Os medos da primeira vez – Por Enzo


Estou em dívida com o Enzo, colaborador do Blog Minha Vida Gay que tão gentilmente envia-me seus textos para serem postados. Assim, nessa fase de tirar poeira do MVG apresento um de seus relatos pessoais, reais e palpáveis das inseguranças da “primeira vez”.

Minha Vida Gay – Os medos da primeira vez

Decidi hoje falar de uma questão que já foi tratada aqui no Blog MVG, mas acho importante mostrar como foi para alguém que passou por isso há tão pouco tempo. Não sei se foi assim pra todos vocês, mas eu pensava muito em como seria e principalmente se seria com a pessoa certa. Alguns tratam essa primeira vez como uma coisa qualquer, mas para mim tinha um lado emocional envolvido, talvez até maior que o prazer físico em si. Não pensem que eu sou daquele tipo meloso, desejando um jantar à luz de velas e todas essas coisas; eu apenas não queria que fosse com um cara bêbado dentro de um carro em um estacionamento.

Acho que eu me preocupei tanto que não percebi que é uma coisa que acontece tão naturalmente. Depois de alguns namoros sem futuro nenhum, eu conheci alguém com quem realmente me identifiquei, alguém que significava alguma coisa (e ainda significa). Depois de alguns meses juntos, em uma rara ocasião onde os pais dele foram viajar (é aí que às vezes penso em me assumir para não precisar esconder mais nada) eu pude passar a noite lá. Depois da janta, foi surgindo o clima e com ele o meu nervosismo, que logo foi substituído pela confiança que recebi daquela pessoa que estava ali na minha frente, sentindo as mesmas coisas que eu. Interessante como cada toque, cada beijo e até aquele friozinho na barriga é incrivelmente excitante nessa hora. Até mesmo aquela vergonha que possa vir na hora de tirar a roupa não dura muito tempo. A sensação de ser dominado por alguém arranca muitos suspiros, mesmo com a dor que alguns (eu não) possam sentir.

Há também o receio de que não estamos fazendo a coisa certa, que ser gay não é normal, que é ‘’sujo’’ fazer sexo com outro homem, mas acredite: tão prazeroso quanto o ato em si é depois poder sentir a segurança que é deitar no peito de outro homem e simplesmente dormir. E então você vai ter a certeza de que não há nada de errado nisso.

Parando um pouco para pensar na idade certa para perder a virgindade eu achei que havia feito cedo demais, mas então descobri que tal coisa não existe. O que existe é o quão maduro emocionalmente você está para isso. E para os que já não tem mais seus 25 anos, não se preocupem, na hora certa as coisas vão acontecer.

O que devo ressaltar é que a primeira vez é crucial para descobrirmos sexualmente a nós mesmos e principalmente quebrar algumas barreiras, o que pode e é muito importante para o resto de nossas vidas.

MVG completa: do sexo, na relidade, a gente vai descobrindo coisas novas a cada experiência, mesmo com o mesmo parceiro.

 

 

 

4 comentários Adicione o seu

  1. Carlos Rodrigues disse:

    Poxa, demais!
    Vou seguir o conselho que ele disse: Tudo acontece naturalmente!

    Mas o que mais me preocupa, é o mesmo que preocupava o Enzo : Ter a pessoa certa para ter sua 1 vez e quando digo pessoa certa, coloco como ponto fundamental a confiança que se deve ter na mesma.
    Bom, quero que minha 1 vez seja assim, com uma pessoa que eu confie (Tanto no 1 beijo quanto na 1 relação sexual)

    Eu dou meus parabéns (sim, parabéns), pelo Enzo ter tido sua 1 experiência com alguém que ele se sentiu seguro!

  2. Enzo disse:

    Muito obrigado mesmo, é bom ouvir que os meus textos realmente fazem alguma diferença!

    1. Marcos disse:

      Fazem sim, continue escrevendo xD

  3. W. disse:

    O legal de ler um texto é perceber que sexo é só detalhe final. É a cereja do bolo.
    Eu tenho 17 anos e ainda sou virgem. Não tenho vergonha disso e tenho os meus anseios em relação a hora que for acontecer. Mas tento me preocupar o mínimo com isso. Pra mim o importante é que as pessoas se gostem como um todo. Sexo não resume uma relação amorosa e deve ser encarado com o maior ato de intimidade. Afinal de contas você tem que se sentir seguro para oferecer sua grande intimidade a outra pessoa.
    As vezes até me acho meio careta, porque não sou o tipo de cara que sai pra uma balada e faz sexo no banheiro como o primeiro que aparece. Você beijar um pessoa tudo bem, mas oferecer a sua intimidade assim, como se fosse algo tão banal não faz parte da minha personalidade. Mas respeito que toma esse tipo de atitude. Cada tem sua vida e dever viver de acordo com o que lhe faz feliz.
    Enfim, parabéns pelo texto. Li outros textos seus e gostei bastante. Espero que continue escrevendo :)

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