Machismo e Gayismo


Que o machismo existe e ainda impera como comportamento em diversos grupos pelo país ninguém duvida. Mas já pararam para pensar que existe também um certo gayismo no ar?

O tão comentado machismo, do homem machista, todo mundo conhece: é aquele que submete a identidade do sexo oposto em conceitos inferiores ao próprio, quer preservar um status de superioridade, tem lá suas gírias e códigos, tende a se expressar de maneira egocêntrica como se fosse o centro da Terra e precisa exercer (ou imaginar que exerce) um tipo de autonomia e independência do outro, no caso, a mulher.

O machista serve mas espera ser servido.

Fica feio para o machista quando – em casos que vemos por aí – agridem fisicamente ou moralmente. Esse é um ato de machismo ao extremo que, no geral e com razão, a sociedade se contraria.

Machismo é fruto de cultura sob aquela velha e ultrapassada desculpa dos “homens das cavernas”, do cuidado da prole e do grupo. E assim, em milênios temos que acreditar que o único e intransferível caminho seja esse.

Bastou assistir 5 minutos da novela Grobal “Amor à Vida” (nunca tinha visto antes e peguei minha mãe confabulando sobre o personagem vigarista e gay) que me veio a cabeça o tema desse post: o “gayismo”.

Se existe machista, existe gayzista!
Se existe machista, existe gayista!

Machistas e gayistas são entidades indissociáveis. É como se fossem prótons e elétrons, Ying e Yang e proporcionais.

O gayista é aquele homossexual que, assim como o machista, precisa achar que o gay é uma entidade superior (ou pelo menos ele próprio é superior).

Assim como o machista, o gayista tem lá suas gírias e códigos próprios para interagir em sua comunidade. É um tanto egocêntrico e precisa acreditar numa autonomia individualista, no caso, em relação a outro homem.

O machista vive num trânsito de entrar e sair da caverna. O gayista, do armário.

O gayista, assim como o machista, tende a colocar sua virilidade sexual como diferencial competitivo. Tem que dizer que manda bem sob todas as práticas sexuais “aeróbicas e anaeróbicas” e vive descrevendo seus feitos para seus outros amigos gayistas, assim como o machista faz com seu grupelho de machistas.

O gayista precisa cuidar da reputação e do status social, assim como o machista que precisa viver num tipo de trono-do-macho.

O gayista nada mais é que uma projeção do machismo na vida gay: o gayista a bem da verdade, se fosse heterossexual seria machista. O machista, se fosse gay, provavelmente seria gayista.

Gayistas e machistas se sairiam muito bem em amplos aspectos. De mãos dadas seriam ótimos parceiros na cama, em relacionamentos e na amizade. Possuem ideais muito em comum, não fossem seus egos inflados, o espírito competitivo e a falta de consciência que são – de fato – sub produto de nossa cultura hoje em dia.

Graças ao bom Deus os gayistas são minoria!

5 comentários Adicione o seu

  1. Caio disse:

    Olha analisando pela explicação ou conceito que você deu ao termo “gayzista”, eu acho o mesmo: eles existem. E não compactuo das mesmas visões que eles. Na minha opinião se levassem a vida mais tranquilamente e não fossem assim, para eles mesmos seria melhor. No entanto, cada um sabe de si né?!

    Porém, o significado que você deu ao termo é diferente ao que usualmente é apresentado pelos inconformados com a maior visibilidade da homossexualidade e dos relacionamentos homossexuais na sociedade. Chamam de gay (homossexual ou quem promove o “estilo gay”) + nazista (referência ao regime alemão de opressão social), principalmente os militantes LGBTs expressando que são uns párias e nefastos por não “respeitarem” a sociedade (entendendo este respeito como: homossexuais podem até existir e não serem punidos por serem assim, mas que fiquem dentro de casa e não se expressem na vida pública), como se eles o fizessem em contrapartida né. Até mesmo quando li o título do post, pensei que seria sobre este último significado rsrs.

    Até.

    1. minhavidagay disse:

      Faz sentido, Caio! Mas nem pensei no “zismo” com alguma relação ao nazismo!

      O que poderia ser? “Gayismo”? Muito gay, não, esse “y” e “i” juntos…rs

      Abs!

      1. Caio disse:

        Isso, sem o “z” fica mais interessante para o significado que você deu, algo como uma “tendência ao extremo do gay”, mas no sentido de se achar demais por ser assim e não por ser gay demais, até porque isso não é possível, ou é ou não é, não tem intensidade rsrsrs

      2. minhavidagay disse:

        Certo… vou refletir um pouco a respeito…rs :P

  2. minhavidagay disse:

    Pronto, Caio!
    Mudei o termo para gayismo/gayista. Não é bom trazer nenhuma referência do nazismo, mesmo que não exista intenção!

    Abs!

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