Minha Vida Gay – Anos de namoro

Esse mês completarei três ano de namoro. Acho que poderia ser cinco, dez ou vinte anos e fica a grande questão para a maciça maioria: como fazer um relacionamento gay dar certo?

É pouquíssimo o número de gays que se manifestam pelo Blog MVG e que assumem relacionamentos para mais de dois anos em comparação à centenas (ou talvez milhares) de leitores que manifestam ou manifestaram aqui suas dificuldades, incertezas e questões relacionadas a namoros ou tentativas de namoros não bem sucedidos. Olhamos para as pessoas na rua, notamos nossos amigos e a grande ocorrência é que os anos passam e poucos são aqueles gays que firmam um namoro. Quando digo “firmar um namoro” me refiro a pelo menos um ano convivendo com uma outra cara metade, com pelo menos encontros de dois dias por semana. Não me refiro a namoros virtuais, fantasias mentais e relacionamentos furtivos de seis meses.

Poderíamos alegar também que o Minha Vida Gay é um blog visto por jovens abaixo dos 16 anos, daqueles que estão na fissura de saber se têm uma possibilidade com o colega da escola, e que ainda estão descobrindo suas necessidades, tesões e desejos. Mas o “Perfil do Leitor”, como apresenta a enquete sobre a idade dos usuários mostra que 71,72% são gays de 17 anos e que ultrapassam os 30, uma faixa extremamente tolerável à assuntos relacionados a namoro, relacionamento, casamento e outros tipos de união, sejam os “abertos” ou os tradicionais.

O blog vai ganhando mais corpo e conteúdo e me parece impressionante que um dos posts mais clicados diz respeito a namoro ou relacionamento gay. E assim, repete-se a pergunta: como fazer um namoro gay dar certo?

Não existe uma fórmula mágica, mas acho importante que os leitores que buscam responder essa tão repetida dúvida no meio gay, reflitam sobre alguns pontos, para ver se passam por isso ou não:

1. A solteirice coletiva é geral!

Sobre esse tema já escrevi algumas vezes: a sociedade de maneira geral está “produzindo” jovens cada vez mais desapegados. E esse desapego ou individualismo se reflete claramente em todos os meios, heterossexuais e homossexuais. Exemplo: meu namorado, com seus 28 anos, possui uma “facção terrorista” de amigas heterossexuais totalmente solteiras. Entitulo como “terrorista” porque para mim chega a ser pavoroso (ou preguiçoso) ter que ouvir TODA SANTA VEZ que sentamos numa mesa de bar os problemas relacionados aos “homens de hoje em dia”. Essa situação quase que maníaca se repete em muitas rodas de amigos por aí, mundo a fora. A mulher jovem e moderna forma uma identidade emancipada, as vezes até masculina, pró-ativa, individualista e “anti-coxinha”. Negam-se a gostar das fábulas do tipo “A Bela e a Fera”, mas não deixaram de assistir atentamente e detalhadamente o casamento do Príncipe Williams! Em outras palavras, se colocam socialmente de maneira tão vigorosa como “homens” que não se permitem vivenciar seus próprios “contos de fadas”;

2. Antes de namorar, um gay precisa ser bem resolvido

Num dos posts do ano passado já contei aqui que para um gay ser bem resolvido é necessário avançar/evoluir em alguns sentidos humanos fundamentais:

– O bom relacionamento familiar, com os pais;

– Uma boa conduta com estudos;

– Uma segurança de trabalho;

– Uma aceitação clara, despretensiosa e transparente da própria sexualidade. E esse último ponto, muitas vezes, acaba sendo definitivo para criar um cenário mais favorável para um namoro. Explico: 1 – Aquele gay que nem se aceita direito como gay e que se identifica com o modelo “Brokeback Mountain” terá dificuldade de construir um relacionamento. Essa coisa de relacionamento a distância ou por conveniência costuma ter um prazo de validade bastante curto. 2 – Aquele gay que gostaria muito de assumir para os pais mas tem medo, vive a natural barreira das potencialidades de conflito familiar por ser gay. Como ser gay, esconder dos pais e ainda construir um vínculo afetivo por outro homem? Muito trabalho! 3 – Aquele gay que não evolui com estudos e que muitas vezes não avança com o trabalho dificilmente conseguirá romper com a dependência dos próprios pais e – acima de tudo – dificilmente passará a abrir os olhos para um “mundo maior” que na maioria das vezes é bem mais vasto que as verdades dentro de casa ou do bairro. E nessa situação, o tópico 2 tem intersecções com o tópico 1: o jovem de hoje passa muito mais tempo dentro da casa dos pais. Os agrados, os mimos e o conforto oferecidos pelos “tutores” geram comodismos / individualismos que retardam o amadurecimento do jovem. Os jovens de hoje, que tem os pais tão próximos, não sentem a necessidade de superar algumas barreiras e questões que, quando sozinhos, nos impulsionam para outros caminhos e, um desses, pode ser um namoro. Sabe quando duas pessoas se juntam porque para “se virar” é mais seguro ou mais importante ou mais representativo? Pois bem, se não sabe, é porque muito provavelmente o jovem gay (de 17 a 30 anos) tem um espaço tão demarcado, independente e confortável dentro de casa que essas necessidades não batem no peito. Para funcionar, precisa bater no peito, precisa virar NECESSIDADE.

3. O homem é naturalmente sexual e não cria vínculos

Sinceramente acho que pensar assim hoje em dia é retrógrado, antigo ou primitivo. Já estamos bastante “crescidinhos” (evolutivamente falando) para perceber que não somos mais macacos que precisam, na maioria, transar para procriar. O gay ou o heterossexual que defende a ideia de que não criamos vínculos porque só foder já é suficiente é, a mim, retrógrado ou primitivo, parecido com macacos (pobre macaco! Isso é apenas uma comparação simbólica e não um argumento preconceituoso contra o bicho!). A racionalidade, a inteligência e o senso de percepção de mundo nos entregou – para o bem ou para o mal – a noção também do controle, da consciência de ação e reação, da causa e do efeito. Fica tão evidente que um indivíduo que se deixa levar pelas emoções apenas não tem “um lugar ao Sol” não pelas questões da moralidade, mas pela falta de inteligência ou capacidade de viver em sociedade. Controlar não quer dizer reprimir, mas entender quem se é, aprender a lidar com os impulsos e se tornar – INCLUSIVE – um ser social mais preparado. Dizer para mim que promíscuos, compulsivos ou gays que vivem em alta rotatividade de parceiros são felizes, bem, vou fingir que entendo porque na verdade não quero perder meu tempo com esse assunto.

4. Sexo esfriou e, assim, a relação acabou

Complementando o tópico 3, os casais no geral tem a mania de achar que quando o sexo acaba, tudo acaba. No meu ponto de vista esse tipo de percepção é fruto direto dos valores sociais. A sociedade, no geral, vende essa ideia. O amigo, na mesa do bar, vai vender sua virilidade tomando litros de cerveja. A bicha linda, na balada, vai vender sua fertilidade e, como “pavões no cio” vamos a todo momento acreditar que virilidade / fertilidade é sinônimo de poder e auto suficiência porque a sociedade nos ensina a continuar assim.

Como preservar esse ideal depois de 3, 4 ou 10 anos de relacionamento? Eu, como reles mortal, me entendo plenamente capaz de mandar bem na cama ou ter a maior preguiça de sexo também. E daí? E daí que a vontade sexual entre um casal passa sim por altos e baixos e não precisamos acreditar a toda hora que, se depois de seis meses o sexo amornou, é melhor partir pra outra. Temos que ser reféns do modelo, do que as pessoas vão pensar ou exigir que a foda seja boa toda hora? Desumano…

Em contraponto a essa mania de sexo 100% existem valores de fidelidade, dignidade e, deveras importante, companheirismo. Se o gay está ou vive a fase do sexo full time, não pense em namoro. Quem conseguiu virar essa curva ou está conseguindo, acredite: existem outras importâncias em um relacionamento que não o desejo como primeira relevância.

Se você precisa muito do desejo do outro por você, provavelmente quem não se banca é você mesmo…

13 comentários Adicione o seu

  1. Carlos Rodrigues disse:

    Antes de comentar algo sobre seu post:

    – MVG, talvez seja impressão minha, mas percebi que nesse post você foi mais “irônico”, se é assim que posso dizer.

    Mas o que você conclui disso CR?
    – Talvez alguma coisa te deixou chateado, algum fato te chateou ou você simplesmente cansou-se de ouvir as mesmas queixas!

    Wathever ….

    MVG, eu tenho uma certa dúvida, quanto a um relacionamento sério:

    – Tudo começa pela paixão, óbvio, mas com o tempo, a mesma acaba… O que eu já entendi, do que você nos mostrou, é que um namoro é mais do que o sentimento de paixão, é aprender a conviver com o próximo, etc.
    Mas MVG, e quando você não “suporta” (não é que não suporte), ou muitas vezes você acaba se obrigando a ficar com a pessoa, só para não acreditar que você namorou só por paixão e que você é um incompetente em namoros e convivências, é melhor terminar?

    Digo por “experiência” minha mesmo:

    – Eu tive uma “amizade colorida” com um vizinho meu sabe… Mas daí ele queria namoro, eu, no fim, até que aceitei… Mas o que aconteceu era que: eu não gostava dele, e preferia só a “amizade colorida” (está entre aspas por que não rolou nada, só andar de mãos dadas… E sim, ainda sou um gay a procura do seu primeiro beijo), ou só amizade… E esse namoro durou 1 mês, dá até vergonha de dizer isso. Não existe namoro de 1 mês, então o que eu fiz foi terminar, pois eu não gostava dele, não estava preparado para um namoro e foi tudo uma pequena “paixão”…

    E quando isso acontece, eu devo me “obrigar” a conviver com o mesmo? Ou seria melhor a atitude que eu tomei, que foi a de “terminar” o suposto “namoro”?

    1. Carlos Rodrigues disse:

      Aaaaa, e parabéns pelos seus 3 anos de namoros!!

      1. minhavidagay disse:

        Obrigado! :) Mas não são namoroS! :P É um namorado apenas! :P

    2. minhavidagay disse:

      Oi CR!

      Eu realmente tenho ouvido as mesmas queixas rs e resolvi “filosofar” um pouco mais sobre os temas das queixas.

      Sobre seu relato, quando algo acaba mesmo, acaba mesmo (rs). Meio estranho dizer isso… o que quero dizer é que muitas vezes não temos maturidade para assumir uma relação. Para se relacionar e a relação virar, a gente precisa entender quais são os valores e os motivos que fazem estarmos com alguém. Ou seja, precisa ter a sensação, mas precisa ter a reflexão.

      Acho MUITO, mas MUITO difícil um relacionamento virar páginas de anos se não houver reflexão. Muitas vezes, se a gente se deixa levar por uma emoção do momento, agindo impulsivamente, acabamos atropelando as coisas. O que faz um relacionamento dar certo? É só a química ou não seriam dezenas de afinidades sutis que, com a vivência e experiências, aprendemos a detectar ou reconhecer com mais facilidade?

      Já no seu caso, você começou uma história com alguém que você sabia que não curtia desde o começo. O que fazia você colocar o menino na posição de “amigo colorido”? O que faz você colocar uma pessoa no lugar de alguém que vale ir além? Você consegue reconhecer essas diferenças? Será que com esse amigo não daria para construir junto algo para ir além?

      Talvez sim, talvez não, cada caso é muito particular.

      A gente não precisa se obrigar a nada. Mas muitas vezes colocamos um peso de obrigação em situações que poderiam ser mais leves ou vistas de outras maneiras.

      1. Carlos Rodrigues disse:

        Entendo….
        Depois de ter se resolvido com esse meu amigo, eu percebi que eu queria namorar com ele, só pra ficar com aquele status de:
        – O CR ta namorando! Quanta maturidade!
        Até por que, maturidade é uma coisa que eu quero muito alcançar…. No fim das contas, isso foi pura imaturidade minha.
        E a história do “Amigo Colorido” é a mesma coisa….

        No fim das contas, namorar com alguém, ser maturo e ,digamos, viver uma “amizade colorida” com alguém, são desejos que eu quero ter… O que aconteceu foi que eu vi uma “oportunidade” (até por que, ele foi o primeiro gay que eu tive uma relação de amizade), e “tentei” viver um, digamos, “platonismo” com ele… Não funciona assim.
        Isso só mostrou que eu devo amadurecer muito ainda, antes de assumir um namoro…
        Só tenho 16 anos… Tenho muito a amadurecer né?
        Muito obrigado pela resposta!

        Aaaaa… Saiu o S por…. Sei lá… Saiu por sair! Desculpa aew!

  2. Luis Augusto disse:

    Oi MVG, tudo bem?
    Percebo que esse assunto é recorrente no seu blog. Já observei dezenas de comentários relacionados a esse tema, principalmente de garotos que têm idades próximas a minha.
    Na minha opinião o maior obstáculo existente que impede de relacionamentos ultrapassarem anos de existência é o individualismo. Independentemente de orientação sexual, percebo que as novas gerações estão sendo criadas para serem “auto-sustentáveis”.Ou seja, os jovens recusam cada vez mais a ideia de ser “dependente” a alguém, seja financeiramente ou emocionalmente. O que acaba criando uma barreira natural contra relacionamentos duradouros. Entretanto, existem diversos outros fatores que contribuem para que isso aconteça, que não me cabe citá-los aqui, porque não sou nenhum especialista no assunto.
    Eu a contrário da grande maioria dos adolescentes, não me preocupo em relação a assuntos relacionados a namoro. Penso mais em jogos eletrônicos(especialmente os de esporte, adoro PES e FiFA, rs) e atividades de lazer em geral; como correr, andar de patins, dançar ou brincar(nem eu mesmo acredito que brinco com essa idade.rs).
    Penso também nesse assunto, mas não faço dele uma das prioridades da minha vida. Quando chegar o momento de namorar, desejo que ele seja encarado da forma mais natural possível.
    E você MVG; na minha idade pensava em relacionamentos? Beijos, tenha um bom dia.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Luis Augusto!
      No meu tempo de mocidade (rs) os jovens eram muito mais ingênuos. Claro que existiam os “adiantadinhos” que já queriam namorar e se achavam “mini-adultos”. A coisa de ficar começou na minha geração, quando era adolescente. Mas boa parte dos meus amigos mais próximos, homens e mulheres, era muito mais “criança”. Naquela época e as pessoas da minha geração adulteciam mais tardiamente e tendiam a se emancipar dos pais mais cedo. A faixa adolescente de vida era mais curta, dos 18 anos aos 23 (aproximadamente). Ter 14 ou 16 anos ainda era considerado ser criança (e eu ainda considero, mesmo que o jovem de hoje seja mais ligado nas coisas). Nos sentíamos mais antenados somente a partir da faculdade e alguns anos depois já tocavávamos a vida adulta.

      Na minha geração, em geral, as pessoas começavam a transar com 18 anos. Começavam… alguns poucos se iniciavam antes. Outros, só depois dos 20 mesmo.

      Hoje, os jovens tendem a reconhecer o mundo, conhecer sobre sexo e adquirir um senso crítico muito mais cedo. Mas também permanecem nessa fase de adolescente por muito mais tempo. Querem logo trabalhar, conquistar o espaço profissional próprio mas não pensam em perder as comodidades e confortos que os pais proporcionam.

      Naquela época, quando eu tinha a sua idade, eu ainda brincava sim. Mais brincava do que qualquer outra coisa: Super Nintendo/Mega Drive, passeios de bike na praia, fogueira, fliperama, mobilete, walk machine, mergulho, etc. Não pensava ou pensava muito pouco em beijo, sexo e troca de fluidos (rs).

      Abs,
      MVG

  3. Luis Augusto disse:

    Desculpa, esqueci de apertar Enter entre um parágrafo e outro. Porque quando publicamos um comentário o espaço deixado para que se possa identificar o parágrafo não aparece? Beijos.

  4. Junior disse:

    Olá, achei seu blog na internet e gostei bastante. Sobre esse tema específico: namoro, posso dizer que sou um pouco “experiente”, porém muitas dúvidas rondam minha mente. Namoro a 2 anos e 2 meses, é meu primeiro namoro “longo”. Admito que depois da paixão diminuir, a relação deu uma boa esfriada, inclusive o sexo. Não é mais aquela loucura de querer fazer 3 vezes na noite. Tem dia que me dou o luxo de querer dormir hahaha mas as vezes fico encanado se o amor, nesse caso, não estaria acabando? mas acredito que seja a paixão que diminuiu mesmo. Estamos planejar casar este ano, morar junto e tudo mais. Fazemos planos juntos, planejamos, etc. Viajamos juntos algumas vezes, tudo lindo. Pra falar a vdde, quando viajamos o sexo se tornou mais gostoso, talvez pelo fato de estar em um lugar diferente. Por isso fica a dica, sempre tentar dar uma inovada, pq o mesmo quarto, no mesmo lugar, cansa!!! Tenho muita dúvida se vai durar 10, 15 ou 50 anos. Estou tentando fazer meu máximo, mas não é fácil e erro bastante tbém. Aceitar a pessoa como ela é, é muito complicado. No começo não via os defeitos e hj vejo. Até ele deve ver mais meus defeitos hj. É difícil, mas espero continuar firme e forte, pois o amo muito. Se Deus permitir. Um abraço!!!

  5. Thiago disse:

    Um namoro gay realmente é complicado, principalmente quando voce comeca a namora com 18 anos, sem ao menos ter aproveitado a vida, falo de ficar ou transar com outros cara (fiquei apenas com trs caras mas sem sexo com nenhum), meu relacionamento fez 5 anos este mes, eu tenho 23 anos e ele 30. A diferenca de pensamentos e forma de ver a vida é o que mais atrapalha o relacionamento. E me acho inedito ou raro, por ter namorado cedo e estar em ima relacao de 5 anos.

  6. Achei o blog super interessante e com temas bastante atuais… Parabens a equipe mvg

  7. Lima disse:

    Olá. Namoro já faz 3 anos e tenho problema com minha família que não aceita meu relacionamento. A família dela, me aceita e me ama. Sofro muito pq não sei o que fazer para que eles nos aceitem, pq tenho uma relação ótima com eles. Mas quando se trata desse assunto não chegamos a lugar nenhum. Minha namorada sofre bastante com essa rejeição tb. Vamos a igreja e creio que Deus vai mudar essa situação.

  8. Lucas Pereira disse:

    Oi, meu nome é Lucas e tenho 17 anos.
    Sabe tenho muitas dúvidas sobre como ter um relacionamento firme e duradouro, posso dizer que ja tive alguns outros “casos” porque não foram nada que passaram de 3 meses. Mas esse é diferente  já estamos junto a quase 9 meses. É  o meu primeiro relacionamento com alguém da minha idade então pra mim é uma grande novidade. Pra ele também já que é o primeiro namoro dele e antes disso ficou com poucos rapazes. Ele não é assumido para os pais eu sim. Eu sempre fui festeiro e etc já ele não saia muito ja que a mãe dele não deixa, eu mudei meu jeito de ser para me encaixar no estilo de vida dele. No fim acabei me acostumando a passar noites de sexta feira em casa vendo filme sem precisar sair e nem sequer sinto falta. Mas me incomoda o fato dele não poder sair NUNCA para festas. Saimos 1  ou 2 vezes para algum lugar e voltamos tarde e ja foi um grande problema, normalmente vamos a casa de amigos para comer algo ou jogar conversa fora mas nada que faça com que ele chegue tarde da noite. Agora dei de presente de aniversário a ele o ingresso/passagem para irmos em uma festa em outra cidade. Ja deve imaginar que a mãe dele não deixou novamente. Como a tempos não saio eu disse a ele que irei e ele concordou. Acho que nesse ponto está tudo resolvido. Mas ele tem andado estranho ultimamente, me falou que não consegue explicar porque isso mas espera ser só uma angustia se não for ira sentar comigo e conversar sobre.
    Eu claramente to desesperado porque eu acredito que realmente podemos dar certo. Sabe posso dizer que eu era um vadio, mas mudei por ele, hoje sou sério não saio faço as coisas certas. Então na minha concepção não tem o que estar errado.
    Pesquisando sobre como melhorar o relacionamento encontrei o seu blog.
    Espero de coração que possa ler esse meu post e dar um conselho porque você me parece entender bem pelos outros posts que li.  Desde já agradeço você.

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