Reflexões sobre o gay enrustido


Em 24 de novembro de 2011 lancei um post dedicado ao gay enrustido, um dos textos ainda mais lidos no MVG. Revendo recentemente, notei que fiz relações e reflexões sobre ser afeminado ou ser masculinizado, rótulos sociais que a mim só tem efeito pejorativo e excludente quando usado para esses fins preconceituosos; não foi o caso.

No final, o texto me pareceu também um olhar sobre os problemas vividos pelos gays masculinizados que precisam verbalizar sua homossexualidade para que as pessoas ao nosso redor percebam, ao contrário dos gays afeminados que – na grande maioria das vezes – não precisam pronunciar porque as pessoas naturalmente notam.

Assim, voltando ao tema do gay enrustido, qual seria uma boa definição?

Tenho aqui uma ideia para essa questão: o gay enrustido, antes mesmo de ser aquele que não expõe sua realidade sexual para pais, parentes e amigos, é aquele que não se aceita claramente como tal, homossexual. Nesses dois anos do Blog MVG recebi dezenas de e-mails e comentários de homens que repudiam o termo “gay”, depositando nessa palavra de apenas três letras (para ver que tamanho não é documento) um monte de valores, muitos desses deturpados. A psique humana é muito complexa e tendemos a ser mais prolixos do que práticos. Mas se nos apropriarmos da simplicidade das definições conceituais, sem tentar cair demasiadamente em relatividades e liquidez de valores para uma auto defesa, ser gay ou ser homossexual (gay = homossexual) é simplesmente aquele indivíduo que tem atração sexual e afetiva por outro indivíduo do mesmo sexo. Destaque no “e” porque se for “ou” a ideia não se aplica (explico mais abaixo).

No momento que colocamos essa definição como ponto de partida para outras reflexões sobre a homossexualidade, temos algumas variantes:

– A afetividade entre dois homens nem sempre quer dizer homossexualidade. Dois homens heterossexuais podem ter um alto nível de afetividade. Se acabar em beijo e uma transa pode haver um nível de homossexualidade sim. Se não rolar nada disso é uma afetividade entre dois homens, homoafetividade, mas não quer dizer necessariamente ser gay / homossexual;

– Uma transa furtiva que coloque o homem no papel de ativo não quer dizer que é um heterossexual que gosta de “comer” outro homem. Essa explicação, a mim, tange o cúmulo da defensiva “hétero”. Um homem que vez ou outra resolva dar uma escapada para uma transa com outro homem, fazendo papel de ativo, passivo ou flex, tem algo de homossexualidade, o que o caracteriza como bissexual, aquele que gosta de transar com homens e com mulheres;

– Aquele homem que assume um casamento, filhos e segue a cartilha social predominante da heterossexualidade e que – na intimidade de sua solidão – tem desejos, fantasias e pensamentos por outros homens tem uma homossexualidade reprimida;

– Ser a fim de apenas um único cara, o melhor amigo e somente ele, como se a transa fosse tolerável com um homem único (idealizado), aponta sim para um nível de homossexualidade e romântica ainda;

– Homens que projetam uma vida assexuada em religiões, seja católica ou evangélica, budista ou espírita, que projetam a assexualidade no trabalho excessivo, e que na mesma intimidade da solidão idealizam amigos homens ou a figura masculina, tem a evidência de homossexualidade reprimida.

– Masturbação no banheiro pensando em homem enquanto a namorada dorme, mesmo que no imaginário seja ativo, também implica em um nível de homossexualidade.

Níveis de Homossexualidade

Em outras palavras estou supondo que existam “níveis” para ser gay ou homossexual (sinônimos). Níveis formados a partir do momento que um homem tem desejos por outro homem. No meu ponto vista é assim, apesar da sociedade criar outros inúmeros nomes para homens que transam com homens para que a palavra “gay” ou “homossexual” caia fora do vocabulário.

Na ideia dos níveis, um dos extremos é o enrustido que é homofóbico, vende toda a postura do macho esteriotipado e se apega a todos os gostos e preferência do tipo “machão”, da dureza, da truculência, da espécie de “militarismo” (outro esteriótipo), mas não deixa de ter desejos homossexuais (transar com outro homem). Não toleram ser nomeados como “gays” e sentimentalidades ou afetividades por outro cara são situações “impossíveis”.  Do outro lado está o gay mais feminino, “colorido”, e que segue para o andrógino, transgênero e o transexual. Se pudesse representar em um infográfico tentaria esse, resumidamente (clique na imagem para ver ampliado):

Uma ideia do Blog MVG para contextualizar seus leitores quanto a "níveis de homossexualidade".
Uma ideia do Blog MVG para contextualizar seus leitores quanto a “níveis de homossexualidade”.

– Ser enrustido significa ser mal resolvido? A mim, ser um gay enrustido é ser SEXUALMENTE mal resolvido. O gay sexualmente mal resolvido é aquele que, por questões internas e modelos de hierarquias externas não consegue vivenciar naturalmente a sua realidade sexual; em alguma medida precisa viver de maneira oculta ou camuflada. O “armário” tem diversas camadas também (e talvez mereça um outro gráfico depois). A camada mais dura e primordial (e que não quer dizer que é rompida em primeira instância) é a aceitação a si próprio. Numa situação em que somos plenamente resolvidos com a nossa própria homossexualidade, romper com as demais camadas tais como amizades, irmãos e pais (normalmente nessa ordem de dificuldade) passa a ser um processo natural. Assim, arrisco em dizer que existem gays que vivem o meio mas, intrinsecamente, tem aquela pontinha de desconforto por ser gay; assim como existem os gays enrustidos que não vivem o gueto e projetam inúmeras percepções negativas sobre o próprio meio como uma das justificativas de seu estado de enrustido; assim como existem gays que se classificam como héteros e negam veementemente a palavra homossexualidade a si.

– O machão enrustido e homofóbico é o paradoxo do trans-mulher? De maneira lúdica e segundo meu gráfico, sim. Temos um paradoxo que se “converge”. Por um lado é o gay que não tolera a ideia de ser gay e prefere ser o extremo do “macho”. Por outro, é o homem que não tolera a ideia de ser homem e prefere ser completamente mulher (o mesmo se aplica para as mulheres, talvez numa medida muito mais suave já que a pegada da masculinidade não é cobrada a elas). Gay “machão” homofóbico e transexuais negam sua realidade ao extremo. A diferença é que o homem, quando trans-mulher, é que conseguiu assumir e exteriorizar a sua realidade idealizada. O gay “machão” homofóbico tende a viver um longo conflito durante toda vida (ou não) pois o ideal que vem de dentro é ao mesmo tempo odiado (não confundir o gay “machão” enrustido com o gay masculinizado);

– O gay “machão” enrustido, do mais preconceituoso ao menos, tem uma boa dificuldade de lidar com a palavra “gay”. Eu teria que ser um gay desses para entender com clareza a dificuldade. Mas nos relatos que obtive durante os anos do Blog, de “homens que transam com homens”, a palavra “gay” parece conter sentidos que, na realidade, transitam num universo imaginário e individual. É como se “gay” fosse um xingamento, um termo de exclusão, periférico, discriminatório ou ofensivo. Parece que a palavra “gay” coloca todos os “homens que transam com homens” num hemisfério da feminilidade e, aviso, isso é apenas fantasia. Talvez fosse o mesmo que a palavra “travesti” que, aos transgêneros ou cross-dresseres, ressoa com a vulgaridade e a prostituição.

É importante que a “comunidade” contida nesse ciclo (do gráfico) reveja um pouco de seus valores sobre os conceitos e o peso que essa pequena palavra tem a si. Reprimir essas “angústias” pode evitar um tempo os questionamentos, mas o fato é que uma hora tudo isso vai passar pela cabeça de novo enquanto não se resolver.

De certa maneira, do “machão” gay até o transexual, todos vivem no mesmo círculo e por isso o infográfico criado tem essa forma. De fato, as diferenças são mínimas para as máximas maneiras de nossos medos, paranoias, intolerâncias, fantasias e fraquezas. Eu tolero tipos como o Serginho do BBB, o Laerte Coutinho, a Roberta Close, o homem “macho”  que come outro homem que se apresenta aqui vez ou outra para exalar sua truculência, a bichinha pão com ovo, o masculinizado e todas nossas milhares de variáveis que faz o gráfico de 360 graus ter infinitos fragmentos.

O importante é ser feliz? Não duvido. Mas duvido mesmo que todos os gays estejam vivendo plenos, em paz e felizes com a próprio sexualidade, no hemisfério “esquerdo” do gráfico. Quando isso acontecer, um post denominado “Gay enrustido” não terá nenhum acesso. Existem muitas dúvidas e confusões, na realidade, para um post desses escrito em 2011 ser tão procurado. Curiosos, por favor, acordem.

24 comentários Adicione o seu

  1. Vladimir Pacheco disse:

    Primeiro lugar: obrigado pelo texto.

    Segundo lugar: eu queria saber qual a formação profissional de vcs.
    Tem hora que eu acho que vcs não são das humanas e se orientam só pela mídia. Só curiosidade, ok? Não tô falando de inteligência e nem ignorância. Longe disso! Vcs são ótimos. Estou querendo entender a cabeça de vcs.

    Olha só: o seu gráfico é de cosmovisão homo.
    Tanto que a base dele é de homofobia e de armário.
    Logo, você pode tá fazendo orgia com a Katy Perry e Megan Fox que vc vai se sentir gay.

    O que vc chama de enrustidos são homens com cosmovisão hetero.
    Tanto que um gráfico deles seria de heterobia e de caverna.
    Logo, eles podem tá na orgia com Serginho BBB e Isabelita dos Patins que vão se sentir hetero.

    O problema todo é que vc tá com um olhar de LGBTT.
    E ele é baseado num eixo de classificação da sexualidade pelo sexo.
    Quando vcs vão aprender que sexualidade é identidade e não sexo?
    Repetindo: sexualidade é identidade e não sexo

    As classificações não funcionam a partir do coito (HSH, HSM), parceiros, afetividade pq só quem diz o que é o que é a própria pessoa e não quem tá com ela na cama. Pq? Pq sexualidade é identidade e não sexo.

    Toda a erotização e desejo vem da mente.
    Não vem de gene gay, gene hetero, nem de pinto, nem cu e nem de buça, nem do gaydar da galera.

    A identidade começa na mente.
    A erotização começa na mente.
    A sexualidade começa na mente.

    Perguntei da profissão pq parece que tudo o que vcs leem é de cunho político (LGBT). Se forem ler na saúde e nas sociais é outra abordagem. Nunca esse aí.

    Fica a reflexão e a questão de fazer outra tabela com a cosmovisão hetero.
    Nela, vão ter os índices heterofobia e sair da caverna ou voltar pra caverna.
    Tu vai ver que o enrustido vai ser você, agora.
    Tu que é o homem que deveria ser hetero e não está em paz com a sua sexualidade.

    Será que é difícil entender essa cosmovisão ou ponto de vista, gente?
    É exatamente o discurso do machismo e da religião.
    Eles têm a cosmovisão hetero e podem fazer o que quiser com quem quiser que serão heteros e estarão em contato com a plenitude da sexualidade deles, nessa concepção. E vcs é que estarão enrustidos, errados ou afastados da sua natureza… não é o discurso deles? “Vc foi feito por Deus pra ser homem e quer se desviar disso” …. “Gay é quem gosta de homem e de viado .. eu gosto de cu e de buceta… como tudo e todos”.

    Então, valeria a curiosidade também de vocês com essa outra tabela e cosmovisão. Pensem nisso e saiam desse ciclo de material LGBT, que vem com o pressuposto do armário e homofobia.
    É um exercício de reflexão.

    O “enfrentamento” que é a palavra da política e do ativismo pra toda a coisa do armário, nada mais é do que o rotineiro “vira homem” que a cultura, família, religião e sociedade pregam. Virar homem é uma coisa que não vem pronta, tanto que o cara tem que se atentar pra esse “enfrentamento” todos os dias. Entenderam?

    Sair do armário = “vira gay”
    Sair da caverna = vira homi

    Nos dois tem o pressuposto de identidade antes do sexo. Por isso, é o enrustido do outro lado que sabe de fato o que ele é … pq só ele conhece (ou não) a identidade, subjetividade e história dele. E nós só lemos dados pelo gaydar, classificações da saúde, do kinsey, dos manuais LGBT que inventaram um monte de TTT agora no fim das letrinhas LGBT e por aí vai.

    Sério, perguntei a profissão pq parece que vcs tão lendo só coisa de LGBT. Leiam da ciência. Vcs precisam separar as referências de vocês e sempre ler por trás os PRESSUPOSTOS de cada texto.

    Mas a reflexão sua é boa. Legal tb pela brincadeira dos curiosos.
    Seja curioso com o lado deles tb .. aliás, esse texto já não discute esse objeto de curiosidade? Como eles são?
    Os que visitam aqui também querem saber como vocês são.
    Acho que ambos sabem bem o que são, mas não o que os outros são.
    Ambos se estranham como enrustidos, nas suas cosmovisões.
    Um se auto-afirmou no vira gay (sai do armário) e o outro no vira homi (sai da caverna).

    Bom sábado.

    1. minhavidagay disse:

      Olá Vladimir!
      Tudo bem?

      Exatas, humanas, biológicas, acaba sendo indiferente nessa situação. E “vocês”, na realidade, é você. Existe apenas um MVG, eu e – vez ou outra – posto assuntos e textos do “Enzo” e comento conteúdos enviados pelo “Fernando Lima”. Ambos são colaboradores do Blog. O primeiro espontaneamente, por ter sugerido deixar seus textos por aqui. Gostei da ideia pois ele dialoga com um público mais jovem, adolescente. Eu tenho 36 anos, como você pode ler no meu “currículo” (aliás, preciso atualizar porque está dizendo 35) e não tenho mais sintonia com a juventude gay como antigamente que hoje é geração Y. O segundo, “Fernando Lima” é mais velho que eu, tem seus 40 e poucos anos e traz referências mais científicas, pesquisas garimpadas por aí, na internet, nos jornais, nas revistas. É um cara que garimpa conteúdo e fatos documentados.

      Não quero abordar assuntos da “cosmologia” do universo HT. Ao meu ver, HSH, HSM são todos termos pouquíssimos difundidos num micro-cosmo-hétero que não rebate de maneira clara e só me levanta a dúvida se esses conceitos/abreviações não surgiram em defesa da pátria amada hétero cavernosa, coisa que já discutimos num post lá atrás, com sequências de comentários da turma hétero-defensiva!

      Respondido “quem somos nós”, eu sou formado em humanas e está evidenciado em alguns posts espalhados pelo Blog.

      Você me questiona porque não abordo a cosmovisão hétero e te respondo porque com alguns argumentos:

      – Primeiramente, o nome do Blog é Minha Vida Gay, ou seja, o ponto de vista será de um gay, óbvio, e que tem interesse em trazer referências desse universo dos homossexuais, ou como você denominou, da cosmovisão gay;

      – Depois, a cosmovisão hétero está aí, predominante e como os héteros gostam de enaltecer, sendo a tal da maioria. Se é maioria e rebate como padrão para praticamente todos, para que vou entrar a fundo na cosmovisão hétero? O que há para acrescentar no momento que todos já vivem esse padrão? O universo HT já predomina há séculos, é a tal da regra e acho que não tem nenhuma grande novidade ou assunto que a gente não saiba para entrar em discussões e reflexões mais profundas. Ser heterossexual é a constante. A variação ou minoria, que a sociedade heterossexualizada gosta de ressaltar é a dos homossexuais. Do universo homossexual tem sim o que descobrir, definir, contextualizar e aprender pois o “ser gay” vive na “periferia social” há anos, na qual o preconceito sempre foi barreira para se entender ou contextualizar. Homossexualidade era homossexualismo há pouco tempo atrás, saca? Se o Brasil já é novo, ser gay nesse país é mais novo ainda;

      – Por sorte e muita satisfação nunca perdi tempo em cartilhas LGBTT(TTT) ou sites do movimento para definir minhas opiniões e expressar minhas reflexões por aqui. De certa forma e como também já deixei expresso aqui tenho uma boa preguiça da radicalidade arco-íris de cartilhas e do movimento. Mas não vou ficar me auto afirmando demais sobre esse assunto pois estou tranquilo com isso. Falo com sinceridade embora não tenha como comprovar (e nem queira). Todos os textos que trago para o Blog MVG é fruto de referências, pensamentos e reflexões mais aprofundadas do que vejo na rua, entre amigos, nos textos dos leitores, nos e-mails, nos depoimentos e nos desabafos. Esse último post é uma verdadeira organização, ou pelo menos uma tentativa de organizar um pouco mais esse terreno, esse universo gay que tem assumido posição igualitária na sociedade brasileira. Sabe as passeatas e os manifestos nas ruas? Pois bem, você há de concordar comigo que foi um repente no qual a população atirou para todos os lados, desorganizado, cheio de insatisfação acumulada e sem nenhum foco. Ser gay no Brasil é um pouco disso também, os homossexuais / homoafetivos não tem referência para tomar como ponto de partida. A nossa tal cosmovisão é ainda um terreno árido e muitos ainda não tem chão para se apoiar, para se compreender. A grande maioria dos leitores não são de grandes capitais. Chegam até o MVG para buscar uma fonte de leitura, ou inspiração ou de referências que não dizem respeito a verdades absolutas pois sabemos que verdades absolutas não existem. Existe um foco e um propósito que está bem evidenciado no nome do Blog e acho que não está em discussão: “Minha Vida Gay”, que não é “Minha Vida de Macho” ou “Dentro e fora da caverna”. Se existe um entra e sai, é do armário, e nada diferente disso;

      Vejo mais uma vez um receio da sua parte, de que alguns “heterossexuais confundidos” cheguem aqui e possam ser “corrompidos” com os textos que aqui são publicados. Ora, ora, a mim esse raciocínio não existe e isso é pura insegurança. A internet é um meio foda para que um “hétero confundido” encontre todas as cosmovisões possíveis, aceitas e repudiadas, normais ou doentias. As pessoas pensam e tem senso crítico diferente. Quem se sujeita a ler textos enormes por aqui se sujeita a refletir e não sair fazendo o que eu digo. O meu intuito aqui é dar algum sentido para os gays enrustidos que passam por aqui, ou melhor, para aqueles que enxergam um sentido em tudo isso e não fique sofrendo em confusões mentais, em retornos de reprimidos, em prisões psicológicas, em depressão, tristeza, sofrimento, etc.

      Sou um gay seguro e sei que não existe nenhum hétero que possa ser corrompido a não ser que, no fundo, ele seja realmente gay (ou bissexual). Não jogo desse jogo de ficar persuadindo homens que não se entendem direito, mesmo porque acho isso uma bobagem, não tem como forçar a ninguém ser hétero, assim como não tem como induzir alguém a ser gay. Lanço pontos de vista, cravados no conceito “Minha Vida Gay” para possíveis homossexuais que temem realmente sair do armário, que estão confusos e que podem receber sim esse nomezinho “gay”, “bicha”, “viado” sem ficar preocupado, enojado, confuso, doído, amargurado. Saca?

      Peço a gentileza de não insistir. Vez ou outra vou abranger o tema do enrustido, que é o gay confuso, que não se encontrou. O hétero confundido não vai encontrar nada que o represente intimamente por aqui, a não ser que esse hétero confundido seja no fundo gay ou bissexual (porque bissexual tem envolvimento heterossexual e homossexual, por isso “bi”).

      Livre arbítrio para as escolhas. Aqui é uma fonte de referência. Se envolve quem quiser, mas não vou falar de assuntos que não tem nada ver com o foco.

      Abs,
      MVG

      1. Vladimir Pacheco disse:

        MVG,
        eu só venho aqui porque vc é um ser um cara esclarecido, auto-afirmado, seguro, com disposição pra ajudar o próximo com o blog e com um coração e inteligência a serviço da decência. Só por isso. Se o seu discurso fosse essa porra decorada de politicamente correto (ativismo LGBTTTTTTTTT .. que nada mais é que politicagem e não bem estar das pessoas) ou da cena gay com aqueles papos hipermanjados e deslumbrados … eu não me moveria pra clicar num link … quanto mais pra escrever essa mensagem aqui grandaça. Fiz isso porque já li alguns posts do blog, acho que deve dar uns 12, tipo nos últimos 6 meses. E só voltei pq sinto uma linguagem sua meio da publicidade, pois eu tenho muito amigos dessa área de jornalismo, relações públicas, marqueting, publicidade, audiovisual, psicologia e tudo mais.

        Tu num tem que justificar nada pra mim não, caralho! Tu é um cara foda da internet e muito disposto a ouvir e trocar uma ideia sadia sobre as parada de sexualidade e vida. Isso é bom. E isso motiva as pessoas: um discurso de um ser humano no meio de tanto fantoche de política e ativismo. Mas lembrando tb que o ativismo LGBTT pode ser nojento-drástico-fundamentalista-terrorista algumas horas, mas ele é importante tambem … pq alguém vai ter que carregar pedra na política. Então, não vou desmerecer o trabalho deles, mas desmereço, SIM, o mau uso do discurso POLÍTICO deles nas conversas das pessoas normais como aqui. Política é na mídia e no congresso. Não é aqui na balada, na igreja, no blog. Blz? Então, penso assim.

        Propus tudo pra vc refletir sobre isso e sei que tu entendeu o recado.
        Eu gosto REALMENTE de você. Eu chego metendo o bicudo no pau da barraca e tu administra bem a demanda.

        Tenho um amigo que inventou de ser gay agora .. arrumou um namorado tem uns 4 anos … e quer casar agora.
        Somos amigos desde a infância. Mas eu sei que ele não é gay.
        Desde que ele me falou que tava indo em site de pegação gay, eu comecei a conversar com ele pq vi que ele tava confuso sobre mulher e homem.
        Daí, venho estudado o tema sempre que posso .. pq só eu converso com ele.
        Eu não falei pra ele do seu blog ainda pq ele não leria.
        Mas ele acredita PIAMENTE me quase tudo que eu falo, pois é de coração e brodagem de irmão mesmo.
        Então, tem coisas que eu li aqui que já falei pra ele.

        Eu li que vc disse eu fui num link do blog que tem uma enquete.
        Fiquei de cara com a quantidade de Geração X que deu no resultado.
        Só aumenta a minha admiração por vc, ainda mais diante da responsabilidade que vc tem.
        E isso também aumenta o meu propósito de não deixar vc cair na questão dos pressupostos dos discursos prontos do ativismo LGBTT.

        Quando vc fala de gay enrustido, tu tá falando do cara que pode ser da outra cosmovisão.
        Veja que o pressuposto da sua abordagem é baseado em homofobia internalizada (enrustido) e externalizada (assumido).
        E a cartilha LGBTT quer forçar dizer que o assumido é bem resolvido e o outro não. O que é uma mentira!

        Ora, na outra cosmovisão, na hetero, as bases seriam a heterofobia internalizada (o gay) e a externalizada (machão assumido).
        E, por essa, visão quem é o resolvido é o machão e o gay é o mal-resolvido, problema, vergonha e tudo mais.

        Vc já um super ser evoluído de fugir de classificações que não dizem porra nenhum do pau, do cu, do coração e da xota de ninguém.
        Isso foi um ponto massa que eu vi nim ti.

        ► Assim, voltando ao tema do gay enrustido, qual seria uma boa definição?

        Respondendo: a da mente.
        Veja que quando o “enfrentamento” do ativismo LGBT fala pra vc ser gay é diferente de ser homo.
        Homo é o sexo e o pessoal. Gay é uma construção social.
        Pra eles, não importa tanto o sexo …mas o número social: +1 na causa.
        É quiném evangélico querendo converter o pessoal e grêmio partidário querendo mais companheiros pra passeatas.
        Só mais um número. Todos tocando o foda-se pro seu interior.
        É sobre isso que eu sou contra.
        E é sobre isso que a minha vinda aqui justifica contigo.

        Olha como o pressuposto é louco:

        1) A psicologia (ciência): o que é a verdade e compromisso com as pessoas

        A psicologia (ciência) acha que a sexualidade é móvel. Pode ser homo, bi, hetero … o que quiser. Só basta vc estar confortável com o que escolher pra si. Eles dão enfase no conforto psíquico, satisfação e no LIVRE ARBÍTRIO. Pra eles, Freud tb (que não é psicologia, mas é psicanálise), a sexualidade é uma coisa construída e as pessoas reafirmam isso todos os dias, no “vira homi” e no “vira gay” todos os dias. Toda punheta, sonho erótico, romantismo, amor platônico, cultural, social e tal tem a ver com isso.

        2) A politica (LGBT): o que é a verdade pro politiqueiro e o compromisso com os números

        O ativismo LGBT (política) é ambíguo: num ele dá liberdade de ir e vir (livre arbítrio) e no outro ele aprisiona (escraviza).
        Jogam toda a paternidade da sexualidade na biologia que é determinista (DNA).
        Mas tiram todo o gênero da biologia e jogam toda paternidade na psicologia (mente).

        Daí, vem a incoerência e os 2 pesos pra 2 medidas:

        ► Orientação sexual é imutável, tirando da Psicologia (mente) e jogando só na Biologia (DNA)
        ► Gênero é mutável, tirando da Biologia (cromossomo x e y) e jogando só na Psicologia (mente)

        Ora, porque essa diferença?
        Fica parecendo que no gênero, o travesti pode trocar de homem pra mulher todos os dias, de acordo com sua mente (psicologia).
        Fica parecendo que a orientação sexual, o cara não pode ter uma outra direção, pois está escravizado no DNA (biologia)

        Eles invertem a lógica!
        E a coisa é tão mal feita que deveriam pregar que não existe ex-gay e nem ex-hetero. Ambos!
        Mas, não! Como eles precisam de números pra política ser mais forte, eles abrem a porta pra entrar, mas fecham pra sair.
        Percebe como a coisa do pressuposto as pessoas começam a repetir sem perceber?

        Pq “uma mulher no corpo de homem” é mutável pela mente e vontade da pessoa?
        E pq um homem que curtia homens e passa a curtir mulheres é impossível?

        Será medo de alguém tascar um Ex nas letrinhas LGBTTT?
        Pq pode ex-TT?
        E pq não pode ex-G?

        Fica a reflexão.
        E a certeza: a vida humana é leve, boa, vale à pena.
        O que não dá é se basear em política pra entendê-la.
        Os manuais de politica só querem saber de números pra encher passeatas.
        Tão pouco se fudendo pra sua vida pessoal.
        Coisa que o seu blog recupera: “porra, vamos ser felizes: MVG, sou gay, sou gente!”

        Eu entendo e não duvido disso:

        ► nesses dois anos do Blog MVG recebi dezenas de e-mails e comentários de homens que repudiam o termo “gay”, depositando nessa palavra de apenas três letras (para ver que tamanho não é documento) um monte de valores, muitos desses deturpados. A psique humana é muito complexa e tendemos a ser mais prolixos do que práticos. Mas se nos apropriarmos da simplicidade das definições conceituais, sem tentar cair demasiadamente em relatividades e liquidez de valores para uma auto defesa, ser gay ou ser homossexual (gay = homossexual) é simplesmente aquele indivíduo que tem atração sexual e afetiva por outro indivíduo do mesmo sexo. Destaque no “e” porque se for “ou” a ideia não se aplica (explico mais abaixo).

        Então, vc está correto. E eu gostaria de cumprimentá-lo pelo acerto.
        Mas não acha que também os gays tem dificuldade em não deturpar o machão? O machista?
        Pq todo gay tem que ser feminista e anti-machista?
        Não é legal é um gay ser atacado por machões brutamontes.
        E será que é legal um machão ser estraçalhado pelos comentários das mulheres, homens e gays feministas?

        Quando eu venho aqui no blog, eu vinha por que eu queria me colocar no lugar de vcs.
        E entender o meu amigo. Agora, eu venho porque eu vejo um ser humano: tu, MVG.

        Olha como tu é um cara foda:

        ► – A afetividade entre dois homens nem sempre quer dizer homossexualidade. Dois homens heterossexuais podem ter um alto nível de afetividade. Se acabar em beijo e uma transa pode haver um nível de homossexualidade sim. Se não rolar nada disso é uma afetividade entre dois homens, homoafetividade, mas não quer dizer necessariamente ser gay / homossexual;
        ► – Uma transa furtiva que coloque o homem no papel de ativo não quer dizer que é um heterossexual que gosta de “comer” outro homem. Essa explicação, a mim, tange o cúmulo da defensiva “hétero”. Um homem que vez ou outra resolva dar uma escapada para uma transa com outro homem, fazendo papel de ativo, passivo ou flex, tem algo de homossexualidade, o que o caracteriza como bissexual, aquele que gosta de transar com homens e com mulheres;

        Só discordo aqui do “reprimida”, pois muitos não tão cumprindo papel social pra constar … se fosse para constar mesmo pq eles procurariam um gay?
        Olha tu falando e depois retomo:

        ► – Aquele homem que assume um casamento, filhos e segue a cartilha social predominante da heterossexualidade e que – na intimidade de sua solidão – tem desejos, fantasias e pensamentos por outros homens tem uma homossexualidade reprimida;

        Não é por constar … para parecer … é pra curtir mesmo. E o que que tem ele ir na sauna na quarta-feira no dia do jogo, ao invés do puteiro, despistando a mulher e ele comer um viado ao invés de uma puta? Será que ele não é um homem como qualquer outro: adúltero? Qual o problema dele pegar o Grindr e comer um monte de passivo de graça que racha o motel com ele ao invés de levar 4h numa boite pagando bebida e 100% do motel pra comer a periguete? Qual o problema dele pagar um michê pra adulterar a mulher, no instinto masculino de fertilizar várias coisas e pessoas, e não uma puta? Será que é mesmo “solidão” e “homo reprimida” ou o cara não é só um comedor nato pulando a cerca do matrimônio e também das sexualidade nas suas aventuras?

        Outro ponto é esse: vcs confundem muito um cara casado que come um viado com homo reprimido. Qual o problema dele pular a cerca do matrimônio e da sexualidade ao mesmo tempo? O homem caçador, viril, na sua natureza animal não é um aventureiro? Não gosta de riscos e desafios? Enquanto vcs acham ele “solitário” e “reprimido”, ele se acha “o fodão” e o “comedor nato”. Bem na ética NÃO PERDOU UMA .. nem uma foda, nem uma amante, nem uma sexualidade. Essa ideia de achar eles homo enrustido e reprimidos é da cosmovisão homo. Na verdade, pro cara, só é uma pulada de cerca como todo macho hetero faz. Só isso. Só que vcs ficam sofrendo pq ele não se “assume”. E ele sofrendo pra chegar a outra quarta-feira pra sair pra outra foda, fugindo da mulher.

        Discordo do que tu fala aqui, pois já ouviu falar de Bromance?

        ► – Ser a fim de apenas um único cara, o melhor amigo e somente ele, como se a transa fosse tolerável com um homem único (idealizado), aponta sim para um nível de homossexualidade e romântica ainda;

        Meu amigo é um bromance meu. Não sou apaixonado por ele, não trepo com ele e nem nada.
        Mas vou tirar o meu brother do homo e do bi.
        Espere por isso porque eu vou, se assim for a vontade dele, o livre arbítrio e o conforto psíquico dele!
        Mas eu tenho que falar pra ele coisas que ele não ler ..
        Ele é muito burrão, bronco, ogro … e pouco intelectual, vamos falar a verdade.
        Segue lá a sua fala:

        Isso aqui é 50% de concordar e discordar, da minha parte:

        ► – Homens que projetam uma vida assexuada em religiões, seja católica ou evangélica, budista ou espírita, que projetam a assexualidade no trabalho excessivo, e que na mesma intimidade da solidão idealizam amigos homens ou a figura masculina, tem a evidência de homossexualidade reprimida.

        Sou evangélico e tem muito ex-gay convicto na igreja.
        Mas tem uns que tão começando a caminhada com Cristo e só são gays que não tão trepando.
        Mas existe essa fase mesmo. Depois, já vi uma fase novos heteros que não tão trepando.
        Os caras até já conseguem comer mulher, mas não têm aquele traquejo.
        Tratam mulher bem, com cuidado… quiném quando era gay.
        Mulher gosta de homem viril, bruto, mal-educado e tal.
        Fora que a igreja coloca os caras muito bonzinhos.
        Mulher quer dar pro lobo mau e não pro príncipe.
        Ora, se elas beijam até sapo de tanto esperar o príncipe.
        As mina que é dá dá dá dá dá dá dá dá dá dá dá dá dá …. até a buça espumar e fazer beiço.
        Não tenho contato com lésbicas na igreja.
        Até pq elas não frequentam o ministério de homens.

        Concordo 100% pq isso é erotização da mente e desejo da mente … logo ele ESCOLHEU isso.
        Não é acidente … é isso mesmo aí … ou pode ser a aventura.
        Mas a aventura o cara sai na rua pra pegar… não imagina.
        Lobo na selva … caçando o que comer.
        E não punhetando e sonhando com a presa.

        ► – Masturbação no banheiro pensando em homem enquanto a namorada dorme, mesmo que no imaginário seja ativo, também implica em um nível de homossexualidade.

        Concordo com o seu ponto de vista.
        Aliás, vc tinha que ser meu amigo e amigo do meu brother.
        Se o meu brother virar gay e for igual a vc, vamos continuar amigos.

        ► Em outras palavras estou supondo que existam “níveis” para ser gay ou homossexual (sinônimos). Níveis formados a partir do momento que um homem tem desejos por outro homem. No meu ponto vista é assim, apesar da sociedade criar outros inúmeros nomes para homens que transam com homens para que a palavra “gay” ou “homossexual” caia fora do vocabulário.

        Eu acho os gays legais quando eles não são politicamente corretos.
        Eu também acho os heteros legais quando eles não são os neandertal.
        Os seres humanos é que são massa.

        Não li esse post ainda. Deve ser engraçado.

        ► O importante é ser feliz? Não duvido. Mas duvido mesmo que todos os gays estejam vivendo plenos, em paz e felizes com a próprio sexualidade, no hemisfério “esquerdo” do gráfico. Quando isso acontecer, um post denominado “Gay enrustido” não terá nenhum acesso. Existem muitas dúvidas e confusões, na realidade, para um post desses escrito em 2011 ser tão procurado. Curiosos, por favor, acordem.

        Ah, curti demais tu brincando com o lance de TTT na réplica. “Cosmologia” tb foi 10.

        Pra mim, vc é Deus na net gay … nenhum blog é assim como vc:

        ► – Por sorte e muita satisfação nunca perdi tempo em cartilhas LGBTT(TTT) ou sites do movimento para definir minhas opiniões e expressar minhas reflexões por aqui. De certa forma e como também já deixei expresso aqui tenho uma boa preguiça da radicalidade arco-íris de cartilhas e do movimento. Mas não vou ficar me auto afirmando demais sobre esse assunto pois estou tranquilo com isso. Falo com sinceridade embora não tenha como comprovar (e nem queira). Todos os textos que trago para o Blog MVG é fruto de referências, pensamentos e reflexões mais aprofundadas do que vejo na rua, entre amigos, nos textos dos leitores, nos e-mails, nos depoimentos e nos desabafos. Esse último post é uma verdadeira organização, ou pelo menos uma tentativa de organizar um pouco mais esse terreno, esse universo gay que tem assumido posição igualitária na sociedade brasileira. Sabe as passeatas e os manifestos nas ruas? Pois bem, você há de concordar comigo que foi um repente no qual a população atirou para todos os lados, desorganizado, cheio de insatisfação acumulada e sem nenhum foco. Ser gay no Brasil é um pouco disso também, os homossexuais / homoafetivos não tem referência para tomar como ponto de partida. A nossa tal cosmovisão é ainda um terreno árido e muitos ainda não tem chão para se apoiar, para se compreender. A grande maioria dos leitores não são de grandes capitais. Chegam até o MVG para buscar uma fonte de leitura, ou inspiração ou de referências que não dizem respeito a verdades absolutas pois sabemos que verdades absolutas não existem. Existe um foco e um propósito que está bem evidenciado no nome do Blog e acho que não está em discussão: “Minha Vida Gay”, que não é “Minha Vida de Macho” ou “Dentro e fora da caverna”. Se existe um entra e sai, é do armário, e nada diferente disso;

        Muito bom isso aqui. Falando com força e sensatez:

        ► Vejo mais uma vez um receio da sua parte, de que alguns “heterossexuais confundidos” cheguem aqui e possam ser “corrompidos” com os textos que aqui são publicados. Ora, ora, a mim esse raciocínio não existe e isso é pura insegurança. A internet é um meio foda para que um “hétero confundido” encontre todas as cosmovisões possíveis, aceitas e repudiadas, normais ou doentias. As pessoas pensam e tem senso crítico diferente. Quem se sujeita a ler textos enormes por aqui se sujeita a refletir e não sair fazendo o que eu digo. O meu intuito aqui é dar algum sentido para os gays enrustidos que passam por aqui, ou melhor, para aqueles que enxergam um sentido em tudo isso e não fique sofrendo em confusões mentais, em retornos de reprimidos, em prisões psicológicas, em depressão, tristeza, sofrimento, etc.

        Vc é superior mesmo. Já disse isso e aqui tu descreve o elogio:

        ► Sou um gay seguro e sei que não existe nenhum hétero que possa ser corrompido a não ser que, no fundo, ele seja realmente gay (ou bissexual). Não jogo desse jogo de ficar persuadindo homens que não se entendem direito, mesmo porque acho isso uma bobagem, não tem como forçar a ninguém ser hétero, assim como não tem como induzir alguém a ser gay. Lanço pontos de vista, cravados no conceito “Minha Vida Gay” para possíveis homossexuais que temem realmente sair do armário, que estão confusos e que podem receber sim esse nomezinho “gay”, “bicha”, “viado” sem ficar preocupado, enojado, confuso, doído, amargurado. Saca?

        Cara, eu curto uma parada assim: na humirde e na real.
        Tu falando assim com tempestivo só me faz ver que tu tá certo e eu respeito muito essa parada:

        ► Peço a gentileza de não insistir. Vez ou outra vou abranger o tema do enrustido, que é o gay confuso, que não se encontrou. O hétero confundido não vai encontrar nada que o represente intimamente por aqui, a não ser que esse hétero confundido seja no fundo gay ou bissexual (porque bissexual tem envolvimento heterossexual e homossexual, por isso “bi”).

        Eu não vou comentar os textos de enrustido mais
        É um compromisso meu contigo, blz?
        Pode ter a minha palavra de homem honrado.
        Tenho o seu limite agora de homem honrado (falando bravo e bem grosseiro)
        Tá vendo como é bom tb ser excroto e babaca?
        Todo mundo respeita e acha bom.

        ► Livre arbítrio para as escolhas. Aqui é uma fonte de referência. Se envolve quem quiser, mas não vou falar de assuntos que não tem nada ver com o foco.

        Não vou comentar os outros.
        Meu foco aqui é tu: MVG.
        Seu blog é ótimo e vc é muito inteligente, sensato.
        E fico impressionado da responsabilidade da geração X contigo.
        Estão com um cara responsável.
        E acho que vc pode SALVAR e AMAR muitos como o garoto de 18 anos confuso abaixo.
        Li o que ele disse e fiquei … porra, muito impactado. Meu amigo tá assim, como ele.
        E ele fala as mesmas coisas … cansado dos questionamentos.

        Vendo o relato dele, eu sei que aqui é seguro pra ele contigo, MVG.
        Pq tu não quer números pra política (LGBT), mas quer ser feliz como tu disse (blog= ponto de encontro).
        Não vou trazer mais questionamentos tão drásticos que possam criar confusão, sobre enrustidos.
        Pq eu acredito que a pessoa possa ser feliz homo ou hetero.
        Tudo depende de ela ser ego-sintonica (em sintonia e conforto psíquico com a sua sexualidade) ou ego-distônica (em desacordo e desconforto psíquico com sua sexualidade), como fala na classificação da OMS.
        O que eu tenho a dizer é que tu, MVG, é um conforto pra esse menino confuso de 18 aos e pra mim que sou um lutador pelo meu melhor amigo.
        Não sei se meu amigo vai escolher ser homo ou hetero, mas quero que ele tenha satisfação e conforto psíquico.
        E isso é uma coisa que tu tem é um ótimo modelo e referencial pra geração X.
        Sei que ninguém no blog te falou isso.
        Mas tô aí te passando essa fita.

        Quanto ao menino aí embaixo, confuso, de 18 anos, saiba que o MVG pode ser seu amigo, rapaz.
        Fique na paz que o bicho é gente fina. Estou lutando por um amigo tb e te passo a real da credibilidade do blog.

        MVG, se puder, e não for incômodo, queria saber se as pessoas podem se aproximar de vc por algo não anônimo, como perfil de twitter e FB. Tlz, vc seja um pai pra esse menino de 18 anos e um amigo tb pra mim, que preciso de ajuda para quase um irmão de infância (nos conhecemos com 4 anos, vizinhos na mesma rua).

        Rapaz de 18 anos que tem nome de “?” … saiba que você pode ser amado pelo o que você é sendo assumido, enrustido, homo ou hetero. A vida e o próprio Deus tem uma solução para você. Calma, vc só tem 18 anos. É um peso, mas vai melhorar. Seu nome ainda vai ser “!” e “\o/” . Espere e verá. Abraço fortaço nim tu.

    2. Caio disse:

      Xiiiii lá vem aquele papo de que pessoas gostam de pessoas e que o sexo nada tem de importante na atração e na afetividade. Esse lance do “não me rotule” é só um discursozinho hipócrita que se traduz no “querer tapar o sol com a peneira”. Se no fim das contas os defensores de tal visão ficassem na “sua” e não perturbassem os demais, ótimo. Mas não, se utilizam disso para se dizerem mais homens que os demais e também gostam de iniciar confrontos desnecessários, vide os gays homofóbicos que atacam os tranquilos com sua sexualidade apenas porque eles aparentam ser felizes assim, e isso acaba sendo combustível para sua inveja.

      Seria tão mais fácil se o povo entendesse de um vez por todas interpretar os conceitos das palavras. Se homossexual (no caso masculino) é um homem que gosta de homens afetivo e sexualmente, pronto é só isso. Não tem que incluir neste conceito outras características adjacentes que possam estar interligadas só porque quem assim diz ver dessa forma ou acha que é assim que funciona.

      Será que é tão difícil compreender que um homem gay = homossexual pode ser masculinizado e ter um relacionamento com outro(s) homens que sejam assim também?

      Sinceramente, em que realidade você vive? Não tem dessa do cara ser hétero a vida toda por espontaneidade, por natureza e depois ele conhecer um homem e achar ele lindo, inteligente, fascinante e do nada querer namorar com ele. Seguindo o lado contrário, todo gay que tenta isso com um hétero se dá mal. Isso é historinha da carochinha.

      Eventualmente sexo casual pode rolar, mas depende da situação: curiosidade (pelo cara ser extremamente liberal a ponto que quer saber na prática como é ter sexo com outro homem, o que é rarissímo, a não ser que ele seja gay/bi e ainda não se entende assim), embriaguez, prisão (necessidade extrema de sexo, mas não há mulheres somente homens) entre outras.

      Isso tudo o que eu disse se vê explicito no filme Shelter ( De repente Califórnia). Nele um dos protagonistas (o mais velho) é gay assumido e o garoto “pré adulto” está saindo de uma relação hétero, pois na verdade ele gosta é de homem, não simplesmente apenas do personagem mais velho, (no caso dá a entender o amor pela pessoa que ele é e não por ele ser um homem, mas na real não é assim).
      Tem gente que acha que o filme é sobre um amor entre pessoas, não importando se são homens ou não, pura balela, pois é um amor entre gays.

      Aquele que quiser copiar a pseudo mensagem do filme que o amor pode acontecer entre pessoas e não entre sexos (masculino e feminino) transpassando a experiência para a vida real, vai se dar muito mal. Só digo isso.

  2. ? disse:

    Tenho 18 anos e não sou assumido, cada dia que passa me sinto mais reduzido e impotente. As pessoas comentam e estranham, ah ele tem 18 anos e não namora, por que? Pra piorar duas meninas já pediram pra ficar comigo e eu disse não e praticamente fugi delas. Eu não entendo porque eu nasci assim, eu fico pensando poxa deus me deu tanta coisa, sou educado, inteligente, sempre fui o primeiro lugar da turma, representante de sala, meus parentes me chamam de menino de ouro, tá , ok , ok , mas penso porque deus não me fez heterossexual? Eu me sinto sozinho nesse mundo, eu tenho medo de as pessoas descobrirem que gay, e eu não sou afeminado, sou normal, um jovem comum de 18 anos, tanto que quando eu falo que nao namora as pessoas perguntam porque não tenho namorada. Até já me perguntaram se vou da “igreja”, tipo se eu sou da igreja e por isso que não namoro. Chega uma hora que não dá mais pra esconder, já pensei várias vezes no suicídio, eu tenho medo de me assumir, eu fico pensando como vou contar isso pra minha mãe, pra minha irmã e pro meu melhor amigo que é hetero, que eu considero um irmão. Tipo, como minha mãe vai dizer pros outros meu filho é gay, e meu pai? Fico pensando, mesmo que eu me assuma, eu acho que nunca vou estar preparado pra morar, viver, ou namorar com outro homem, tipo assim, fazer isso em público sabe, como um casal faz. Eu não consigo me aceitar como sou, não sei porque sou assim, tipo não sinto que faço parte desse mundo, parece que não era pra eu estar aqui, aí fico me perguntando se a vida vale a pena, porque ou eu fico a vida toda sozinho porque eu não tenho coragem de me assumir e não quero viver com uma mulher, ou eu me assumo de vez. Eu ainda aos 18 anos nunca beijei, porque eu sei que gosto de homem e não de mulher. A minha vida não faz sentido, tenho uma família, trabalho, faculdade, amigos, mas por que Deus me negou algo tão básico como a heterossexualidade, algo que aprendi a vida inteira que é natural, por quê? Eu só queria olhar pra uma mulher na rua e sentir desejo por ela, eu só queria ter beijado as meninas que pediram pra ficar comigo e depois ter perdido a virgindade com elas e gostado disso, só queria viver uma vida sem que eu pensasse na homossexualidade a cada segundo, eu só queria isso, ser hétero, mais nada, só queria ser igual aos meus amigos, que namoram, que falam sobre como as meninas são bonitas, e que são felizes, e parece que sem isso nada mais faz sentido, estou cansado dessa vida de questionamentos, estou sem rumo, não quero mais esconder que sou homossexual, mas ao mesmo tempo eu não quero ser homossexual, o que eu faço? Será que eu vou morrer com 80 anos e virgem? Vale a pena eu morrer virgem e viver trabalhando e estudando e sem vida sexual e sem amor e sem felicidade e sem liberdade? Eu tenho medo de desabafar, eu não consigo entender por que eu tenho que ser assim, quero morrer, mas sou covarde pra me matar, se eu morresse sei lá, de repente , num assalto, minha família ia sofrer, mas eles nunca saberiam que eu sou gay, e eu morreria com a imagem do cara trabalhador, estudante , responsável, e eu não ia morrer com a imagem do gay. Me sinto sozinho, tipo, na minha cabeça eu meio que trato o homossexual à parte da sociedade, tipo, eu meio que carrego comigo um preconceito interno , e eu me sinto muito mal, como uma pessoa pode viver com nojo e vergonha de si mesma? Porque se eu que sou homossexual tenho preconceito de mim imagina o que esperar dos héteros. A pior sensação do mundo é andar por todos os lugares mas com uma prisão na sua cabeça, cada segundo do meu dia se resume a pensar se os outras pessoas estão pensando que eu sou gay, se eu estou falando grosso o suficiente, se estou andando como um hétero o suficiente, se não estou dando pinta de que sou gay, etc. Eu me sinto mal porque eu sei que se eu me asumisse muitas pessoas me tratariam mal e com nojo de mim, mas pelo menos eu mudaria a visão das pessoas mais próximas a mim, que encarariam a homossexualidade de uma maneira mais positiva. Eu não quero ser gay e não quero viver assim, mas se eu não viver isso eu sei que vou ser infeliz, então o suicídio pra mim vale a pena? Eu não quero que minha família tenha vergonha de mim, não quero ser um fardo, uma vergonha pros meus pais, e o pior é que eu não consigo parar de pensar na homossexualidade, eu não estou conseguindo mais estudar, minha snotas estão caindo, estou me afastando das pessoas, estou evitando sair de casa, tudo isso porque minha vida está se resumindo a única e exclusivamente ao fato de eu ser homossexual, se resume a escolha de me assumir ou me reprimir cada vez mais, eu não aguento mais me questionar sobre isso, eu só quero ter uma vida normal igual a de todo mundo, sem me sentir culpado e sem sentir uma angústia tão grande que toma conta de mim. Por que eu tenho que ser diferentes dos outros? Quero morrer, não aguento mais ser assim.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Daniel,
      Tudo bem?

      Suicídio nunca vale a pena e não falo isso apenas por questão religiosa. Falo porque é nessa única vida que temos a oportunidade de nos superar, ser feliz como somos e orgulhosos pela oportunidade que o tal Deus nos deu. Quem garante que exista outra? Eu não garanto. Já pensei nisso algumas centenas de vezes na minha juventude, não pela minha homossexualidade especificamente, mas pela dura relação que existia entre eu e meu pai. Dura o suficiente para pensar, sim, em suicídio.

      Sei que a situação não é fácil. Existem centenas, senão milhares de pessoas, gays como você, que gostariam de poder virar uma chave e ter a chance de entrar no modelo padrão da heterossexualidade. Mas, felizmente, não somos máquinas, nem robôs para fazer a coisa assim. Isso não existe e a gente pode até forçar uma barra para tentar uma conversão, mas a mim é algo passageiro e ilusório.

      Seu caso é especial, quando um gay rejeita sua própria sexualidade. Minha primeira sugestão é que você pegue mais leve com você mesmo e não se cobre tanto.

      Não sou nenhum especialista, a não ser um tipo de conselheiro. Sugiro que você procure um bom terapeuta, por mais que seja contra ou tenha pessoas que te influenciam e acham que terapia é pra gente louca ou que terapeuta manipula. Puro preconceito e falta de conhecimento prático. Um bom teraeuta nos faz realmente avançar em nossos problemas, nos tira aquela sensação de que a vida travou em pontos específicos.

      Já basta a própria pressão que você lança a si mesmo para dar ouvidos a pessoas que queiram te persuadir por causa própria.

      Você vê sua sexualidade como um castigo e não é. Não é uma nomenclatura (gay) que te faz mais ou menos nessa vida. Somos uma somatória de qualidades e defeitos. E qualidades e defeitos são a mesma coisa, só são negativo ou positivo dependendo de como encaramos, como praticamos e em quais contextos as exercemos.

      Todos nós somos capazes de superar nossas insatisfações. Todo nós as temos. No seu caso é esse sentimento negativo quanto a sua sexualidade. E as pessoas que passam fome? E as pessoas que são abusadas por outras pessoas, não no sentido sexual propriamente, mas num assalto, num rapto? Como elas superam o extremo do desconforto?

      A vida é cheia de altos e baixos, amigo. O exercício de superação, de tolerância e de aceitação deve ser praticado. E vem de fora para dentro.

      Uma palavra: coragem.

      Abs,
      MVG

    2. Matheus disse:

      Quando eu leio relatos desse tipo, tenho vontade de sentar junto, ouvir toda a angústia da pessoa e tentar ajudar.
      Eu passei por todo esse processo recentemente também (talvez esteja passando ainda). As coisas melhoram. Pode acreditar. Não sei muito bem como pôr em palavras a minha visão de mundo, Mas aos poucos se ganha resiliência.
      Não seja duro consigo. Você sabe as suas qualidades e deve achar que elas não “compensam” a homossexualidade, ao mesmo tempo em que percebe a heterossexualidade como a sexualidade correta. Se você fosse heterossexual, talvez houvesse outra lacuna que também não permitisse a sua plenitude; e isso acontece, ser heterossexual não é a resposta para a felicidade. Nem homo. Esses são apenas aspectos da identidade de um indivíduo.
      Algo que me chamou a atenção foi a menção a suicídio. Não faça. Estaria negando todos os futuros bons momentos que a vida lhe reserva. Mas por você ter dito isso, somado ao restante do relato, aconselho a procurar auxílio de um profissional.

    3. Julio disse:

      Ola MVG lendo esses relatos fico a pensar: existem milhoes de pessoas nesta mesma situacao, vivendo escondidas como fossem “bandidos”, sentem marginalizados so pelo q sentem dentro d si mesmos. Ja me senti assim quando m apaixonei por um homem, e tava vivendo essa paixao, mentindo para amigos e familiares, me escondendo. Senti q tava fazendo tudo debaixo dos “panos”, como tivesse cometendo um “crime social”. Nao aceitava isso. Eu tava afim d viver esse namoro sem ta m escondendo como um “bandido”. E rompi a barreira imposta pela sociedade, essa regra social. E contei p minha mae e meu irmao, q tava namorando um homem, tava feliz. Clara q minha nao acreditou! Levou uma semana para ela “digeri” tudo. Hj ela aceita. Pois é o q quero. Me senti em paz comigo e verdadeiro. Hj to bem melhor. Qro falar p o Daniel q ele nao pensasse assim. Se dê apoio kra, se dê forca, se dê amor e respeito a ti. O mais dificil p qualquer pessoa homossexual é aceitar a si mesmo, eu ja passei por isso, levei tempo p me aceitar como eu sou. Pode parecer clichê, mais o primeiro passo é se aceitar. Nao to falando p vc se assumir para os outros. Assume isso a vc pelo menos. Olha eu, q paquerei algumas garotas ate transei com elas, mas nunca consegui amar elas. E hj eu to amando um homem. A vida tem boas surpresas e vc é tao jovem, tem tanta coisa a viver. Nao ligue para os q os outros acham, mas kra dê importancia ao q vc sente. Ok? Fiki bem.

    4. Vladimir Pacheco disse:

      Vou falar contigo apenas sobre mulheres, que é o meu esquema.
      Seu problema é igual ao de um texto que li há um tempo.

      ► Queria ser hétero, mas não consigo”
      http://papodehomem.com.br/relato-de-um-gay-que-queria-ser-hetero/

      Então, vc não é o único jovem assim. Não se cobre tanto.
      A sua geração todinha tá com problemas de auto-afirmação sexual.

      Acho que o seu problema específico com mulher é de friendzone.
      Fora que me parece que tu tá ainda cabaço e bonzinho.

      Essa coisa de ser cabaço até de beijo parece que se tornou 1 tonelada nas suas costas.
      Tem outros jovens assim. Não fique se cobrando tanto. Não é uma vergonha. É uma fase.
      Tu não vai fazer nem 22 anos assim … tu vai ver.

      Tlz, tu seja muito bonzinho com as mulheres e não conheça a real natureza delas.
      E elas te vejam como assexuado e como miguxo ou ami-gay, sacou?
      Os gays são os melhores amigos das mulheres, Fato!
      Mas os gays não sabem o que as mulheres querem. Outro fato!
      Quem sabe disso são os macho.

      Porra, fica aí com as 2 minas que te deram mole ou outras pra não ser mais BV.
      Você internalizou tanto o medo do sexo que tá fugindo dessa diversão como se fosse uma responsabilidade.
      Parece que vc ficar com elas está “enganando-as” pq vc não é tão macho assim pra ficar com elas.
      Essa é a impressão que dá: vc se reprime tanto como homo, quanto como hetero.
      Por isso, o seu ombro tá pesado: muito peso e de 2 sexualidades.
      Daí, essa situação te isolou no cabaço e tu não experimentou ainda e só aumenta a duvida.

      Se pegar essas mina que tão dando mole, já vai ser uma experiência a mais.
      Seu melhor amigo não pega umas de vez em quando … ora se ele pode, tu tb.
      Olha como as mulheres são e vc vai usar isso a seu favor

      ► Características do falsamente chamado “sexo frágil”:

      1. Comparam-se sempre umas com as outras.
      2. São altamente competitivas.
      3. Lutam para conquistar o homem de uma mulher linda.
      4. São naturalmente adaptadas à espera.
      5. Detestam homens débeis e fracassados.
      6. Se dão bem apenas com homens que ignoram suas flutuações de humor e seguem seu ritmo.
      7. Nunca deixam o homem concluir se são santas ou prostitutas para que não arranje outra.
      8. Instrumentalizam o ciúme masculino.
      9. Se auto-afirmam por meio do sofrimento masculino que se origina do desejo ou do amor (se culminar em suicídio, será melhor ainda e nenhuma piedade será sentida).
      10. Não amam em simples retribuição ao fato de serem amadas mas sempre por algum interesse.
      11. Gostam de enlouquecer o macho com torturas mentais.
      12. Sofisticaram a tortura mental como forma de compensar a fragilidade física.
      13. São emocionalmente muito mais fortes do que os homens.
      14. Se entregam apenas àqueles que as tratam bem mas não se apaixonam.
      15. Enjoam dos homens que abandonam totalmente os rituais de encantamento (bilhetinhos, poemas, filmes, presentinhos, chocolates…) ou que os realizam em demasia.
      16. Tentam nos induzir a correr atrás delas para terem o prazer de nos repudiar.
      17. Sentem-se atraentes quando conseguem rejeitar um homem.
      18. Simulam desinteresse por sexo para atiçar o desejo masculino.
      19. Necessitam sempre sentir que estão enganando ou manipulando.
      20. Quanto menos conseguem nos manipular e enganar, mais tentam fazê-lo.
      21. Desistem dos jogos de engano e manipulação quando as ludibriamos habilmente, deixando-as supor que realmente o estão conseguindo.
      22. Simulam fragilidade para ativar o instinto protetor masculino.
      23. Jogam com o nosso medo de entristecê-las e desagradá-las.
      24. Simulam indiferença para sugerir que estão interessadas em outro.
      25. São pacientes.
      26. Testam e observam reações.
      27. São irresistivelmente atraídas por homens que lhes pareçam destacados, melhores do que os outros e, ao mesmo tempo, desinteressado.
      28. Comportam-se como se sempre fossem desejadas.
      29. Amam e se entregam totalmente aos cafajestes experientes.
      30. Desejam um homem na mesma proporção em que outras mulheres o desejam.
      31. Preferem aqueles que fingem se aproximar sem nenhum interesse além da amizade.
      32. Querem que o homem esconda seu desejo sexual até o momento da entrega.
      33. Simulam indiferença para sugerir que estão interessadas em outro.
      34. Têm verdadeira loucura por homens que compreendam seu mundo. O chamam de “diferente”.
      35. Tornam-se inacessíveis após a conquista para que o homem preserve o sentimento que geraram.
      36. Sempre tentam descobrir o que o macho sente nas várias situações.
      37. Costumam “amarrar” o homem, repudiando-o e evitando-o.
      38. Temem o ódio masculino real, sem mescla alguma de afeição.
      39. Afastam-se para verificar se iremos atrás ou não.
      40. Constantemente observam e avaliam se, como e quanto necessitamos delas emocionalmente.
      41. Incitam perseguições atraindo e em seguida repudiando.
      42. Nos torturam mentalmente dando e desfazendo esperanças de sexo.
      43. Negam-nos a satisfação sexual plena para acender o nosso desejo.
      44. Nunca permitem que saibamos se fogem porque querem ser deixadas em paz ou porque querem ser assediadas.
      45. Impressionam-se com homens decididos que não temem tomar atitudes enérgicas e as surpreendem.
      46. Levam o homem que está “atrás” delas para onde querem.
      47. Fogem e resistem para evitar que sua entrega provoque o desinteresse do “perseguidor”.
      48. São irresistivelmente atraídas por homens que provocam emoções fortes.
      49. Assediam aqueles que marcam sua imaginação como diferente e especial e, ao mesmo tempo, deixe entrever que está desinteressado.
      50. Concluem que precisamos delas quando as procuramos e perseguimos.
      51. Sentem-se seguras de seu poder de sedução quando são assediadas.
      52. Têm necessidade de levantar a auto-estima quando um homem as rejeita, assediando-o.
      53. Sempre acham que estão sendo desejadas quando um homem as observa detidamente ou toma a iniciativa do contato.
      54. São física e psiquicamente lentas: demoram para serem encantadas, para terem o orgasmo, para tomarem decisões, para sentirem falta de sexo, suportam esperar muito tempo, são pacientes etc.
      55. Não se compadecem por nosso sofrimento emocional.
      56. Não se compadecem do sofrimento masculino ocasionado pela insatisfação sexual (consideram “frescura” ou “sem vergonhice”).
      57. Uma vez relacionadas com um homem, ficam atrás dele somente se ele resistir mais do que elas, evitando buscar contato e sexo.
      58. Tornam-se emocionalmente dependentes de homens compreensivos, carinhosos, seguros, decididos e que, ao mesmo tempo, não dependem delas emocionalmente.
      59. Concebem o homem ideal como seguro, forte, distante, decidido e calmo.
      60. Sonham em converter os cafajestes porque sua conversão seria uma prova inequívoca de amor.
      61. Simulam desinteresse para não serem desprezadas como “fáceis”.
      62. São atraídas pelo “diferente” que seja superior aos outros machos em vários sentidos, principalmente na possibilidade de oferecer segurança.
      63. Cultivam no homem a dependência.
      64. Observam e testam continuamente os nossos sentimentos até o limite de romper a relação.
      65. Instrumentalizam nossos erros em seu favor.
      66. Jogam a culpa dos erros delas em nós.
      67. Sempre possuem uma desculpa para as mancadas.
      68. Dobram e manipulam o homem quebrando sua resistência através da fragilidade.
      69. Submetem e manipulam o homem sem que ele perceba.
      70. Sempre dão abertura para que outros a cortejem e nunca admitem.
      71. Juram fidelidade de sentimento mas sempre se contradizem com atitudes suspeitas e “sem intenção”.
      72. Envolvem-se mais fortemente com amigos e conhecidos com os quais travam amizades “sem interesse”, “sem intenção” e “sem maldade”.
      73. Não têm medo de jogar até o limite porque consideram que, se o cara romper a relação, a ruptura aconteceu porque ele já não prestava antecipadamente.
      74. São afetadas pela nossa perda apenas depois que ela realmente se efetiva.
      75. Jogam com ambiguidades e evitam assumir as conseqüências.
      76. São incapazes de visualizar a dor da insatisfação sexual masculina, que consideram “sem-vergonhice”.
      77. Descobrem os limites do homem jogando com seus sentimentos.
      78. Sentem um alívio em sua angústia de não serem amadas quando descobrem que alguém sofre por elas.
      79. Querem ser amadas por aqueles que sejam melhores em todos os sentidos.
      80. Nunca estão satisfeitas com os homens com os quais contraem matrimônio.
      81. Gostariam de ter um homem que correspondesse à satisfação de todos os seus desejos conflitivos e contraditórios.
      82. Detestam adaptações.:

      O MVG é bom pra tu por ser muito honesto quanto a homo.
      Mas não é bom pra vc quanto a questões hetero.
      E vc precisa se decidir sobre o que é ou não é.

      Existe um autor chamado Nessahan Alita que você poderia ler todos os livros dele. Foi o que fez esses 81 pontos que falam a Real sobre a mulher.

      1. O Magnetismo nas Relações Sociais
      2. Como Lidar com Mulheres
      3. O Profano Feminino
      4. A Guerra da Paixão
      5. Reflexões Masculinas sobre a Mulher e o Amor
      6. Textos Complementares
      7. Textos Complementares II

      Se vc ler esses livros, tu vai resolver todas suas dúvidas sobre as mulhers e sobre tu como homem.
      Vai te ajudar muito a como lidar com as mulheres e a sua natureza masculina.
      Não é nenhum livro de pegação e xaveco … essas porra.
      É coisas séria de psicologia.

      Tem o download dos livros aqui: http://machismoesclarecido.blogspot.com.br/2012/11/nessahan-alita-como-lidar-com-mulheres.html

      E tem toda uma rede de gente quiném você se relacionando na net nesses lugares aqui.
      Visite e avalie.

      ► Blogs
      http://mundorealista.com/blogs
      http://canal.bufalo.info/

      ► Foruns
      http://mundorealista.com/forum/
      http://canal.bufalo.info/
      http://detonandoamatrix.wordpress.com/

      Mas o mais importante é estar com a galera que conversa sobre isso na net.
      Vai te ajudar muito as comunidades do Facebook. Procure-as!

      ► Facebook

      1. Metendo a Real
      2. Guerreiros Da Real
      3. Blog do Doutrinador
      4. HdV HomensdeVerdade
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      22. O Bonzinho de hoje e o cafajeste de amanha
      23. Olhar Realista
      24. Mariazinha Passolepinto

      Acho mais que suficiente pra vc superar essa situação com as mulheres.
      E também pra checar o mundo hetero de uma forma mais enfática.
      Daí, o mundo homo tu fica aqui com o MVG.

      Bem o que eu posso falar é isso: da sua geração e de mulher.
      A sua geração toda tá na net resolvendo esses problemas de sexo e relacionamentos.
      Tu já tá aqui no MVG, como geração Z (falei um monte de X acima, erroneamente, né?)
      E é IMPOSSÍVEL ler esses livros e acompanhar as comunidades sem ser um homem resolvido.
      Sendo um homem resolvido, tu decide se quer ser homo ou hetero.

      MVG e todas as essas referências aqui vão te ajudar.
      E tire o peso do mundo das suas costas.
      Lembre-se: “não nasci para agradar todo mundo, então foda-se!”
      Isso é um aprendizado dos adultos que vc vai viver agora pós-18 anos.
      Abraços

      1. Caio disse:

        Quanta “escrotisse” você disse. Como você pode aconselhar um garoto que já sabe de seus próprios sentimentos que já sabe que se atrai afetivo sexualmente por outros homens a ir em busca de prazer casual com mulheres? Isso é apenas afirmar que os sentimentos dele são nefastos e que ele tem que correr para algum lado, porque assim será menos pior (que ele fique com meninas já que não deu certo ainda com outros garotos). O que você disse só vai deixá-lo mais confuso, aliás é o mesmo discurso da cura gay, no qual fazem de tudo para que você deixe ser o que é, sendo que isso está totalmente enraizado na sua natureza. Acha que é assim simples num estalo que se muda um gosto, um impulso que sai de nós de maneira livre e espontânea? Forçar a barra neste caso é apenas combustível para se sentir pior ainda e se fechar cada vez mais para o mundo. Portanto Daniel ou “j” não dê atenção ao que ele disse, faça siga os conselhos do MGV e dos outros dois que comentaram acima.

        ps: só você mesmo para separar quem é gay dos “machos”. Coitado, mal sabe o significado de macho e o utiliza assim de maneira errônea.
        Deixasse eu te mostrar alguns homens homos que conheço, deixaria muitas “héterAs” vistas como “bichescas” kkkkkkkkkkkkkk

      2. Robert disse:

        Seu esquema é só mulheres? Tem certeza? As páginas do Facebook que você citou transpiram homossexualidade reprimida e ódio à mulher. Pense de novo.

  3. Ali disse:

    Adorei o seu texto,finalmente acho que interligamos nossos pensamentos rsrs.

    Acho que todas essas nomenclaturas que inventam em se tratando de sexualidade e identidade de gênero,tipo HSH ou HSM,além de serem repugnantemente politicamente-corretas,não passam de máscaras!!

    Essa simples palavrinha de 3 letras,GAY, pode agregar tantos significados,não é? Principalmente em nossa sociedade,os significados negativos.

    A maioria das pessoas fogem desse “rótulo” assim como o diabo foge da cruz.Não aceitam de maneira nenhuma serem chamados de gay,como se isso de certa forma os diminuísse como pessoas,os torna-se menos homens ou mulheres.

    Mas o que mais me deixa indignado não são os enrustidos e preconceituosos,porque esses pelo menos explicitam suas inseguranças,mas existem aqueles que se dizem “mente aberta” e reproduzindo esse mesmo preconceito internalizado,mas de maneira velada,se escondendo atrás de uma postura pseudo-liberal dizendo que “quem se rotula,se limita” e blá blá blá…

    Gostaria de saber,até onde vai toda a não-caretice desse pessoal “mente-aberta” e moderninho?! kkkkkk

    Pra mim,isso também não passa de preconceito internalizado e velado,como se eles fossem modernos e cool demais para se “rotularem” ou serem chamados de gays,hétero,bissexuais,whatever…
    Aham sei,senta lá Cláudia!!

    Tenho amigos gays afeminados e independentemente de quem os chamar de gay,viado,ou que sentido essa palavrinha tenha,eles sempre respondem:

    Sou mesmo,e daí?!

    Mas no caso dos muitos gays enrustidos e gays “mente-aberta” que eu conheço,falta muito dessa coragem e segurança própria para responderem dessa maneira.

  4. Caio disse:

    Excelente explanação MGV. Definiu muito bem o que acontece na realidade, esta que é igual para todos, afinal contra fatos não há argumentos. O povo pode reclamar o quanto quiser, mas o que está diante dos nossos olhos se faz verdade.

    E para não me prolongar mais, digo que o “enrustido” de maneira genérica é aquele que não se assume para si. Pode não querer demonstrar sua verdade nem para os amigos e familiares (pessoas próximas, em tese de confiança), mas se não auto aceita ou impõem barreiras a sua sexualidade é enrustido sim e portanto, isso significa automaticamente algo problemático que leva a infelicidade.

    Assim, não queiram tapar o sol com a peneira, pois mudar palavras não vai alterar nossas realidades. Se aceitem que dói menos.

    Abraços.

  5. minhavidagay disse:

    Considero bastante interessante toda essa discussão, mesmo que divergente. Me preocupa apenas o Daniel, de não se confundir mais ainda. Minha sugestão é que avalie as referências com tranquilidade. Somente o próprio Daniel sabe o que realmente sente e nem sempre nós, debatedores do tema, conseguimos ser imparciais e ajudá-lo. Acho mesmo que um bom psicólogo seja o melhor caminho.

    Tendemos a defender o que nos parece mais de bom senso ou mais próximo de nossa realidade, mas quem realmente sabe o que pega é o próprio Daniel. Espero que todas essas referências o ajudem a pelo menos sentir que não está sozinho.

    Fora esse ponto importante, umas das pegadas do MVG é exatemente isso: gays, enrustidos, heterossexuais, mães, transexuais, de alguma maneira se interseccionam por aqui, cada um com seus pensamentos, valores e reflexões.

    Esse ponto de encontro, que deixa um pouco do preconceito de lado, é bastante representativo para mim. Não conseguimos essas “reuniões” em nosso dia a dia facilmente pois num ambiente público esse exercício de respeito ainda assustaria um pouco. O Vladimir, por exemplo, seria taxado de gay por meio das vistas dos outros pois a sociedade ainda é assim, parece que hétero que anda com gay invariavelmente é gay também. O Ali, trans-mulher, se ainda tiver algum aspecto masculino, seria alvo de comentários. E dos gays aqui, sejam afeminados ou masculinizados seriam obviamente gays. Quando poderemos sentar numa grande mesa de bar, sejamos gays, heterossexuais, transgêneros, transexuais, bissexuais e enrustidos livre de julgamentos?

    Daniel, mais do que sexualidade, somos indivíduos, seres humanos. E está aqui nessa aproximação de gays, uma trans-mulher (Ali) e um hétero (Vladimir) um exemplo das coisas a mais que somos todos nós (somos postura, pensamento e valores). A conquista desse tipo de naturalidade parte de você mesmo e é necessário coragem. Parte do princípio de você encontrar a felicidade e a paz consigo, seja pelo caminho da homossexualidade, seja pelos caminhos sugeridos pelo Vladimir.

    O que é o qué? Você é quem sabe…

    1. Caio disse:

      Ahhhh MGV, por favor né, depois de ler seu comentário, não pude deixar de responder. Foi meu senso de ajuda ao próximo que falou mais alto rsrs.

      Como você pode querer dar uma de “mãezona” que dá espaço para todos e dizer que não conseguimos dar uma de imparcial para a situação do “j”? Tudo bem que você faz o estilo do agradar a todos e de manter a calma, ouvir e ser compreensivo. Acho isso bacana da sua parte, mas agora aceitar a “opinião” do Vladimir como sendo coerente para o caso em si, aí é forçar a barra. Nós que somos homossexuais sabemos de todo o processo genérico que quase 100% dos homos passam até se acertarem devido vivermos nesta sociedade opressora. E o Vladimir acha que sabe disso, mas não, ele é hétero e por mais que conviva com outros homos, não sabe na real o que se passa em nossas cabeças. Ele acha que podemos desvincular o sexo da mente e que podemos gostar de pessoas e não nos atrairmos pelo sexo em específico e mais, por características particulares apresentadas por quem carrega este sexo (particularidades de homem que nos fazem ser atraídos por ele).

      Tudo bem, ele pode dar a opinião dele a vontade, mas neste caso é totalmente passível de crítica por se tratar de uma situação delicada de um garoto que já sabe que é gay e que ainda não se aceita como tal. Isto está nítido no texto que ele escreveu (você sabe disso, tanto quanto eu). E além mais ele tem 18 anos, já passou da hora de ele ter certeza sobre sua orientação sexual. Na verdade já sabemos o que somos desde muito cedo, até os tiozões que dizem se descobrir só perto dos 40 entendem que já tinham essa atração desde novinhos, mas não aceitavam-na. Tudo isso devido as diversas adversidades trazidas pela sociedade podre que vivemos, na qual somos coagidos não não encarar de vez o que é real para nós (isso não é querer dar uma de coitadinho, é ser coerente com a realidade, que mesmo no século XXI, 2013, ainda somos oprimidos; caso contrário, a maioria não teria mais essas “frescuras” para se aceitar e viver feliz com sua sexualidade).

      Acho que no caso dele como você e os outros propuseram, procurar terapia em busca de auto aceitação é o melhor a se fazer.

      E ‘j” vá atrás daquilo que você sente como verdadeiro. A resposta está em você, basta que você aceite acessá-la e compreende-la. Não vá na onda de pessoas que julgam conhecer sobre o assunto e no fim não sabem de nada, pois estão fora da nossa realidade. Só quem pode dizer e resolver o que você passa é você. Luz no seu caminho.

      Desculpe MGV se pareci grosseiro, mas neste caso precisei desabafar porque tem certas ocasiões que não dá para simplesmente engolir seco o que se vê por aí.

      1. minhavidagay disse:

        Oi Caio,
        não achei grosseria e acho muito justo alguém da comunidade se manifestar apresentando uma posição fortemente contrária aos comentários feitos pelo Vladimir. Não pense que concordei com as colocações do rapaz. Mas, desculpe mesmo Vladimir, acontece que você lançou tantas ideias confusas e se apropriou de conceitos e assuntos que não tinham nada a ver com o tema que eu simplesmente resolvi ignorar e ressaltar a importância das sexualidades se manifestarem por aqui, mesmo quando um indivíduo lê os posts somente pela metade (ou não interpreta as ideias que escrevo) e vomita um monte de conceitos, nomes e valores que fogem totalmente do foco. Cedo ou tarde alguém veria a sequência dos depoimentos e se colocaria de maneira clara e simples.

        Caio, valeu pelas suas opiniões. “?”, espero que todos esses manifestos te ajudem a ter paz no coração e a clarear suas ideias e valores sobre você mesmo. E Vladimir, muito bom ter referências e – a princípio – uma certa intelectualidade. Mas você não me convence e sei que a intenção não é convencer ninguém (esse seria seu óbvio discurso de macho alfa). Sugiro, realmente, que você vá fazendo suas pesquisas para provar com todas as forças que seu amigo não é gay. Ah, por sinal, lancei a você algumas perguntas no último post mas você resolveu, subitamente, parar de se manifestar. Se pronunciar em nome de Freud, Lacan, se agarrar em conceitos dos outros quase adianta, Vladimir. Mas é quase mesmo porque, no final, esses conceitos precisam ser utilizados num contexto consistente. Não foi o seu caso quando precisou chamar atenção e ter que manifestar alguma opinião em todos os últimos posts sem ao menos lê-los direito! Não iria perder meu tempo e condensei todas minhas opiniões no último post apenas. Você refletiu sobre minhas questões? Olha a compulsão… vai tratar isso aí…

        PS: Assista “Laranja Mecânica”. Não fale do filme apenas pela sinopse em algum site. Assim ninguém perde tempo aqui.

  6. Ali disse:

    “Não é por constar … para parecer … é pra curtir mesmo. E o que que tem ele ir na sauna na quarta-feira no dia do jogo, ao invés do puteiro, despistando a mulher e ele comer um viado ao invés de uma puta? Será que ele não é um homem como qualquer outro: adúltero? Qual o problema dele pegar o Grindr e comer um monte de passivo de graça que racha o motel com ele ao invés de levar 4h numa boite pagando bebida e 100% do motel pra comer a periguete? Qual o problema dele pagar um michê pra adulterar a mulher, no instinto masculino de fertilizar várias coisas e pessoas, e não uma puta? Será que é mesmo “solidão” e “homo reprimida” ou o cara não é só um comedor nato pulando a cerca do matrimônio e também das sexualidade nas suas aventuras?”

    Hum… gostei disso que você falou Vladimir,fiquei um pouco “alterado” aqui,se é que vocês me entendem?! kkkkkk

    Sei como é,na minha “fase do céu e inferno” rachei muito motel com carinhas assim,bons tempos!! hehehe

    ADORO homens convictos assim,aventureiros mas convictos(brinks) ; )

    1. Vladimir Pacheco disse:

      Brincadeiras como as do Ali só mostram que amizade entre hetero e homo é impossível. No site, eu seria amigo do MVG pq ele é mais aberto e não tem esse tipo de preconceito velado: “ADORO homens convictos assim,aventureiros mas convictos(brinks)”

      Todos sabemos que a ironia, a piada e o “brinks” é uma forma de criticar sem assumir a crítica. Os heteros fazem muito com os homo tb. E os homo com os hetero. Valeu um texto sobre isso: o humor e a manutenção do preconceito.

    2. Vladimir Pacheco disse:

      Comentários como do Ali só mostram que a sexualidade não tem nada a ver com sexo (parceiro, cama, pau, buceta e cu). Mas com identidade e mente. Tanto que, o próprio ali, se conseguir comer um cu peludo de homem, vai conseguir comer um buceta peluda de mulher. Mas nem com uma buceta da Katy Perry na cama com ele pode tirar a convicção dele de que ele seja homo.

      Convicção está na mente.
      Coito está no corpo.

      Parem de confundir.´

      Sexualidade está na mente.
      Sexo é que está no corpo.

  7. Matheus disse:

    Certas referências acima não deveriam ser dadas a alguém que sofre com a homossexualidade…

  8. ? disse:

    Primeiro eu quero agradecer de coração pelos comentários MVG, Vladimir e Caio, e de todos outros, eu li todos eles mesmo, obrigado por me acolherem. Bem depois que eu li tudo eu refleti mais sobre mim e sobre tudo, e eu percebi que enquanto eu não me aceitar como sou, eu não vou conseguir me assumir pros outros, pra minha família, amigos, pro mundo. Bem eu pensei bastante no que o Vladimir falou, sobre me relacionar com mulheres, experimentar, e pensei no que o MVG falou,pensei em tudo. Bem eu não quero me relacionar com mulheres porque eu sinto que se fizer isso eu estaria enganando elas e pior , enganando a mim mesmo, ai parei pra pensar no que o Vladimir falou, que eu estou me reprimindo nas duas sexualidades, e isso é verdade, porque eu pensei o seguinte, se eu não me aceito como gay, então eu tenho que me aceitar como hétero, então se eu não quero me relacionar com mulheres, mas ao mesmo tempo não me aceito como homo, então eu sou o que? Nem hetero nem homo… Enfim, estou tentando criar coragem pra me assumir pelo menos pra minha mãe, preciso tirar esse peso das minhas costas, preciso me sentir mais leve, preciso me aceitar mais, na verdade eu preciso descobrir o que eu quero da vida, porque eu penso se eu não me aceito como gay, porque eu nao procurei uma cura em alguma igreja ou sei la? Se eu nao procurei até agora deve ser porque eu sinto que isso nao precisa de cura, que tenho que viver como sou, como me sinto de verdade. Sinto falta de referencias homossexuais positivas, pois tudo o que é relacionado ao gay é perjorativo. Outra coisa que eu percebi no comentário do Matheus, eu estou tentando compensar minha homossexualidade me destacando em outras coisas, nos estudos, trabalho, conduta, etc. Eu sinto que estou criando uma imagem de algo que eu não sou 100%, de algo onde a minha sexualidade fica de lado. O que eu quero dizer é que realmente há momentos do meu dia a dia que eu realmente acredito que eu tenho menos valor do que os outros por ser homossexual, ao mesmo tempo que eu sei que sou gay, que isso está enraizado em mim, que isso é minha essencia, eu tambem nao consigo tirar esse pensamento de que eu tenho menos valor que os heteros, que por isso eu tenho que estudar e crescer na vida, porque assim possa ser que eu compense o que eu sou. Eu estou tentando compensar isso em mim, eu realmente vou considerar o psicologo , um terapeuta, pra me sentir mais aliviado. Eu não aguentar mais conviver com um sentimento de culpa, com um sentimento que eu não tenho valor.

    1. minhavidagay disse:

      Muito bom “?”.

      Como disse, só você mesmo para saber o que se passa por dentro e qual é a sua orientação. O sentimento de culpa e o sentimento de desvalorização por ser homossexual é ilusório, está dentro de nossa cabeça. A sexualidade é uma parte da gente, assim como o “ser trabalho”, o “ser amizade”, o “ser conduta”, o “ser valores”, princípios, etc. E normalmente nos desvalorizamos e nos culpamos por não fazer parte do que a sociedade considera “ser ideal”.

      Mas será que existe um “ser ideal” realmente ou, o ideal, é o ser feliz com o que se é?

      Fico feliz que todos os comentários contribuíram de alguma maneira, para te mostrar “alguns lados” da sociedade, dos pensamentos diferentes. Para você ter referência e ver qual lhe parece mais próximo da sua realidade.

      O papel do MVG é esse: trazer referências e não impor verdades absolutas.

      Boa sorte, “?” e estamos aí.

      Abs,
      MVG

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