Porque o importante é brindar a vida, seja gay, seja hétero

Glee!

Ontem centenas de portais de notícias espalharam a triste novidade: Cory Monteith foi encontrado morto no apartamento de hotel em Vancouver, Canadá. Cory era o “galã” do seriado Glee, produção adorada por muitos da comunidade gay.

Galã de Glee - Cory Monteith - é encontrado morto em hotel em Vancouver
Galã de Glee – Cory Monteith – é encontrado morto em hotel em Vancouver

Por que será que algumas pessoas não aguentam a vida de fama?

Cory Monteith não será o último. O céu de estrelas não é para todos e certamente a pressão da visibilidade, do estrelato e também dos maus hábitos que circundam a fama, como o uso abusivo de drogas, tornam-se uma combinação suicida para alguns casos. Acontece assim há muito tempo, tal como Marilyn Monroe e Elis Regina.

Marilyn Monroe - Vítima da fama
Marilyn Monroe – Vítima da fama
Elis Regina - Vítima da fama
Elis Regina – Vítima da fama

Muitos gays buscam o sucesso na carreira, fruto do conhecido discurso de querer “compensar” o fato de sermos homossexuais e, assim, para equilibrar o “débito” social, alguns de nós tendem a se afundar no trabalho ou nos estudos. Quantos de nós não se tornam work-a-holics, um pouco influenciado por esse senso de compensação? Ou até mesmo alunos e estudantes realmente esforçados e que despontam em provas e trabalhos nas escolas e faculdades?

Eu mesmo me coloco um pouco nesse contexto. Abri minha empresa com 23 anos pois sabia que por intermédio dela poderia realizar desejos e vontades com autonomia, incluindo um tipo de condição aos outros perante a minha homossexualidade. Nunca passei por nenhuma situação constrangedora, na qual parceiros, sócios ou funcionários desenvolvessem algum tipo de aversão evidente por eu ser gay. Mas também os condicionei desde sempre (exceto clientes que não precisam saber dessas intimidades) que lidariam com um indivíduo homossexual.

Fama e sucesso não e para todo mundo, seja para o gay ou para o hétero. E não falo isso porque não ache que todos mereçam seus 5 minutos de fama na vida. Na realidade, acho que muitos merecem ter algum tipo de destaque ou brilho pelas aptidões e talentos. Mas a vivência na mídia, entre figurões ou empresários, nos exige bastante e aqueles que não separam o personagem do indivíduo humano que é acabam por sucumbir muitas vezes.

O caso de Cory Monteith é típico, somado provavelmente as questões de vida, infância e adolescência.

É por isso que digo, leitores do MVG: problemas todos nós temos. A homossexualidade, em si, não deve ser fator limitador em nossas vidas. Ser heterossexual, famoso e rico não representa necessariamente paz, prosperidade e felicidade. Temos sim que rever conceitos todos os dias e sermos muito agradecidos como somos, buscar simplificar a vida, ver o mundo de maneira mais positiva e nos desapegar dos modelos comportamentais que nos estagnam.

O post que poderia ser fúnebre é ao contrário: temos que batalhar para a nossa felicidade que, normalmente, vem de dentro para fora. O que a gente acha socialmente ideal nem sempre é, visto os exemplos citados nesse texto. O ideal é buscar a paz como somos, sem culpas, sem exageros, sem excessos.

Outros artistas que não souberam conciliar o personagem que se tornaram com o indivíduo que eram:

Heath Ledger
Heath Ledger
Kurt Cobain
Kurt Cobain
Chorão
Chorão
Cássia Eller
Cássia Eller
Amy Winehoue
Amy Winehouse

2 comentários Adicione o seu

  1. colaboração disse:

    Vc vai gostar desse vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hyPWvGmvUzQ

    Saiu na época são paulo.

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado, colaborador!
      Postarei o vídeo no próximo post.

      Abs,
      MVG

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