Mulheres que se relacionam com homens gays


Durante minhas férias e na leitura de algumas dezenas de e-mails recebidos (ainda não consegui responder todos, desculpem!) o tema “Gays em relacionamento com mulheres” veio até a mim sem fazer grande esforço.

Um número grande de ocorrências desse fato me fez pensar: “será que ainda somos muitos gays que por alguns motivos particulares assumimos um relacionamento heterossexual, num tipo de fuga, esconderijo ou atuação”? Muito provavelmente.

Por um lado reforço a ideia de que viver numa sociedade que nega a homossexualidade acaba impulsionando homens gays a relacionamentos com mulheres, homens que não pensam duas vezes e se lançam em casos heterossexuais. No ano passado, recebi alguns relatos evidentes de homens gays, casados e com filhos. Alguns sofriam com a situação, da repressão familiar e religiosa, do medo do enfrentamento e da dura decisão de seguir a “cartilha hétero”. Outros colocavam a homossexualidade, ou o sexo com homens, como uma diversão, um aperitivo para degustar e descontrair fora de suas rotinas de pais e maridos.

Sofrendo ou se divertindo, podemos até levantar a questão de caráter de cada homem gay casado com uma mulher, do respeito ao outro indivíduo (que no meu sincero ponto de vista vai muito além dos ditados religiosos), mas temos que concordar que até a maneira que cada um lida com essa situação – de sofrimento ou diversão – tem a ver com a diversidade. Recai diretamente na questão da moral e da dignidade de um homem. Mas deixo a polêmica e as reflexões a respeito para cada leitor.

Em sequência, soube que minha futura cunhada já se relacionou em namoro com dois gays. Achei interessante que esses fatos não foram os primeiros a chegar até a mim. Lembro bem da “Helena”, há uns treze anos atrás, que coincidentemente namorou com um rapaz que se assumiria gay e que trabalhava na mesma empresa que eu. Helena posteriormente casaria com um amigo meu, do colegial. Assim como minha futura cunhada que fazia vistas grossas para a situação, era evidente que o ex-namorado de Helena era gay! Evidente pelos hábitos, manias, trejeitos e tudo mais que configura um gay que tem identificação com os esteriótipos.

Levantei algumas vezes os pontos de vista do gay que recorre a um relacionamento heterossexual. Nesse bolo, medo, repressão, dúvidas e até mesmo falta de caráter foram temas levantados em posts anteriores.

Mas e quando uma mulher topa se relacionar com um gay?

Esses contatos pessoais e relatos por e-mail me fizeram perceber que existem, sim, mulheres que assumem um relacionamento afetivo e sexual por um homem gay e mesmo assim persistem. Por esse novo ângulo, por que será que algumas mulheres assumem essa realidade?

Me vem a mente o ditado “o que um não quer, dois não fazem”. Até que se prove o contrário, essa teoria ainda é uma grande verdade.

Então, será que muitas dessas mulheres topam ser o “abrigo” ou o “esconderijo” desses homens numa relação até mesmo maternal? Quais são as ligações ou as químicas que fazem determinadas mulheres – mesmo na intimidade sabendo que há algo diferente e gay em seus homens – toparem por desenvolver vínculos afetivos?

Provavelmente, os gays que estão nessa situação, mas se sentem homens “machos”, vão alegar que a mulher tem a coisa da submissão natural pelo homem. Não acredito nisso. Já os gays que não se portam como machões vão a favor das sutilezas femininas e devem depositar muita coisa no valor afetivo construído.

Mas o que vai além disso para a mulher que se sujeita?

O fato é que existe essa variante: mulheres dispostas a encarar homens gays.

22 comentários Adicione o seu

  1. Picão disse:

    A mulher sempre quis ser a redentora do homem e colonizar a alma dele. Não existe prêmio maior pra ela que isso. Converter o gay em hetero ou por o bi como exclusivo dela é o ápice do poder de uma mulher sobre um homem de do seu alto valor feminino.
    Isso ainda não existe na sociedade … é incipiente, mas em pouco tempo, quando passar essa modinha de sair do armário, vai começar ouras modinhas … tlz, de conversão de gays por mulheres, por igrejas e por coisas tais. Não acredito numa geração de gays velhos.
    Aliás, onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90? A própria comunidade gay expulsa eles e os rejeita. Uma vez rejeitados e sem núcleo, não acho difícil eles tentarem aS conversõeS. Eles não têm nada a perder, pois já perderam tudo e ainda foram rejeitados depois de uma vida se empenhando em ser gay.
    É triste, mas repito. E responda-me:

    Onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90?
    Onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90?
    Onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90?
    Onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90?
    Onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90?
    Onde estão os gays velhos de hj, que eram os jovens nos anos 70 80 e 90?

    Será que eles não são tipo um José de Abreu da vida?

    1. minhavidagay disse:

      Fala “Picão”!
      Posso responder sua tão repetida dúvida com alguns casos. Mas antes dos exemplos, tenho que dizer que não acreditar em gays velhos representa – a mim – um desconhecimento ou uma falta de acesso aos mesmos. O outro ponto é que você realmente acha que para ser gay precisamos nos resumir a viver em nossa comunidade para todo sempre?! Eis um outro equívoco. No meu ponto de vista um indivíduo, independentemente da sexualidade, vive e deve viver todos os âmbitos ou pelo menos aqueles que agradam, sem distinção. E aliás, depois de uma certa idade não precisamos ficar gritando ao mundo nossa sexualidade ou, no mínimo, espera-se de um homem maduro que esse tipo de coisa não aconteça entre os vizinhos! Durante um período da vida, tão igual a maioria das pessoas do mundo todo, nos resumimos aos guetos, baladas e determinados lugares. Mas isso é igual para todo mundo, e isso é coisa da juventude na maioria.

      A partir daí, depois de uma idade a tendência é deixarmos de lado esse fluxo constante no meio. Acontece que viver o meio ou a comunidade tem muito de auto-afirmação e auto-afirmação faz parte, normalmente, de um período jovem da vida. Mas não é diferente da mocidade hétero que adora frequentar e ostentar na região do Itaim, por exemplo. Um gay, de fato e assim como um hétero, está em qualquer lugar.

      Respondendo diretamente suas perguntas, apresento alguns exemplos:

      – Ian McKellen, o mago Gandalf do Senhor dos Anéis é gay, casado e está por aí esbanjando vitalidade profissional em plena maturidade. Ian McKellen era jovem na década de 60;
      – Elton John, com mais de 60 anos e que viveu sua juventude na década de 70 está casado há mais de 10 anos e está vindo para um novo show no Brasil em fevereiro;
      – Meu amigo “Tablito” namora um sessentão, atuante no mercado da medicina, um dos expoentes em sua área e que está sempre em restaurantes e eventos;
      – O tio de uma amiga, que está com 50 e poucos anos e era jovem na década de 80 continua sua vida, gay, muito menos ativa ou envolvida na comunidade. Foi um tremendo de um fervido e foi um dos que abusou!;
      – O tio de um amigo passa dos 60 anos. Continua dando seus cursos, levando seus trabalhos sociais e – até bem pouco tempo atrás – namorava um jogador de futebol que não é necessário revelar o nome pois, como muitos gays, escondem a identidade sexual;
      – Eu mesmo, com meus quase 36 anos não posso dizer que tenho 20 poucos anos e sigo intensamente o fluxo da comunidade, nem que sou um jovem de 20 e poucos anos de contestação e necessidades. Graças a Deus não vivo crise de identidade ou idade, nem quero ser um “forever young” que, convenhamos, é um porre! Um velhaco que quer ser jovem vive de “SSS” – Síndrome de Susana Vieira! Preguiça…

      Viver a comunidade não é uma condição definitiva para quem é gay. Posso estar com meu namorado num hotel fazenda no interior de São Paulo, numa lanchonete do meu bairro ou em férias em Nova Iorque. Posso estar num churrasco de aniversário no final de semana ou num almoço em família na casa dos meus pais.

      São seis e exemplos próximos a mim, sem fazer grandes esforços mentais. Seríamos apenas 6 espécimes do mundo inteiro? Claro que não! Quando a gente passa dos 40, cruza os 50 e avança os 60, acredito ser amadurecido não precisar erguer a bandeira da homossexualidade, diferente do jovem que em essência se expõe, aparece, da as caras e se auto afirma. Essa é a diferença: depois de uma certa idade tendemos a ter outras interesses, vontades e propósitos. Certamente buscamos nos expor menos porque a vida tende a ficar tão resolvida que não precisamos “sair do bueiro” todas as noites para aparecer, ser visto, ser ouvido ou ser cobiçado.

      Claro que existem exceções, os “SSS’s” estão aí nas baladas no geral, e são gays ou heterossexuais.

      Espero que VOCÊ não esteja vivendo uma crise de idade! ;)

      Abs,
      MVG

  2. Carlos Rodrigues disse:

    Entrando um pouquinho no assunto sobre gays dos anos 60, 70 ou 80.

    Bom, eu acho normal um jovem se perguntar onde estão essas pessoas, pois é como você havia dito: “Quando somos jovens, sentimos a necessidade de levantar a nossa bandeira de homossexuais, e nos revelar ao mundo”.
    O que todo jovem homossexual (ou a maioria) acha sobre a vida gay: Curtir, curtir e curtir! Diferente do jovem heterossexual que futuramente ele pensa em casamento (já que a sociedade impõe que você só será feliz se você se casar). Mas acredito que o homossexual deixa o casamento em “segundo plano” pelo fato dele ser homossexual. Digo: Casamento gay não é legalizado (não tenho certeza), ou não é visto como um ápice de felicidade na vida de uma pessoa. Se o casamento gay não é “visto” assim, qual o jovem homossexual que pensa em se casar?
    Então ficamos com o plano de vida de: Curtir, curtir e curtir… O problema, é que esquecemos que uma hora ou outra, nós envelheceremos e não teremos mais toda essa energia de nossa juventude. Aí vem outra coisa que todo homossexual acha: Se não posso me casar, viverei uma vida eternamente sozinho!… Daí vem a conversão que o “Picão” disse: Vou ter um relacionamento heterossexual para não morrer sozinho… Além de “Picão” afirmar que um Sr gay perdeu tudo na vida, então um relacionamento hétero não vai ter tanto impacto na sua vida…
    Eu acredito que o impacto de você estar velho e não estar ao lado de quem realmente gosta, é bem maior.

    Se o Sr. Gay não possui mais a energia de sua juventude, já passou por várias experiências em sua vida e já está ao lado de quem gosta (ou não), realmente é compreensível que ele não sinta a necessidade de levantar sua bandeira.

    Agora ao assunto do tópico:

    Só vejo algumas possibilidades para uma mulher se relacionar com um gay:

    – “Converter” o gay em hétero… Tentativa muitas vezes falhas e não funciona, isso só contribui pra ele viver uma vida de heterossexual, ou seja, uma vida de mentira.
    – Não ter encontrado o seu homem. Digo: O Homossexual além de ter um pensamento, sentimentos e jeito masculino (por mais estereotipado que seja), ele possui sentimentos e pensamentos femininos. Um gay entende uma mulher, o que na maioria das vezes um hétero não entende (um hétero machista, por exemplo). Ele procura no homossexual, algo que ela não encontra em muitos heterossexuais: Carinho, amor etc (não sou muito fã de “melosidades”).
    – Querer apenas ter experiências com tipos de homens, sejam eles: Mascus, machistas, nerds, vida loka, pirangueiro, gays etc… Muitas vezes querendo ser mais rodada do que blayblade! xD!

    Sei que a resposta ficou gigante, mas é que quando eu quero opinar, eu boto a maioria das minhas opiniões para fora! xD!

    1. minhavidagay disse:

      Muito válido seus comentários, caro Carlos!

      Na lista de gays que eram jovens nas décadas de 70, 80 e 90, não posso deixar de comentar algumas pessoas que lembrei agora, como o George Michael que há bem pouco tempo atrás, já quarentão ou cinquentão, andou fazendo putaria dentro de uma banheiro público e tomou “advertência social”. Os gays que vivem a maturidade estão por aí sim e claro que não deixam de ser gays. Alguns se expõem como os exemplos que dei e que fazem parte do universo artístico. Mas a grande maioria já não está numa vibração de expor a vida pessoal.

      Lembrei também do Andy Warhol que até onde sei nasceu e morreu em meio ao seu personagem.

      Temos ainda o Ney Matogrosso, sessentão em evidência que – pelo que muitos comentam – está com um vigor físico invejável, promovendo shows anuais, lançando novos discos e vivendo de uma estabilidade invejável e conquistada. Invejável e conquistada não propriamente por ser gay, mas por ter cadeira cativa no cenário da música popular brasileira desde seus Secos e Molhados.

      Abs,
      MVG

  3. Luis Augusto disse:

    Vendo dois comentários tão grandes, abrangentes e articulados como esses deixados por Carlos e “Picão” estou até com um pouco de receio de comentar.

    Na minha opinião existem vários motivos que fazem uma mulher a ter um relacionamento afetivo e sexual com um gay, isso depende muito de como ela encara essa situação. Mas acho, que um dos principais seria a sonhada “conversão” do homossexual em heterossexual, aliás essa possibilidade é muito difundida no meio social(com destaque para a televisão), que afirma que a homossexualidade é passível de cura.

    Outro motivo seria esse lado maternal natural da personalidade feminina, acho que uma parte significante aceita esse tipo de situação, porque sente necessidade de cuidar e proteger esse homossexual. Existem ainda outros motivos, que foram expostos pelos comentários anteriores e vários que não foram nem citados. Mas existe uma parcela significativa que realmente não sabe da sexualidade de seu marido. Beijos, tenha uma noite excelente.

    1. Marina disse:

      Até acho q realmente pode existir aquelas mulheres q se relacionam com homens assumidamente gays na tentativa de os converterem em heterossexuais….Não existem aquelas mulheres que querem transformar o hetero galinha em seu futuro marido sempre fiel?! O problema é que na minha opinião os heteros galinhas podem até serem fiéis por algum tempo… Mas por algum tempo! Mais cedo ou mas tarde….?!?!?! Assim como os gays… Podem até tentar ser hetero…. Mas… Mais cedo ou mais tarde!!?!?!?
      Meu tio, um dos homens que mais respeitei e admirei na minha vida( perdi meu pai muito cedo e ele foi como um pai ), era bissexual (não acredito em bissexuais – acho que são gays com medo de assumir a homossexualidade por completo, porém ele tinha namoradas – que até hoje chamo de tias, e “amigos”) possuía um amigo francês ex- gay assumido: casou, tinha duas filhas lindas e assumia que já tinha sido gay, antes de conhecer sua esposa… Sei não?! Meu tio morreu há 20 anos de AIDS e perdemos os contatos com esse seu amigo…
      Conheço vários gays velhos e bem resolvidos…. Acho q realmente a idade amadurece e com isso nos tornamos pessoas mais reservadas, dando importância somente aquilo que realmente é relevante. Depois de um certo amadurecimento temos plena convicção de nossa sexualidade e não precisamos expó- lá para ninguém… Por esse motivo os gays de gerações anteriores não aparecem tanto…assim como os jovens heterossexuais rebeldes de gerações anteriores… O avanço da idade ensina e acalma os impulsos da juventude!
      Voltando as mulheres que se relacionam com homens gays, acredito que a grande maioria delas não sabem!!!
      Eu, como já te disse antes, tenho dúvidas… Mas não tenho certeza! Ele pode possuir alguns trejeitos, mas é extremamente machista… Não possui essa paciência e sensibilidade que vcs dizem ser características do gay… Nunca me deixou na mão na cama, não perde um jogo de futebol e no passado já me fez sofrer muito com outras( e eram outras mesmo)…. Porque acho que ele pode ser gay enrustido?! Pq uma vez vi uma mensagem suspeita em seu celular para um rapaz que não conheço… Não confirmava nada. Um tanto quanto evasiva… Fiquei com a pulga atrás da orelha e estou com ela até hoje… E temo que essa pulga acabe com nosso relacionamento de mais de 15 anos… E também algumas pessoas comentam alguns trejeitos… Mas também comentam a falta de sensibilidade … Onde há fumaça pode haver fogo!!! Mas não tenho certeza…
      Te disse em e.mail anterior que perguntei a ele… Te disse também a reação dele… Atualmente ele possui 45 anos e eu 40…
      Se eu descobrir que ele é gay, não vou largar de gostar dele, mas não vou mais querer ser sua “mulher”. Vou ser apenas sua amiga!!! Eu o amo, mas não acredito na conversão de um gay por uma mulher…. E aplico meus dons maternais em nossa filha…Não vejo a necessidade de expressar meus instintos maternais em um homem com quase a minha idade… Quero um companheiro d vida e não um filho!
      Temo o fim de meu relacionamento… Mas só existe relacionamento onde existe verdade e respeito…
      Até quando posso acreditar no que ele diz?!
      A pulga está atrás da minha orelha, e isso está acabando comigo!!!

      1. minhavidagay disse:

        Oi Marina!

        Só para avisar que seu comentário anterior não foi inspiração para escrever esse post, ok? rs

        Sobre seu caso em específico é legal você ver se não está “pirando” em cima de um fato muito sutil. Pelo que entendi do seu relato foi uma simples mensagem de texto que não representa algo evidente.

        De qualquer forma, como aponto para a grande maioria dos usuários, uma conversa é sempre boa.

        Take it easy porque por enquanto e pelo que você narrou, nada indica que ele tenha uma queda por homens!

        Abs,
        MVG

  4. Vic Vert disse:

    Sou gay mas já fui “hétero” e casado com uma mulher.
    Eu era um pouco feminino mas tive uma boa infância, na adolescência eu estava muito perdido, as pessoas falavam que eu era gay, pq tinha trejeitos femininos mas eu nem sabia o que era ser gay, só sofria muito. Por volta dos 18 anos eu me filiei a uma igreja neo pentecostal e foi um período muito bom da minha vida, aprendi novos valores, acabei perdendo muitos trejeitos femininos, o que pra mim foi significativo pois ser feminino me incomodava, aprendi a me sentir bem comigo por causa dos valores que aprendi.

    Fiquei 7 anos nessa igreja, acabei me casando com uma mulher, mesmo sabendo que era isso que eu não queria, tentei de todas as formas mudar para agradar a minha família e uma “sociedade”, entrar nos padrões.
    Mas depois de 6 meses de casamento eu pedi o divórcio, contei para os meus familiares que sou gay e para os meus amigos mais chegados e estou muito bem resolvido quando a minha sexualidade.
    Durante todo o nosso namoro que durou 2 anos, nós tivemos um relacionamento super aberto, ela sabia que eu era gay e mesmo assim quis se casar e mesmo depois da separação, ela ainda gosta da mim. Até agora sofro um pouco com tudo isso, não enganei ela em nada, já que ela sempre soube que eu era gay e que tentaria me casar com ela e viver uma vida de hétero, mas não gostaria de vê-la sofrendo e acreditando que a deus pode me mudar pq isso é uma mentira religiosa, já fiquei muito tempo sozinho na igreja e nunca mudei.

    Não acho que uma mulher bem resolvida gostaria de se casar com um gay, para mim isso acontece mais com mulher que de alguma forma veem o gay mais próximo dela ( por jeito, gostos e etcc…) do que homens héteros e outros motivos inclusive abuso na infância.
    O que sei é que eu tenho 26 anos, tenho um bom namorado e acredito muito no meu futuro, a sociedade de certa forma sempre empurrou os gays para as festas e oba-obas, faz pouco tempo que a sociedade começou a encarar a relação entre dois homens, como familiar e acredito que a partir dessas conquistas legais como a união estável e futuramente o casamento cível, os gays atuais e futuros cresçam mais estáveis e com planos mais duradouros.
    Espero que entendam alguma coisa!

    1. Marina disse:

      Oi Vic! Pelo q vc disse, sempre foi sincero com sua namorada/ esposa – ela optou casar-se com vc mesmo sabendo q era gay… Vc não mentiu… Não enganou ninguém! Legal da sua parte! E qdo viu q não ia segurar a onda hetero, logo pediu divórcio! Enganar alguém em benefício próprio é lamentável! Mulheres bem resolvidas realmente não querem gays enrustidos…Admirável da sua parte! Parabéns!

      1. Pri disse:

        Vic Vert e Marina, sou casada com um cara Bissexual, somos casados há 1 ano e namoramos 3 anos antes de casar. O conhece namorando um cara, nos tornamos grandes amigos, e entre a gente existe uma cumplicidade imensa.
        Sou uma mulher resolvida profissionalmente e emocional. Acho que depende de pessoas para pessoas a escolha de se relacionar ou não.
        Parabenizo o Vic de sempre ter dito a verdade, pois isso impulsiona um relacionamento e deixa livre a escolha do outro.
        Sei dos riscos de uma separação, assim como seria com um hétero que me largasse por uma mulher pode ele me deixar caso se apaixone por um cara.
        Mas somos além de marido e mulher, amigos.

        E deve ser isso que me impulsionou a estar com ele: cresci cercada de amigos gay e lesbicas de minha mãe, aprendi a ve-los normais como todos os outros, ” heteros”, a bissexualidade vim a entender mais tarde já com meus 20 anos. Quando na faculdade tive alguns amigos bissexuais. E conheço outros casais casado e pessoas bem centradas e felizes.

        Acho que o que motiva uma mulher a casar com um “gay” ou “Bissexual” e nada além do que motiva a estar com um hétero, amizade, amor e companherismo. Se não existem mentiras todo relacionamento é valido.
        Eu e meu marido conversamos muito, sobre esses assuntos, sempre pergunto se ele sente desejo, falta …? Ele responde desejo sempre temos, as vezes da vontade, mas nada além.
        Igual acontece com um hétero quando ve uma mulher gostosa, sente desejo, mas se ele for fiel, ele so vai sentir, imaginar e nada além.

        Não o tenho como um filho ele é meu marido e não um nenem para eu cuidar, cada um sabe se cuidar sozinho, apenas compartilhamos nossas vidas.

  5. Sou casada com um bi. disse:

    Não sei dizer exatamente se o homem com quem casei a dois meses é gay, fato é que eu nunca amei alguém tanto, mesmo antes de desconfiar de alguma coisa, fato é que eu sei que ele sente muito tesão por mim, que ele me ama verdadeiramente, e que hoje de manhã encontrei varias provas de que meu marido gosta de “dar”, coisa que eu nunca achei errada, já que meu bem, acredite você ou não, o cú é uma zona de prazer, tanto para as mulheres sem pudor, quanto para os homens sem pudor… Ainda não tive coragem de contar pra ele que eu descobri o que ele me esconde, mas eu espero do fundo do meu coração que ele entenda as inseguranças e medos que eu tenho passado por ter essa desconfiança, na dúvida de saber se de repente, além de ter os “brinquedinhos” dele, ele se relaciona com homens… Afinal de contas se ele se relaciona com mais alguém, a coisa vira traição, mas, por exemplo, euzinha mesma, transei com mulher na minha vida, sinto tesão por mulher, mas abri mão do meu lado homo porque eu realmente AMO esse homem, eu olho pra ele e não penso em nada mais bonito e incrível. Espero muito que nós consigamos superar todos os possíveis paradigmas e padrões sociais do universo e possamos nos amar desse jeito.
    P.S.: Eu não sou submissa… nem um pouco diga-se de passagem…

    1. Helena disse:

      Professora, 60a.
      Parabenizo os textos, são bem esclarecedores.
      Gostei de ler algumas colocação. Embora eu ñ esteja qualificada a opinar, tendo em vista estar viúva desde os 24a. E sexualmente recolhida, desde os 43a (e sem amigos). Lendo o texto, cuja pergunta me surpreendeu – a mesma que eu cansei de fazê-la aos longo de todos esses anos: Para os “normais” a questão do relacionamento entre homem e mulher já é complicado, pq eu tinha que ser “diferente” ainda mais? Pq sempre senti enorme tesão por homens gays? Pq até hoje, ao assistir uma película de trama gay entre homens, fico tremendamente excitada?
      Esta história que todas as mulheres que se envolvem em relacionamentos desta natureza, assumem o risco de tentar mudar a natureza do companheiro, eu ñ concordo.
      No meu caso eu desejei ser homem, desde garotinha. Casei-me adolescente, e tive dois filhos ainda na adolescência. Nunca tive tesão por meu marido e quando fiquei solteira, vivenciei umas poucas paixões, por homens “delicados” como meus irmãos diziam. O que sempre me excitou era imaginar que eu era um homem e que eu tinha um homem apaixonado e submisso (nada bizarro); apenas um homem que me amasse, e me aceitasse sem nenhuma reserva. Por mim, ele poderia ter outra vida paralela. Nunca tive a pretensão de ter exclusividade do corpo do meu amado. Era meu lema : Permita-lhe espaço – Não pergunte, não procure saber.
      Desculpe-me pelo tamanho do texto. Foi um desabafo; afinal, nunca tive coragem, nem de contar em terapia.
      Abraços.

  6. Fernando assis dsemoura disse:

    Tentei muito mudar o meu destino. Desde criança gostei de homem. Na adolescência senti culpa pela atração por homens. Vivi uma vida gay com muita intensidade,fazendo parte do meio,frequentando os guetos. Até que um dia, tive vontade de entrar para o armário para satisfazer aquilo que minha famiLia e a sociedade esperavam de mim. Casei, tive dois filhos, e a situação piorou. Senti mais ainda desejo por homens. Fiquei 15 anos casado. Hoje, sou divorciado e vivo minha vida bem enrustida. Sofro muito por ser gay. Tenho dois filhos, não posso me assumir. Quando quero sexo, pago, porque tenho medo de me expor. Eu queria muito ter nascido hetero. Só não me matei ainda teor causa dos meus filhos.

    1. minhavidagay disse:

      Puxa vida, Fernando. Situação bastante delicada.

      Mas saiba que existem muitos homens gays que seguiram o mesmo percurso que você.

      Ainda não é nada fácil enfrentar os modelos sociais, porém você não tem culpa.

      A sociedade ten mudado lentamente e sei que homossexualidade ressoa diferente para as diverdas famílias.

      Coragem. Você há de encontrar seus caminhos!

      Um abraço,
      MVG

  7. Clarice disse:

    Meu namorado me disse que já ficou com cerca de 7 homens na vida toda. Sempre com finalidade sexual. Em toda transa nossa ele me sugere sexo anal. E quase sempre só gosta de posições que eu fico de bruços. E tá sempre querendo que eu faça sexo oral ou que fique masturbando ele, assim, do nada, no meio do dia. De resto, ele tem comportamento igual a outros heterossexuais e me sinto amada por ele. Mas me pergunto, será que ele é gay, não se ver como e o melhor é eu tomar a atitude de terminar a relação?

    1. minhavidagay disse:

      Oi Clarice,
      Tudo bom?

      Sugiro você levar com tranquilidade a situação, sem grandes neuras. Se ele te completa e existe felicidade entre vocês, tente não deixar as regras sociais mais tradicionais influenciarem. A situação é íntima e diz respeito a apenas vocês dois.

      Flávio, MVG.

  8. Maria disse:

    Esse assunto é muito complexo, eu estou namorando há 8 meses é sempre desconfiei que meu namorado fosse gay. Há um mês descobri a verdade, peguei contatos telefônicos e descobri contatos frequentes com um cara. Eu o confrontei e com muita dificuldade ele acabou assumindo que estava perdido na pornografia e que tinha contatos sexuais mais com casal, (tipo, comer o homem enquanto a mulher assiste e depois pegar a mulher) mas que também tinha relações online com homens.
    Apesar disso, ele nega veementemente que é gay, pra ele é mais fácil dizer a si mesmo que ” não tem um público” ou seja, seria bissexual. Nesta conversa houve muito sofrimento, ele diz que me ama muito, ficou tão mal quando o confrontei e fui embora que ele passou dois dias sem se alimentar, chorava direto nem ao trabalho foi, quem o ajudou foi um casal amigo nosso. Ele me pediu muito que o ajudasse a sair “desse buraco” mas estou muito assustada com tudo isso.

    Ele diz que tomou uma decisão pra vida dele, que me ama e não quer mais viver essa vida, contudo estando comigo estava tendo contato com esses caras.

    Eu estou sofrendo demais, porque eu o amo, ele é companheiro, amigo, parceiro demais, na verdade um “homem” maravilhoso!!! Mas tem esse problema.

    Eu não terminei o namoro, disse quebraria tentar esquecer e dar uma oportunidade a nos mesmo, mas tá difícil voltar a confiar. E apesar dele ser maravilhoso para mim, tenho muito medo que depois ele se apaixone por algum homem e acabe de deixando.
    Será que é possível ser feliz com um homem que apesar de ser bom na cama com você, e ser bom parceiro etc, tem atração por outros homens e ainda pode te trais às escondidas?

    1. minhavidagay disse:

      Oi Maria,
      tudo bom?

      Primeiramente, agradeço pela coragem de expor seu relato. Vejo que muitas mulheres acessam o MVG, supostamente com um caso semelhante ao seu, mas poucas se manifestam.

      Antes de mais nada, sugeriria um post complementar a este que você leu que é antigo.

      Este aqui está mais atualizado e mostra minhas reflexões com base em referências mais atuais: https://minhavidagay.com.br/2017/02/23/esposas-que-convivem-com-a-homossexualidade-do-marido-maridos-que-convivem-com-a-homossexualidade-das-esposas/

      Depois, preciso te ajudar a esclarecer alguns conceitos. O primeiro é que, sim, seu namorado pode ser bissexual. Bissexualidade, quando um indivíduo transita sexualmente e afetivamente entre mulheres e rapazes, é uma possibilidade. Não sei se é o caso dele, mas eu não consigo concordar que ele diz ser bissexual apenas por uma desculpa para não te perder.

      O outro conceito é que existe uma diferença entre ser gay e ser homossexual. A homossexualidade é ampla e biológica, advinda do que a medicina chama de HSH (Homens que Fazem sexo com outros Homens) e nem todos os homens que tem algum tipo de desejo por outro do mesmo sexo é gay. Gay é uma determinação cultural/política que, hoje, tem o sentido de abertura sexual, afetiva e social por outro do mesmo sexo. O gay se completa afetivamente, sexualmente e apresenta socialmente, com o mínimo de naturalidade, sua orientação sexual.

      Os homens que fazem sexo com outros homens (HSH) se apresentam em um “degradê”, incluindo o gay. Pelo seu relato, seu namorado preenche as lacunas sexuais, afetivas e sociais contigo, mas sexualmente, ele tem desejos por outros do mesmo sexo. É preciso entender e, no mais, aprender a lidar com essa ideia do degradê que é a sexualidade.

      Ele pode se tornar gay? Só o tempo dirá. Mas o fato é que a sexualidade é exatamente o que comentei acima, é um degradê, seja para homens ou mulheres. Existe uma cultura normativa que determinou “caixinhas estreitas”, ou é hétero ou é gay, mas a medida que a ciência vai descobrindo e a própria sociedade vai se modificando, as pessoas se sentem um pouco mais a vontade para experimentar, quando o assunto é sexualidade.

      A falta de ética, em si, subentendida em seu relato, é algo que deve ser tratado entre vocês dois. A ética está igualmente pautada nos valores culturais e, na prática, quando interfere na vida de um casal, fica bastante complicado terceiros ou quartos virarem os julgadores de algo tão particular. Opiniões alheias virão de diversas formas (algumas óbvias, daquelas que a gente quer escutar e outras não tanto assim) e não sei se convém se baser nelas para tomar suas decisões. As decisões, no final, precisam ser suas, alinhadas com muita conversa com ele. Os ônus e bônus da parceria entre vocês não diz respeito a mais ninguém.

      No mais, posso sugerir que ele venha conversar comigo. Sou mentor e coach de vida para homossexuais e relacionados. Ou, talvez, valha a pena vocês dois conversarem comigo. Busque saber mais neste link do meu serviço: http://www.lifecoachmvg.com.br e se considerarem necessário, me coloco à disposição.

      Ok? Minha dica é que mantenha a calma antes de tomar qualquer atitude precipitada.

      Um abraço,
      Flávio.

      1. Maria disse:

        Poxa Flavio, sem palavras para agradecer seu rápido retorno. Vou dar mais um tempo e esperar o momento certo e vou sugerir que ele te procure sim, com certeza. Realmente é uma decisão muito pessoal. Preciso tomar sozinha.
        Mas me diga, sendo sincero, você conhece casais mulheres que vivam bem sabendo dessa situação e riscos com seus parceiros? Será que é possível?

      2. minhavidagay disse:

        Conheço sim… não faz parte do meu convívio íntimo, (não se expõem a terceiros por motivos óbvios), mas já me recorreram, seja o marido com desejos homossexuais ou as próprias mulheres.

        É possível e é mais comum do que se imagina. A questão é que é um tema tão íntimo e novo, que fica difícil virar reportagem séria ou tema de jornal. Mas a sensação que tenho (e você vai lembrar de mim quando acontecer) é que não deve demorar muito para virar um assunto mais popular…

  9. jonas disse:

    eu namoro uma menina ha 6meses mais ou menos e me apaixonei por um homem de trinta e tantos que é gay eu tenho 23 e agora nao sei o que fazer pensei que fosse hetero até esse mez, estou desesperado com essa situação não aguento mais

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