Já ouviu falar nos Gouines? Conheça a prática da Gouinage, “nova modalidade” de sexo entre os gays

Ativo / passivo é uma grande questão entre os gays, fato que se comprova aqui mesmo no MVG, quando o post sobre o assunto é desde sempre um dos mais visualizados pelos leitores.

Não menos representativo é o número de tags “ativo e passivo”, “o que é passivo entre gays”, etc. que os usuários digitam nos buscadores e que acabam caindo no Blog. Será que estamos presos a esses conceitos, do gay ativo, passivo e versátil? Segundo os franceses, que criaram o conceito de Gouinage, não mais.

Na realidade, o nome Gouine (ativo, passivo, versátil e agora gouine) foi dado a um tipo de “modalidade” – a Gouinage – bastante praticável a aceita no meio gay mas que antes ainda não tinha rótulo. Gouine nada mais é que o gay que pratica o sexo sem penetração.

Gouinage - veio para dividir espaço entre gays ativos, passivos e versáteis.
Gouinage – veio para dividir espaço entre gays ativos, passivos e versáteis.

Não foram poucas as vezes que, entre rodas de amigos, o sexo sem penetração foi tema de práticas comuns. Convenhamos que muitos de nós têm questões com as dores e com a higiene e por mais que a nossa cultura heteronormativa nos impulsione ao “ativo” (homem) e ao “passivo” (mulher) na cama muitas vezes a penetração anal é dificultosa.

Com a gouinage em destaque, e se a ideia realmente colar no Brasil, aquelas questões arcaicas que caem no passivo com passivo e ativo com ativo, limitando as relações, tornam-se mais amenas.

Particularmente acho um pouco difícil de popularizar por aqui pois a nossa mentalidade bipartida, do ativo e passivo, está muito presa a nossa cultura, assim como o machismo. Na França, de onde surgiu o conceito, até mesmo os heterossexuais toleram um fio terra. Nada mais natural o sexo sem penetração ser suficiente, quando ambas as partes não se sentem a vontade com o sexo anal.

Em outras palavras, aqui no Brasil existem muitos ativos que não abrem mão de um passivo e vice-versa. Mas como afirmo em outros posts e reafirmo por aqui, isso é coisa da cabeça, da cultura e da mentalidade. Estamos bastante presos a essa dualidade, mas também, gounies, já somos há bastante tempo, só não tinha nome.

Mente aberta não parece ser muito a coisa do brasileiro, gay ou não…

Para saber mais, clique aqui.

10 comentários Adicione o seu

  1. Caio disse:

    Eu ouvi falar neste nome este ano lendo um texto num blog, apesar de já saber da existência da prática. Na minha visão não será algo que vai dominar o globo. Pode crescer em número de adeptos, mas não vai mudar a bipolaridade (ativo x passivo). Eu sou versátil e acho que seria melhor se todos os quase todos fôssemos assim, teríamos mais prazer, mas a realidade é outra. Apesar de ter praticado sexo poucas vezes, eu não descarto o prazer da penetração que pude alcançar nas nestas relações, porém pode ser que vez ou outra ela não seja necessária. Também não acho que por ser versátil eu tenha que praticar os dois papéis sempre. As vezes estou afim de só ser passivo, as vezes só ativo, tudo depende da pessoa envolvida e da vontade.
    E concluo dizendo que muitas vezes achamos que é birra ou limitação um ser somente assim e o outro só assado e no fim, buscarem os opostos para se completar (ativo x passivo). O que na verdade isso é apenas a forma como cada um se sente e gosta. Não adianta obrigar alguém que só sente prazer ou um prazer ampliado sendo passivo em ativo e vice-versa. Ainda que alguns nem sequer experimentaram mudar para ter certeza se gostam ou não e se auto definem baseando-se no estereótipo em relação a quem exerce um e outra posição.

    Posso dizer também que não sou adepto do gouinage de um modo geral, ainda que posso me utilizar dele as vezes.

  2. Ás de Espadas disse:

    Sem querer bancar o “gay macho”… mas isto é bem comum entre dois gays “mais masculinos” e ativos, por mais estranho que possa parecer. Já tive várias relações com caras que não queriam “ceder” e acabamos assim. A coisa não foi pra frente não por falta de penetração, mas por outras questões de objetivos de vida.

    Recomendo. Quem nunca praticou, faça um teste. É como se o negócio fosse mais puro, os dois tivessem que se esforçar mais para dar prazer um ao outro.

    1. Henrique disse:

      concordo plenamente contigo amigo 8)

  3. J disse:

    Uma vez conheci um cara que curtia gouinage, ficamos e achei que foi uma bosta! Sou versatil e independente da posiçao que eu esteja atuando sexo para mim tem que ter penetração! Sinceramente esses modelos de praticas sexuais e seus adeptos me dão PREGUIÇA! Prefiro os homens comuns, que curtem o velho e manjado pau no koo! Rsrs

  4. Enzo disse:

    Acho bem interessante! Sou passivo, já fui ativo e não gostei, mas sexo sem penetração é ótimo…

  5. Kilder disse:

    Se der prazer tudo bem, mas pra mim sexo tem de haver penetração. O resto é a velha e boa preliminar e só. Serve de aperitivo mas não alimenta!

  6. Bom… Minha primeira relação sexual foi com uma prática Gouine! Sou virgem ainda? Fiquei com dúvida, Rs.

    Claro que estou brincando… Quanto a dúvida. Nenhum dos dois (eu e o ex) impomos essa prática, afinal, foi uma coisa natural, da descoberta do corpo (toques aqui e ali), que acabou sendo essa prática classificada como Gouine…

    Besteira! Pra quê classificar isso?

    Abraços do CR!!

  7. DIh disse:

    Eu resumiria isso dizendo que não existe a forma certa para sexo, um padrão. Depende das pessoas envolvidas, e se ambos estão de acordo a fazer o mesmo. Ninguem jamais pode se sentir obrigado a fazer determinadas coisas apenas para satisfazer o parceiro e esquecer de si mesmo.

  8. Adriana disse:

    Há algo interessante sobre o palavra “gouine” que vem a calhar: esse termo é informalmente usado na França para se referir às lésbicas, o que equivaleria ao nosso “entendida” ou “sapata”. Dito isso, faz muito sentido se referir ao sexo sem penetração entre homens.

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