Por que esse assunto de ex-gay é tão relacionado à religião?

Na realidade esse tema ex-gay não é relacionado somente à religião. Acontece que, das instituições que buscam nortear a vida de um indivíduo, a igreja (principalmente a evangélica) é aquela que evidencia (divulga) um tipo de salvação das tormentas da sexualidade. Busca arrebanhar o público infeliz com a sua orientação.

Porém, a culpa e a insatisfação de um indivíduo que não se aceita homossexual é um fato social global, acima da instituição religiosa. Culpa, insatisfação, desgosto faz de alguns gays bastante infelizes. Mas, primeiramente, será que todo indivíduo que tem algum nível de envolvimento homoerótico é necessariamente gay? A resposta merece um garrafal NÃO. Ou seja, será que o tal ex-gay na realidade não deixa de ser um homem que teve desejos homoeróticos por um período da vida?

Para contextualizar essa afirmação, retomo as colocações do psicólogo Flávio Gikovate: não vai demorar muito – se já não estiver acontecendo hoje – para um jovem transitar entre as experiências homo e hétero conforme seus desejos, o que o psicólogo denomina de sexo lúdico.

Será mesmo que alguns indivíduos hoje já não transitam por esses desejos com mais autonomia e liberdade? Acredito que sim, porque a sociedade também oferece dessas possibilidades. Mas não quer dizer que nem todos não se sintam culpados por isso ou desconectados das vivências homossexuais nas ruas.

No filme "Laranja Mecânica" de Stanley Kubrick, o personagem Alex passa por uma lavagem cerebral para bloquear alguns maus hábitos.
No filme “Laranja Mecânica” de Stanley Kubrick, o personagem Alex passa por uma lavagem cerebral para bloquear alguns maus hábitos.

A culpa por sentir desejos homoeróticos

De onde vem esse sentimento de desgosto e insatisfação daquelas pessoas que sentem desejos sexuais por outro do mesmo sexo, se não do próprio conflito do indivíduo frente aos padrões majoritários que a sociedade impõe? Sim, a sociedade por intermédio de suas regras, modelos e, inclusive, influência da religião (no contexto nacional) define um caminho principal a ser seguido e lança um NÃO para a homossexualidade. Alguns indivíduos que têm desejos por outro do mesmo sexo, diante dessas cobranças de padrões, sentem-se muito culpados e desgostosos por não ver convergências entre o que a sociedade diz que é “bonito” e correto com aquilo que sente em sua intimidade.

Os padrões são simples e banais tais como namorar uma moça correta, planejar um casamento, ter filhos, conduzir uma vida profissional, formar seus rebentos, ter netos, celebrar a ceia natalina com seus parentes e, sim, ser heterossexual porque para alguns homens – que têm um tipo de desejo por outros homens – seguir a cartilha padrão e ser gay é como se fosse água e óleo.

Esses homens, por um lado sentem-se atraídos ou desejando viver experiências homossexuais. Por outro, esses mesmos homens não conseguem – em sua mente e na prática – incluir a própria homossexualidade nesse contexto dos padrões sociais, familiares (e religiosos). Assim, no meu ponto de vista, aqueles que são realmente gays sofrem por décadas, transitam entre um tipo de assexualidade e namoros heterossexuais de fachada. Esses são potenciais candidatos a buscar na religião um tipo de paz para suas angústias. Mas esses dificilmente serão “ex-gays”.

Nesse mesmo contexto, existem aqueles que até assumem experiências homossexuais porque desejam, frequentam o meio e os padrões também impostos nesse meio por um tempo, alguns anos se for o caso. Porém, com essa vivência, não conseguem encontrar intersecções entre a vida gay e o modelo ideal (filho, família, menos promiscuidade, fidelidade, menos individualismo, etc.). Esses também são potenciais candidatos para assumirem o termo “ex-gay” e provavelmente consigam.

Continuo a insistir que “ex-gay” é um nome criado e mal aplicado para que instituições como a igreja “provem” que um gay pode deixar de ser. É um conceito equivocado, quase que usado para uma lavagem cerebral, numa experiência religiosa de que os gays podem se transformar. Ex-gay, no final, pode ser tranquilamente um indivíduo que transitou entre a homossexualidade e a heterossexualidade até se estabelecer socialmente, como afirma Flávio Gikovate.

Assim, no meu ponto de vista, não são todos gays que podem ser convertidos, como eu por exemplo. Não posso ser convertido pois nunca transitei na esfera da heterossexualidade e não tenho nenhuma vontade. Não posso ser ex-gay porque consegui fazer as devidas intersecções entre a minha homossexualidade e meu cenário social (amigos, pais, irmão, trabalho, etc.) e porque o sentimento de culpa – se é que existiu algum no momento que me deparei com as regras sociais – já não mais existe. Não posso me tornar um ex-gay pois a minha fé coexiste pacificamente e naturalmente com a minha naturalidade homo. Se sou feliz assim, gay estabelecido em equilíbrio com meu contexto social, porque gostaria de ser ex-gay?

No final, o termo ex-gay (que ainda acredito ser aplicado de maneira arbitrária) serve para aqueles que nunca foram gays realmente, mas que transitaram entre a homossexualidade e a heterossexualidade, não viram intersecções e convergências entre a vida gay e o ideal pessoal de vida e, naturalmente e por intermédio da religião (que é a instituição que vende a ideia de conversão) se estabeleceram como heterossexuais num tipo de processo de “lavagem cerebral”. Assim, concluo meu raciocínio dizendo que ex-gay não existe. Existe simplesmente aquele indivíduo que viveu um processo homo/hétero e se definiu como heterossexual. Transições naturais que veremos muito em breve e rotineiramente na vida entre os jovens, podem apostar.

“Ex-gay” é um termo criado por algumas instituições religiosas para traduzir a vontade de algumas pessoas de resolverem o conflito de suas sexualidades e obterem um status desejado no padrão social; status de homem, marido e pai de família. Como a igreja nega a homossexualidade, falar em “ex-gay” faz todo sentido e reforça o poder de conversão da própria instituição. E alguns indivíduos conseguem mesmo porque, de fato, nunca foram gays ou, sinceramente, sofrem pela manipulação da instituição.

O certo é que isso nada tem a ver com o poder divino.

19 comentários Adicione o seu

  1. Vladimir Pacheco disse:

    Pq só eles acreditam no “formatar o computador e começar tudo de novo”.
    Eles acreditam na mudança e que a pessoa pode ser o que quiser.

    As pessoas ficam na ética do “eu sou assim e nunca vou mudar”, “fulana era uma puta deu pra todo mundo e agora quer dar uma de santa” (exemplo: júlia paes, regininha poltergeist).

    Freud reverteu uma lésbica. E isso não era religioso. A psicanálise acredita em todas as mudanças, assim como a psicologia deveria acreditar. Mas … em tempos de CFP do B, fazer o quê? Ora, procurar profissionais que não estejam amordaçados.

    O CFP não é mais mercado de psicologia (profissão) e nem mais ciência. Só é politicagem mesmo… bem na linha PC do B.

    CFP do B, eis o meu nome!
    http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/13875-cfp-do-b-eis-o-meu-nome.html

  2. Vladimir Pacheco disse:

    Freud e Lacan não usavam choque elétrico e sabe tudo sobre identidade do indivíduo. Por isso, acreditavam no livre fluxo das sexualidades. E, por isso, até na reversão. Pra eles, homo não era doença. Mas era TOTALMENTE reversível. E continua sendo hoje, quase 100 anos depois.

    O QUE NOS ENSINA A JOVEM HOMOSSEXUAL DE FREUD SOBRE O QUE É SER UMA ADOLESCENTE?
    http://www.spid.com.br/revistas/r40/06%20TP40%20-%20Okba%20Natahi%20e%20Oliver%20Douville.pdf

    Se homossexualismo deixou o sufixo “ismo” pra não ser doença (o que tá correto!), passou pra homossexualidade com sufixo “dade” pra se aproximar mais ainda do substantivo identidade (o que tá mais correto ainda!). É muito claro isso nos casos clínico de Freud e a lésbica revertida: identidade (mente).

    Freud não usava choque elétrico.
    Laranja Mecânica é a metáfora da mudança e ser tido como louco ou ridículo, como o filme Matrix.
    Tudo isso de gay, homo, hetero, pan é na verdade a busca da identidade, como o Clube da Luta.(homens) e Cisne Negro (mulheres).

  3. Vladimir Pacheco disse:

    Se vc falar de “DNA gay” com o Freud … ele vai ficar rindo da sua cara, assim como Lacan. Se vc falar com um ativista LGBT (marxista cultural) … ele vi ficar achando lindo. E ainda vai dizer: “isso que é cidadania!”. Hehe

    1. minhavidagay disse:

      Fala Vladimir!
      Você desembestou a comentar todos os últimos posts! Muito bem. Vou tentar resumir aqui um pouco de seus comentários espalhados por aí:

      – Meu pensamento sobre Freud: antigo, papa da psicologia muito mais para a sociedade que o tem como marco histórico da psicanálise do que para as linhas modernas da psicologia atual. Para ele tudo termina em sexo por causa das questões primitivas do nosso ser. Acredito em evolução apesar de ser invisível aos olhos de quem a vive. Um marciano, por exemplo, poderia dizer com clareza o processo evolutivo das relações e ações do ser humano, do primeiro primata ereto para o indivíduo de hoje;

      – Homonormativo, heteronormativo, prefiro dizer que sou humano-normativo. Sou totalmente partidário à diversidade sexual, mas sou totalmente contra ao abuso de bispos ou pastores (não são todos e até pode ser uma minoria) que produzem enormes templos, tratam os seguidores como boiada, consomem parte do dinheiro do indivíduo e criam conceitos fajutos como “ex-gay” para justificar a própria existência de sua religião. Acredito sim que haja manipulação e me coloco contra a isso. Não me coloco contra a cultura religiosa em si que, como o congresso, tem lá seus líderes honestos para os seguidores esclarecidos. Me incomoda as “verdades absolutas” de uma tal Bíblia Sagrada. Me incomoda os tais intermediários no momento que minha concepção de religião diz respeito a ligação direta que cada indivíduo tem com Deus por intermédio da fé. Não precisamos de igrejas que parecem grandes shoppings. Mas se a classificação “homonormativo” te conforta, não tem problema! Que seja assim!;

      – Por fim, caro Vladimir, me parece que você está um pouco incomodado com a sua própria sexualidade (ou com a sexualidade do seu amigo talvez), numa defesa ímpar e inédita das estruturas que aparentemente te preservam no estado sexual em que se encontra e da maneira que prefere classificar. Nunca tive um leitor tão assíduo (ainda mais hétero) em comentar consecutivamente tantos posts em um tipo de compulsão de defesa do heterossexual! Não tem aquela coisa que, quando a pessoa é bem resolvida, não busca se expor tanto? Impressionante. Tem muita energia aí. Daí levanto uma dúvida simples: você está feliz consigo? Por que essa “luta” para tentar provar para seu amigo que resolveu “virar gay” que na verdade ele não é? Será que o fato dele ser um “atual gay” balança parte do seu alicerce psicológico que acaba colocando em questionamento sua própria sexualidade? Refleti sobre suas colocações como você sugeriu. Agora peço que você reflita sobre uma que lhe passo: você se sente ameaçado de alguma forma pelo fato do seu amigo ser um “ex-hétero” como você mesmo nomeou por aí? Me parece que sim e me parece compulsão! Tira essas minhas dúvidas?

      Talvez quem não consiga lidar bem com a transitoriedade das sexualidades seja você mesmo… talvez, a “descoberta” do seu amigo tirou um pouco do seu conforto, não é? Quem é que quer provar a um amigo que na verdade ele não é gay? Eu ou você?

      1. Vladimir Pacheco disse:

        Estou é muito ansioso pra ver como vai ficar a questão do tema da homossexualidade depois de 100 anos de estudos e discussões na psicanálise e psicologia. O Freud e Lacan ficaram com medo de fechar isso. E há a possibilidade de fecharmos isso. A questão do meu amigo é orbital (não sou pai e nem pago as contas dele) se comparada à toda possibilidade de fechar essa questão no científico (além do político). Isso é que eu acho SURREAL.

        É engraçado é que a heteronormatividade não vai ser vencida nunca. A igualdade da política LGBT já destroi isso. As pessoas são iguais, mas as ideologias e a normatividade são diferentes. Lacan já tinha previsto isso: os gays se basearem no modus operandi hetero o copiá-lo, o que é mais um SE ENCAIXAR na heteronormatividade do que afirmar-se como homonormativo.

        Veja: quando vc coloca a minha sexualidade em questionamento por eu vir aqui, mostra que é IMPOSSIVEL gays e heteros estarem juntos. E não muda o polo do homo como algo negativo. Pq vc tá usando a suspeita da minha sexualidade pra me constrangir. Se vc for num jogo de futebol comigo e um amigo meu falar “ihhhh, tô achando que vc MVG tá heterozin demais pro meu gosto com o seu recente interesse por futebol, loira gelada e mulher pelada”. Vc jamais vai escutar isso como pejorativo, pois isso é positivo para os homens. A gente só agride e constrange o outro com coisas negativas. Veja: vc coloca em dúvida se eu seja homo (ou não) e não se eu sou pegador (ou não). Pq ser homo é ainda pejorativo (negativo) e pegador é pejorativo (positivo).

        Meu interesse é o do Freud, Lacan, dentre a posteridade aí quase inumerável de pessoas que discutem esse mistério há quase 100 anos.

        Um texto legal pra ti: “A invenção da homossexualidade”, Paulo Roberto Ceccarelli. Joga na net e leia o PDF depois com ele narrando um pouco desse mistério científico aí e como o próprio Freud não quis entrar em polêmica, Lacan então nem se fala e a filha do Freud se embananou um pouco na clínica.

        No mais, gostei de tudo que tu disse aqui neste parágrafo abaixo.
        Tu é foda!

        ► “- Homonormativo, heteronormativo, prefiro dizer que sou humano-normativo. Sou totalmente partidário à diversidade sexual, mas sou totalmente contra ao abuso de bispos ou pastores (não são todos e até pode ser uma minoria) que produzem enormes templos, tratam os seguidores como boiada, consomem parte do dinheiro do indivíduo e criam conceitos fajutos como “ex-gay” para justificar a própria existência de sua religião. Acredito sim que haja manipulação e me coloco contra a isso. Não me coloco contra a cultura religiosa em si que, como o congresso, tem lá seus líderes honestos para os seguidores esclarecidos. Me incomoda as “verdades absolutas” de uma tal Bíblia Sagrada. Me incomoda os tais intermediários no momento que minha concepção de religião diz respeito a ligação direta que cada indivíduo tem com Deus por intermédio da fé. Não precisamos de igrejas que parecem grandes shoppings. Mas se a classificação “homonormativo” te conforta, não tem problema! Que seja assim!;”

        Então, 99%.
        Agora, só falta deixar de crer piamente nos líderes LGBT e nesses ativistas malandros que inventam mentiras pra ganhar grana em cima dos gays. Os Daniela Mercury oportunistas da política, das ONGs e da ONU.
        Show … essa coisa de humanonormativo. Mas isso chega a ser humanista e anti-teísta? Ou vc não acredita em religião e acredita em Deus?

      2. minhavidagay disse:

        Humano-normativo X Anti-teísta? O que um conceito tem a ver com outro?

        O sufixo “normativo” está num contexto, Vladimir, contexto que você abriu para taxar, ou contextualizar ou tentar se proteger, do “território” que você está se manifestando, que é o MVG. O “anti-teísta” você lançou agora e é mais um para embaralhar ainda mais as discussões. Que tal um foco para tornar as conversas mais produtivas?

        Você está treinando para ser pastor!?

        Acho que minhas crenças religiosas estão claras nos últimos textos do blog. Não vou levantar mais uma bola para você cortar e abrir outras dezenas de conceitos e etc. Está ficando monótono e se você leu mesmo verá que manifesto minha percepção (a que sigo) de fé, Deus e etc.

        O que eu vejo, Vladimir, tentando concluir todo esse falatório é que existe toda uma tendência dos homossexuais assumirem uma posição social de igual para igual perante a sociedade. Esses manifestos mais exaltados fazem parte de um processo de inclusão.

        Pensa que eu sou dono de empresa, gay e que toda minha equipe é composta por heterossexuais (ou pelo menos aparentemente assim). Note que o Tim Cook, líder da Apple, é gay. Temos ainda artistas com o real mérito de artista pelo histórico de carreira espalhados pelo mundo, que já conquistaram seu espaço “do lado gay aceito pela sociedade”. Ian McKellen, Elton John e no contexto nacional vejo o Ney Matogrosso como um dos caras que fez a MPB, mantendo uma reputação artística por esses anos e uma discrição pertinentes. (A questão não é ficar questionando a reputação desses nomes, ok? Quero seguir uma linearidade na conversa).

        O fato, Vladimir, é que a sua “causa” é perdida. De nada, nada mesmo, adianta ficar levantando tantos conceitos, nomes e vertentes da psicanálise e da psicologia para tentar provar para o MVG aqui e para os leitores que estão acompanhando seus “ilustres manifestos” que o fluxo das tendências homossexuais tem lá suas falhas e oportunismos, que o movimento é intragável, que eu deva olhar para o lado hétero da lua e etc a tal. O homossexual já está conquistando seu status de igualdade nas sociedades mais desenvolvidas porque me parece que a inclusão dos homossexuais é sintoma de desenvolvimento! Percebe?

        Você fala das mentiras, de corruptos infiltrados, das alas radicais, da manipulação e, ao mesmo tempo, é evangélico. Desculpe, mas acho isso um tremendo contra senso. Nunca esses tais de Neopentecostais se apropriaram de tanta mídia, status e até de política, se infiltrando nas alcovas com esse estilo de bons moços que não brigam, para – nada mais, nada menos – abusar, explorar e alienar ainda mais a grande massa popular de nosso país. Fazem fortunas. Compram uma emissora de tevê (que é um objeto autêntico do nosso capitalismo) para encher seus próprios bolsos e preservar seus seguidores na miséria. “Coronelismo dentro da igreja” e se você mora no Norte ou no Nordeste, sabe do que estou falando.

        Ora, ora, Vladimir, só não enxerga isso quem não quer ou quem já estiver envolto pelas “glórias divinas dos pentecostais”.

        A verdade é uma, é nítida e está se estabelecendo: o homem-hétero-machóide está precisando a aprender a dividir seu status social com mulheres e com homossexuais. As próximas gerações, aquelas mesmas que se manifestaram por todo Brasil e que em mais dois ou três anos estarão em cargos de mais responsabilidade nas empresas e mais amadurecidos são, em sua maioria, heterossexuais homonormativos. E aí? O que fazer com eles, heterossexuais que se manifestam a favor da homossexualidade?

        O Google, uma das empresas mais cobiçadas pelos jovens profissionais é totalmente a favor da diversidade sexual. O Mark Zuckerberg, do Facebook é totalmente aberto a liberdade sexual e expressa isso em sua página. No perfil, o gay pode colocar o status de relacionamento com o outro do mesmo sexo. Estamos falando de empresas categoricamente atuais, do futuro, da tecnologia da informação e que dialoga (totalmente) na mesma frequência das gerações Y e Z. Esses últimos, extremamente abertos às realidades da diversidade.

        O que vem para daqui há 3 ou 4 anos não é uma tendência de uma onda de uma piscina regan (coisa velha da geração X que você certamente conhece). É um tsunami de uma multidão de jovens que são nativos do universo de informação que está se estabelecendo. E nesse universo, querido Vladimir, a palavra é SIM para a homossexualidade.

        Nesse contexto (e até tive uma ideia para o próximo post), o Homo Hetero, descendente direto do Homo Sapiens, terá tanto acesso quanto o Homo Gay que se estabelece agora. Isso é evolução muito mais científica e sociológica e graças a Deus, desprendida das religiosidades, da Bíblia Sagrada, dos políticos arcáicos e etc.

        Vladimir, sinceramente, brigar contra só vai te gerar mais frustração e angústia. Vai chegar uma hora que esse discurso todo psique-contra-ativista não vai ter mais sentido. Você fala muito bem da minha pessoa, da maneira que me expresso e tudo mais. Acontece que não sou o único. Talvez o único com um Blog e que me presto para trazer reflexões mais aprofundadas sobre a homossexualidade por meio da Internet. Mas homossexuais como eu, fatalmente existem outros espalhados por aí.

        Sobre seu amigo, que é um caso “orbital”, me parece que o raio dessa órbita é bastante curta na sua cabeça. Assuma que você quer tentar reverter a homossexualidade do seu amigo provando que ele não é! Você já verbalizou isso. Assuma e, por favor, responda minhas perguntas com a mesma quantidade de palavras que você utiliza para taxar o movimento LGBT. Verbalizar aqui vai te ajudar a organizar sua cabeça e te deixar mais em paz pois me parece que o cerne dos seus manifestos por aqui é a sua necessidade de “vomitar” para compreender seu amigo. Enquanto você estiver nesse ritmo/fase de se opor enfaticamente a pilares da homossexualidade vai continuar sofrendo.

        A sociedade está aí para aceitar a homossexualidade livremente. Não sou daqueles que gosta de expor minha intimidade no banco do shopping. Mas se dois héteros o fazem (e incomoda muita gente), dois gays farão também e será tão incômodo quanto a dois héteros. Fico felizes por eles (pelas questões de igualdade), embora não ache legal assim (pela postura de educação em público), seja de um casal hétero ou homo. Teremos tudo isso sim, em breve.

        O Blog MVG é refluxo de todo esse processo. Eu me sinto responsável por esse papel social de conscientização, principalmente do gay. Os acessos que tenho (que são poucos se for comparar com os blogs populares) vêm do mundo inteiro, principalmente dos países que falam o português e de muitos estados do Brasil, de pessoas que tem menos acesso às capitais. O MVG tem uma baita responsabilidade, Vladimir. 23 mil views por mês não é qualquer coisa.

        Tudo que é esteriotipado ou radical e que vem do meio gay, da balada ao movimento, eu questiono aqui no Blog MVG. Eu faço uma crítica sim para que as pessoas reflitam. Questiono porque não acho que as pessoas devem aceitar de imediato só porque parecem nos receber de braços abertos, numa situação em que saímos de tantas carências e necessidades para iniciar a vida gay. Mas não faço tudo isso para que as pessoas deixem de ser gays, mas para que elas reflitam, desenvolvam um senso crítico em prol de uma palavra: consciência. Eu busco trazer um senso crítico aqui porque, a mim, consciência batalha em detrimento da impulsividade, do lampejo da modinha, das influências popularescas. Mas não condeno o que existe de radical no meio pois a mesma coisa existe em sua religião, ou igual em outros movimentos com algum propósito de modificação.

        Eu como gay, fazendo críticas ácidas aos pilares do próprio meio, para a falta de educação, consciência e cultura de quem é GLBT, me parece um pouco mais autêntico e respeitável pois estou no mesmo saco que a maioria dos leitores. Agora, Vladimir, seus argumentos imperativos de “machão” e heterossexual podem até ter um fundamento. Mas você é hétero (ou aparenta ser um personagem hétero de si, pois duvido que você falaria dessa maneira pessoalmente) e tem a óbvia rejeição da maioria aqui porque não convence na maneira machista que se expressa.

        Válido, muito válido mesmo um heterossexual deixar tantos registros no MVG. Só dá mais autenticidade para esse “projeto” que é o blog, sem fins lucrativos e que vai além das minhas auto-afirmações como indivíduo em desenvolvimento. Mas a sua rejeição por aqui será evidente. E não somente porque você fala umas abobrinhas aqui e ali com um jeitão impositivo pró-hétero, mas porque a sociedade é heterossexualizada e durante séculos reprimiu a homossexualidade em diversos tempos históricos. Se existe ala radical no nosso meio é porque a dicotomia hétero/gay foi manifestada pela maioria, os heterossexuais, durante milênios. Olho por olho, dente por dente. Isso é ser humano. Isso é humano-normativo.

        Meu namorado tem uma amiga negra, negona mesmo e não esse gato pardo do tipo “Neymar”. A família dela é preconceituosa com brancos. Naturalmente a minha humano-normatividade reage contra ela independentemente de ser parte de um segmento que sofreu e sofre preconceito. E isso não é o MVG (pessoa). Isso são ideias que expresso no blog para as pessoas se colocarem, pensarem, raciocinarem a respeito. Para as pessoas que aqui frequentam o Blog se avaliem e vejam como são, também repletas de preconceitos e ainda por cima gays.

        Sua “briga” aqui é em vão. Pelo menos da forma de “macho-escroto” intransigente que você quer personificar. Esse macho-escroto está se deslocando para a periferia social, amigo Vladimir. Sinto muito!

        Já que você acha possível as pessoas virarem e desvirarem suas sexualidades, como eu também passei a acreditar que algumas pessoas são capazes mesmo, que tal você virar um metrossexual?

        Abs,
        MVG

  4. Ali disse:

    Vladimir,Freud NUNCA reverteu uma lésbica,falo isso porque sou estudante no quarto ano de psicologia!!

    Essa moça era uma esquizofrênica que se FINGIA de lésbica,o próprio Freud reconhece que na verdade a moça NÃO era uma lésbica legítima.
    Portanto NÃO houve a “conversão” de uma “lésbica” por Freud.

    Você parece conhecer muito pouco sobre Freud e a psicanálise,Lacan eu já notei de cara que você conhece menos ainda.

    NENHUM DOS DOIS JAMAIS AFIRMOU QUE A ORIENTAÇÃO SEXUAL É MUTÁVEL!!

    Freud afirmava,mas não se tem certeza se era verdade,que todos somos bissexuais em potencial,somente isso!

    Hoje em dia o velho Freud não tem mais tanta influência sobre a psicologia como era antes,ele serve apenas como uma espécie de “marco inicial”,o “pai” da psicanálise e não da psicologia no geral.

    As ideias de Freud já são bastante ultrapassadas para serem utilizadas atualmente pela psicologia.

    Eu acho que você está se doendo porque o projeto da “cura gay” foi arquivado e pondo a mão no fogo por uma questão que nem ao menos te diz respeito Vladimir.
    Vai com calma aí cara!!

    Se você tem tanta certeza assim que orientação sexual é mutável,então porque você e o seu amigo não vão pedir “ajuda” pra Marisa Lobo e “virem” gays de uma vez por todas?! hehe

    O que você quer dizer com “profissionais que não estejam amordaçados”??

    Você quer dizer aqueles profissionais que não se deixam influenciar por superstições religiosas e preconceitos pessoais para exercer a profissão com dignidade e ética?!

    Então eu serei um desses “profissionais amordaçados”!!

    1. Vladimir Pacheco disse:

      Então, Ali, a coisa da política atrapalhando a ciência é tão sinistra que vc tem que atentar pra isso.
      Respeito seu estudo na psicologia. Mas sabemos que o relativismo mórbido e a politicagem tomou conta da área, na ciência e no mercado (vide CFP).
      A missão da psicologia é trabalhar pela SAÚDE PSÍQUICA e não pelo fim do preconceito.
      Os ativistas invadiram a ciência e distorceram inclusive o ensino.
      O psicólogo agora virou militante de esquerda e dos direitos LGBT.
      Ora, psicologia é ciência e como tal deve promover a saúde psíquica.
      Quem tem que se movimentar para preconceito é a política e o social; NUNCA a ciência.
      Como a ciência vai ser isenta se ela milita por algo? Diga-me.

      Isso aqui que tu disse é a maior verdade:

      ►Hoje em dia o velho Freud não tem mais tanta influência sobre a psicologia como era antes,ele serve apenas como uma espécie de “marco inicial”,o “pai” da psicanálise e não da psicologia no geral.

      O novo e velho Freud foram afastados por causa que tudo que eles dizem é contra a ideologia do gene gay.
      Estamos num tempo que tem psiquiatra e psicologo acreditando em gene gay…. como assim? Isso não existe.
      Folclore dentro da ciência. Na política, tu falar em gene gay .. tudo bem. Mentira e retórica é domínio da política mesmo.
      Mas na ciência … putz

      O próprio aparelhamento ideológico nas universidades tira da psicologia (ciência) toda a carga e conhecimento sobre homo.
      A questão da psicanálise tá à parte, realmente, até pelas diferenças das duas tipologias de conhecimento e tratamento clínico (paciente, cliente).

      Freud tem mesmo a coisa dos bissexuais pq a base dele é inconsciente.
      O inconsciente não tem restrições e sequer sabe até que somos humanos.
      Ele tá certo na visão dele. E eu concordo, mas outros caras somaram coisas na questão.
      Foucault, que era homo, sabia muito bem dos outros fatores condicionantes na normatividade.
      Só pra citar um exemplo. Bourdieu também, mas ele jogava para a coisa do machismo.

      Mas não, eu não tenho nada a favor do “cura gay”. Até acho um absurdo uma discussão dessas virar mais política ainda.
      Já não bastava isso com os ativistas LGBT e agora ainda tem a bancada evangélica?
      Politica só ferra com as verdades científicas, com a clinicagem e com a vida das pessoas.

      Mas pode me dizer respeito, sim, pois sou cidadão e moro num país que tá desde fevereiro falando disso.
      Só de ser da política, me interessa como cidadão. E por ser da psicologia, me interessa como cientista.

      Legal vc ser direto assim:

      ► Se você tem tanta certeza assim que orientação sexual é mutável,então porque você e o seu amigo não vão pedir “ajuda” pra Marisa Lobo e “virem” gays de uma vez por todas?! hehe

      Ué, pq eu não sou pai, amante, puta, michê e nada do meu amigo além de amigo que o escuta falando da nova vida dele (homo) sem ficar colocando ele pra baixo. Ele tá lá em Grindr e essas coisas todas. Eu falo na tora que eu não concordo e tal e que ele vai pegar um doença … mas …. eu não vejo problema dele ser homo. Ele tem um pau e um cu. Eu tb tenho. E cada um faz o que quer com o seu. Agora, cada uso e desuso tem sua consequência. É sobre isso que conversamos. E eu sou o único que tem estômago pra escutar ele falando de coisas de sexo, pois vc sabe que o sexo homo é tabu pros amigos assumidos … pois os amigos hetero se sentem muito mal sobre as histórias. Eu me sinto, mas se esse moleque não puder contar comigo como amigo pra ser ouvidos … então, somos conhecidos, num somos amigos. E se ele quiser mudar, eu acho que ele iria numa dessas terapias como a EMDR que não é psicologia propriamente dita e não é vedada pelo CFP e que tá todo mundo deixando a homo nelas. Já falei pra ele de EMDR. Já falei de outras técnicas. Mas ele não quis. Eu pesquiso pq o tema é importante e um DESAFIO pra política e pra ciência. Se brincar, pode dar até dinheiro no futuro.

      A sua pergunta:

      ► O que você quer dizer com “profissionais que não estejam amordaçados”??

      Vc tem que ver a coisa do CFP como mantenedor da política LGBT e não da saúde psíquica.
      A resolução é um totalitarismo de esquerda infiltrado na autarquia dos psicológos.
      É tão excroto que a resolução proíbe os psicólogos de dar entrevista, pesquisar, fazer artigos, debater publicamente, emitir qualquer tipo de opinião sobre mudança de orientação sexual. Na verdade, é uma ditadura da opinião em cima de uma classe trabalhista que tem o cérebro lavado.
      Como vamos resolver esse problema de 100 anos de discussão se tem mordaça até pra pesquisar e opinar sobre?

      A lavagem cerebral nas faculdades com aparelhamento ideológico esquerdopata é tão grande que os psicólogos mais novos acham que o compromisso da profissão é com a diminuição do preconceito e não com a saúde psíquica. Por aí, tu já vê o aparelhamento político e a lavagem cerebral. Desde quando psicólogo existe pra aceitar ou rejeitar alguém? Ele existe pra curar um sofrimento psíquico ou uma doença psíquica. Só isso. Psicologia é saúde mental. Mas o aparelhamento mudou esse eixo e, no Brasil, agora, psicologia é justiça social. Sentiu a manobra?

      ► Você quer dizer aqueles profissionais que não se deixam influenciar por superstições religiosas e preconceitos pessoais para exercer a profissão com dignidade e ética?!

      Eu não sou a favor de psicologia cristã e nem a Marisa Lobo. Esse é um nome pejorativo que os ativistas criaram pra enclausurar o tema. Todos sabemos que psicólogos até ateus ou satanistas podem ajudar os ego-distônicos (em insatisfação e sofrimento psíquico com a sua sexualidade) sem passar por nenhum tipo de abordagem religiosa. Mas como dizer isso se as abordagens psicológicas são todas IDEOLOGIZADAS?

      A ciência não pode ter ideologia de esquerda e nem de direita.
      Nem mesmo a saúde psíquica, clínicas e tal.
      Psicologia existe pra debruçar sobre um quadro clínico de sofrimento psíquico ou doença psíquica e tratar.
      Psicologia NÃO EXISTE pra militar por religião, partido político ou cidadania X, y ou Z.
      Psicologia é saúde mental.
      Mas no Brasil, agora, psicologia é justiça social e luta contra preconceito.
      Psicólogo não LUTA (ideologia política).
      Psicólogo TRATA (saúde psíquica).
      É muito diferente.

      ► Então eu serei um desses “profissionais amordaçados”!!

      Ué, se vc for ideologizado, sim!
      Vc quer oferecer aos seus clientes e pacientes um “enfrentamento” político contra preconceito ou saúde psíquica?
      Vc é estudante de psicologia ou estudante de políticas clínicas de enfrentamento político do preconceito?

      Tem pessoas não-ideologizadas e não-amordaçadas no http://psicologiasemideologia.blogspot.com.br/
      Esse blog Psicologia sem Ideologia é muito bom.

      Olha o texto do CFP do B, eis o meu nome!, http://psicologiasemideologia.blogspot.com.br/2013/02/cfp-do-b-eis-o-meu-nome.html

      Psicologia não é pra ter religiosidade.
      Psicologia não é pra ter ideologia.

      Sou contra psicologia Cristã.
      Sou contra psicologia LGBTT tb, aquela que só trata ego-sintônicos e não ego-distônicos.
      Aquela que acha que reverter sexualidade conforme demanda do cliente ou paciente (saúde psíquica e procedimento clínico) seja uma “atentado contra os direitos humanos” ou um termo idiota da política de “homofobia internalizada”. Puta que pariu! Vida aos gays. Morte aos líderes e ativistas LGBT.

      1. minhavidagay disse:

        Vladimir, reforço aqui minhas perguntas. Imagino que você tenha parado um tempo para refletir. Tem como você responder?

        “Por fim, caro Vladimir, me parece que você está um pouco incomodado com a sua própria sexualidade (ou com a sexualidade do seu amigo talvez), numa defesa ímpar e inédita das estruturas que aparentemente te preservam no estado sexual em que se encontra e da maneira que prefere classificar. Nunca tive um leitor tão assíduo (ainda mais hétero) em comentar consecutivamente tantos posts em um tipo de compulsão de defesa do heterossexual! Não tem aquela coisa que, quando a pessoa é bem resolvida, não busca se expor tanto? Impressionante. Tem muita energia aí. Daí levanto uma dúvida simples: você está feliz consigo? Por que essa “luta” para tentar provar para seu amigo que resolveu “virar gay” que na verdade ele não é? Será que o fato dele ser um “atual gay” balança parte do seu alicerce psicológico que acaba colocando em questionamento sua própria sexualidade? Refleti sobre suas colocações como você sugeriu. Agora peço que você reflita sobre uma que lhe passo: você se sente ameaçado de alguma forma pelo fato do seu amigo ser um “ex-hétero” como você mesmo nomeou por aí? Me parece que sim e me parece compulsão! Tira essas minhas dúvidas?”

      2. Vladimir Pacheco disse:

        MVG, te respondendo:

        ► Vladimir, reforço aqui minhas perguntas. Imagino que você tenha parado um tempo para refletir. Tem como você responder?

        Já parou pra pensar no tanto de abordagens, clínicas, dinheiro, livros, artigos, congressos, produtos e serviços que podem ser feitos a partir desse tabu e dessa coisa que se tentar ocultar, confundir e segregar?
        Simple$ a$$im.

        Sabe quanto é uma hora de sessão em EMDR hoje? 200 reais.
        Se tu pegar 5 clientes dessa tipologia, são 1000 reais ao dia.
        Se as clínicas normais estão lotadas de gente assim, que dirá se tiverem clínicas especializadas?

        Eis aí a sua resposta: a verdade científica e o lucro pra quem pesquisa, estuda, trabalha, clinica e mantém o mercado de psicologia e psicoterapias no Brasil, além do cenário orbital com grupo$ de apoio, livro$, congre$$os, produto$ e serviço$ … tudo em cima de uma DEMANDA SOCIAL sinistra.

        Não tem nada a ver com o meu pau (sexualidade), mas tem tudo a ver com o meu futuro bolso ($$$).

        Olha a EMDR: http://pt.wikipedia.org/wiki/EMDR

      3. minhavidagay disse:

        Bom, então seu problema não é com o gay. É com a classe dos psicólogos / psicoterapeutas / psiquiatras.
        O seu bolso não, Vladimir. O bolso do seu amigo, “ex-hétero”, que deve ou não fazer terapia!

        Quer saber, só o tempo vai dizer se ele é gay ou hétero ou bi. Enquanto isso, está aí você nessa masturbação mental porque seu amigo é ex-hétero, atual-gay, gay-convertido, hétero-confundido… deixa ele viver a vibe dele, Vladimir.

        Hoje é sexta e todo mundo merece sair da frente da tela. Daqui a pouco vou pegar um cinema com meu namorado.

        Bom final de semana (e larga essa masturbação mental!).

        Abs,
        MVG

    2. Vladimir Pacheco disse:

      MVG,
      nesse sentido, eu acho que vc tá coberto de razão sobre a sexta-feira e a coisa de deixar a coisa correr. É o que os teístas dizem de “colocar nas mãos de Deus”, né? Porra, nisso, eu acho que tu tá coberto de razão.

      Sim, tem o lance material e financeiro muito forte batendo nessa parada, além das questões óbvias dos questionamentos em aberto há 100 anos e que fica como desafio pra nossa geração fechar ou pelo menos ajudar no desfecho …

      Se o meu amigo for um gay convicto e gente fina quiném tu, vou ficar muito feliz pq tu é gente fina.

      E desculpe qualquer inconveniente. Não vou mais escrever. Não quero ser um constrangimento pra sua gestão do blog com um trabalho que eu considero tão importante pra geração Z. E ainda mais ser um peso pra ti, que é um um cara sangue bom demais.

      Abraços

  5. Ali disse:

    Nossa Vladimir,você ainda lê Mídia Sem Máscara?! kkkkkkkk

    Eu aqui pensando que você era um cara sensato e com a cabeça no lugar,LEDO ENGANO!!

    Não passa de um leitorzinho de um blog de extrema-direita,xenofóbico,sociopata e onde a desonestidade intelectual impera!

    Que pena!

    1. Vladimir Pacheco disse:

      Eu leio até o MVG.
      Eu além de ler o que eu concordo, leio o que eu discordo e o que eu não conheço. Como falar sobre homossexulidade pela psicologia sem saber como eles se comportam na net, na vida e tudo mais? Por isso,eu venho aqui.
      E vc tinha que ir la´.
      Tu é inteligente Ali.
      Vai ficar só com uma versão dos fatos?

  6. MUITO bom o texto! Parabéns.

    Colocou tudo o que penso com relação a “cura gay”.

    Impressionante como ainda tem gente que acha que gays devem ser tratados, só não entendem que para que um indivíduo se sinta desconfortável com um traço de sua sexualidade, toda uma sociedade o atormentou durante a vida toda. Da piadinha de chamar de “viado” à agressão aplaudida na rua.

  7. A porra ficou séria nesse post!
    Depois de ler o primeiro comentário do MVG, fiquei pensando: Porra, será que eu deixei ele alguma vez puto assim comigo?
    Fiquei até com medo de debater no blog (mentira).

    Mas vamos lá: Não me aguentei e tive que comentar mais uma vez vendo o Vladimir comentar no blog.

    Deu pra perceber que em alguns momentos, você afirmou que Freud converteu uma “lésbica”. Logo, pelo raciocínio, sexualidade de uma pessoa é uma coisa transmutável (é essa a palavra?)
    Não estou aqui para bombardear o caro leitor hétero, até porque não tenho intensões para isso (Me senti ofendido quando você disse que héteros não podem conviver com homos), mas é o seguinte:

    – Não me interessa se a pessoa nasce assexualizada ou bissexualizada, o que eu concordo é que a sexualidade de uma pessoa é formada ao longo da infância.
    Essa história de gene gay é a mesma coisa que Deus (desculpe-me se estou ofendendo alguém aqui), explicando melhor: Assim como as pessoas usam Deus para explicar uma coisa que elas não entendem, usam esse tal gene gay para explicar uma coisa que não entendem. É do humano querer explicar as coisas.
    Deus e gene gay não explicam nada, apenas afirmam que é assim e ponto final. Por isso a comparação. E por isso a minha descrença nesse tal “gene gay”.
    Além disso, gene gay só é um incentivo para as pessoas tratarem nós como diferentes da maioria.

    Acredito fielmente em Freud, pois o mesmo explicou racionalmente a origem tanto da homossexualidade, quanto da heterossexualidade, e isso só mostra que sexualidade é uma coisa complexa da mente humana, e que sexualidade não é algo instintivo para apenas gerar uma nova vida.

    Você diz: Aaah, é possível reverter a sexualidade!

    Caro Vladimir, não me interessa se ela é reversível ou não, só acredito que isso não ajudaria absolutamente em NADA para o convívio dos homossexuais na sociedade.
    Ou você acha que se fosse possível reverter, as pessoas iriam reverter sua heterossexualidade para homossexualidade? Obviamente que não!

    Vi que algumas pessoas estão comentando que você tem um tal amigo que decidiu se assumir gay, e que além disso você estava tentando convencê-lo de que ele não era gay.

    Caro Vladimir, com as minhas própias palavras eu digo: Você não sabe o quanto isso é chato! Imagine a dificuldade do cara teve para se assumir para as pessoas, e agora as pessoas tentam afirmar de que isso é apenas uma confusão da cabeça dele.

    Vladimir é o seguinte:
    – Para alguém se assumir, é necessário bastante tempo e muitas reflexões. Se ele se assumiu, é porque ele já está convicto de que é, de que já está bem resolvido quanto a isso, e de que ele o considera como uma pessoa especial para o mesmo compartilhar essa intimidade dele com você.

    Entendo que pode ser um puta saco ouvir as experiências dele, mas digo por experiência própia: Quando a gente se assume, a gente quer ter alguém ao nosso lado para ouvir tudo aquilo que a gente queria dizer. Quando a gente se assume, a gente sente essa necessidade de se autoafirmar intensamente.
    Veja pelo lado dele, ele está precisando de alguém para libertar as coisas que ele deixava preso. E relaxa cara, logo logo isso passa!

    E você ficar dizendo que é engano dele, é outro puta saco!

    Saindo um pouco do assunto e indo para o MVG:
    – MVG eu não quero apoiar a ninguém, mas eu acho que você foi muito intenso na parte de responder a ele.
    Talvez tenha sido um puta saco, mas vejamos por um lado: Uma vez você disse que o blog era feito para as pessoas raciocinarem e colocarem suas opiniões.
    Daí apareceu um hétero com as suas opiniões, e por fim acabamos por excluir o mesmo do debate? Não entendo!

    Sendo bem sincero, ver que um hétero está lendo um blog que é voltado para os homos, independente de suas intensões, é algo positivo, afinal você está atingindo não só apenas o público homo como o público hétero.

    Vou logo dizendo que prezo pela nossa imagem entende? Ver essa “exclusão” só fez confirmar o que o Vladimir disse, de que gays não conseguem conviver com héteros, e eu não concordo com isso. Como disse, me senti chateado com isso.

    Não quero bombardear o hétero e nem quero bombardear o homo, quero apenas buscar a neutralidade entre os dois.
    O blog, acredito eu, é voltado para formar opiniões e criar debates, e fazendo isso, sempre teremos opiniões diversas! O que nos resta é criar um debate harmônico não é?

    Só espero que depois de todo esse debate, cada um de nós tentemos absorver o que o outro disse. Analisar e abstrair as opiniões diferentes evoluir nossas ideologias, se não fizermos o mesmo, estaremos nos alienando a nossa própia ideologia.

    Em fim, debate muito loco esse. Não se revoltem com o que eu disse, por favor!

    Abraços do CR!!

    1. E só colocando um detalhe a mais:

      Vladimir, em certos momentos você diz: Só estou aqui para analisar e entender a mente de vocês.

      Vladimir, esse seu tipo de atitude só pode chegar a um tipo de resultado: Generalização.

      – Por que generalização CR?
      É simples, você analisa, chega a uma conclusão geral, e posta para o mundo.
      Daí se cria uma generalização, pois a sua conclusão foi um resumo de tudo o que você viu, mas tudo o que você viu não é tudo, e sim apenas uma parte dele.

      Todo e qualquer tipo de generalização é considerado como preconceito.

      Além disso, para você se abstrair da sua sociedade, você tem de se sentir muito superior a aqueles que você analisa, ou seja, é o mesmo que você virar uma outra espécie, um ET, e analisar as atitudes humanas, mas não se esqueça de que você também é um humano e que convive na mesma sociedade que eu convivo.
      Logo, analisar algo que você é, seria “impossível”, pois você teria de transcender para analisar corretamente. Digo corretamente, pois como você é humano, você, com certeza, colocará uma pitada de suas ideologias na sua análise. Não há como discordar, pois isso é humano.

      Transcender não é pra muitos!

      E sim, estou duvidando de sua profissionalidade. Não ponho fé em qualquer pessoa que tenta transcender para analisar o que ela também é, humano.

      Espero que tenha entendido um pouco dessa minha loucura. E por favor, não faça a generalização que poderá ocorrer blz?

      Abraços do CR!!

  8. Caio disse:

    Exato MGV. Da forma como o “ex-gay” é colocado na mídia, realmente ele não existe. Uma pessoa que era homossexual convicta deixar seus sentimentos e desejos de alguma forma e se tornar heterossexual é totalmente balela. No caso o que você disse em relação as relações mais amplas, isto é, aquelas que independem do sexo, isso acontecerá com algumas pessoas por curiosidade, mas a maioria vai definir sua orientação sexual depois, não porque precise de um rótulo, mas porque o próprio corpo vai se atrair por um sexo e rejeitar o outro ou em alguns casos vai se saciar com ambos de maneira completa (o caso do Thiago, por exemplo).

    Esse lance proclamado por alguns psicólogos ou estudiosos “moderninhos” como o tal Flávio é real na medida que demonstra algo que já existe (alguns que são confusos na adolescência e/ou dispostos a experimentar se relacionar com pessoas, mas que em seguida já percebem quem o atrai de verdade), agora aquele discurso de que no futuro as pessoas de maneira geral vão ser bissexuais, pois diminuirá o preconceito, já é demais (é só perguntar aos tais estudiosos se eles se relacionariam com outro sexo, eles sempre dizem, “não eu sou hétero” rsrsrs). Isto porque eu não escolhi me relacionar apenas com homens por birra e por um desejo racional, uma vontade opcional, pelo contrário, assim como você é meu corpo que deseja naturalmente o corpo de outro homem e meus sentimentos o mesmo. Isso sempre existiu, existe e continuará assim, exceto se a natureza humana se transformar profundamente no médio prazo. Aí é outro assunto.

    Quanto as causas da insistência para se “curar” os gays e fazer com o que haja candidatos a esse procedimento ridículo, ainda que sejam voluntários é a famosa moral judaico-cristã (no ocidente), que me desculpe os que aderem-na é sim motivo de sofrimento para milhões, isso é incontestável. O islamismo contribui da mesma forma numa boa parte do oriente e na África, o confucionismo e o tabu do sexo em geral em alguns países do leste asiático e claro o socialismo stalinista nos países ex-membros da URSS, que consideravam a homossexualidade um “mal” do capitalismo, e na época como eles odiavam tudo que era capitalista, essa manifestação afetiva sexual entrou no balaio (neste caso não se tratava de religião, pois o estado era ateu). Esses últimos que são os únicos lugares do mundo que posso dizer que a rejeição as relações não heterossexuais são causadas não por “princípios” religiosos, afinal mesmo sendo hoje dominados pelo cristianismo ortodoxo (o mais terrível de todas as formas do cristianismo) boa parte da população não é religiosa (são agnósticos ou não praticantes).

  9. Caio disse:

    Ah apenas para complementar sem me prolongar muito. Com relação ao texto ao contexto e aos comentários, só posso dizer: a homossexualidade é natural, normal do ponto de vista de saúde da mente/corpo humanos e lógico prazerosa quando o indivíduo que a apresenta se deixar viver numa boa.
    Isso quer dizer que a homossexualidade em si, observada de maneira isolada não traz nenhum problema as pessoas que a apresentam, pois não dói, não mata, não causa transtornos, apenas é uma característica humana inata como todas as outras. O que causa todo o pavor, que gera tabu, sofrimento, discriminação e até mata é o preconceito causado por fatores que vem de um longo tempo oriundos aqui no Brasil da moral judaico-cristã. E é esse preconceito fortíssimo que serve de combustível para que pessoas se iludam com uma cura que não existe, tentando buscar uma vida mais digna pela situação desprezível que passam no cotidiano.

    Se a homossexualidade pudesse desde sempre ser o que realmente é: a expressão de uma maneira de se relacionar saudavelmente com outras pessoas, assim como a heterossexualidade é, ninguém se questionaria, se oprimiria ou afogaria seu sentimento homossexual. Ele seria tão comum, como é comum um garoto adolescente se apaixonar por uma menina e viver sua paixão sem repugnar ou questionar o que isso representa.

    Como no mundo real não é assim, é preciso que haja movimentos e grupos engajados que aos poucos ajudem a mudar este cenário brutal para melhor, nem que seja impossível torná-lo tão perfeito quanto imaginamos, mas ao menos minimamente justo e possível de se viver com dignidade.

    É isso.

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