Relato gay – Devaneios sobre o eu mesmo. Que venha 2014.

Eis um post com uma maior profudidade psicológica. Serve para os leitores que acreditam que terapia / psicologia trazem resultados efetivos e benéficos para aqueles que recorrem. Eu diria que terapia ajuda a acelerar alguns processos, dúvidas, traumas e inseguranças que demoraríamos anos para resolver. Alguns preferem até não resolver e, por isso, para esses de nada adianta fazer terapia (ou ler esse post). Tem que acreditar.

Quem frequenta terapia não deixa de praticar constantemente uma busca pela consciência maior de si e da sociedade que nos cerca. Terapia é um exercício de compreendimento. Compreendimento de si, de enfrentamento dos próprios medos, modelos e manias.

Feita a breve introdução, o relato de hoje revela um pouco do meu momento de vida perante relacionamentos afetivos.

São 13 anos que venho me assumindo homossexual e uma das minhas grandes revelações é que passamos por ciclos constantemente, ou pelo menos temos a nítida sensação desses ciclos, o que faz parecerem reais.

Um grande ciclo (diferente de pequenos ciclos) fechou na minha vida recentemente e as minhas principais referências de modelos de relacionamento deixaram de ter força ou fazer um sentido.

Estou vivendo o início de mudanças e, se coloco como grandes, é porque estou bastante consciente do que estou vivendo.

Meu pai sempre teve uma representação muito, muito forte na minha vida. Não é à toa que sentimentos intensos de minha parte e por parte dele canalizavam-se em brigas frequentes, crises bombásticas, rejeições, traumas e medos de ambas as partes. Quando uma pessoa não tem importância, não há afeto, e isso nos parece óbvio, mas também não há desentendimentos (e isso é menos óbvio pois costumamos associar o sentimento de desgostar/amargura com ausência de sentimento).

Durante 33 ou 34 anos da minha vida idealizava meu pai de um jeito, “super pai” e não aceitava suas fraquezas. A impressão de seus defeitos era tão intensa que durante esse período ficava bastante difícil enxergar virtudes ou qualidades.

Nos últimos dois anos houve uma virada dramática. Não precisei vivenciar experiências de leito de morte ou post mortem (como vemos em filmes ou novelas) para partilharmos em comunhão – entre pai e filho – as mudanças radicais, a reconciliação, que tornariam nossa relação harmoniosa, recíproca, respeitosa ou pacífica. Nos últimos dois anos tomei a consciência de maneira mais clara e amadurecida de que não fazia mais sentido idealizar o “super pai”. Passei a enxergá-lo como sempre foi: humano, com virtudes e defeitos que outrora a mim eram inaceitáveis. E de repente, quando entrei nessa frequência mágica de aceitação, aquele homem que era “meu carma”, o “motivo das minhas mazelas e desavensas familiares” passou a ser o ideal: humano, acima do que está convencionado ou idealizado como “pai”.

Assim, faz apenas dois anos que encontro meu pai nele mesmo.

Não sabia e ainda não sei completamente sobre toda repercussão que essa mudança me impacta. Mas digo que é forte, poderosa e extremamente significativa no que diz respeito a me relacionar com as pessoas de maneira geral. Sinto os efeitos no campo do trabalho, das amizades, perante a própria família, mas vou focar o texto de hoje em relacionamentos afetivos e traduzir um pouco do que impacta essa estabilidade emocional com meu pai.

Enquanto não resolvia essas questões com ele, do pai idealizado VS. pai real, buscava nos pais de meus namorados a figura ideal, sem ter consciência. Curioso que de todos os namoros representativos, sempre criei mais simpatia com os pais (e vice-versa) sabendo ou não da realidade gay de seus filhos.

Ao mesmo tempo, de todos os ex-namorados representativos, a maioria assumia a homossexualidade para parte da família ou para a família toda enquanto namorávamos. Eu era o “porto seguro psicológico” para que a assunção se realizasse enquanto existisse o namoro.

E ao mesmo tempo, projetava o meu papel na relação como o namorado provedor, atento as necessidades do meu namorado, “porto seguro” numa iniciativa para ser um “homem” diferente (do meu pai) perante meus namorados.

E ainda, para a maioria dos meus ex-namorados, “coincidentemente”, o pai sempre foi uma figura “apagada”, ausente ou “odiada”, repetindo o próprio modelo (ou semelhante) de relação com meu pai.

Esse modus operandi particular tem diluído com o tempo e foi muito mais ameno em meu último namoro. De qualquer forma, não deixou de seguir um padrão já que a conquista de paz com meu pai existiu durante esse relacionamento.

O encontro com meu pai não foi somente com ele mesmo. Mas foi de reconhecer, aceitar e assumir parte dele em mim.

As intensas dificuldades que tinha para reconhecê-lo como era, humano, me impulsionava fortemente para relações desse modelo: uma busca de um idealizado nos pais de meus namorados, uma simpatia maior por eles (figura masculina), eu como “porto seguro”, provedor, representação de segurança (material e/ou emocional) de meus namorados e apoio muito certo/incentivador para que assumissem a homossexualidade para pelo menos parte da família (isso é normativo no meio gay e acontece com muitos quando estão namorando).

Agora que meu pai está em seu lugar e o enxergo como é, o que muda?

A princípio mudam algumas coisas que estão ficando, aos poucos, visíveis a mim: não há mais a necessidade de ser “acolhido” e querido pelos pais de meus namorados, de ser de alguma maneira o companheiro pródigo do filho (amigo ou namorado) perante a família. Aliás, talvez nem precise de um contato tão intenso e frequente com famílias. Não existe mais a forte necessidade de aceitação e reciprocidade.

Não preciso assumir o papel do “namorado-segurança”. Posso hoje ser preguiçoso, não fazer coisas que não esteja a fim, esperar um carinho sem ter que oferecer e deixar de corresponder a todo momento a expectativa do outro: viver condicionado as vontades alheias como outrora faria. Me parece que quem precisa se humanizar um pouco mais hoje sou eu.

Não sinto mais a necessidade de agradar nem pai ou mãe (como amigo enrustido ou namorado assumido) naquela prática normativa familiar de atender as expectativas da família por um comportamento “assim” ou “assado”, de ser aceito e gerar felicidade com isso. Tenho uma natureza educada e consciência de que sou apresentável, sociável e acho que isso já basta. Não preciso me esforçar pelo outro a esse ponto.

Cansei de ser o apoio inicial para que pessoas assumam a homossexualidade perante a família. Esse desafio ou “fardo” é de responsabilidade exclusiva de quem se é filho e de quem se é pai. Dar apoio para o namorado faz parte sim. Mas não faço questão de ser objeto incentivador propriamente, como já fui em praticamente todos meus namoros.

Assim, essas são as mudanças mais evidentes, que bate de frente com o modelo normativo de meus relacionamentos.

Juro que não sei de tudo de como a hamornia adquirida da relação com meu pai irá me influenciar. Sinto que estou aberto, disposto às possibilidades sem determinar normas ou expectativas. Já pensei em algumas delas tais como tentar construir um relacionamento afetivo a três (não apenas um menage a trois, mas namoro mesmo), viver longos anos de solteirice, me tornar assexuado, me tornar afeminado, buscar relacionamento com mais velhos, experimentar envolvimento afetivo e sexual com uma mulher (coisa que nunca fiz), me tornar travesti, etc.

As possibilidades acabam não entrando em julgamento (embora seja de nossa natureza questionar), mas o que sinto é que serei melhor e mais feliz e deixando acontecer naturalmente, sem pressa. No momento enxergo um vazio – também natural com um final de relacionamento recente – mas com toda essa nova consciência.

Fazendo uma analogia bem idiota, mas didática, me sinto um copo de suco de caju, quando durante quase 33 ou 34 anos a polpa decantou no fundo e ficou lá daquele mesmo jeito. Nos últimos dois anos misturei tudo de novo, com bastante autonomia e estou esperando decantar bem devagar para ver como que fica.

Que venha 2014 vivendo o aqui e o agora.

11 comentários Adicione o seu

  1. Eduardo disse:

    Cara, muito obrigado pelo seu blog! Sobretudo sobre seus toques sobre normalidade heterossexual. Em pensar que eu, prestes a fazer 41 anos, ainda teria de derrubar minhas muralhas internas! Descobri o quanto tenho, dentro de mim, um pai severo lutando por uma pseudo normalidade! Na verdade estou prestes a começar um relacionamento com um cara afeminado, mas não conseguia dar o passo, seu jeito me agredia! Mas o que me agredia? Era o espelho que ele traz de mim! Preciso olhar para o espelho e achar bonito o que vejo: ninguém fará isso por mim! Fácil? Nada que valha bem a pena é fácil, não é mesmo?
    Muito agradecido!
    Beijo,
    Eduardo.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Eduardo!
      Agradeço seus comentários. Benvindo ao Blog.

      Sobre suas colocações, sim, seria ideal que todos superássemos nossos bloqueios. Seríamos mais felizes. Viveríamos uma vida com mais segurança e menos limitações.

      Um abraço,
      MVG

  2. lebeadle disse:

    Muito interessante as reflexões terapêuticas. Esse teu pai deve ser uma figura. Lembrei de uma fala de meu analista acerca da sensação de solidão relacionada ao complexo de Édipo no caso de um gay, a solidão estaria na eterna dualidade que se estabelece pois o inconsciente do sujeito homoafetivo homem desejaria o pai que não o deseja enquanto que seria indiferente à mãe que o deseja, disso resultando a eterna sensação de solidão do sujeito gay masculino. Que destino (do inconsciente,claro!) amar quem não me ama e não amar quem me ama, parece aqueles boleros antigos…no mais, Feliz Ano Novo!!!

    1. minhavidagay disse:

      Curioso, LeBeadle…
      …no meu caso, ao contrário desse padrão, meu pai sempre foi um cara excessivamente presente, de “desejar muito seus filhos”, excessivamente preocupado e atento as nossas demandas fundamentais. Meu pai, embora tenha tido “surtos” de rejeição (mais como melindres pois eu não antedia suas vontades ideológicas) gostaria que estivéssemos em baixo de suas asas para todo sempre. Isso era seu ideal que, arduamente, precisou se desapegar / quebrar durante os anos pois um filho mora fisicamente longe e o outro, eu, estou perto mas tenho as minhas próprias ideologias.

      O ponto central de meu conflito com ele foi sempre esse: ele querendo impor uma autoridade, “comandando” minhas vontades por uma preocupação excessiva e, eu, de maneira também bastante firme, impunha a minha contrariedade, querendo “voar” do meu jeito. Ele “forçava” suas referências no âmbito de estudos, trabalho, conduta perante pessoas, ideologias, pensamentos, forma de encarar o mundo e etc. Brigávamos por isso: ideologias de vida. Durante muitos anos, quando ele me dizia “não”, eu automaticamente corria atrás do “sim”, na rua, lá fora, convivendo com namorados, familiares, amigos, baladas, drogas, sexo, etc.

      Meu pai não foi omisso ou ausente. Muito pelo contrário, ele impunha sua presença por meio de autoridade. E isso nunca funcionou muito comigo (rs).

      Agora, que o amo, posso exercer essa energia e os caminhos para um bom relacionamento afetivo estão abertos, assim como faço para a minha mãe, como fica a minha homossexualidade? Mexe muito, viu?

      E não tenho muito controle. Os modelos que me alimentavam estão perdendo a força. Acho que realmente é bastante radical eu me “transformar” totalmente, no sentido de virar um travesti como cito no post (rs), embora saiba que não teria barreiras se essa fosse a minha vontade. Tenho construído acima de tudo uma vida autônoma (por isso briguei tanto com meu pai, pela minha autonomia).

      Mas a sensação de não saber como fazer, e ao mesmo tempo não querer fazer como sempre fiz, dá margem para essas aberturas, ou melhor, não penso em por limites.

      A questão é que vivo um momento que não me motivo mais com meu padrão estabelecido até o momento, mas também não sei o que me motiva. É um cenário novo, que de certa maneira me enche de expectativas. Por isso vou experimentando, tenho vivido num ritmo muito mais tranquilo (porque o caos, o medo da solidão e fervo faziam parte também do padrão anterior).

      Nunca fiz uma viagem solitária, para bem longe. Essa ideia tem batido na minha cabeça algumas vezes. Isso pode ser já um dos sinais desse “novo mundo”.

      Nunca fiquei tanto tempo sozinho depois que me assumi. Sozinho, no sentido de não precisar colecionar amigos na rua, ficantes lá e cá para não me sentir sozinho. Sozinho, sozinho. Sinto um pouco dessa vontade e isso pode ser já um dos sinais desse “novo mundo”.

      Eu sinto uma necessidade e uma inquietação de “caminhos” diferentes, horizontes diferentes, pessoas diferentes, diferentes de mim, mas sem apego.

      Mas é tudo suposição ainda…

      Acho que toda essa segurança vem no momento que encontro um sentido pleno de paz com as pessoas que são mais importantes em nossas vidas: pai e mãe. Eles estão lá, são reais hoje e, no final, são do jeito que sempre idealizei. E meu pai sempre foi extremamente importante pra mim, mas negava tudo isso.

      Negava a importância que ele mesmo se dava de maneira autoritária e, hoje, posso dar a importância que eu sinto autenticamente sem a imposição dele mesmo. E um relacionamento autêntico agora.

      Tudo isso mexe muito com a gente… tudo isso transforma. É a vida toda “preso” a um modelo que está perdendo o sentido.

      Um abraço, bom ano e que seja bom por vivenciar o novo! E sinto mesmo que nossas buscas são solitárias.

      MVG

      1. lebeadle disse:

        É MVG realmente é muito bom te ouvir falar tudo isso. Vejo que está num momento de transição do modelo antigo e já muito usado para um que você desconhece…Outra coisa que noto é que a presença da tua mãe, a mamãe como você chama, é escassa.
        Quanto a mim, que sou muito influenciado pela figura materna, (acho que quando eu me assumir os conflitos vão acabar sendo desse tipo, com ela, que você já resolveu e vem resolvendo com seu pai) fico vendo essas palavras e pensando que onde você põe pai eu ponho mãe e vice-versa. Meu pai fica nesse lugar que está a sua mãe, um lugar de mais tranquilidade ( de menos afeto?). Obrigado e penso que o blog ameniza a solidão de todos, pois há uma comunhão de semelhanças.

      2. minhavidagay disse:

        Oi LeBeadle!

        A afeição pela minha mãe existe, claro. Mas nos sentimos de uma maneira mutuamente “fraterna”. Não posso dizer que é irmã pois existe uma leve hierarquia. Meu pai sempre forçou um altar. Ela sempre preferiu estar lado-a-lado.

        A falta de intesidade não representa a mim menos afeto. Aliás, essa serenidade de mão dupla, de uma confiança incondicional foi até algo q tive semelhante em meu último namoro.

        Minha mãe, muito menos tradicional e muito menos presa a doutrinas morais sabe praticamente de todas minhas desventuras. Praticamente todas mesmo. Temos essa cumplicidade, da mesma forma que ela vez ou outra relata suas questões particulares em relação a sua vida. Já meu pai, ainda, não entra em questões de intimidade, muito provavelmente porque viva um conflito entre a “hierarquia imposta mentalmente” com sua humanidade. Em outras palavras, a “doutrina” que é “pai” sempre foi muito forte e rígida em sua cabeça, o colocando em sua própria “caixinha” ou “prisão” e o tornando um pouco apático ou sem jeito para as questões mais humanas, de essência também falível.

        Minha mãe, o contrário: vivemos juntos nossas falibilidades, o que humaniza muito a nossa relação. Essa serenidade, a mim, soa como evolução espiritual.

        Um abraço,
        MVG

  3. Jimmy disse:

    Olá, gostei bastante do blog, inclusive, vcs me deram coragem naquele post de gostar do amigo heterossexual. Bem, quero começar 2014 fazendo novas coisas. Sou cantor e compositor, mas isso não deve ajudar tanto. Já tentei ter um blog,musical, mas, eu não sou tão popular… Enfim , feliz 2014 e aguardo respostas.

    1. minhavidagay disse:

      Boa sorte, Jimmy!
      Um 2014 com muita luz a vc.

      1. Roberto Souza disse:

        Antes de tudo, um feliz ano novo a todos os leitores do blog, parabéns pela postagem mais atual, assim como as demais, traz conteudos bastante necessarios para a vida de um gay, assim como nós.

        falando em relacionamento e convivencias com pai e mãe, quero tbm deixar registrado as minhas experiencias, de antes de me assumir e de hoje em dia.

        Com o meu pai foi uma barra, eu não esparava que fosse diferente pois ele semprefoi um homem machista, se posso chamar assim… as poucas vezes que falamos sobre o assunto, ele mdemostraca a não aceitação, ai aprendi a ignorar o assunto na frente dele, nunca mais falamos sobre homossexualidade, mais do geito dele , entendeu e respeitou, assim como eu ele passou a ignorar o assunto, muitas vezes ele me defendeu, quando as pessoas falavam as famosas piadinhas, que eu nunca liguei. 5 anos atraz meu pai faleceu vitima de um atropelamento, sofri demais com a partida dele, as vezes acho que eu deveria ter inssistido mais no assunto e ter conquistado uma amizade mais firme com meu pai, mais agora não dar mais pra reviver nada. ele partiu mais do geito dele entendeu a minha orientação sexual.

        minha mãe soberana quando soube, ficou passada, pois minha descoberta, quer dizer minha aceitação foi aos 21 anos e nessas alturas eu já era casado com uma mulher e pai de duas filhas, representava a figura hetero direitinho.

        Por ter construido uma familia ao lado da mãe das minhas filhas, eu tinha um medo ainda maior da aceitação e quando ia pensar no que as minhas filhas iam achar, pensei diversas vezes em suissidio, e uma vez quase que consigo tirar a minha vida. hoje em dia a minha mãe é a minha melhor amiga, ela sabe de quase tudo que se passa em minha vida, apesar de morar-mos tão distante, sempre falo com ela por telefone, acho que a distancia me aproximou muito de minha mãe, moro em são paulo e ela na paraiba, a minha vinda pra cá foi tabm motvada pelo medo da regeição, aqui reconstrui a minha vida, consegui conquistar a minha independencia e dia a dia luto para conquistar meus objetivos.

        Ano passado em minha ultima viagem a paraiba, venci mais uma barreira em minha vida, determinei que era hora de conversar sobre a minha sexualidade com minhas filhas que já estão com 12 e 10 anos.
        chamei elas no quarto e contei tudo, fiz um breve relato de tudo que passei em minha vida nos ultimos 10 anos…
        Elas ficaram supresas com a revelação, mais falaram que estariam sempre do meu lado e a minha filha mais velha me falou uma frase super interessante, que nunca vou esquecer: pai hoje vc confiou em nós nos contando algo tão intimo de vc, assim queremos te dizer que quando tivermos algum problema na vida, vamos desabafar contigo, pois , persebo que mesmo sendo pai e filhas, somos tbm amigos.

        Aquilo que me deixou muito emocionado e feliz, hoje quando a solidão bate, ligo para elas e desabafo, as vezes choro, mais encaro a vida dessa forma. como oportunidades que nós podemos construir.

        Felicidade é isso minha gente… Algo que depende somente de nós mesmo.

        Agradeço, mais uma vez ao blog pelos posts tão interessantes e por ter me ajudado em tantas noites, quando perdido na companhia da solidão, mergulhava nos depoimentos e acabava me tranquilizando.

        grande beijo MVG. Um feliz 2014, com muita inspiração e muito sucesso e saude.

  4. lebeadle disse:

    Bela história Roberto Souza. Exemplo de superação. Sou também da Paraíba e vejo a realidade daqui. Tudo muito fechado e heteronormativo, a gente vai torando aço todo dia pra vencer o preconceito, o de fora (social) e o pior, que é o internalizado. Vamos ver se esse 2014 melhora alguma coisa,né?

    1. Roberto Souza disse:

      sim, vamos me add no facebook, vamos trocar ideias é sempre bom encontrar conterrâneos nossos por aqui.

      https://www.facebook.com/Robetosouzatst

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