Se oriente rapaz


O Blog Minha Vida Gay completou um pouco mais de 2 anos e mais de 370 posts. Trabalho de “formiguinha”, lançando relatos e casos pessoais de tempos diferentes da minha vida. Não menos importantes e reveladores foram os relatos de dezenas de leitores, nuances de experiências, fases e expectativas diferentes quanto a própria homossexualidade.

Por esse tempo venho omitindo algumas de minhas características justamente porque, no meu ponto de vista, oferecer determinados detalhes para as pessoas que passam por aqui poderia me colocar numa “caixa”. Preconceitos, pré-definições, julgamentos são inerentes aos seres humanos e, visando uma certa imparcialidade para que não acontecesse situações do tipo: “Ah, o MVG pensa assim por causa disso e daquilo” evitei expor alguns detalhes da pessoa que sou (rs) para não cair em definições, de acordo com o imaginário e impressões culturais de cada um dos leitores.

Não gostaria que determinados julgamentos gerassem algum tipo de ruído no propósito do Blog: por meio de pontos de vista, vivências e reflexões pessoais, o MVG tem como objetivo orientar e colaborar com gays, amigos e familiares para que eles – em diferentes etapas da vida – encontrem referências práticas para buscar ideias às questões relacionadas a homossexualidade e o contexto social.

Simplificando, o Blog MVG tornou-se um canal para dar algum tipo de “luz” na vida dos gays (principalmente) que têm dúvidas quanto a própria homossexualidade.

Como resultado, tive e tenho acesso a pessoas que – de alguma maneira – subiram alguns degraus da própria aceitação, revelaram a homossexualidade para amigos, pais e têm conquistado aquele tipo de paz necessária para seguir em frente com a vida, tirando um pouco do peso (e bota peso) de uma suposta problemática que é a homossexualidade. Casos como do Sammy, P, CR, Fernando Lima, fora aqueles que não se manifestaram abertamente ou claramente sobre essas “evoluções” e que – no mínimo – se apresentam aqui de maneira elogiosa pela existência do Blog.

A todos vocês, meus sinceros agradecimentos. O MVG se revelou como um instrumento social, de colaboração aos gays e o que é mais legal: sem fins lucrativos! rs

Depois de 2 anos, mais de 370 posts e atingindo os propósitos do Blog de ajuda e reflexões para quem passa por aqui, creio que a minha preocupação com a “caixinha”, os pré-julgamentos e o preconceito não é mais necessária. Assim, revelo por aqui mais uma característica de minha existência (rs) que, lá atrás, poderia sim influenciar a dinâmica que se formou por aqui.

Se oriente rapaz! ;)

Sou descendente de japoneses, de pais nascidos no Brasil. Nisso, todas as características culturais que fazem parte do imaginário de cada um sobre “ser japonês” pode vir à tona. Sim, minha educação foi bastante metódica, principalmente pelo lado do meu pai. Mas ao mesmo tempo, fortemente livre e instigante pelo lado de minha mãe. Dessa educação “paradoxal” e atípica (diferente das tradições exclusivistas e raciais) nasceu a “ovelha negra” (nos melhores dos sentidos – rs) que se descobriria gay, desenhista, com pé na música e aplicado na escrita e na oratória! No mais, muitos dos detalhes da minha intimidade, da relação com meus pais, amigos, ex-namorados e namorado estão espalhados por aí para serem lidos e relidos.

Com essa revelação, finalmente posso me expressar (algo que gostaria de fazer há muito, muito tempo) sobre o contexto de um brasil-japa-gay! (rs)

Confesso que é algo que esperava há mais de um ano (sim, apesar de “arianamente” explosivo, existe uma predominância da paciência oriental impressa no DNA – rs). E esse recado vai diretamente para os demais orientais gays no Brasil. Um post dedicado ao oriental gay, enrustido ou confundido que chega até aqui.

(Precisava muito fazer esse post).

Uma mensagem aos gays brasileiros descendentes de orientais:

Nada como um autêntico japa-gay para trazer algumas referências para os orientais contidos no universo da homossexualidade.

Muitos de nós (não sei se a maioria, mas muitos) pelo fato de serem orientais vivem um tipo de autocensura. As vezes a nossa aparência nos parece como uma deficiência física. Não entendemos direito, mas por causa da inevitável estética, da predominância ocidental, dá a impressão que somos menos, naturalmente excluídos, peixe fora d’água. Não raro supervalorizamos o “design ocidental” porque na verdade cobiçamos ser como eles!

Depois, que é inevitável e existe o esteriótipo cultural e geral do oriental no Brasil que é o tal nerd, contido e fechado. Fechado muitas vezes no grupo de japoneses. No meio gay, todas as referências são opostas, da malemolência, da expansão e da abertura que se exerce. Como fazer?!

E o lance do pau pequeno?! =O

Poutz! Oriental, em média, tem pau menor mesmo. Estudo realizado. Mas no meio gay, o “poderoso pau”, tão cobiçado, precisa ser grande, grosso e cabeçudo (não só entre gays). Então fu-deu! A casa cai e parece que ser oriental e gay é muito mais foda. Ser oriental passa a ser o próprio tabu!

Assim, nesse contexto, das duas uma: ou tendemos a “sucumbir”, a assumir essa imagem de fechado, reprimido e vivemos as mazelas e os “mimimi’s”por sermos “seres excluídos e feios” ou, não raro, nos desdobramos três ou quatro vezes para negar toda essa autoimagem e fazer diferente.

A segunda, na minha fase autoafirmativa, foi o meu caso. De um jeito bem ariano por sinal (rs).

Ainda nesse bolo existe um outro ingrediente: o que denomino “japófagos”. São caras que tem tara por orientais! Só ficam com orientais e, se bobear, sabem mais da cultura do que nós mesmos! Um fetiche, uma mania! Eu, sinceramente, sempre tive preguiça e nunca me atrevi a ficar com um cara com o discurso: “sou louco por um japa!”. Talvez preconceito meu. :P

Nessa onda fetichista, já repararam que nos sites pornôs “oriental”, “latino” e “negro” são default?! Porque cargas d’água colocam a gente como fetiche e não metem um “branquelo” no meio do menu do site?! ¬¬

E assim, conscientemente ou não, vivemos um certo incômodo por sermos orientais e gays.

(Que lance um Bug no Blog aquele japa que em alguma medida não passou por esses questionamentos!).

Convivi com essas histórias e incômodos como esses durante bons anos da minha vida e não faz tanto tempo atrás assim que pude dizer “assunto resolvido agora”. Entre os amigos gays – todos ocidentais – me incomodava saber que poderia existir outro japonês para dividir meu “território”. Era como se a exclusividade em meio ao ocidente fosse o “prêmio” por superar todos meus complexos e me dizer “eu sou como um deles”. Mas não teria como dividir espaço.

Não diferente disso, “japonês nunca me atraiu”. Forte bloqueio, verdadeira muralha que representava meu preconceito interno. Sim, preconceito interno que via espelhado em um outro japa no meio da balada. Formar casal gay e japa? Nem fu*!

(Não lhes parece raro, inclusive, ver dois orientais gays e namorados?!)

Desde pequeno a gente é envolto desses esteriótipos, daquela maldade infantil (que até poderia se chamar bullying hoje em dia) de ter que pegar por definição um oriental e pronunciar: “olha lá o japonês!”, que para muitos de nós – mesmo que sem um propósito maldoso – acabava representando um “olha lá o diferente da maioria”.

Maioria, minoria… são conceitos que aprendi desde muito novo. Todo jovem gostaria de fazer parte da maioria. E assim bateu comigo…

Daí que nessa minha personalidade resiliente, percebi que “ser japa” era uma questão na minha vida, mais ou menos como muitos. Pelos motivos exemplificados ou outros mais. Muito da energia que vinha dessa questão – por ser oritental – me impulsionou para conquistas, boas conquistas. Me tornei uma pessoa articulada, comunicativa, diretor comercial da minha empresa! Tive banda, fui vocalista, me apresentei em baladas e sim, conquistei muitos meninos que nunca ficaram com um japa antes. Orgulho juvenil, mas necessário para equilibrar meus complexos.

MVG é Gaysha! =O
MVG é Gaysha! =O

Não posso negar que hoje, agora consciente de tudo isso, o que me impulsionou para desenvolver partes de mim (para não ser o japonês quadrado que eu achava que poderia ser) foi meu autopreconceito. Morria de medo, fobia mesmo, de me ver estampado naquele japonês encolhido, esquivo aos olhares, que só convivia com japas, contido e fechado.

Foi no ano passado que me dei conta que ainda tinha uns resquícios do incômodo de “ser diferente”. Foi um choque, me achava super resolvido e orgulhoso por isso! Até chorei (rs). Minha terapeuta desatou o nó com muita elegância e me fez enxergar de novo o cara que eu havia me tornado. Agora posso dizer com paz aqui no MVG que ser gay e ser japonês são pequenos detalhes.

O MVG é samurai. Demorei anos para ter orgulho desse detalhe e, agora aqui, me humanizo um pouco mais pois – pra lá da imagem – todo mundo tem um calo que aperta. Afirmo que demorei mais tempo para me aceitar como um japa no contexto ocidental/brasileiro do que conviver com a minha própria homossexualidade.

Como digo, nós somos o que acreditamos. E enquanto acreditava ou temia o esteriótipo que me perseguia eu era menos feliz.

Japas-gays. Pensem a respeito.

Beijo da Gaysha! :P

14 comentários Adicione o seu

  1. Gabriel disse:

    MVG, vc me surpreendeu.Antes, a imagem que eu tinha de você era de um moreno de olhos verdes musculoso muito gato. Agora, imagino um japonês de olhos puxados musculoso e muito gato xD

    Realmente to começando a pensar que os orientais tem mais chance de serem gays do que o resto da população. Por coincidência, o melhor blog com tema gay que já li (depois do seu claro) e’ escrito por um descendente de japoneses. Um amigo japonês me disse o mesmo dos ruivos, grupo no qual mt incluo, mas isto já e’ outra história haha

    Assim, eu não sou um japanofilo pq n me restrinjo aos orientais, até pq se o fizesse ficaria sozinho pq n tem quase nenhum no Rio de Janeiro (mais um motivo para me mudar para sampa). Mas preciso dizer que adoro vocês, seja a aparência, seja a inteligência, seja a cultura. Na minha escola anterior, fiz um amigo chinês que foi comigo pra academia algumas vezes. Na hora do banho ele ficou no box ao invés de ir pra fora, o que me deixou bolado :-/

    Mesmo assim, já percebi o preconceito que vcs passam. Infelizmente a culpa esta nas sociedades do extremo oriente, em que a tradição e a rigorosidade nos estudos e’ tão cobrada que acaba deixando as pessoas “travadas” socialmente. Mas aqui no Brasil n há motivo para seguir este comportamento, embora, como tds já sabem, deveríamos ser MAIS rigorosos na educação, e não menos.

    E quanto ao tamanho… Realmente e’ um estereótipo chato e que atrapalha muito as coisas no meio gay, infelizmente. Mas pelo menos pra mim, uma coisa ainda mais importante que um pênis grande, e mais difícil de achar, e’ um homem que possua ORGULHO de seu membro, e o ache belo. Na ultima vez que fiquei com alguém, um mês atrás, eu, que nunca achei meu pênis grande, fui chamado de “torre Eiffel” xD E mesmo sem o dele ter sido um colosso, dei o mesmo elogio a ele. Autoconfiança e’ td!

    E MVG, me explica esta história de uma banda? To curioso. Não suspeitava que você se interessou por música a este ponto. Eu adoraria ser vocalista de uma, mas só vocalista, pq no violão ainda estou só no arroz e feijão mesmo xD

    Até a próxima!!

    1. minhavidagay disse:

      Oi Gabriel!

      Antes de mais nada, obrigado pela apreciação, eheheh. Depois você me passa o Blog que você cita? O Sammy, um dos leitores do MVG, está curioso para saber qual é…

      Tive uma produtora de áudio e uma escola de música aqui em SP. Ambas continuam mas ultimamente tenho tocado somente minha empresa inicial.

      Sempre gostei de música. Trocava todo dinheiro que tinha por CD’s. Tive mais de 300 CD’s, quando fazia sentido comprar. Hoje tenho mais de 10 mil MP3’s pois o gostar não acabou! rs

      Toco piano, fiz aula por alguns anos. Fiz aula de canto também com um amiga/professora que mora hoje em NY e tive a oportunidade de reencontrar quando fui para lá nas férias.

      A ideia da banda veio naturalmente. Quando bem novo, ensaiva com meus antigos vizinhos na garagem. Coisa de adolescente. Depois, mais para frente, conheci o cara que seria meu futuro sócio na produtora e tivemos uma banda. Dividíamos os vocais. Foi uma época bacana de apresentação em casas, baladas de rock aqui em SP.

      Meu piano anda quietinho ultimamente. Mas está aí para ser usado quando rolar…

      Valeu!
      MVG

  2. Caio disse:

    Nossa e que revelação. Bom, não posso mentir, eu tinha uma imagem um tanto diferente de como você é, pois até mesmo involuntariamente é como num livro sem figuras, criamos uma visão sobre o que lemos hehehe.
    Mas é bacana você falar como você é e melhor ainda se isso te deixa feliz.
    Quanto ao que você disse de não querer um namorado com fenótipos orientais há alguns anos, dependendo da maneira como você decidia isso poderia ou não ser um preconceito. Se você realmente não se sentisse atraído e a vontade com alguém assim, seria simplesmente sua mente atendendo o desejo do seu corpo e não seria preconceito. Agora, se você sentia dentro da sua mente que queria ficar longe deles só para não ser visto com eles, ou por medo, ou por sentir algum desgosto por eles terem algo parecido com você e você abominasse isso (como os gays homofóbicos são), aí sim seria um preconceito.
    Tenho que ser sincero, como o seu blog mexe com a imaginação de muita gente e mesmo com todos esses textos inteligentes, o povo poderia (não é certeza rs) meio que se “frustrar” um pouco. Então, acho que você fez sua revelação no momento certo, afinal agora já estão todos conquistados rs. É que aquele lance de julgar o livro pela capa. E infelizmente, às vezes fazemos isso. Mas, depois podemos nos arrepender, ainda bem.
    Além disso, só para constar, os orientais podem ser sim muito atraentes, já vi uns que eram de dar água na boca :p
    Sayonara ; )!

    1. minhavidagay disse:

      Caio!
      Fiquei curioso para saber como você me imaginava. Seria legal descobrir para onde sua imaginação te levou com o MVG. ;) Pode falar?

      Eu tinha e tenho necessidade de postar alguns textos dirigidos aos gays orientais. Fazia um tempinho já e achava que, para fazer isso, teria que me “assumir” por aqui. Mas ao mesmo tempo, como você também avaliou, se eu me colocasse como japa poderiam me colocar rapidamente em “caixinhas” e eu não adquirir a credibilidade/fidelidade com o Blog.

      Meu “problema” por não ter ficado com japas/orientais ainda persiste. RS. Mesmo porque estou namorando quase há 4 anos e me livrei de meus preconceitos (preconceitos sim) faz um ou dois anos. Mas isso a gente deixa acontecer naturalmente porque estou bem e feliz com meu namorado. :)

      Eu me considero um de dar água na boca. :P Mas acaba que o MVG é um meio para atrair pelo intelecto, não é? Quem sabe um dia não posto umas fotos como poser para os leitores darem nota, ahahahah. Zueira… o Blog, aqui, é pra gente usar a cabeça de cima e quero (sinceramente) evitar os japófagos…rs.

      Sayonara, Caio! ;)

      1. Caio disse:

        kkkkkkkkkkkkkkkkkk, sabe, dizer isso é engraçado e confesso que dá um bocado de vergonha também. Mas enfim, estamos na chuva para se molhar, né?! Eu imaginava você assim: um homem maduro, claro (quase 37 rs), porém muito bem cuidado e que aparenta ser um pouco mais jovem (não que você não possa ser assim na realidade por ser ter traços orientais rs), com um corpo entre robusto e musculoso (não magro, mas com certa definição), andando pela Paulista com sua “brifecase” preta como muitos executivos sexys que andam por lá XD (já vi num vídeo e li comentários sobre) e seu jeito carinhoso, sábio de ser aliado a sua masculinidade, dando aquele toque máximo de charme (sendo estas últimas características não apenas imagens da minha cabeça, pois parece que já foram comprovadas pelos seus textos).

        Para ilustrar melhor, alguém como este da ponta direita: http://cjepr.com.br/img/img-index.png :p

        Que coisa feia ficar fantasiando com o autor do blog, né hehehe…mas fica susse, pois como eu disse, eu geralmente faço isso meio que inconscientemente com várias pessoas rsrsrs (não gosto muito desse termo Freudiano, mas facilita o entendimento).

        Acho que hoje vou sonhar com um oriental me agarrando.
        Urruuullll kkkkkkkkkkkk

      2. minhavidagay disse:

        Que legal, Caio!
        Na realidade, acho que fantasiar pessoas e cenários é natural na leitura. É isso que faz diferença entre ver um filme e ler.

        Outra diferença agora é que quando os leitores passarem os olhos nos textos vão imaginar um japa! rs… ou não, porque pode imaginar como quiser na verdade! ;)

        Esta aí um tipo de fetiche entre o escritor e os leitores rs. Curioso e novo pra mim…

        Estou totalmente sossegado. Enjoy!

        Um abraço,
        MVG

  3. Há um tempinho atrás se eu estivesse lendo este post estaria entrando em uma profunda depressão. Rs!

    Por que? Temos uma mania chata de idealizar uma pessoa que achamos tão perfeitas só por suas palavras. Para mim ,eu confesso, o MVG era O Príncipe! E o meu sonho era encontrar alguém como você para estabilizar-se em alguma relação futura.
    Por que isso não aconteceu? Você sabe F! (Descobri descobri!!). Foi meio que um choque quando vi, um tapa de realidade na verdade: Acorda, Príncipes perfeitos não existem!

    E dá pra ver que alguns leitores também sentiram esse tapa… MVG destruindo sonhos encantados! Que garoto malvado!

    Agora eu achei bem interessante o seu texto por, principalmente, um aspecto: O tapa de realidade! Rs!
    Pelo texto, vi que você realmente precisava desabafar o fato de se aceitar como Oriental… É tanta coisa para aceitar a si mesmo não é? Nuss!

    MVG, não fica com raiva de mim, mas eu não acho Orientais tão atraentes, assim como os Afro-descendentes.
    (SEU RACISTA! Ainda mais em dose dupla!). Não não sou! Mas é que gosto de branquinhos, rs! Mas claro que podem aparecer excessões!

    Abraços do CR!!

    1. minhavidagay disse:

      Nossa…rs! Um príncipe… que curioso sua percepção. Claro que dá um tapa no ego, mesmo você sendo um stalker e ter descoberto por aí! rs

      Não tenho nada contra a aqueles que não curtem orientais nem negros. As pessoas têm suas escolhas, embora eu afirme que, isso é um pouco questão de vivência CR ou não. Tenho conhecidos que não ficariam com orientais no passado e já ficaram hoje e outros que não.

      Ainda bem que a população tem crescido e os gostos têm variado cada vez mais, não? Ehehehe.

      Valeu, branquelo! rs

      Abs,
      MVG

  4. lebeadle disse:

    Interessante. Sempre achei muito belos os japas, principalmente os das séries da TV Manchete – eu acho que era o único do meu meio a reparar nisso (no sertão da Paraíba, dá pra tu ?). Pois é Jaspion, parabéns por esse gesto aí de se afirmar, lindo. Especialmente o que me toca é essa questão do preconceito internalizado, nó tão dif[icil de desfazer, luta de cada dia – avanços, retrocessos ( e haja terapia…). Sobre as considerações que fizeram acerca de sua imagem, nunca nem tinha parado pra pensar, mas agora acho que sempre ouvi algo de Foucault nas suas palavras…parece aquelas entrevistas que ele dava, um Foucault repaginado (Foucault-Glee).

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado mais um vez, Beadle!

      Bacana saber que vc fala de um canto do Brasil. Muito enriquecedor para o Blog ver gnt de todos os cantos deixando algum comentário.

      Legal tbm a comparação com Foucault. Vou procurar saber mais sobre ele.

      Um abraço,
      MVG

  5. Sammy disse:

    Eu pisco e quando entro no blog já tem um monte de posts novos! Quanta inpiração! hehe. Acho que vou deixar meu comentário aqui mesmo.

    Em primeiro lugar, parabéns pela coragem de ter saído do quimono!! rs. Quem leu o blog obsessivamente, como eu, deve ter levantado alguma suspeita quando uma vez você falou sobre um cara japófago que chegou em você. Juro que ali eu tinha cogitado algo nesse sentido, mas acabei deixando de lado. E por puro preconceito, ainda pensei: “Não, ele não pode ser japonês. Não com o tanto de coisa que ele já fez. Não com o jeito comunicativo de ser. etc. etc. etc.”

    Por muito tempo me questionei “Por que nasci numa família japa?”. Odiava as piadinhas e a segregação na escola. Na verdade, eu achava que ser de uma família japonesa era a pior coisa que podia ter me acontecido. Japoneses são tão conservadores e preconceituosos… (não todos, claro…). Mas agora percebi que aceitar e assumir a homossexualidade é um processo. Aceitar e assumir a ascendência nipônica também é. Não é fácil (pra alguns talvez seja… falo por mim). Mas é interessante notar que nesse um ano e meio em que venho passando por um processo enorme de desenvolvimento pessoal, ao MESMO TEMPO em que passei a me aceitar como gay, passei a me aceitar melhor como o japonês que sou. Como falei, é um processo, então há recaídas no meio do caminho. De qualquer forma, estou aprendendo a me aceitar como sou: japonês E gay.

    Concordo totalmente com a parte de que “Muitos de nós pelo fato de serem orientais vivem um tipo de autocensura. As vezes a nossa aparência nos parece como uma deficiência física.” É esse tipo de obstáculo que tenho conseguido superar aos poucos.

    Por mais que as pessoas até tentem imaginar, só quem nasce nesse contexto sabe como é. Acho bem legal o seu blog ter se aberto a esse novo tema para reflexão e espero que ajude a muitos leitores, mesmo que anônimos, assim como me ajudou.

    Bjo

    1. minhavidagay disse:

      Isso ai, Sammy!

      Muito obrigado pela clareza e desenvoltura no seu depoimento, sendo também um japa!

      Que sirva de referência para aqueles que são ou não.

      Bjo,
      MVG

  6. Rafael disse:

    Nunca pensei em escrever algo , todavia sempre haverá uma primeira vez.

    De fato seu post causa um choque de realidades, confesso q não sou leitor a muito tempo, mas pelo menos os comentários q vc faz lhe atribui outros aspectos … Todos menos orientais ( exceto talvez pela aversão extrema de seu pai com o “ser gay”)

    Sendo assim apenas quero lhe parabenizar, e, por favor publique mais informações quanto a essa questão – japagay – kkkk acho muito interessante e muito útil tbm

    Grande abraço

    1. minhavidagay disse:

      Oi “Japagay” :)
      Tudo bem?

      Pode deixar que postarei mais novidades em breve.
      Obrigado pela apreciação do Blog.

      Vamos falando.

      Um abraço,
      MVG

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