Por que a igreja evangélica não aprova os gays?


De uma maneira geral, a instituição que é a igreja é tão antiga e antiquada quanto ao Congresso Nacional. Extratos da sociedade movidos principalmente pelos adventos da tecnologia e informação tem avançado mais rapidamente, adquirido um conhecimento global por intermédio da internet e tendo acesso aos mais variados tipos de referências, costumes e hábitos.

Nesse contexto, a igreja dita fundamentalista que é a evangélica paira seus valores sob conceitos arcaicos. Não muito diferente é a instituição católica que, sob a governança maior do Papa Francisco, também torce o nariz para a realidade da homossexualidade e vive um momento de crise pela corrupção inside. A diferença é que com a segunda, o enfrentamento é um pouco mais discreto aqui no Brasil ou mais distante já que uma massa populosa perto da gente, em nosso solo, é dos evangélicos.

Deu na Veja São Paulo dessa semana uma reportagem de capa sobre esse assunto: a grande maioria das vertentes evangélicas fala da homossexualidade relacionada a um tipo de “doença de Satanás”, da sombra, do mal. Poderíamos dizer, então, que a ideia pregada por essas instituições exploram a falta de cultura das pessoas? A mim, não há dúvidas que sim, mas não é nada diferente do hábito que existia nos Estados Unidos, por exemplo, há 200 anos atrás quando algumas enfermidades não esclarecidas ou problemas de natureza psicológica (antes de Freud) de alguns seguidores eram considerados manifestações demoníacas. A esperteza de alguns homens sempre se sobrepujou à ignorância de outros. Não digo que os líderes dessas instituições são todos corruptos, mas digo que desde a época do Feudalismo a igreja, de uma maneira bem evidente, esteve próxima dos ricos e governantes, “conduzindo” aquela maioria que não era tão esclarecida.

Para a igreja evangélica, ser gay é consequência de manipulações de Satanás.
Para a igreja evangélica, ser gay é consequência de manipulações de Satanás

Quanto menos cultura existe numa sociedade, maior é a chance do grupo criar um forte vínculo de dependência com instituições religiosas. Isso é histórico, documentado.

Nesse contexto da falta de cultura, mais os indivíduos (pairando a grande maioria sob a própria ignorância) tentam resolver suas angústias, dores e problemas projetando expectativas e esperanças na figura de um padre, de um bispo, de um ídolo ou de um símbolo. O que reforça essa minha afirmativa é uma observação: já pararam para pensar que os países que não têm a religião de maneira predominante ou radical são aqueles que mais entendem, respeitam e absorvem a diversidade? Já pararam para pensar que os países que recebem melhor a diversidade depositam mais energia na razão, no sentido da unidade social e no crescimento como nação (movimentos práticos), enquanto nos países de mais repúdio ao homossexual, a sociedade se fixa em crendices de grupos fragmentados e contraditórios (movimentos projetados em subjetividades)?

A igreja cria um vínculo vicioso para as pessoas. As pessoas, descrentes de suas próprias capacidades, com aflições e angústias, projetam na instituição um tipo de salvação. Parece que o núcleo familiar não dá conta.

Essa relação não deixa de ser uma dependência psicológica na qual, como bem sabemos, alguns aproveitam e exploram. Outros podem até conduzir de maneira honesta, sem corrupção. Mas praticamente 100% interpretam da Bíblia a homossexualidade como um fenômeno anormal.

Embora eu nunca tenha verbalizado para minha faxineira (que é evangélica) que sou gay, ela limpa o porta retrato na cabeceira da minha cama todas as semanas. Vê meu namorado constantemente e chegou até a trabalhar para ele. Apesar de crente “de formação”, pergunte a ela se prefere trabalhar no domingo se tiver oportunidade ou orar na missa dominical? A resposta é rápida: trabalho, que me parece muito mais próximo da unidade social, da razão e do crescimento como nação.

Da mesma forma que existem líderes corruptos (seja da igreja evangélica, católica, etc), existem seguidores que não levam ao pé da letra todas as crendices que dentro dessas instituições são pronunciadas. Mais uma vez, o problema a mim não são as instituições, mas as pessoas que as compõem e as que seguem. Cultura é de maneira óbvia um divisor de águas entre a tal escuridão e a luz. Cultura, na verdade, é até um tipo de proteção para as possessões demoníacas!

Subjetividade é importante para um indivíduo. Mas no momento que é imposta por um grupo como uma verdade, passa a ser autoritarismo.

Para ter um diálogo com Deus é necessário fé e isso não sou louco para questionar. Mas não precisamos de intermediários, lembrando que a própria Bíblia foi escrita por dezenas deles, presos em seus próprios contextos de tempo e espaço.

O tempo e o espaço são outros hoje. Posso escrever um capítulo? Sagrados somos nós, independentemente da sexualidade.

9 comentários Adicione o seu

  1. Vladimir Pacheco disse:

    Na verdade, é uma pergunta mais ampla: pq as civilizações? Não é coisa de monoteísmo. Como o marxismo cultural vende a ideia de promoção do LGBT e ele é humanista, logicamente, o culpado é sempre a religião. Aliás, o marxismo é contra o dinheiro e a religião desde sempre.

    O problema não é o sexo ou a pessoa gay (vida real, vida normal), mas o movimento lgbt que é o marxismo cultural (politicagem).

    O culpado no marxismo sempre é o burguês, o religioso, o branco, o hetero e o homem.

  2. minhavidagay disse:

    Marxismo. Legal você trazer esse conceito para o Blog MVG. Eu aprovo realmente a ideia do Marxismo, embora saiba que é utópico. Marxismo foi bom na época da minha faculdade, quando tinha 20 e poucos anos e eu era meio que um hippie imaturo estudando comunicação e acreditando que o socialismo viria para resolver os problemas do mundo.

    Pura sentimentalidade jovem de querer fazer um mundo mais igualitário.

    Daí eu cresci e passei a entender melhor o Capitalismo Socialista. Como é na Suécia, quando o presidente de uma multinacional tradicional chega para trabalhar de bicicleta e ganha no máximo 20% a mais que o funcionário da mesma empresa, de mais baixo status. Curioso, Vladimir, que lá na Suécia praticamente só existem brancos e assim não existem esses tais “culpados brancos” como você expressa em sua última frase pois todos lá são brancos, oras!

    Capitalismo Socialista como existe também no Japão, onde grandes marcas como Louis Vuitton, Carolina Herrera, Tommy Hilfger e outras marcas emblemáticas do consumo high-society estabelecem suas lojas de grife ao lado de uma peixaria e oferecem preços compatíveis aos bolsos de 95% dos japoneses. Claro que os que podem menos parcelam mais, mas no Japão não existe essa coisa de juros altos como no Brasil.

    Daí pergunto: você realmente acha que essas instituições religiosas que constroem templos monumentais em nome de Deus, para arrebanhar sua “boiada” e enriquecer com ela, pensam no tal Capitalismo Socialista, querido Vladimir?

    Assim como o coronelismo no Norte e no Nordeste, quanto mais alienado o rebanho estiver e quanto menos cultura adquirir, mais dependência a “boiada” terá de seus “grandes bispos”. Essa é a cultura arcaica, feudal, desigual e exploratória que existe no Norte, no Nordeste e em qualquer igreja monumental que a gente vê por aí, espalhada pelo Brasil.

    Sinto muito, mas boa parte dos líderes religiosos evangélicos, ou pelo menos aqueles que estão em evidência na mídia, utilizam de sua esperteza para abusar da ignorância do rebanho.

    O fato é que a discussão vai muito além dos rasos temas das sexualidades que empesteiam nossas mentes de questões egóicas.

    Acontece que, na prática o Capitalismo Socialista existe e, por hora, não é aqui no Brasil que a gente vai conseguir implantar porque sim (e também) existem líderes religiosos que exploram e abusam da ignorância e simplicidade de sua “boiada”. Nutrem-se desse modelo desigual se apropriando do nome de Deus e interpretando a bíblia com interesses individualistas. A religião ainda predomina na nossa formação social e cultural, infelizmente e diferente de alguns países desenvolvidos.

    Abusam da falta de cultura e da inocência dessas pessoas. Carregam multidões e tomam as glórias por isso para depois aparecer na mídia e, de maneira oportuna, tirar algum tipo de proveito marketeiro e raso disso. O coronelismo do Norte e do Nordeste é assim e a maneira que algumas instituições religiosas conduzem seus seguidores a mesmíssima coisa.

    Nesse bololô, tem uma parcela de “gays culpados” que querem a benção divina. Benção divina ou o mesmo tipo de manipulação sobre a mente de quem está tão confuso e desamparado? Fácil ludibriar quem está enfraquecido!

    Sub-humano, sub-mundo, subdesenvolvido. O buraco é mais em baixo.

    1. Vladimir Pacheco disse:

      Em 2009, vc não escreveria um texto colocando 2000 anos de cristinismo versus gays, assim como Marcha de Jesus (1993) versus Parada Gay (1996). Nem G de gospel com G de gay. Isso tudo é uma briga que não existe e só foi instrumentalizada pela política.

      Já notou pq os ativistas LGBT em todas as cidades do país (e no exterior) colocam os eventos de parada gay ou orgulho LGBT no mesmo fim de semana e local das marchas de família e pra Jesus? Tudo pra capitalizar um antagonismo que é anacrônico e nada espontâneo. Como marxistas, eles precisam usar “inocentes úteis” e “idiotas úteis” pra fazer manobra e jogar um grupo contra outro na sociedade. O marxismo não é a favor dos gays, ele é contra o burguês, branco, macho, hetero, religioso, seja ele de que país, credo for.

      A Suécia é pro marxismo cultural o que a URSS foi pro marxismo econômico. Nada de diferente. Ambos são bizarros!

      Os líderes LGBT realmente fazem a cabeça dos gays. É disso que eu falo todos os dias. Nada contra gays da vida real, mas eu acho que vcs não sabem quem são os ativismos LGBT e o que querem com a política. Pq não cumprem outros pontos realmente importantes do civismo de vcs e soltam o Feliciano que é LEGÍTIMO no cargo. É dele, neste ano. E acabou. Não tem nada de ilegítimo ou de representatividade. Por exemplo, o boçal do Jean Wyllys não representa um monte de gente. E aí?

      “Abusam da falta de cultura e da inocência dessas pessoas” = isso é o ativista gay vendendo na mídia do gene gay ou o não livre trânsito das sexualidades. Eles não se importam com a felicidade das pessoas. Só com o número que elas representam nas estatísticas, no pink money e pink policy. Fácil ludibriar quem está fraco mesmo, querendo cidadania e aceitando mentiras desses caras que são uns malandros captando dinheiro em ONG’s usando o nome de vcs, tipo a Daniela Mercury, que sabiamente foi ridicularizada pelo Agnaldo Timóteo. Em momento algum o Agnaldo atacou os gays. Ele é artista. Convive com milhares. Mas desceu a lenha nessa oportunista.

      A cidadania LGBT tem que ser tirada das mãos desses marxistas e expandida também pra direita pra dar certo. Se não, vai ser só uma mera ferramenta na mão dos mamadores das tetas do estado. Vão fechar 2013 ainda marchando pelo Feliciano fingindo que são pró-direitos, mas são pró-bolso deles, com as verbas que captavam quando tinham a presidência da CDH. Todo mundo sabe que aquela comissão é nula e num aprova merda nenhuma. Nem antes, nem agora e nem depois. Lá só é uma desculpa pra captar recursos pra uns espertalhões. E o próprio feliciano foi esperto ao pegar a presidência e fazer todo o currículo dele de paladino. Vai receber 3 x mais votos. Pode esperar. Dois filhos da puta = Jean Wyllys e Feliciano.

      A única coisa que presta nessa merda toda é o povo evangélico e a comunidade gay, pra muito além de seus “líderes”.

      1. Matheus disse:

        Vladimir, não sou totalmente a favor do ativismo LGBT, mas a partir do momento em que ele tenta me dar direitos (os quais já deveriam ter sido garantidos a mim), não posso ser tão contra assim.
        Como esse é um ativismo até que um tanto recente, não é possível analisar com totalidade as posturas apresentadas. Proponho analisar as posturas de outros movimentos concretos, como o negro, e fazer analogia.
        Uma postura: http://www.youtube.com/watch?v=siTs-8zbaq8
        Outra postura: http://www.youtube.com/watch?v=RvrjFyPt2xI
        Hoje os negros possuem mesmo assim uma parte dos direitos que almejaram. Será que a primeira postura garantiria a totalidade se adotada por todos? A segunda? Até que ponto vai a culpa dos brancos nesse processo? Assim por diante. É só fazer a correspondência para o contexto que se discute aqui.

      2. minhavidagay disse:

        Oi Vladimir,
        como você abre muito os assuntos, fica difícil de orientar a conversa. Então vou me ater apenas aos pontos que me parecem pertinentes, ok?

        Sobre o ativismo, assim como qualquer outro partido político, tem a ala radical. Não tem jeito e é independente se o tema é gay ou qualquer outro foco social. Sou contra qualquer radicalismo do movimento LGBT, fato é que me mantenho afastado de seus “dogmas”.

        “Abusam da falta de cultura e da inocência dessas pessoas” = isso é o meu pensamento independentemente de minha sexualidade. Meus pais vêem do mesmo jeito, meu irmão, minha cunhada, meus amigos e se abrir a conversa para a turma de trabalho, tenho certeza que serão da mesma opinião. A igreja evangélica, pelo menos aquela mais midiática e que se apropria do marketing para explorar sua imagem como qualquer outra instituição mercantilista é de cultura exploratória-feudal. Exploratória-feudal. Isso que é deprimente. Tem maior contra senso que uns bispos serem donos de uma mídia televisiva?

  3. Caio disse:

    Essas igrejas alienam o povo ainda nos tempos atuais, em que as pessoas deveriam ser no mínimo sensatas para interpretar o que enxergam em suas vidas e refletir. Mas não, preferem absorver um discurso pronto dos chamados “líderes religiosos ou espirituais” e os tratam como ungidos de deus, sendo então pessoas “sagradas”.

    As pessoas esquecem que no passado as instituições religiosas baseadas nas escrituras comandaram ataques de horror, destruindo inúmeras vidas, tudo em nome do poder, com a desculpa de estarem a mando do senhor.

    Os livros “sagrados” das religiões monoteístas são todos cópias e plágios de outras escrituras mais antigas e foram moldados conforme o desejo dos “intelectuais” da época para manter o povo ignorante amarrado e isento de pensamentos revolucionários, ou que simplesmente vivessem de acordo com o que sua natureza impulsionava (ex: viver livremente sua homossexualidade).
    Felizmente com o advento do iluminismo na Europa começa então uma fase que fará com que anos mais tarde multidões acabem por não aceitar guéla abaixo tudo o que as igrejas e seus líderes pregam. Foram muitos anos que fizeram com que parte das pessoas acordassem para perceber que estavam sendo constantemente manipuladas.
    E com o fortalecimento das ciências as igrejas, principalmente a católica, decidiram que era preciso acompanhá-las e não combatê-las com o intuito de não perder fiéis, estes que em parte já estavam começando a compreender que nem tudo o que foi dito por séculos era real.
    E hoje na era da informação muitos já podem interpretar a vida e ler estudos que façam abrir suas mentes e perceber que tais instituições foram perversas e ainda continuam sendo.

    Sinceramente, mesmo que um dia de maneira utópica as igrejas aceitem numa boa a homossexualidade, que não lancem mais ódio aos que eles dizem ser do “mal”, eu não voltaria a frequentá-la. Isto porque elas em si já não me são mais relevantes do ponto de vista espiritual. Eu não creio mais no sobrenatural, aliás, nunca acreditei de verdade, apenas acordei para essa realidade há um tempo atrás e confirmei o que sempre fui.

    Mas é lógico que isso é utópico, pois no dia que as igrejas desejarem mudar tão profundamente seus dogmas e a interpretação das escrituras das quais se baseiam, as religiões perderão seu real objetivo de manipular o povo para ter controle sobre ele. E quando um propósito perde seu objetivo, também perde a razão de existir, ou seja, as religiões deixariam de existir.

    Pode parecer uma visão radical, mas é o que eu visualizo em toda a minha experiência de vida.

    1. Vladimir Pacheco disse:

      Caio, beleza tu pensar assim. Sua visão e respeito. Mas só acho que aniquilar a sua espiritualidade por uma bronca com algum padrão não é bom. Tente checar se isso é uma demanda sua ou um script gay-marxista de ateísmo ou agnosticismo. Se a espiritualidade não fosse importante, ela não existira há milênios e ajudaria as pessoas.
      Não perca a sua espiritualidade por causa de religião.
      Não confunda espiritualidade com religião.
      No mais, conheço pessoas que falam o que vc diz .. não entendo como verdade pra mim, mas sei que faz sentido pra elas, como pra ti. Enfim….

      1. Caio disse:

        Vladimir não se esqueça que para sentir a energia espiritual, esta que eu acredito ser um combustível que faz funcionar nosso aparato abstrato e dá forças para nosso corpo físico viver, não depende totalmente das religiões. Foi mais ou menos o que você disse. Mas essa espiritualidade é algo da nossa natureza humana própria (assim acredito) e não oriunda de uma divindade, isto é, não faz sentido para mim crer num deus mesmo que não haja intermediários que me levem a se relacionar como ele (religiões).

        Eu não acredito no sobrenatural e portanto no deus monoteísta inventado e usado como sagrado pelas religiões monoteístas modernas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Muito menos nos deuses politeístas antigos e ou modernos. São todos figurações criadas para formar uma história que a mim não é real. Foram usados para manipular e controlar o povo, enquanto que os difusores de tais divindades, tidos como cultos em seu tempo pudessem usufruir desse domínio e passá-lo aos seus iguais nas gerações seguintes afim de manter seus seguidores na ignorância.

        Por fim, não condeno quem diz seguir tais doutrinas, desde que fiquem na sua e não obriguem as nações a seguirem seus preceitos, ou seja, defendo o estado laico de fato, o que não acontece na prática na maior parte do mundo, principalmente aqui onde os fundamentalistas vivem se intrometendo na política, se utilizando da falácia de sermos um país “cristão”.

  4. Carlos Rodrigues disse:

    Não tinha objetivos de comentar em um post que envolve uma coisa chamada “religião”, até porque religião é uma coisa que “não se discute” (Eu até discordo nessa parte), mas vendo o “Vladimir Pacheco” com seus comentários no post não tive como me controlar, tenho que comentar um pouco.

    Antes vou logo falando que não tenho uma opinião formada quanto a religião, mas tenho bases básicas.

    Vladimir, durante toda a leitura de seus comentários, surgiu-me uma dúvida: Você é ateu ou religioso?

    – Por que ateu CR?
    Conheço pessoas que são atéias, ateus, sei lá, e acabei absorvendo um pouco dessa ideologia:
    As pessoas acreditam que ser ateu é não acreditar no Deus cristão… Esse pensamento está errado, afinal, quando se é ateu, não se acredita em nenhuma divindade.
    Além disso, as pessoas que consideram-se ateus, tacam o pau na ideologia cristã, colocando-a como culpada de todos os problemas antigos e atuais do mundo, e não é assim que funciona.

    É como me disseram: “Quem realmente é ateu, sabe que a maior parte dos problemas mundiais foram causados por interesses econômicos e sociais. Não foram causados por um Deus ou por uma ideologia divina, mas sim pelo homens.”

    Por isso surgiu-me essa dúvida: Você é ateu?

    “O que reforça essa minha afirmativa é uma observação: já pararam para pensar que os países que não têm a religião de maneira predominante ou radical são aqueles que mais entendem, respeitam e absorvem a diversidade? ”

    E eu não coloco apenas a homossexualidade, mas incluo outros aspectos. É visível de que países que não possuem a ideologia cristã, ou qualquer outra, como predominante, são bem mais “evoluídos” dos que possuem a mesma como predominante (Sem generalizar).

    – Mas CR, aí você se contradiz quanto ao o que o ateu acredita!
    Algumas vezes já afirmei aqui de que gosto de ser Neutro, ou seja, gosto de abstrair as duas ideias e tentar juntá-las de alguma forma.
    Acredito que uma ideologia influencia, e muito, na vida e qualquer pessoa. Uma sociedade é formada pelas pessoas que convivem nela, e dependendo das ideologias colocadas, a que for mais predominante é a que se sobressairá.
    No fim das contas, além de acreditar que a ideologia cristã não ajuda 100% no convívio social, acredito que os nossos problemas só existem por conta das pessoas.

    Uma coisa que eu percebi bastante nos comentários foi que colocou-se uma culpa não somente na religião, ou na sociedade cristã, mas também em movimentos lgbt’s, ou melhor adaptando ao que eu quero dizer, a sociedade lgbt.
    Uma coisa que quero falar: Não é porque somos mais discriminados, sofremos mais preconceitos, ou somos mais excluídos, que temos razão em tudo! Assim como as pessoas que aceitam a ideologia cristã distorcem a mesma, ou levam ao pé da letra, ou são puramente ignorantes, muitos de nós, gays, distorcemos, levamos ao pé da letra, e somos puramente ignorantes.

    O problema é que muitos não possuem essa visão e se acham os donos da verdade, e digo isso valendo tanto para pessoas cristãs, quanto para os gays.
    É como eu sempre digo: “Não importa o grupo, todo um grupo sempre terá UM que irá estragar tudo”.

    Falando isso, eu concordo plenamente que tento viver uma ideologia utópica, que no qual não existe, afinal somos imperfeitos! Colocamos uma ideologia no plano do papel, mas sabemos que na prática, nunca sairá perfeitamente como está no papel. Como disse, somos imperfeitos… Ou melhor, somos humanos.

    Não sei, mas acho que já estou ficando cansado de ver tantas discussões no qual um aponta o problema do outro mas não consegue ver o seu.
    Dizendo isso parece que eu consigo ver todos os meu pontos errados, digo que não posso ver todos, mas tento percebê-los.
    Só acredito que se as pessoas tentassem ver os seus erros, e não apenas apontassem os erros dos próximos, viveríamos em uma sociedade mais “tranquila”, por assim dizer.

    Mas isso não passa de uma ideologia que está sendo colocada no plano do papel, no qual sabemos que na prática não sairá do jeito que queremos.

    Abraços do CR!!

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