Coisas de afetividade entre gays? Coisas de afetividade entre pessoas!


Afetividade e sexo entre dois jovens, mesmo que gays, as vezes superam os rótulos

“Jr – Florianópolis” deixou um comentário muito interessante que mereceu destaque para uma sexta-feira! Em nossas manias sociais de rotular e até mesmo assumir esteriótipos, o quanto desvalorizamos a naturalidade dos envolvimentos humanos com mais independência de nomes ou comportamentos que atrelamos (em nossa cabeça) a esses nomes?

Afetividade deve ser autêntica e acima de gêneros!

A maneira que Jr conta seu relato no MVG fala da afetividade e o despertar do envolvimento entre dois homens, possivelmente gays em frequências de aceitação diferentes.

(O rótulo “gay” aqui não é para banalizar, mas sim, caracterizar e oferecer contexto).

Vale a pena esse relato para ilustrar quando comento sobre essa nossa maneira de dizer que determinados comportamentos são coisas de homens, mulheres ou gays. Na realidade, gêneros estão abaixo das sentimentalidades humanas e, muitas vezes, vinculamos essas sentimentalidades aos rótulos para um tipo de preservação boba. Essa preservação nos tira a naturalidade muitas vezes.

Relato de Jr

Tenho um fato um tanto engraçado: conheci ele no dia do meu aniversário neste ano (em maio), teclávamos pela internet a um bom tempo e ele sempre querendo me conhecer, até que o certo dia o convidei justo para o “meu” dia. Ele estava com uma menina que se dizia “ficante”. Realmente era, até hoje eu e ele temos amizade com ela, é super tranquilo.

Logo depois de nos conhecermos, já nos tornamos amigos, nos víamos todos os dias nas horas de lanche do trabalho, marcávamos um cinema após expediente e assim por diante. Com todo respeito por ele, sentia algo de vez em quando, mas não demonstrava porque naquele momento, pra mim, queria mesmo era a amizade dele. Era mais fácil por brincadeira (com um fundo de verdade) ele me abraçar, fazer carinho e dizer que me adorava do que eu fazer isso com ele, que seria natural da minha parte por ser gay.

O tempo passou um pouco, mesmo assim estávamos nos vendo ainda, nos encontrando, todos já começavam a comentar com reciproco preconceito tanto da família dele e uns amigos. Mesmo assim, o que foi me encantando e me fez me apegar mais ainda é que um certo dia, de uma conversa sentimental, me olhou nos olhos e disse que nunca me abandonaria, que não estava nem aí para que os pais deles iriam falar ou os amigos, ele queria apenas ficar ao meu lado.

E sempre nessas ocasiões ele sempre contornava, sempre achava um jeito pro problema, e pra nós ficarmos bem, naquela sinceridade e sem malícias.

Mas isso foi alimentando ainda mais o meu sentimento por ele, das atitudes, do comportamento franco e inocente.

Quando me vi totalmente apaixonado por ele, me afastei um pouco. Não por muito tempo porque ele me procurava, todos os dias, me ligava e era o único a me fazer rir conversando pela internet.

Não me contive e contei que estava apaixonado.

Ele viu aquilo de uma forma tão natural que parecia que da parte dele também seria isso, mas no fundo, após nos vermos novamente, ele foi sincero a me olhar nos olhos a me falar, que seria o homem mais feliz do mundo se fosse gay e ficasse comigo, mas infelizmente ele não era. Me pediu desculpas e se levantou.

Sofri um pouco com a situação, na mesma noite ele me ligou falando que estava a caminho da minha casa, lá ele ficou e dormimos juntos, na mesma cama. Não aconteceu nada, se é o que estão pensando, mas a noite inteira ele ficou excitado, mas em nenhum momento eu quis “aquilo” estava totalmente respeitando a escolha dele, “eu” não queria apenas sexo, eu queria amor, por isso no fundo, acabou não acontecendo.

Ficou por isso, só estávamos um pouco afastados “envergonhados” – pode ser a palavra certa – por não ter acontecido o que ele queria.

Nesta terça-feira, dia 06 de novembro de 2012, tivemos o primeiro contato sexual. Foi legal, divertido, até conversamos depois de tudo, achei super tranquilo.

Mas aquela “chama” lá no início, não se acendeu. Pra mim, não consigo mais ver ele como homem, não consigo ter “amor” como homem por ele.

Gosto apenas, na mais pura e verdadeira amizade.

Tenho medo de magoá-lo por isso, ele demonstrou ter gostado bastante, me elogiou, me acordou na mesma noite fazendo carinho em meu cabelo e cantando música em inglês (tudo errado, mas cantou rsrs) já me mandou mil mensagens dizendo que está com saudade, não sei realmente o que fazer se ele se apaixonar.

Aguardo uma saída. Obrigado leitores.

MVG

Olá amigo Jr! Tudo bem?

Na realidade não existe uma saída para a sua situação (rs). O que existe é a maior simplicidade e naturalidade que pode existir entre duas pessoas com algum interesse uma pela outra. Esse é seu caso: de naturalidade dos envolvimentos entre pessoas.

Vocês estão “jogando” o jogo da sedução, sexo e sentimentalidade há alguns meses e não é isso que também acontece em diversas situações entre homens e mulheres, gays e lésbicas? Tudo isso faz parte da naturalidade saudável do convívio, envolvimento e relacionamento entre pessoas que se gostam e que não se preservam por medos e receios.

Claro que no meio gay – por haver os bloqueios e tabus – é aceitável que poderia existir no começo do discurso dele um “não sou gay”. Não sei a idade dele nem a sua, mas é sempre mais difícil do que fácil um homem ou jovem assumir que é gay e assumir que existe um envolvimento sexual e afetivo por outro igual. A diferença aí, ao que tudo indica, é que vocês estão em níveis diferentes de aceitação e compreendimento quanto a própria sexualidade.

Você deu a letra, se mostrou apaixonado e a princípio ele negou. Depois, a sua declaração teve um efeito nele, um tipo de “encantamento” que ele acabou projetando no sexo o desejo dele por você, como maneira de mostrar que estava a fim. E aí, BOOM, os papéis se inverteram: ele agora anda ligadão em você depois da “transa” e você, depois da maneira que ele se entregou deu uma “esfriada”, colocando-o na categoria “amigo”.

Mas oras pois, não é isso que também acontece entre os “jogos de casais” quando estão se conhecendo e quando existe pelas partes o tal do “algo mais”, gays e heterossexuais? Nem sempre dá certo, nem sempre dá errado (rs).

Amigo Jr, tudo bem você definir que é amizade e que não rola mais nada. Mas eu tenho uma dúvida autêntica: será que não rola mais nada mesmo? Ou a maneira que ele representou o estar a fim de você, pelo sexo, te brochou por não ser a maneira que você esperava? Ou a maneira que você tinha como ideal?

São dúvidas a se pensar e não são afirmações, ok?

Sabia que a maioria dos homens, gays ou heterossexuais, acabam demonstrando afetividade se predispondo ao sexo? E existe também uma minoria de homens, gays e heterossexuais – que talvez seja seu caso – que coloque o beijo, o carinho, palavras certas e bem colocadas, a atenção com o olhar e as carícias como demonstração de afetividade?

E sabia que precisamos aprender a lidar e exercitar um pouco de tudo isso para relacionamentos irem mais a fundo?

Lembre-se que o homem gay e heterossexual é cobrado desde muito pequeno a não demonstrar afetividade por valores culturais herdados na educação familiar e social. Normalmente aprendemos que na hora da cama (e no estádio de futebol – rs) podemos manisfestar carinho e afetividade. Talvez, para seu amigo, a vontade de dormir excitado ao seu lado e transar foram as maneiras que ele soube e sabe hoje mostrar que tem uma atenção especial por você! Nada impende que não possa ser diferente amanhã.

E talvez, você, tenha uma personalidade que se envolve mais fortemente a ideias, pensamentos, postura e carinho não necessariamente relacionado ao sexo. Para ver que somos diferentes mas que essas diferenças fazem parte da natureza humana.

Talvez sim, talvez não. Só você para saber!

De qualquer forma, Jr, você devia se sentir um privilegiado por viver uma experiência desse tipo. Não são todos e na verdade são bem poucos homens e jovens gays que se permitem deixar levar dessa maneira fluida por diversos motivos: definições próprias estabelecidas, taxações, auto-preconceito, vergonha, medo ou até mesmo falta de oportunidades pois para acontecer situações como as que aconteceu entre você e o menino é necessário duas pessoas predispostas, deixando a força do envolvimento ser superior aos valores que embutimos nos rótulos.

Creio que você não precise de saída e sei que “saída” foi apenas uma forma de expressão. Mas você precisa viver tudo isso e dar continuidade da mesma maneira que ambos têm feito. A história não acabou, querido Jr. A partida ainda está em campo! rs

Não é porque não aconteceu do jeito que você esperava que é bacana largar (rs). O mais cômodo é largar, mas pense como você gostaria que agissem com você se a situação fosse o contrário! Provavelmente, pela maneira que você aparenta ser, você gostaria de conversas e satisfação, não é verdade?

Abs,
MVG

11 comentários Adicione o seu

  1. Wicked disse:

    Gostei muito seu comentário, MVG. A afetividade num geral tem muitos caminhos, realmente. Acho que pra essas pessoas que procuram em seu blog dicas de namoro,relacionamento…acho que essa sua dica desse post estaria no TOP3, sabe. Realmente vale a pena ler.

    Agora falando do meu ponto de vista, Jr, na minha visão lendo seu relato houve uma desilusão da sua parte.
    A ilusão de vocês dois juntos já tinha um script dentro de você, daí num belo dia a vida escreve de uma maneira que não tava no seu script. Putz, fora do roteiro….vem desilusão. Ele não era aquilo que pensava que seria quando estivessem juntos, não? E ele não era bem aquilo que tava na sua ilusão, era?—- isso foi a impressão que me passou do seu relato.

    Meu conselho é convidar você pra ficar na realidade e parar de ama-lo com a cabeça [onde fica as ilusões] e ama-lo com coração [a realidade, o que ele e você mostram no dia-dia e não no campo das ideias]. Boa sorte e tudo de bom pra vocês dois.

    PS: Linda história de vocês dois.

    1. Jr - Florianópolis disse:

      Nossa, realmente não sei nem o que escrever aqui pra agradecer! As vezes se passam coisas aqui dentro que não conseguimos demonstrar nas palavras, só quero deixar meu gesto simples de um enorme OBRIGADO! Realmente depois de ler, pude notar quão história bonita foi e esta sendo, sinto dele “hoje” um carinho incrível, tanto com a razão, como no coração (sentimental). Não vou deixar essa efetivação pra trás, estou deixando da forma mais natural possível, ele até fez uns comentários (ontem) sobre o que rolou na terça-feira que me fiz rir bastante, coisas que eu não falaria, sabe?! Gestos pequenos, mas com forte expressão. Só queria no fundo, não magoa-lo por não estar sentindo “talvez” a mesma coisa que ele. Estou de férias até final de janeiro e isso ta nos fazendo “ver” menos, mesmo assim, toda semana ele vem aonde moro ou marcamos de ir ao shopping (nem que for pra tomar uma casquinha do Mc’Donalds rsrs). Vou deixar acontecer, sem pressa de qualquer coisa, afinal, amigos de verdade nós somos, amizades são sempre, (pelo menos no meu caso com ele) se mais tarde for rolar um sentimento ( como homem), pode ter certeza que deixarei me entregar, só que hoje, da minha parte esta natural, sem forçar maiores.

      Wicked ótimo comentário, exatamente isso que aconteceu!
      Muito obrigado!

      Há, não esquecendo, tenho 20 anos e ele 19.

      MVG, mais uma vez, obrigado! De coração mesmo, foi um dos textos mais explicativos e de grande compreensão. Meus parabéns a página.
      Um forte abraço.

  2. Ali disse:

    Oi tudo bem? rsrs

    Muito bonito e profundo esse relato,gostei muito.

    Pois é, deixar rolar naturalmente os sentimentos por um outro alguém é algo que poucos conseguem efetivamente.Mas eu queria questionar um pouco rsrs:

    Se entregar ou “deixar rolar” é uma ótima alternativa para liberar sentimentos isolados e trancafiados em nosso consciente,até aí OK !! mas e SE “naturalmente” essas afetividades não forem correspondidas conforme as expectativas de cada parte envolvida no “relacionamento”??

    Isso,em contra-partida, não geraria insegurança e uma certa dose de frustração em futuros envolvimentos afetivos e sexuais??

    Falo isso como um curioso estudante de Psicologia que eu sou.

    Me desculpem se estou sendo um tanto racional demais para elucidar uma questão essencialmente emocional!!

    Penso,que a naturalidade dos sentimentos,principalmente a demostração desinibida e sincera desses sentimentos é de uma importância gigantesca no desenvolvimento afetivo e sexual de um indivíduo,sem dúvidas.

    Mas,se nos deixarmos levar exclusivamente pelos nossos instintos, ou levarmos em consideração excessivamente o que o coração nos diz, ao mesmo tempo não estaríamos esquecendo o que a nossa massa cinzenta nos alerta sistematicamente, quase sempre discordante com o que o coração sente?

    Amigo MVG,você sabe a minha opinião a respeito dos “rótulos sexuais”,não é?! rsrs
    Portanto não vou me aprofundar muito nessa questão.

    Mas cuidado para não aconselharmos alguma pessoa,a se jogar em queda livre em algum objetivo no qual não há segurança na hora de pousar,ou as vezes nem há onde pousar.

    Desejo toda a sorte e o amor do mundo para os dois pombinhos rsrs.

    Abraços!

    1. Ali disse:

      Inclusive eu acho que chamar de “rótulos sexuais” já é de um preconceito tremendo.

      Chama-se SEXUALIDADE, que é apenas uma característica individual,natural,indissociável pertencente a todas as pessoas.

    2. minhavidagay disse:

      Oi Ali!

      Creio que a situação não seja de queda livre que não tenha nem lugar para pousar.

      Mas nesse tema, me lembro de uma frase de algum filósofo ou pensador: “não tenha medo de expressar o amor ou envolvimento que você sente pelo outro. Esse amor não depende de ninguém e não subentende necessariamente uma reciprocidade. Estar envolvido por alguém é uma dádiva índividual”.
      Se a gente cria muito expectativa e reprime muito as emoções pelo racional – e você sabe que quem reprime é sempre o racional – a gente não vive uma possibilidade pelo medo e aí podemos viver a frustração de não ter tentado.
      Complicada a psique humana, não?

      Sou partidário de sempre tentar. A frustração, quando não vira trauma, nos dá mais força para tentar de novo.

      Abs!

      1. Ali disse:

        Oi,sou eu e novo,rsrs

        Quanto ao expressar o amor ou envolvimento que você sente pelo outro,sem dúvida que é benéfico e eu super apoio essa iniciativa.

        O que eu me refiro,é antes de tentarmos qualquer coisa,principalmente em termos afetivos,sempre devemos fazer uma espécie de balanço geral dos prós e dos contras que tal decisão pode ter em nossas vidas.

        Tentar qualquer coisa,pela simples falta de medo ou materializando sempre o depois com benefícios,pode gerar muito mais malefícios do que benefícios para o indivíduo,nesse caso a frustração de ter tentado, ter pulado em queda livre e ter se esborrachado no chão,pode gerar traumas ao invés de força para tentar de novo.

        As raras exceções bem sucedidas de tentativas positivas,somente serviram para confirmar a regra das não tentativas potencialmente negativas.

        Uma espécie de efeito retardado,que após a sensação de prazer passar,a lucidez volta a prevalecer,a razão reprime por algum motivo,você não acha?!

        Não sei se você me entende?! rsrs

        Quanto a psique humana,ela só é um tanto complicada,porque para defini-la usamos muito os termos abstratos da psicanálise freudiana,que diga-se de passagem,já estão bastante ultrapassadas.

        Minha abordagem é muito mais comportamental e racional.o “inconsciente/consciente” na verdade é uma associação sistemática de ideias concebidas em nosso cérebro.

        A psicanálise estuda as causas,a psicologia cognitiva estuda os efeitos da causa,e é essa a minha abordagem.

        Desculpe mais uma vez essa minha viagem kkkkk
        Encare como uma crítica construtiva,não tenho nada com a vida alheia…

        Mas é preciso que as pessoas tenham lucidez a respeito de suas escolhas,porque geralmente os resultados são pouco proveitosos,aí sim é preciso de força para tentar outra alternativa mais viável.

        Abraços do racional e calculista aqui kkkkk

      2. minhavidagay disse:

        Oi Ali!

        Precisamos ter lucidez sim e concordo com essa ideia. Mas e quando parte dessa lucidez, e lucidez nesse caso se traduz em consciência e maturidade, se adquirem apenas na prática, na vivência e no “cair para aprender a levantar”?

        Traumas temos a todo momento, em diversos níveis desde o dia que se rompe a bolsa de nossas mães, saímos do conforto da barriga e passamos a ter que forçar os pulmões a respirar o ar da “terra nova”. Trauma podemos adquirir com uma martelada no dedo e com uma possível rejeição.

        No meu ponto de vista, Ali, precisamos viver experiências, passar por alguns traumas e aprender a superar.

        As vezes – e posso estar enganado – os gays são muito traumatizáveis e não reconhecem a importância da superação. Temos uma ou duas experiência e já achamos que, é um modelo do “não dar certo”, não dará certo jamais! Tem a ver com a postura vitimista latina que apresento nesse post.

        Realmente acho que Freud é meio antigo, resume tudo no sexo, e acho que hoje podemos ir além. Os efeitos das causas são os mais variados possíveis, dependendo do fenótipo e do genótipo de cada indivíduo, ou do contexto social em que se encontra e de traços de perfil que está impresso em seu DNA.

        Mas a vida, de uma maneira geral, nos ensina muito sobre superação. Se ficarmos resguardados e evitarmos um tipo de exposição para ver “qualé das coisas”, a mim, parece que vivemos menos ou enxergamos a vida por meio dos olhos dos outros. A prática, quando consciente da necessidade da superação, amplifica nosso olhar sobre a diversidade, sobre a compreensão da rejeição (ou da negação), sobre questões de paradigmas e questões de preconceito.

        Racionalismo e calculismo podem ser sinôminos de insegurança? rs :P

        Abraço e obrigado por reflexões bacanas!
        MVG

  3. Ali disse:

    Oi,
    Você se importa se continuarmos a discussão? hehe

    Gostei de trocar ideias com você.

  4. minhavidagay disse:

    Não me importo… pode continuar! :)

  5. Marco disse:

    Adorei o artigo! em especial este trecho : Sabia que a maioria dos homens, gays ou heterossexuais, acabam demonstrando afetividade se predispondo ao sexo? E existe também uma minoria de homens, gays e heterossexuais – que talvez seja seu caso – que coloque o beijo, o carinho, palavras certas e bem colocadas, a atenção com o olhar e as carícias como demonstração de afetividade?

    Lembre-se que o homem gay e heterossexual é cobrado desde muito pequeno a não demonstrar afetividade por valores culturais herdados na educação familiar e social. Normalmente aprendemos que na hora da cama (e no estádio de futebol – rs) podemos manisfestar carinho e afetividade.
    ….
    Não são todos e na verdade são bem poucos homens e jovens gays que se permitem deixar levar dessa maneira fluida por diversos motivos: definições próprias estabelecidas, taxações, auto-preconceito, vergonha, medo ou até mesmo falta de oportunidades pois para acontecer situações como as que aconteceu entre você e o menino é necessário duas pessoas predispostas, deixando a força do envolvimento ser superior aos valores que embutimos nos rótulos.

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado, Marco! :)

      E benvindo ao MVG, se é que você já não frequenta :D

      Abs,
      MVG

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