imediato.

No final, não somos responsáveis pelas percepções ou opinião dos outros. No caso da família, temos que acreditar no amor familiar e, acima de tudo, temos que nos desatar de nossos próprios nós, medos e inseguranças para buscar nossa felicidade.

Claro que para mim, todas essas palavras e etapas se aplicaram de um jeito, da maneira que construi a minha história de homossexuliadade. Você mesmo deve sentir, deixar um pouco a razão de lado e afrouxar seus próprios nós que fazem a você mesmo uma pessoa reprimida, para saber o seu momento e por onde começar.

E a dica final é que comece a ter menos preconceito com você mesmo. Não é em qualquer situação que as pessoas desconfiam de sua sexualidade! E, na pior das hipóteses, se o seu grupo mais próximo for também desse padrão mais machista e preconceituoso, será que não está na hora de você se aproximar de pessoas diferentes?

Taí uma lição: afinar sua “antena” para estar mais perto de pessoas que não coloquem “senões” ou questões quanto a sua sexualidade. Elas existem, elas estão na sua faculdade, elas não serão motivo para desconfiança e quem deve passar a enxergá-las é você mesmo.

Mas para isso, diminua o tamanho do peso que você mesmo resolveu levar nas costas! Não precisa ser tudo isso para você provar ao mundo que é MUITO MAIS que a sua sexualidade.

Abraço!
MVG

6 comentários Adicione o seu

  1. Will disse:

    Me senti no dever de deixar um comentário, porque sua história, M, se assemelha em muitos aspectos a minha e gostaria de dar uma opinião a respeito. É uma visão que eu tinha a mesma que a sua da questão, mas mudei com o tempo:

    Não acho legal por parte da culpa nos seus parentes [colocava também a culpa neles]. São preconceituosos? Ok, a questão é “Você vai ficar infeliz com a opinião deles?” “Vai ficar infeliz com a opinião de qualquer um que não gosta de gay?”.
    Quem cai na tristeza do preconceito é você por se importar com eles [já eles tão rindo a toa], você dá importância a eles demais, e você deveria diminuir a importância das pessoas e se importar com essa pessoa infeliz aí dentro de você.
    O que você fez de bom por você hoje? E ontem? Tá fazendo o que gosta e se sentindo bem? Tá se tratando com o devido carinho que você dá também a sua família? Tá justo as pessoas terem mais o seu amor, do que de você por você mesmo? Simplesmente dê importância a você, NINGUÉM vai fazer isso. Você pode se assumir, eles aceitarem você, mas cara, se você não dá a importância a você AINDA CONTINUARÁ infeliz mesmo assumido!

    ——–

    Entendo essa parte da exclusão social. Eu também tô passando por isso, e confesso que tô pagando caro, mas voltando a você, M, eu acho que você precisa abrir uma brecha pra esse ramo de pessoas que aparecem na sua vida.
    Que tal você se assumir só pra galera da facu? Ou só pra galera da academia?Ou numa rede social qualquer? Ou mesmo quando tiver andando nas ruas ou no metrô? Só pra dar uma sensação de liberdade e ir devagar dando um passinho de cada vez. Não estou dizendo pra você estampar na cara uma faixa na testa “Eu sou gay”. Apenas SEJA VOCÊ. E quando lhe perguntarem, responda com sinceridade… é SÓ naquele local. Tem preconceito? Tem amigo, mas NÃO EXISTE NINGUÉM 100% com a mesma opinião. Se banque pelo menos nesses locais de sua escolha, mostre aí aquele rapaz que você quer ser quando não depender dos seus pais, COMECE DE AGORA nessa pequenas brechas.
    ———

    Eu acho que as amizades não aparecem…porque você tem medo das pessoas. Medo do que elas pensam. Medo do que elas falam. Daí, você se afasta com a intensão de não se machucar com as pessoas, como você se machucou antes. Se você não abrir seu coração para esse ser aí de dentro: alegre, feliz, corajoso,simpático…e ficar nessa de deprimido, mesmo que você tenha intenções de fazer amizade, elas se afastam. Energia boa atrai energia boa, então ponha energia boa aí nesse seu espírito, bota um sorriso. Você não é bom de fazer amizade? Ok, mas e daí, tendo essa energia boa as pessoas vão atrás de algum jeito. Quer arrumar namorado nesse estado deprimido? Gostaria de conviver com uma pessoa deprimida? Por favor, M, dá um Help pra essa pessoa aí dentro de você. Aposto que pra ajudar as pessoas, você é um ótimo parceiro a quem contar, então porque não dá conta desse cara aí tristinho? Não deixe ele de lado não.
    Não desconte tudo no estudo, academia, faça coisas legais pra você.

    ——-
    Eu não recomendo você se assumir aos seus pais, enquanto não tratar a pessoa aí de dentro com devido respeito e saber lidar com a opinião alheia [o elogio e a crítica]. Acho legal você fazer um “treinamento”, com a dica que lhe dei de dar pequenas brechas para já sair melhor no dia que acontecer essa novidade aí pros seus parentes.
    E não dependa do dinheiro que você vai ganhar por causa dos seus estudos para só depois se assumir…. eu fazia isso também. Aí depois que eu tinha o dinheiro, eu atrasava o “acordo” que fiz comigo, e dava outra desculpa, “só vou assumir, quando tiver um namorado”, “só vou me assumir, quando tiver minha primeira vez”, “só vou me assumir, quando tiver minha casa”.
    Que tal você simplesmente dizer “Quando chegar a hora, eu irei saber e contar”?
    ———-

    Olha, M, eu torço muito por você. Quando eu li seu texto eu falei em voz alta “Gente, esse cara sou eu! Não pode ser…”. A minha intenção foi simplesmente ajudar de alguma maneira, Você não é o único e quero DEMAIS que você seja feliz na sua vida, porque de coração amei sua história.

    E ao MVG dou de novo os parabéns ao blog. Leio sempre refletindo várias questões. Olha que qualquer dia desses eu mando um e-mail pra receber um conselho seu…tô passando por umas coisitas……..

    Bem, abraços e beijos a todos os leitores. Esse blog já tá na barra favoritos aqui do meu navegador.

    PS: Desculpa o texto longo, não durmam kkkkkkkkkkkkk

    1. minhavidagay disse:

      Excelente o seu post, caro Will! E fique a vontade para mandar um e-mail quando convier.

      Abraço!
      MVG

  2. Dark disse:

    Quanto tempo, MVG! Tenho lido todos os seus posts, apenas não comentei por um bom tempo, mas tenho acompanhado o blog. Continua ótimo como sempre! Parabéns!

    “M”, deve ser difícil e através desse post, gostaria de te apoiar e falar um pouco sobre como eu lido com a homossexualidade.

    Bem, me descobri gay aos 12 ~ 13 anos e, naturalmente, neguei essa realidade. Meus pais são separados e eu sempre fui muito estudioso e maduro. Não aparento ser gay. Com 14 anos eu me aceitei. Minha mãe já sabe e a reação dela foi de surpresa, mas ao mesmo tempo ela continuou me amando do jeito que eu sou. Não se fala mais no assunto.
    Com 15 anos, idade atual, não tenho mais conflitos no sentido de: “Eu não sou gay, isso tudo é uma ilusão, é coisa da minha cabeça.” Sim, eu sou gay e me aceito como tal. Meu pai e o resto da família não sabe. O mais engraçado de tudo é quando as pessoas comentam. Um parente meu teve a ignorância de dizer: “Gay quer virar mulher,” durante um passeio no qual o assunto homossexualidade veio à tona. O pior de tudo, que me deixou MUITO decepcionado com a realidade brasileira é que ele é MUITO inteligente. Ele sabe tudo sobre tudo, mas ao dizer que “Gay quer virar mulher,” tive a confirmação de que ele não sabe nada sobre isso. Nada. “Por que e como ele tirou essa conclusão?”, me perguntei. E então pensei em algumas possibilidades: gays afeminados, travestis e transsexuais. Minha vontade era de informá-lo de que ele estava equivocado, mas não foi preciso. Outro parente meu comentou: “Gays não querem virar mulher. Há muitos gays machos de verdade por aí.” Claro que o parente que comentou que gay quer virar mulher ficou quieto. Mesmo assim, não foi suficiente para que ele concluísse que gays não querem virar mulher e que homens que viram mulheres são denominados travestis (antes da cirurgia) e transsexuais (depois da cirurgia). Por favor, MVG, me corrija se eu estiver errado! Mas também fiquei sabendo que alguns homens héteros que eu conheço já foram para uma balada gay. Me senti aliviado. Eu estava muito sem graça e com muita raiva ao mesmo tempo. Eu não esperava que um cara tão inteligente fosse tão ignorante quando o assunto é homossexualidade. Tudo bem, ele é hétero e tem 30 e poucos anos, mas é decepcionante. Claro que o outro parente, que sabe que gays não querem virar mulheres, é mais novo. Tem 20 e poucos anos. Diferença de uma década fez diferença na opinião, na informação e na aceitação. O mais novo, de 20 e poucos, também sabe da minha condição e aceita numa boa. Inclusive vive brincando de forma super descontraída. Já meu pai é super machista. Mas não estou muito preocupado, pois ele conhece alguns homens gays. Ele tem 40 anos. O conflito que atualmente existe na minha cabeça é se devo ou não arranjar um namorado (claro que esse “arranjar um namorado” se refere ao futuro: daqui a três anos ou mais, no mínimo). Se eu não arranjar, eles vão desconfiar de todo jeito. Então, se um dia eu arranjar um namorado, torço para que a reação do meu pai e dos outros integrantes da família seja boa. Se não for, também não estou muito preocupado. Sou gay com muito orgulho, independente do que a sociedade em geral pensa ou deixa de pensar.

    Bem, acho um pouco estranho, pois tenho 15 anos e estou dando um conselho para um homem de 20, mas um forte abraço, “M”, e pare de se torturar. Arranje amigos, se solte e não ligue para o que ninguém pensa. Viva cada dia intensamente e não perca mais tempo se preocupando com o que os outros querem que você seja. Seja você mesmo, independente de qualquer coisa. A vida é muito curta para se preocupar com besteiras. Além disso, a sociedade está cada vez mais “legal” conosco, pois o preconceito está cada vez menor. Ainda existe, mas aos poucos vamos quebrando os estereótipos e mostrando que não somos apenas o que os outros pensam de nós. Viva a liberdade e a diversidade!

  3. Jinx Hallows disse:

    Muito bom o post, gostei bastante… Seguindo.
    Dá uma olhada nesse blog aqui: http://eternabagunca.wordpress.com/
    Obs.: Recomendo que leia “O Garoto Novo pt. 1 e 2”.

    1. minhavidagay disse:

      Legal “Jinx”!
      Lerei seu blog logo menos!

      Abraço,
      MVG

  4. Bruno disse:

    Olha M, esse problema é um grande problema mesmo. Bem eu passo por esse problema também, e o que é pior, eu ainda não consegui aceitar muito bem meu desejo por pessoas do mesmo sexo, mas só estou me metendo em enrrascadas por conta disso e só estou me sentindo cada vez mais reprimido e com vergonha de mim mesmo por não ter coragem de ser que eu realmente sou. Pior de tudo é que eu tenho namorada, e não sei o que fazer porque ela gosta demais de mim, mas eu não tenho coragem de terminar com ela e muito menos de dizer o motivo. Nossa agora eu estou vendo as consequências horríveis da minha auto-negação e auto-repressão, sinto-me completamente perdido atualmente justamente por me sentir uma mentira e que esse coisa de fingir ser o que não sou está acabando com a minhas energias e me sufocando, uma sensação muito ruim cara…
    Eu sempre descarreguei minhas energias nos estudos mas agora ando até sem energia para isso e não sei o que fazer mas só sei que estou perdendo o ânimo pelas coisas e me sentindo infeliz…
    Sei la eu só queria não estar passando por isso que estou passando agora. Eu queria sumir e ir parar em outro lugar e ser eu mesmo la…
    To meio sem saber o que fazer da vida…

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