Minha Vida Gay – Sob o efeito do tempo

Não poderia deixar de lançar um post em novembro já que desde Maio de 2011 publico algo todos os meses. É como se fosse uma obrigação, que por um lado serve para organizar a minha cabeça e por outro funciona para trazer um pouco mais de lucidez (ou apenas referências) para os usuários que passam por aqui.

Acontece que tenho passado por um momento bastante instrospectivo, intercalado com mudanças de rotinas. Meu namoro que durou quase 4 anos (3 anos e 9 meses) acabou e, assumir isso no MVG é bastante difícil, mas também importante a mim nessa fase de “luto”.

Ao contrário de centenas de casos, não terminamos por traição, perda de confiança ou desrespeito. Pra falar a verdade, não houve um único motivo que fez a gente terminar, mas um punhado deles. Foi um término em comum acordo, daqueles raros, sem raiva, rancor ou brigas. Sem ressentimentos antes, durante ou depois. Ficou mutualmente aquela sensação que agora – present day – os objetivos e as vontades não mais estavam convergindo.

A relação estava extremamente individualizada e embora a rotina quando se está envolvido é muito boa, quando não se está mais vira uma verdadeira rotina. Deixamos de regar a plantinha; esquecemos dela não porque quisemos propriamente. Aconteceu e o tempo esfriou.

Viramos amigos, muito companheiros.

Da minha parte, não tem como falar que foi um tempo perdido. Foram quase 4 anos! Tempo razoável para nos reconhecermos, desenvolvermos muitas coisas juntos. Foi uma relação de crescimento mútuo. Aprendi muitas coisas nessa relação, com ele. Descobri coisas novas em mim, inseguranças para virar seguranças e virtudes para se orgulhar.

Não seria uma das facetas do amor quando juntos nos tornamos pessoas melhores? A mim sim e não há Cristo ou Chico Buarque que me tire essa convicção.

Para ele fui seu primeiro namorado e – nos tempos de hoje – sabemos muito bem que raramente os primeiros namorados serão os últimos. Mas isso, pensando hoje, enquanto a relação tinha liga, era só um detalhe (ou não).

Nesse contexto, tenho passado por altos e baixos. Términos nunca são prazerosos (a não ser que a gente queira se confundir mais). Mas diferente de antes, quando os baixos, o medo da solidão e a baixo autoestima me atiravam para as baladas mais fervidas, ou para o primeiro que me aparecesse para sustentar meu ego machucado, estou me reservando. Bebedeira seria comum agora, pegadas na balada ou transas furtivas. Passaram-se 3 semanas e logo completará um mês e a mensagem que me vem todos os dias é: “preserve-se. Não se exponha. Não se engane querendo substituir a dor do término por uma foda”.

Quantas vezes não me joguei para não ter que lidar com a dor? Dezenas ou centenas. E depois precisava fazer mais e mais como numa compulsão e – se a gente não fica ligado – se perde com a ferida aberta. Quantas não são as pessoas que levam anos para superar o passado e passam a viver essa vida gay compulsiva? Aquela coisa sempre justificada no tal “instinto masculino”?

Para mim seria uma perda de tempo muito grande entrar nessa rotina de novo.

Eu decidi dessa vez fazer tudo diferente porque o jeito do passado se exauriu. Estou mais quieto do que agitado. Mais para dentro do que para fora. Resgatando alguns velhos hábitos e revendo meus próprios modelos. Momento importante para a minha vida – particular – quando me deparo com a pessoa que estou me transformando.

Claro que estou dando meus pulos porque não estou morto! (rs). Fica aquela necessidade de saber, mesmo que de maneira distante ou impessoal, se ainda um cara de quase 37 anos, que está “fora do mercado” há quase 4 anos tem alguma chance de atrair a atenção alheia. Não tem jeito: com qualquer indivíduo no mundo bate essa questão nessas horas, daquela vontade de não querer mais ninguém no mundo ou de achar que ninguém no mundo vai querer você. De certa forma, é isso que justifica as pessoas se atirarem tanto depois que terminam. É como uma provação. E na grande maioria das vezes a gente acaba extrapolando e gerando um desrepeito a si mesmo. A gente, sem querer, pode deixar a ferida mais exposta. Aprendi um pouco mais dessa coisa de respeitar meu tempo.

Assim, peço desculpas pelo meu sumiço durante esse mês. Obviamente que é incontestável o motivo maior que me fez estar desligado do MVG. Um dos poucos motivos que me desconectariam do Blog. Precisava processar melhor tudo isso que estou passando, sem dramas e exposições demasiadas. Sem descaracterizar a pessoa quem sou.

Seria muito difícil ter que escrever esse texto antes pois não estava preparado para declarar o fim aqui no MVG.

Se haverá recomeço prefiro deixar o tempo falar. Na vida pessoal no momento, vivo uma boa sensação à deriva. Mas graças a Deus não são as correntes da ansiedade, da raiva ou da angústia que me levam dessa vez (diferente das minhas fases infernais). As correntes são de paz e de uma satisfação inédita comigo mesmo: consigo ter o controle dos meus demônios.

Seria ótimo que todos controlassem sem repressão como é meu caso porque uma coisa é ter controle. Outra é reprimir.

Nessas horas, nada melhor do que deixar o passado se esvair lentamente, fechar os olhos para o futuro para não sofrer por antecipação e viver cada minuto do presente.

O melhor lugar do mundo é o aqui e o agora. E foi esse um dos valores que realmente aprendi nesse namoro.

27 comentários Adicione o seu

  1. Fabricio disse:

    Muito bom o texto e as reflexões. Concordo completamente contigo. Mas acho que poucos ainda chegam a este nível de auto-conhecimento. Isto porque, infelizmente, tudo o que faz mais sucesso hoje em dia é balada, bebedeira e pegação. Eu mesmo sou vítima disto; não me excluo não. Eu já parei pelo menos uns cinco blogs por finais de namoro ou fases da minha vida. E hoje, se eu tivesse um blog ativo, seria o dia de parar de novo; pelo menos motivo, praticamente. Mas vou fazer outra coisa e retomar um passado: vou comprar um caderno bonito, algumas canetas, e voltar a fazer meus diários de papel.
    É uma ótima ideia para quem quer repensar algumas coisas na vida.
    Parabéns pelo blog.
    Um beijo.

    1. minhavidagay disse:

      Valeu Fabricio!

      Não deixe de escrever. A mim o MVG ajuda muito a me reconhecer nas diversas etapas da minha vida (gay ou não). E acho o modelo bacana, aberto para as pessoas que passam por aqui porque a gente (gays) não tem muita informação ou referência.

      Valeu.

      Bjo,
      MVG

      1. Fabricio disse:

        Querido,
        “Muita referência”? A gente não tem nenhuma referência. Praticamente. Às vezes a imagem que me vem é que somos um monte de gente de debatendo para tentar ser feliz e sem a menor ideia do que está fazendo. Parece-me que, por vezes, a única saída é procurar alguém que se sinta como a gente. Um outro gay com a mesma preocupação. Para se abraçar. Porque quando está muito frio um cão dorme abraçado com o outro para se esquentar. E, no momento, eu só espero não congelar nesta noite. Pelo menos por esta.
        Um beijo.

      2. minhavidagay disse:

        Oi Fabricio,
        sei bem o que você se refere. Passei algumas vezes por esse sentimento. É uma sensação de solidão que inquieta, que desespera.
        Mas acho que o tempo – o amigo tempo – mais uma vez nos ensina a lidar com isso.

        Temos pouquíssimas referências, concordo. E o que é normativo no meio gay (baladas, bebedeiras, fast-foda) não tem lá muita consistência.

        Mas acho possível superar tudo isso. Difícil, duro, mas possível.

        Bjo.

  2. MVG não consigo acreditar que acabou o seu namoro de 4 anos…

    Eu nem tenho o que falar. E se for falar só vou piorar a situação, então é melhor ficar quieto mesmo.
    Apesar disso, o melhor que a gente pode fazer mesmo é aprender com cada coisa que acontece em nossas vidas, pois só assim dá pra dizer que valeu a pena (mesmo que possa ter sido ruim ou bom). Olhar e pensar positivo, acredito que é isso que muitos deveriam fazer.

    No mais, cabeça levantada e bola frente. Essa foi uma experiência inesquecível. Felicidades para o ex e que o mesmo procure ser feliz.
    O mesmo para você.

    Abraços do CR!!

    1. minhavidagay disse:

      Valeu, CR! ;)

  3. Ali disse:

    Oi MVG,tudo bem?
    Pois é,recomeçar e ainda ter a vontade de olhar para trás é sempre algo bastantes difícil.
    Te admiro por ter alcançado essa maturidade que você descreveu no texto.Acredite,viver o presente com base em tudo aquilo que se aprendeu no passado é muito mais difícil do que ficar se prendendo a expectativas futuras.
    Não estou dizendo que sonhar e planejar não sejam importantes também,mas entre Expectativa x Realidade,no que você prefere acreditar?

    Que você tenha ainda mais lucidez do que já demonstrou ter a partir de agora,”se oriente rapaz”! rsrs

    A respeito de não ter “referências”,eu posso dizer que vejo isso na sociedade de modo GERAL.
    O fato de o “meio gay” ser uma micro-realidade,uma “comunidade” dentro dessa sociedade,faz com que esses sintomas e impressões sejam expostos de maneira mais direta e evidente.
    Apenas isso, gays fazem aquilo que heterossexuais também fazem,exceto as preferências sexuais,só que de maneira menos velada e censurada.

    Abraços MVG!

    1. minhavidagay disse:

      Valeu pelas palavras, Ali!

      E realmente, gays e heterossexuais tem muito mais em comum do que diferenças.

      Abraços!

  4. Marcos disse:

    Tive um término de namoro muito parecido com o seu, me identifiquei com sua história. Obrigado por partilhar conosco, tenho certeza que ajudará muita gente.

    Abraços

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado, Marcos!

      Abraços,
      MVG

  5. lebeadle disse:

    Estava mesmo dando pela sua falta e especulava o que poderia estar acontecendo. Bem, já está explicado. Cara, esse é um momento de reflexão e contato com o sagrado muito bem expresso nas suas palavras sobre a construção do amor nas nossas vidas e o fato de ter restado a amizade, sinais de maturidade, paz. Outra coisa interessante é que essa paz vem de um controle sem repressão. O seu caminho é bom e depois do período de luto (e luta também) aparecerá alguém tão bom quanto na sua vida. E vai aparecer, torço pra isso.

    PS: Se der escreva, sinto muita falta dos textos. É como se um amigo de quem a gente gosta muito desaparecesse do nada.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Beadle!

      Obrigado pelas palavras gentis. Retornarei ao blog com a mesma energia em breve.

      Abraço,
      MVG

  6. Luis Augusto disse:

    Boa tarde, MVG. Estava sentindo a sua falta e dos seus posts. Sinto muito pelo término, apesar de nunca ter vivenciado essa experiência, reconheço que é um momento sofrido e que muitas vezes precisamos ficar sozinhos para refletir mais (principalmente um namoro longo, como é o seu caso). Desculpa por não comentar tanto quanto antes, mas tenho estudado muito ultimamente (agora estou mais relaxado porque estou de férias). Desejo que você possa superar esse momento e que seja muito feliz! Beijos!

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado Luis Augusto.

      Tranquilo por não comentar tanto. Bom saber que você está sempre por aí. :)

      Bjo,
      MVG

  7. Caio disse:

    Puxa meu caro que pena. Apesar de ter tudo acabado numa boa, dá para perceber que você queria muito que tudo continuasse como antes, se fosse a tal individualização dos membros da relação. Bem, acho que cada um é cada um. Se você acha melhor se “guardar”, então faça, afinal é o que te deixa contente no momento. Também sou da ideia de não extrapolar neste contexto, mas claro um pouco de diversão não faz mal a ninguém rs.

    Sinceramente, eu não entendo aqueles que se arrasam e dizem que não querem mais saber de um próximo amor quando aquele em que estavam vivendo acaba. Acho que se você quer algo parecido de novo, tem que buscar e não desanimar assim. E mesmo que eu nunca tenha tido uma relação assim eu consigo me ver como eu seria diante de uma situação assim. E mais vez que bom que você não é um desses exemplos rs.

    Acho que apesar de você estar “fora do mercado” por um bocado de tempo e já ter uma idade como você diz “avançada” (ao meu ver nem é tanto assim hehehe) pode ser que fique mas difícil achar um novo compromisso. Porém, como no namoro que acabou de terminar, o parceiro é um cara que gosta de outros mais velhos e assim como ele outros estão por aí. Além de que você vive em Sampa, a cidade com mais gays do país rs, e posso arriscar dizer, muitos bem interessantes em vários aspectos, então don’t worry be happy rs.

    Por fim, não se desculpe por não postar muito nos últimos dias, afinal este blog é algo que você criou para expressar suas visões de mundo e ajudar muitos por aí e não uma obrigação. Ainda que sei que você tenha uma grande responsabilidade e um carinho por este espaço. Faça o que der e o que não der deixe para depois.

    Agora eu recomendo que vá se divertir um pouco, a mente merece. Aproveita antes que o próximo rolo bata na sua porta kkkkkkkkkkk.

    1. Caio disse:

      *…..se NÃO fosse a tal individualização dos membros…

  8. minhavidagay disse:

    Oi Caio!
    Tudo bem?

    Obrigado por todas as palavras. Altos e baixos são normais e acho importante – hoje – respeitar os “baixos” sem excessos e exposições desnecessárias.

    Não estou parado, estou dando meu pulos e o que posso dizer no momento é que quando a gente fecha uma porta a gente abre outra. Estar solteiro de novo, depois de quase 4 anos de namoro, é estranho. Não há como negar.

    Mas me sinto vivo, mais em paz do que no drama, e isso é o mais importante para caminhar.

    Se a idade me aflige? Se acho que sou capaz de atrair outras pessoas ainda? Bem, em quase um mês de solteiro vi que ainda “dá para entrar no jogo”. Mas quero pegar beeem leve porque a leveza hoje é o diferente pra mim.

    Abraços,
    MVG

    1. Caio disse:

      Bom, já que estamos falando sobre se liberar um pouquinho e se divertir. Tenho que te contar. Estava eu esses dias navegando num site de relacionamentos para nós entendidos rs e eis que me deparo com um mestiço (oriental), que tenho que admitir é muito lindo e sensual. E adivinhe qual foi o primeiro pensamento que passou pela minha cabeça: será que ele não é o MVG? kkkkkkkkkk. Ainda não sabia que você tinha terminado e o perfil era dos Jardins aí em São Paulo (mais uma coincidência rs), só não sei como o encontrei aqui na lista dos da cidade onde moro :o. Que pena ele estar longe, senão quem sabe né…

      Que coisa, não?!
      bjo.

      1. minhavidagay disse:

        Rs rs rs…
        Não sou mestiço! Então a dica é que não sou eu…rs.
        Mas agradeço pela comparação, Caio.
        E pela apreciação tbm…rs

        Bjo,
        MVG

  9. Gustavo disse:

    Cara,
    acabei de descobrir seu blog e estou impressionado! Que leitura mais agradável! Vc escreve muito bem, desenvolve super bem suas ideias!
    Muito bom mesmo! Já está nos meus favoritos aqui!
    Tb passei por uma fase meio “metralhadora giratória” nos últimos meses.. não pelo fim de um relacionamento, mas por uma redescoberta: sou casado (com mulher), mas revivi, depois de décadas, o prazer de “brincar” com outros homens. Enfim, uma longa história…
    E, como muitos outros neste mundo, comecei a escrever um “blog-terapia”.
    Por enquanto ele é só pra minha leitura, mas tem me feito muito bem!
    Se quiser / tiver algum interesse, entra em contato aí!
    É sempre bom conhecer pessoas inteligentes e com a cabeça boa!
    Grande abraço,
    gustavo

    1. minhavidagay disse:

      Fala Gustavo,
      tudo bem?

      Blog-terapia é excelente…rs. Gostei do termo.
      Valeu pelos elogios e estamos aí para trocar ideias.

      Um abraço,
      MVG

      1. Gustavo disse:

        Cara,
        escrevi pra vc ontem sobre o blog, e depois fiquei pensando no assunto, e na minha “crise pessoal”. E aí hj soube de um amigo, tb na casa dos 35-40 anos, que tb está em crise consigo, pensando em terminar casamento pra viver a vida louca, e tal (e esse, até onde sei, é hetero… nem tem a “complicação” de ser homo ou bi!! hehe)!
        Parece que tá todo mundo nesse faixa etária buscando esse equilíbrio aí que vc achou!! hehe
        Bom, valeu por responder o comentário de ontem, mas se puder passar um email pra contato, eu preferiria… pra não ficar “conversando por comentário”! (isso se vc tiver algum interesse em conversar com um estranho, claro! hehe),
        abs,
        gustavo

      2. minhavidagay disse:

        Fala Gustavo!

        Vejo um grande número de “jovens” entre 30 e 40 anos passando por crises existenciais. Cada um atirando por um lado.

        Bem, para trocar mais ideia, mande e-mail para o queroumtoque@gmail.com como consta no link: http://minhavidagay.wordpress.com/contato/

        Um abraço,
        MVG

    2. Pedro disse:

      Simplesmente perfeito o texto! De fato, quando chegamos à casa dos 30 anos, compreendemos que é salutar que vivamos os altos e baixos que as mudanças decorrentes do término de uma relação nos impõe. Estou passando por isso neste momento, tentando controlar meus demônios (especialmente o medo da solidão). Tenho coincidência de que essa sensação ruim de fragilidade e de frustração diminuirá com o passar dos dias, e muito em breve a bonança surgirá, decorrente do fim da tempestade. Obrigado, MGV, por está me fazendo “companhia”!

      Quanto a vc, Gustavo, imagino o qual “estranho”, pra não dizer difícil, seja para administrar uma situação dessas. Adoraria trocar ideia com vc, de maneira muito despretensiosa, caso vc tenha interesse também. Desde já, grande abraço!

      1. Gustavo disse:

        Fala aê Pedro,
        sem problemas quanto a uma troca de ideias!
        Vou pedir ao MVG que me repasse seu email, ok?
        abs

      2. minhavidagay disse:

        Ok!

        Gustavo, já passei o e-mail do Pedro a você. Boas conversas para ambos! ;)

        Abs

  10. Paulo disse:

    Hoje infelizmente terminei um relacionamento de 3 anos. Estou “acabado” mto triste e só penso em chorar…Fico imaginando o que poderia fazer para ter evitado esta situação. Sei que a culpa de um término de relacionamento é de ambos, mas mesmo assim me culpo o tempo todo. Estou sinceramente perdido. Não sei o que fazer! Fico com mto medo da solidão, de não ter ninguem para abraçar à noite, ou de ficar de bobeira em casa vendo um filme. Esta sendo muito traumático. Terminamos de uma maneira ruim, com discussões, ofensas, tapas, no calor da emoção falamos coisas que não necessariamente pensamos e acabam nos magoando de tal forma que é muito doloroso
    Morávamos juntos, e chegar em casa e não encontrar aquela pessoa amada é horrível…
    Às vezes penso em ligar, mas o medo da rejeição é maior, fico com medo dele mudar o número e nunca mais nos vermos ou falarmos. Minha auto-estima está zero.

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