Gays, gAys, gaYS, GAYS! Qual é a nossa?

O amigo Sammy, leitor também do MVG, tirou férias e está em Nova Iorque (ou New York para quem curte os inglesismos!). Troquei uma rápida conversa pelo What’s App e vejam só que curioso a balada gay comum em Manhattan:

“Acabei de experimentar um pouco da madrugada em um clube gay em NY (…). Não tinha muita gente e tinha bastante ‘mano’, daqueles que usam ‘corrente de cadeado’ no pescoço e boné para o lado. Enfim, isso é só um detalhe. Também tinha uns velhos ‘tarados’ como sempre. O negócio é forte: os bartenders ficam com a bunda de fora, tem strippers que você pode colocar dinheiro na cueca, tem um concurso de ‘hottest body’ que qualquer um podia participar – a única exigência era ficar no máximo de cueca (entendeu, né?) – e o banheiro (nossa!), só explicando pessoalmente… nunca tinha visto tanto pau duro ao alcance das minhas mãos. Mas o segurança chegou e acabou com a graça sem eu entender nem ter entrado na brincadeira. O que é estranho, já que o jeito que o banheiro foi feito parecia ter sido justamente para estimular esse tipo de coisa. =P Muita droga rolando solta também na pista e na calçada, do lado de fora” – detalhe, queridos leitores, que a cocaína é uma droga extremamente popular nos EUA.

No Brasil a coisa é um pouco diferente, não é mesmo? Os EUA, no sentido econômico e cultural (ok, manifestem-se aqueles antiamericanos, anti-McDonald’s e anti-Coca-Cola) está há alguns anos-luz do Planeta Brasil. Apesar de existirem regiões ainda bastante extremistas, preconceituosas e tradicionalescas, Manhattan é 3 ou 4 vezes mais moderna (em amplo sentido) do que São Paulo. Mas, diante a breve descrição enviada pelo Sammy, me parece que o gay brasileiro é um tanto recatado (ou pelo menos as baladas são)! Será a influência dos valores cristãos e a gente mal se dá conta?

Nesse exato momento, lembrei de um cliente gay da área de turismo que narrou uma experiência num clube gay (e famoso) em Londres: o primeiro andar da casa lembra bastante as baladas por aqui. Pessoas bem vestidas e aquela paquera “normal”, pista e música eletrônica. No segundo subsolo já manifestam-se as transas, tipicamente comuns em dark-rooms e saunas gays. Os caras ficam pelados e rola aquela suruba básica. Já no segundo subsolo a coisa muda de figura: rola o fisting / fist-fucking (aquela prática “curiosa” quando os caras metem o braço até a altura do cotovelo no ânus do outro), coprofilia (manipulação de vezes na hora do sexo) e coprofagia (ingestão de fezes durante o ato). O.o

Whatafuckmothafucka! o.O

Os hábitos, comportamentos e valores culturais muitas vezes vão além dos limites que consideramos plausíveis. Para nós, brasileiros, todos esses “costumes” parecem extrapolar os valores da maioria. Para os gringos, mesmo que a maioria não pratique, existe um grupo ou grupos que seguem esses modelos e, no momento que a própria casa destina áreas para tais ações, o conceito torna-se público e não mais velado, da intimidade e da fantasia particular. Em outras palavras, empresas ganham dinheiro oferecendo ambientes para a prática do fisting, da cropofilia e da cropofagia; indivíduos se apresentam publicamente como seguidores de tais hábitos.

Complexo não?

Por que constantemente desafiar os limites do prazer?
Para quê constantemente desafiar os limites do prazer sexual?

Complexo e delicado. Até que ponto isso também refere-se ao “ser gay” em um contexto que ainda estamos definindo nosso próprio espaço em sociedade e que colocamos em desafio os limites para obtenção do prazer sexual? Sabemos que existem as casas de swing, talvez diretamente proporcionais as “baladas gays mais infernais” de Londres ou dos EUA. Mas práticas do sexo hétero há milênios fazem parte da norma. Não são todos os heterossexuais que “swingam”, mas se alguns casais frequentam as casas, compreende-se com mais naturalidade.

Mas quais são as fronteiras e os limites dos desejos sexuais dos gays? Até onde podemos chegar com as fantasias mais loucas e até mesmo perturbadoras e, inclusive, institucionalizar como características dos próprios homossexuais? Porque a grande questão não é a existência de grupos gays (ou heterossexuais) que ultrapassam o limiar comum do prazer sexual e passam a praticar outros “estilos”. O problema é a sociedade (ou até mesmo parte da comunidade gay) – ainda não preparada para a madura intersecção entre heterossexualidade e homossexualidade – achar que essas práticas são coisas do gay e ponto.

Não é gente, mas há quem acredite.

Aliás, será que todos gays querem mesmo uma intersecção homo-hétero ou existe ainda uma rebeldia latente da negação, da contrariedade e do avesso? Não tem até uma vibração do gay querer ir além justamente para justificar “ser diferente”? Qual o limite para nos estabelecer em sociedade como gays?

O que é tolerável ou não para o nosso contexto? O que é ser gay em um contexto público?

Muitas dúvidas, mas as variantes estão aí para serem conhecidas, pensadas e debatidas, variantes que estão dentro da mente de cada um e mundo afora.

PS: o clube que o Sammy foi chama-se Splash e parece que vai passar por mudanças e chamará Excelsior.

19 comentários Adicione o seu

  1. Falou em balada gay dos americanos, tenho que comentar!

    Acredito que eu “conheça” mais a balada gay das “Américas nortenhas” do que a nossa balada gay brasileira. Talvez porque eu tenha desenvolvido um certo “fascínio” por elas ao ver algumas pela net.

    Para quem quer ter uma pequena ideia, vou deixar aqui dois vídeos:

    – Um que é propaganda da empresa Andrew Crhistian, onde o nome já diz: “Show de Jockstrap’s”: (Pra mim é a melhor propaganda deles)

    http://www.andrewchristian.com/socialvideos/jock-strap-fashion-show/

    Eu sei, eu sei, o “mundo glitter” é retratado muito como “perfeito” nas propagandas dessa empresa. Esses corpos e bundas… Meu. Senhor. Jesus. Maria. E. José! Necessito de uma GRANDE dose disso!

    Já disse que um de meus sonhos é participar de uma dessas propagandas? Euehueheuehh!

    Além de admirar bastante essas propagandas, admiro também um modelo que faz parte dela: “Johnathan Myers”, e ele é o “foco” do outro vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=JBer3kXZ494

    Ele é o de calça vermelha… Pode sair recalcada, ele é meu! Rs! (Apesar de gostar bastante dele, preferi a performance do de bermuda marrom… Cara, ver ele dançando foi tipo assim: “Que issu jovem?”).

    Sei que não é de meu costume compartilhar putarias por aqui, mas vendo esse post não pude perder a oportunidade. Que fique aqui uma pequena ideia de como as baladas gays americanas são “perfeitas”.

    Vou logo dizendo que se as daqui não me contentarem: #Partiu LA, NY, etc… Eu tenho de provar uma dose dessas baladas uma vez na vida…
    Aprender inglês vai se tornar um de meus focos! EUEHUEHEUHE!

    E beeshas, podem começar a me desejar, pois daqui um tempinho serei eu a estar nessas propagandas da Andrew.
    A-deus! Minhas purpurinas para vocês, suas recalcadas!

    Abraços do CR!!

    1. Aaahhh, antes de criarem “conceitos” pelo vídeo que não assistiram, relaxem! Não tem nudez!

    2. minhavidagay disse:

      Kkkkk… tá se liberando, hein, CR? :P

      1. Eu? Me liberando?
        É apenas meu desejo latente por essas baladas.
        Sou puro e inocente… Ainda… Rs!

  2. Colaboração disse:

    Olha essa comparação entre os 20 e 30 anos, MVG.
    Vc vai curtir.

  3. Ali disse:

    Credo!!! Se forem realmente os “valores cristãos” que deixam os gays tupiniquins mais recatados,eu dou GRAÇAS A DEUS por ser brasileiro.

    Não sei se já falei isso por aqui,mas eu sou completamente contra a banalização do sexo e a liquidez de valores.
    Pode parecer um discurso um tanto quanto “conservador”,mas é exatamente assim que eu penso quando ouço ou vejo coisas “perturbadoras” desse jeito.
    Penso que principalmente hoje em dia e em uma escala muito maior,somos bombardeados frequentemente por informações sobre sexo,pornografia,fulano que faz sexo de tal jeito,sicrano que transa com meia duzia de homens em uma noite só etc…
    Tudo isso visto sob a visão de um mundo pós-moderno onde não há mais uma clara distinção entre o que é certo ou errado,não nota-se e nem se dá mais tanta importância para o que é bom ou ruim.
    Tudo isso automaticamente deixou de fazer sentido.

    Antes era o maniqueísmo de valores que ditava as regras da convivência social,hoje em dia nem isso existe mais,vivemos dentro dessa massa de água que não possui forma,cor,cheiro,sabor etc.
    Estamos sempre nadando,mas pra que lado vamos?!

    MVG,assim como você falou em um de seus textos,concordo plenamente que o gay ou também qualquer outro indivíduo,NÃO PODE VIVER APENAS DE REFRAÇÃO!!
    O gay não precisa e nem pode,passar a vida inteira enfrentando o status quo ou lutando com unhas e dentes contra valores.
    Ainda não entenderam que a função do gay não é chocar a sociedade,mas se INTEGRAR a ela.
    Quando as bishas vão se dar conta que NÃO PODEM FAZER TUDO?!
    Algumas pessoas parecem que se aproveitam da democracia pra fazer uma anarquia,se aproveitam da liberdade para fazerem libertinagem.
    Saibam diferenciar uma coisa da outra meus caros!

    Algum tempo atrás eu estava discutindo com um blogueiro gay pelos cantos dessa internet.Ele defendia a promiscuidade,alegando que a promiscuidade era a verdadeira “liberdade sexual” para o gay e que o discurso da militância sobre “todas as formas de amar são válidas” era hipócrita porque não incluía a promiscuidade.

    Agora me diz uma coisa,num país onde os homossexuais são ainda fortemente estigmatizados,onde homossexuais não podem doar sangue devido seus “excessos sexuais” e alguns poucos acabam pagando pelos excessos de muitos,e a bisha vem me falar uma coisa dessas?? Ahh me poupe!!

    Tô dando uma de “reaça”? Ora,que dilema eu fui me meter,não é?

    Quem não precisa de valores? Quem não precisa de limites?

    Eu agradeço muito por ter a liberdade de ser quem eu sou e fazer as coisas que eu faço,mas eu acho MUITO mais importante o fato de existir
    alguém que me diga quando eu devo parar e até onde eu posso ir.

    1. minhavidagay disse:

      Putz, Ali! Excelente depoimento. Não tenho uma vírgula para opinar. Realmente, a gente precisa de freios as vezes. Isso é também viver em sociedade. A gente não é bagunça e assumo o teor moralista do discurso.

      Abs,
      MVG

    2. Fernando Lima disse:

      Oi Ali,

      Concordo com você em gênero, número e grau! Excelente texto!
      Não me cabe julgar ninguém, nem definir o que é certo ou errado. Contudo, na minha opinião, fisting, coprofilia e coprofagia não são simples práticas, algo que pode-se escolher fazer ou não, mas resultado de distúrbios que deveriam ser tratados.
      Talvez seja por essas e outras, que gente como o Gikovate fica falando aquelas besteiras sobre gays (história do banheirão sujo, etc.) .
      Claro que, para mim, nenhuma das três práticas estaria associada só a gays, tenho certeza de que com os héteros é igual.
      Vivemos numa época em que se faz tabula rasa dos valores e crenças, parece que tudo é uma afronta a nossa liberdade de escolha…
      Creio que não pode ser assim, todos precisamos de um norte, uma referência sólida que nos permita orientar a vida, em meio a tantas possibilidades, muitas ilusórias e com tristes consequências.
      Temo que ao se banalizar tais práticas, estejamos escancarando a porta para coisas ainda piores: zoofilia, necrofilia, sem falar na já batida questão da pedofilia.
      Sempre vai aparecer alguém para tentar justificar e dizer que não tem nada de mais. Pessoas perturbadas, infelizmente, não faltam…
      Achei muito legal a ideia do MVG de discutir a homonormatividade, algo que vai demoraaaaar muuuuuito para ser estruturada, mas que é de fundamental importância.
      É preciso traçar uma linha clara entre o que é aceitável e o que não é, em todas esferas, não apenas na sexual. Caso contrário o convívio social vai continuar cada vez mais corrompido, a despeito das manifestações populares que andam acontecendo.
      Há que distinguir entre o que engrandece: amor, respeito aos demais, noção de bem comum e o que degrada, como as práticas citadas.

      Abraços,

      Fernando

  4. Ali disse:

    Ah e antes que eu me esqueça,penso que a 50 anos atrás se fazia sexo muito mais e melhor do que hoje em dia! kkkkk

  5. Deu medo agora, pois parece (sério?) que fiquei com aquela imagen da beesha promíscua.

    Não pessoal, não sou promíscuo! Rs! Mas não nego ao fato de que tenho curiosidade sobre essas baladas mundo afora.

    Como disse uma vez: É bom, é, mas não levo como um estilo de vida.

    Pra quem me vê aqui no blog (e aqui fora também), sabe que sou politicamente correto.

    Então desculpas adiantadas se eu ofender alguém aqui com as putarias mostradas.

    Abraços do CR!!

    1. minhavidagay disse:

      Rs… Relax, CR! ;)

  6. Gustavo Sammy disse:

    Esse MVG… Nem mensagem no WhatsApp posso mandar sem que se torne pública. Se eu soubesse teria escrito um relato mais bonitinho rs. Sério, em que balada do Brasil tem algum concurso em que as próprias pessoas que estão curtindo a balada sobem no palco pra tirar a roupa, inclusive a cueca se quiserem. Ao mesmo tempo em que foi um tesão, foi tudo tão chocante. Não fiz nada, mas presenciei tanta coisa… Hoje fui pra uma igreja e fiquei rezando (olha os valores cristãos ao pé da letra, né? rs). Fui pedir forças porque às vezes parece que esse negócio de ser gay não é pra mim. Fiquei me questionando se preciso me acostumar a esse tipo de coisa e entrar nesse modelo de putaria pra ser um gay feliz. Pra vocês terem uma ideia, sou tão recatado que nunca beijei ninguém numa balada. Enfim, é complicado encontrar o equilíbrio…

    1. Fernando Lima disse:

      Oi Sammy,

      Gostei de saber que você está fazendo um “estudo antropológico” aí em NY !!! rsrs
      Quando você diz “parece que esse negócio de ser gay não é pra mim”, acho que cada um precisa definir para si próprio o que é ser gay e isto não tem nada a ver com a repetição de comportamentos e modelos, só porque eles são comuns no meio. Antes de mais nada precisa fazer sentido para você, para o seu contexto particular.
      Já conversamos sobre as dificuldades de ser gay e cristão ao mesmo tempo, mas, cada vez mais, creio ser possível encontrar um caminho que concilie estas duas dimensões.

      Abs,

      Fernando

      1. Caio disse:

        Concordo com o Fernando, Gustavo. Quando você disse que esse “negócio de ser gay não é para mim”, você manifestou aquele posicionamento que alguns por aí vivem pregando de que somos uma “comunidade” de seres semelhantes e que precisamos seguir um padrão. E sabemos que não assim que a vida funciona. Afinal ser gay = homossexual, apenas quer dizer que somos homens que gostamos afetivo/sexualmente de outros homens e mais nada. Então, a vida gay que temos e queremos ter só depende de nós e não do que grupos ou até maiorias ditam. Apesar de não escolhermos nossa natureza afetiva e sexual, nós escolhemos nosso modelo de vida. Lembre disso.

        Abraço.

      2. minhavidagay disse:

        Isso mesmo, Sammy. Esperei as pessoas se manifestarem para não ficar aquela sensação: “Ah, é o MVG ou o ‘P’ que estão se pronunciando”. Ótimo ler conselhos convergentes do Fernando, do Caio em relação aos meus pensamentos. Não precisamos seguir os modelos pré-estabelecidos para nos sentir inclusos, embora uma boa parcela faça para a aceitação e o sentimento de inclusão. Nada contra para os que fazem e se sentem bem ou sintonizados. Mas, se no seu caso algumas referências batem de frente com o que você é, não há problema! A satisfação, o equilíbrio e a paz não devem estar condicionados a modelos comportamentais. Não existe a necessidade de fazer máximas intersecções. Temos que valorizar o que temos de melhor e não o que dizem a nós o que é melhor.

        “Beba com moderação. Respeite seus limites de velocidade”.

        Abs,
        MVG

  7. Caio disse:

    Com relação ao começo do texto, o que tenho a dizer é que não vejo essa diferença entre o padrão das casas noturnas brasileiras serem diferentes das de NY e Londres, por exemplo,por causa do conservadorismo cristão, pelo menos não muito. Na verdade é mais pela maturidade do conceito que elas transmitem. Isso quer dizer que se foi lá nos States que o movimento gay organizado começou a se formar e a visibilidade homossexual foi maior, nichos de mercado começaram a surgir e ambientes mais específicos e que cultuem certas práticas não comuns a aparecer. Aqui também foi assim. Antes não haviam lugares específicos para estes públicos diferenciados, até mesmo os guetos dos anos 60 e 70 da década passada não eram assim. Quem sabe daqui um tempo o que já tem por lá também apareça aqui afinal o povo daqui é tão “sexualizado” quanto de lá rsrs.

    Quanto as diferentes orientações sexuais, vejo que elas não definem quem adota estas práticas diferenciadas com relação ao sexo. Como você mesmo escreveu, existem ambientes tanto para héteros, bi’s e gays, então, não deveria ser correto o povo dizer que isso é coisa só dos gays.

    Por fim, em se tratando da correspondência do “mundo heterossexual” com o “mundo homossexual”, já percebi que alguns não querem mistura-los, ou seja, desejam manter como ainda é na maior parte do mundo, vendo-se a si mesmo (os gays) como “rebeldes”, “diferentes”, “aqueles que fogem da regra dos relacionamentos”, dos “livres”. Eu particularmente acho que deve-se manter o equilíbrio. Na vida pública a sociedade deve abraçar as pessoas e fazer com que se respeitem, independente de orientação sexual, isto é, espaços públicos e privados liberados aos público devem aceitar o afeto entre homens e entre mulheres de maneira igual aos que assim são tidos como “legítimos” de fazê-lo, mas na vida privada é bom manter certos ambientes mais segmentados. Porque juntar todo mundo em todos lugares é demais, imagina que constrangedor mulheres frequentando as saunas masculinas, ou a super popularização das casas noturnas GLS por heterossexuais? (isso já esta acontecendo com grande frequência, o que está fazendo parte do público “original” migrar para outros lugares ou não mais frequentar nenhum, afinal não existe utopia, sejamos francos: muitos heteros, homens em especial, as vezes só vão para tumultuar, as vezes dá briga, desrespeitam os gays nesses poucos ambientes em que podem se sentir a vontade e em maior número fazem perder digamos a essência do ambiente [balada gay com homens majoritariamente caçando mulheres? Para que vou frequentá-la]).
    Digo tudo isso baseado em inúmeros relatos dos frequentadores que postam suas opiniões em vários sites e também que comentaram comigo. Aqui onde moro a “cena gay” está fraquíssima, chegando ao ponto de dizerem que está decadente e em boa parte devido aos fatores citados acima.

    Então é isso, equilíbrio, afinal misturar todo mundo não dá, o marketing explica isso muito bem.

    Abraços.

  8. Jeffrey Silva disse:

    Começo meu post assim: ANDREW CHRISTIAN!!! *_____* Aiiii Meu DEUS!! Esses caras são uns (tah bom, pareeei .-.)… Enfim

    Uma coisa (infelizmente) é certa: as baladas ‘de lá’ são INFINITAMENTE diferentes das baladas ‘daqui’. Vejo isso pelas que eu frequento. Não sei se vocês já foram em baladas assim, em que ‘as pessoas andam todas engomadinhas (‘sem problemas >.<'), todas com suas panelinhas ('ainda sem problemas, né .-.'), são anti-sociais ('hãã, qual é o problema desse povo? ¬¬') e ainda por cima quando vc passa/chega ficam te olhando DE BAIXO PRA CIMA, com uma cara de 'ain que nojo dessa beeee' e comentando sobre sua roupa, seu perfume tudo e tal ('aaah eu vou sentar a mão nessas beee! Me segura amiga! ò.Ó' – isso que TODA a vez que eu vou pra balada eu compro um look novo [calça/bermuda, camiseta e algumas vezes até um sneaker (masculino!)] para ir à balada). É muito estranho pq todas as vezes que eu vou para a balada o que era pra ser uma 'terapia de relaxamento' me corta o ânimo de inicio. Acho que a 'coisa da religião' teve um pouco a ver com isso sim, mas o principal problema que eu vejo é que algum 'abeçoado' levantou a idéia de que 'gay tem que se sentir 'O SUPERIOR', o do melhor corpo, o das melhores roupas da balada, o da melhor galera, o fodão que faz e desfaz, o metidão' e muita gente aderiu a isso, se fechando em suas panelinhas e menosprezando o que 'não se adequa' ao seu grupo em sua própria visão. Conheço muitos que são assim, tão obcecados por essa 'superioridade' que deixam passar oportunidades ÓTIMAS de conhecer pessoas novas e até mesmo o que poderia ser um BOY novo, por coisas que são fúteis e não deveriam ser levadas em conta. Acho que esse fechamento com relação a 'determinado padrão para ser aceito/se sentir superior' acabou interferindo também nessa coisa de enxergar determinados pontos com naturalidade, como essa coisa do swing (eu sempre fui meio doido pra ir numa casa de swing, só pra 'ver como é'… hahahaha). Nunca fui para baladas fora do país, mas meus amigos que foram me disseram que é bem aquela coisa de filme: eles foram bem recebidos, fizeram amigos novos, não tinha essa 'divisão' que a gente vê muito por aqui, e que ERA UM FEEERVO ('simples detalhe' esse do fervo)… Isso de 'se prender' a determinado padrão que por muitas vezes é desnecessário acaba que estragando um pouco o que poderia ser muuuuuito divertido e muuuuuito melhor 'se não fosse assim ou assado'. Acho que deu pra entender o que eu quis dizer…

    PS1 – Não compro roupas pra ir pra balada pra me encaixar não, é que eu sou meio gastadeiro mesmo e eu relaxo taaaaanto comprando roupa *-*

    PS2 – CR vc vai mesmo pra Andrew Christian???*—* Nossa, babei aqui!! *-* deve ser no minimo 'gostoso' ser modelo de lá! *-* Sou apaixonaaado pelo 'Jeffrey Hawkins' (não só por ter o mesmo nome que ele, é que ele eh… eh… morri! x.x' hahaahahahaha)

    1. Caio disse:

      Jeffrey, é por isso que você disse de uns frequentadores das baladas fazerem com que alguns outros se sintam deslocados que novos ambientes são criados e definidos para públicos separados. De certa forma não é bacana, pois segrega as pessoas, mas na realidade vemos que as pessoas se dão melhor com seus semelhantes. Então, por exemplo, sei que em Sampa tem muito dessa divisão, li que a Cantho é voltada mais para ursos, que o clube Las Vegas (quando existia, acho que fechou se não me engano) e o Tunneo são mais para os descolados, moderninhos, que a The Week e a Flexx são para os descamisados e sarados e assim vai… As pessoas gostam de ficar próximas de outras que parecidas, isso é quase que uma regra e não exceção. Aí para nos sentirmos bem precisamos buscar espaços que nos propiciem isso. É a vida.

      Abs.

    2. É apenas um sonho cara! Euheuheueheuheuehu! Mas taí que eu gostaria de participar de pelo menos uma propaganda.

      Falando em quem eu gosto: Acho bonitãozão o Quinn, pois ele é todo o perfil do “príncipe”, mas por preferência, prefiro, e muito, o Johnathan Myers, talvez porque o rosto dele demonstre mais “experiência” (32 anos) e talvez porque ele faça mais meu estilo: Barbinha, cabelo, jeito mais descolado, etc.
      Mas um sonho que quero realizar é ir a uma dessas baladas americanas, e fazer um stripp pelo menos! (Sei que The Week já dá pra fazer, mas não quero!).

      Abraços do CR!!

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