Relato gay – Desmistificando a mim mesmo!


Levar a frente do Blog MVG exige uma certa responsabilidade com o público gay e agregados. Sites frequentados e acompanhados subentendem empatia com leitores que passam a voltar mais de uma vez a esperam novidades, conteúdos interessantes, esclarecedores e, nesse caso, que botem os gays para pensar, esclarecer, encorajar, assegurar, referenciar, identificar…

Para quem está lendo a primeira vez, ou para quem já passou por aqui algumas vezes, busco expressar vivências da vida gay do ponto de vista da sexualidade, da psicologia e, não sendo nem sexólogo nem psicólogo, os textos que aqui evoluem com o passar do tempo refletem o ponto de vista de quem tem uma certa naturalidade para a escrita e para dividir experiências praticadas, sem o comprometimento de ser uma autoridade no assunto. A autoridade pode ser boa porque dá mais peso para os conselhos, mas ao mesmo tempo tiraria a liberdade de expressão. Se eu fosse psicólogo não poderia ter esse Blog da forma que está.

Na subjetividade da vida e da humanidade não existem verdades, a não ser aquelas que cada um entende e sente como verdade e eu, enquanto indivíduo gay me expressando, sem ser sexólogo formado ou filósofo, sigo sem métodos. Deixo aqui apenas alguns registros do que supostamente possa ser mais digno para outros gays, gays nas mais diversas fases de aceitação, nos mais diversos níveis de experiência e formação.

O público gay encontra aqui, normalmente, um tom positivo sem ser festivo. Encontra também uma vibração do “vai, tenta que dá”, sem ser inconsequente e, na maioria das vezes, o teor do blog remete a um estado de equilíbrio que as vezes parece bastante difícil de alcançar. As vezes até parece impossível e as vezes parece uma perfeição idealizada.

Falo muito de nos humanizar e, as vezes sou tão sempre correto que parece que eu mesmo me desumanizo. Resolvi escrever esse post dessa vez para dizer que eu também tenho minhas questões, minhas ansiedades, defeitos e dúvidas, dando voz a ideia clichê: “ninguém é perfeito e todo ser humano é passível de cometer erros”. Em outras palavras, o fato de expressar lucidez, clareza e coerência nos textos (adjetivos registrados pelos usuários), buscando sempre pontos e contrapontos, não quer dizer que a minha vida seja perfeita ou que eu viva sob uma boia king size num mar de rosas!

Por exemplo: descobri muito recentemente que eu sempre fui mais ciumento do que imaginava! E perceber que precisava controlar esse ciúmes não foi fácil! (rs).

Como tenho uma capacidade argumentativa muito grande, as vezes não dou brecha para um diálogo. Acaba virando monólogo (RISOS).

Sou uma pessoa muito enérgica, o que não quer dizer ansiosa, mas que deposita bastante paixão nas coisas que faz. Essa paixão já me cegou em alguns casos e essa paixão as vezes me enche de fúria. Sabe uma pessoa brava? As vezes eu sou.

Na maioria das vezes busco um propósito para tudo. Se eu pudesse quantificar ou qualificar Deus eu o faria! (rs) E possivelmente traduziria rapidamente aqui, no MVG (rs).

Tenho um “diabinho” dentro de mim que hoje está menorzinho. Mas já foi um furacão nas boas noitadas. O diabinho jamais vai me deixar porque faz parte de mim e exige de uma consciência importante para que, as vezes, uma simples conversa com um estranho não se torne um ato de sedução (que para os menos atentos vira um encantamento)!

Existiu um fogo dentro de mim que não é propriamente o sexual. Mas era combustível para inquietações sem foco, com alto gasto de energia e hoje, graças ao bom Deus, está bem mais focado! Reconhecer esse foco e preserva-lo na linha não é fácil!

Sou deveras obstinado e perseverante, e as vezes essas coisas aparentam ao outro egoismo e individualismo. As diferenças são tênues mas nem todos são capazes de enxergar. Logo, me têm como egoísta e individualista (rs).

Assim, como falo muito da busca de nossa humanidade, em sermos plenos e conscientes de nós mesmos, deixo registrado aqui partes da outra parte de mim, que dignifica a minha humanidade, o lado que não é tão bom assim, que ainda exige resoluções e que ainda tem um chão para viver.

Ufa! É um alívio, as vezes, não querer ser perfeito nem querer sempre buscar a perfeição. É bom sentir que sou igual a muita gente!

Fora isso, sou a pessoa que dá o tom a esse blog. Vem comigo quem quiser! :P

1 comentário Adicione o seu

  1. Paulo disse:

    Achei engraçada a parte da boia King Size num mar de rosas, me veio à cabeça a clássica cena do filme Beleza Americana, mas com o tom de humor do filme Madagascar. Certa vez minha mãe me disse que quando Deus nos deu duas orelhas e uma boca ele queria sinalizar algo, achei interessante você comentar algo que vai nesta linha, por que isso não é fácil, controlar este aspecto é controlar um impulso forte da nossa personalidade, eu no meu processo de amadurecimento já cheguei a criar inimizades na faculdade quando procurava colocar minhas ideias e convicções de maneira muito enfática, não posso negar que o resultado dos trabalhos costumava ser satisfatório, mas o stress residual não compensava, o gosto das lembranças fatalmente era amargo.

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