Minha Vida Gay – Reflexões sobre relacionamentos


No final de semana, por indicação do Fernando Lima, assisti no YouTube a entrevista do psicólogo Klecius Borges, especializado no atendimento a pacientes gays (homens e mulheres) e me pareceu muito interessante a maioria dos assuntos que abordou, bastante alinhado a pensamentos, conceitos e ideias que exponho aqui no MVG.

Relacionamento gay é realmente uma questão!

Um trecho da entrevista me chamou atenção, quando lança o assunto da “monogamia consensual”. A Gabi questiona sobre relacionamentos gays afetivos e Klecius responde que vive um relacionamento monogâmico consensual. Em outras palavras, existe um consenso entre ele e seu parceiro, de que preferem hoje a monogamia, mas não optam assim somente pela influência pura e simples da heteronormatividade. Dá abertura para que no futuro esse consenso da monogamia seja revisto.

Depois que eu e meu namorado terminamos, há um pouco mais de dois meses atrás, tenho me colocado a pensar sobre esses valores destinados a um casal gay. Como boa parte dos leitores sabem, vivi bons anos de relacionamentos. Os mais duradouros, o último e o meu “casamento” (quase 3 anos), bateram numa mesma questão: o fim do desejo sexual.

Direta e indiretamente trouxe esse assunto tabu para outras pessoas nesse tempo e a grande maioria (gays e heterossexuais) acredita que o sexo, ou melhor, o desejo que se tem pelo parceiro – depois de alguns anos de convívio – é natural esfriar. Até mesmo numa conversa com o japinha fofo que fiquei na 269: havia namorado 2 anos e 7 meses e fazia 3 meses que estava solteiro. A conversa se prolongou até o momento que também assumiu que o desejo do casal havia acabado e que isso não deveria acontecer.

Realmente, isso não deveria acontecer. Mas acho que acontece muito mais frequentemente do que aparenta por aí e não sei se conseguimos ter o controle disso. E também, não sei como cada um lida com isso já que sexo é assunto tão em evidência entre gays.

Consciente que o meu desejo pelo ex estava esfriando, tivemos dezenas de conversas a respeito em momentos diferentes. Em seus pensamentos, esfriar assim “tão cedo” representaria aquele modelo normativo, de quando pais ou tios já não mais têm tesão pelas respectivas esposas (e vice-versa) e até se expõe isso perante os familiares para piadas ou maledicência. Isso era algo que ele mesmo não queria e eu notava que assim, essa nossa cultura latina de supervalorizar o desempenho sexual batia forte do repertório de meu ex.

A mim, sabendo que isso poderia acontecer entre nós, como aconteceu, me conformava que seria possível discutir a questão e colocar o tópico “sexo” num patamar inferior a outros tópicos relevantes que sustentam um relacionamento afetivo, tal qual o companheirismo, a amizade, o carinho, os ganhos do convívio e assim por diante.

Por um lado, meu ex se esforçou em tentar aceitar aquela condição que vinha de mim, do baixo desejo sexual. Por outro, eu conseguia priorizar todos os demais aspectos que garantiam a qualidade de um relacionamento: afetividade, companheirismo, amizade e o carinho. Foram 4 anos de histórias juntos, crescimento, aprendizado e o saber conceder.

Mas nossas tentativas não deram certo: na cabeça do meu ex-namorado não ter o sexo como uma das predominâncias na relação era muito difícil por “n” razões de seu imaginário. Enfrentando essa dificuldade interna, passou a deixar de oferecer carinho e se sentir desinteressado. E a partir daí foi um efeito dominó que – quem vive ou viveu relações duradouras – sabe do que estou falando.

E quando o desejo entre o casal acaba, normalmente, não significa que cada um não tenha mais desejo. Eis o ponto: continuamos a desejar aqueles que nos chamam atenção e que são alheios a relação. Natural. Doença seria se fosse diferente.

Depois dessa última experiência tenho me colocado a questão seriamente, algo que tem rondado meus pensamentos com bastante frequência: assim como Klecius Borges comentou, a monogamia é fundamental – principalmente – no começo de qualquer relacionamento. Pela monogamia é possível construir a intimidade, conhecer o parceiro e desenvolver todos os laços de concessões, aberturas e envolvimento, fundamentais para formar as bases da própria relação. Está aí a monogamia consensual. Perfeito: os anos de experiências me dizem que sei fazer muito bem. Terreno seguro.

Mas e depois que o desejo acaba? O primeiro ponto é que – como gays – não temos obrigatoridade nenhuma de seguir a cartilha da heteronormatividade. Os padrões normativos são apenas mais uma opção entre outras:

1 – Terminar o relacionamento como fiz com meu ex e assumir todas as desestabilidades emocionais e reações psicossomáticas que um término provoca dentro da gente. Isso me parece bem normativo. Mas está bem longe de ser fácil;

2 – Pular a cerca hora ou outra, trazendo aquela alegação clichê e até conformista de “você acha que meu namorado não faz a mesma coisa?!” – já notei um punhado de experiências assim vindas de outros. Meu amigos ou colegas pulam a cerca, fazem uma putaria aqui e ali, juram de pé junto que o parceiro também faz, mas não abrem o relacionamento;

3 – Assumir um relacionamento aberto e consensual: depois da vivência monogâmica, que modestamente sei fazer muito bem – quando o tesão acaba – saber valorizar o afeto, o carinho, o companheirismo, a parceria e o próprio relacionamento construído a dois, mas encarar a realidade de que desejo naturalmente diminui e conceder um ao outro a possibilidade de ter experiências sexuais separados.

Eu tenho que dizer, meus amigos leitores, que a opção número 1 já vivi e revi o suficiente. Não entraria hoje numa relação normativa sabendo de todas as possibilidades e condições de “esfriamento” que viriam. Terminar por causa do desejo sexual que enfraqueceu e, de certa maneira, desprezar todos os demais aspectos subjetivos e emocionais que dão base para um relacionamento afetivo não é, absolutamente, nada fácil. Tem de ser muito guerreiro querer começar outra relação e é por isso que – a grande maioria que termina – passa longos anos solteiro após o término. Se recompor, superar as frustrações e os traumas do término e encarar outra história passa a ser tarefa de “samurai” – rs. O homem é muito menos resistente a dor do que a mulher. Fiquem certos disso.

A segunda opção me parece uma bagunça. Até mesmo infantil: “vou saciar minhas vontades porque o outro também faz” – mas nunca se coloca na mesa se realmente isso é um fato ou se a imaginação faz assim só para justificar e dar conforto para o ato do chifre. Pela minha personalidade, acho muito difícil entrar nesse esquema.

Por fim, a opção 3, eu vejo muito mais luz. Acredito fielmente na monogamia entre gays mas sinto que tenha prazo de validade. No contexto heteronormativo, quando o tesão acaba, ou os casais se separam ou os filhos – quando se têm – são aqueles que vão suprir o tempo e dar vasão a energia dos pais. Filhos passam a ser algo de devoção, do senso materno que se desperta e do senso paterno que se consente. Isso ainda não se aplica normalmente aos casais gays.

No momento que são dois homens gays que viveram a monogamia, construíram bases afetivas sólidas, mas percebeu-se o fim do desejo por uma das partes (ou de ambas), por que não pensar em um relacionamento aberto consensual? E se é dito consensual, existem acordos, cartas na mesa, combinado. Acho que esse modelo teria muito mais a ver comigo.

Talvez fosse exigir demais de meu ex-namorado essa possibilidade hoje. Fui seu primeiro relacionamento afetivo e duradouro e tive que passar por esse término para que a luz brilhasse nessas reflexões de maneira esclarecida. Outrora, enquanto namorávamos, chegamos a falar em abrir a relação, mas sentia uma responsabilidade (e até pressão) para ser o autor que iniciaria esse modelo. De certa forma havia um comodismo de ambas as partes e, sinceramente, não seria capaz de ter a iniciativa para dar vasão a essa história que a mim é também totalmente nova.

Não saberia fazer, pelo menos naquele contexto que criamos a nós.

Ficam aqui registrados meus pensamentos, para aqueles que objetivam um relacionamento homoafetivo duradouro, e que já passaram por experiências semelhantes. A mim, a heteronormatividade não funciona mais. E fica a dúvida: até quando terei que desfazer relacionamentos com alto teor de envolvimento, intimidade, afetividade, carinho, amizade e companheirismo em detrimento ao sexo que esfria?

Eu cansei disso, estou me recompondo de mais um término (sabe-se lá por quanto tempo), para saber fazer melhor daqui pra frente. Ao que tudo indica, o melhor será fora das regras tradicionais familiares e normais da sociedade.

I’m so sorry! Eu sou gay.

PS: Revendo esse texto que escrevi ontem, creio que tenha sido um pouco radical. O fato é que ainda estou vivendo o desapego, a superação e o luto pelo término do meu namoro. Essa semana anda um pouco estranha pois têm vindo sentimentos que até então achava que havia superado. Mas não tem jeito: não conseguimos “ganhar” todas, nem resolver com a velocidade que gostaríamos. Os sentimentos pós término ainda batem e preciso viver e aceitar isso.

33 comentários Adicione o seu

  1. Wicked disse:

    Não posso falar assim com propriedade sobre o assunto, porque ainda não tive essas experiências, então ficar em achismos seria besteira. Só cometerei um achismo: Penso que da minha parte o que queria dessa coisa toda de falta de desejo a amizade com a pessoa desse no que desse: aberto, fechado, semifechado,ex, atual…
    Por ser um achismo, pode ser que na vida real de isso acontecer comigo eu nem queira ver a cara do ex por rivalidades comum a um ex, mas né nunca se sabe.

  2. minhavidagay disse:

    Oi Wicked!
    Muito válido você tentar projetar o que aconteceria. Mas tenho que dizer que, quando você formar par dezenas ou centenas de experiências e sensações vão surgir dentro de você e na outra pessoa.

    Relacionamento: quado a teoria dificilmente é igual a prática – rs.

    Mas ficam aqui as reflexões sobre todas essas questões para que quando você estiver vivenciando sentimentos ou situações semelhantes, possa voltar aqui para colocar as ideias em ordem.

    Um beijo,
    MVG

  3. Felipe disse:

    MVG, post interessante! Muitos dilemas…Só uma coisa, vc vive no mundo da normatividade…rs…é muito recorrente em seu discurso a famigerada “normatividade”

    1. minhavidagay disse:

      Rs… Realmente, Felipe… Ultimamente ando questionando muito a normatividade. O que vc me aconselha? Desencanar um pouco? Rs

  4. reneesalomao disse:

    AMIGO DO MVG… SIGA MEU BLOG… ESTOU COMEÇANDO COM ELE…
    LOGO LOGO ESPERO QUE MEU BLOG FIQUE TÃO INTERESSANTE QUANTO O SEU…
    http://www.dualidadeandrogina.wordpress.com

  5. Gabriel disse:

    Oi MVG. De fato, manter o relacionamento vivo é’ muito difícil, e eu sei disso mesmo sem nunca ter feito parte de um. Acho que ainda há uma quarta opção, uma variação da opção 3: levar uma terceira pessoa para a relação, mas sem abrir mão do parceiro nessas experiências. Sim, estou falando do sexo a 3. Ou a 4. Ou a 5. Talvez, está experiência, desejada por muitos, seja capaz de reacender a chama do desejo por ser diferente do habitual, e “trai e não traí ao mesmo tempo”. Provavelmente eu só estou projetando meus desejos sobre você ao falar isso, mas fica a dica.

    Aliás, gostaria de fazer um pedido. Porque não, nos próximos posts, vc não fala sobre a depressão entre homens gays, que muitas vezes leva a fins trágicos? Digo isso devido a triste notícia da morte de um jovem gay, sobre o viaduto do centro de São Paulo. Li que a família encontrou seu diário, onde ele manifestou tendências suicidas, contrariando as suspeitas de homofobia. Sei que esse problema afeta a todos, mas nós gays pudemos ser mais vulneráveis, devido, infelizmente, a nossa própria condição. Nunca experimentei essa tristeza constante devido a minha sexualidade, mas outras razões já me levaram para esse caminho, como já exprimido em comentários e e-mails enviados por mim. Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Gabriela!

      Soube do caso que a princípio veio cheio de carga de assassinato por homofobia, e que agora se revela como suicídio.

      Não gosto muito de trazer assuntos trágicos para o MVG, mas prometo pensar a respeito e trazer alguma reflexão sobre desilusões amorosas que mexem profundamente com um indivíduo.

      Bjo,
      MVG

      1. Gabriel disse:

        MVG, meu nome não é’ GabrielA hashuashuashua

      2. minhavidagay disse:

        Ahahahah… sorry! Deixa assim para fazer sentido nessa troca, Gabriel! :P

  6. Felipe disse:

    Eu vivi poucos relacionamentos e o último, que está com a ferida aberta. foi o mais duradouro.
    Acredito que não seja necessário um relacionamento aberto para que o relacionamento seja duradouro, o sexo e o desejo pelo parceiro são muito importantes para o relacionamento porém, como colocado no texto, não é o único pilar da relação. Uma relação acabar por esse motivo percebe-se que não haviam outros pilares como intimidade, companheirismo, amor, amizade, respeito…
    O término dos meus relacionamentos não foi falta de desejo sexual, o último, que foi um casamento, terminou por outro motivo.
    Sei que muitos relacionamento acabam por motivo de traição pois muitos acham que o outro faz e por isso o faz também ou acha que deve fazer antes que o outro faça consigo… acho isso é uma falta de respeito e por esse motivo que nós, os gays, somos taxados como promíscuos pois é essa a impressão que muitos dão, infelizmente.

    Porém, acho que havendo um comum acordo entre o casal não vejo motivo para não fazê-lo, mas acho que um dos dois acabará se ferindo nisso.

    Tenho um amigo que optou pela variação da opção 3 dada pelo amigo Gabriel, ele e o namorado resolveram fazer a 3 com algumas regras entre eles. Até o momento estão conseguindo levar, ele diz que o apetite entre eles aumentou… fico contente e espero que assim continue mas isso não é pra mim, sou conservador. rs

    Parabéns pelo blog.

    1. minhavidagay disse:

      Você está coberto de razão, Felipe!
      Eu, de certa forma, me precipitei um pouco na maneira que me expressei nesse post. Mas deixarei no Blog pois não deixa de ser “modelos” de relacionamentos que existem por aí.

      No próximo acho que trarei um pouco mais de clareza.

      Obrigado,
      MVG

  7. Caio disse:

    É MVG, penso como você neste aspecto. Não acho que um relacionamento 100% monogâmico daria certo por muitos anos. Claro que depende muito das pessoas envolvidas e da nossa mentalidade no tempo em que tudo ocorre. Hoje, eu tenho muitos desejos e vontades não realizadas, o que faz com que uma estabilização num relacionamento de compromisso não seja atrativo, mas mais a frente provavelmente vai mudar, tanto pela própria idade, quanto pelas vivências que espero conseguir realizar antes de chegar lá rs.

    Acho mesmo que no começo é melhor ficarmos só os dois e criarmos um vínculo forte de carinho e cuidado, aí depois o jeito é ir vivendo numa boa esperando até o momento em que provavelmente teremos que conversar e decidir jogar as cartas na mesa fazendo tudo de comum acordo e do jeito que for mais conveniente (cada um tem o seu, não pode ser padrão). Depois disso, ver na prática como que isso funciona e esperar que dê tudo certo.

    Eu já me imagino no futuro e claro, vejo tudo dando certo, pois não aguento mais ver tudo dando errado rs. E meio que já me conformei com isso.

    Eu penso em mim e como tudo pode ser melhor para mim e quem estiver comigo. Já não levo mais em consideração a expectativa de quem está por fora, da visão da sociedade, como muitos ainda levam. Não quero saber de padrões e de seguir protocolos, quero ser feliz a maior parte do tempo. É como aquele lance de alguém que se entrega a outro de maneira muito profunda e depois que acaba fica até com raiva do parceiro, diz que o amor não existe e que não quer mais amar. Ainda não namorei ninguém, mas sempre ponho minha mente para simular tudo isso e analiso bem tudo o que se passa. E finalmente posso dizer que não sou desse tipo. Se não deu certo com um, posso terminar num dia e no seguinte já estar procurando outro, afinal estou vivo e quero viver XD.

    Bjo.

    1. minhavidagay disse:

      Tudo dando errado, Caio?
      Foi meio geralzão demais essa colocação! Rs… E dá aquela curiosidade de querer saber o que anda dando errado com um dos leitores mais participativos do MVG! ;)

      Claro, acho que você não vai abrir aqui…

      Bjo,
      MVG

      1. Caio disse:

        Pois é querido, estou passando por uma fase chata e que infelizmente está durando demais. Queria muito mudar, mas não posso fazer tudo sozinho. Não vou mesmo me abrir aqui rs, mas até pensei em enviar um e-mail discorrendo sobre minhas lamúrias, o que não sei se vou mesmo fazer (te incomodar com isso). Posso dizer que já sei o que quero, já sei o que fazer para conseguir isso, porém faltam as ferramentas que me permitirão fazer o que é preciso para chegar lá, é aqui que estou travando :(

        bjo e obrigado por se importar.

      2. minhavidagay disse:

        Fique a vontade para mandar um e-mal.

        Bjo!

  8. G&B disse:

    Antes de exteriorizar a minha reflexão sobre o assunto/tema em pauta no artigo, gostaria de iniciar este prelúdio com um testemunho ao estado civil casado.
    Infelizmente(sim, artigo de opinião pessoal), não pude presenciar casamentos regidos por fidelidade em minha família. Muitos deles abastecidos por mulheres submetidas as leis espirituais e terrenas. Os maridos, quando não satisfeitos com a relação a dois, traiam e quando as esposas descobriam sempre arrumavam um jeito de continuar com o matrimônio.
    A partir destas experiencias como testemunha ocular, criei dentro de mim uma visão de que o casamento difundido não existia e passei então a não acreditar nesse laço. Porém, e sempre tem um porém, ao me “entender” gay, pude encontrar em relações homo afetivas aquilo que faltava nos outros relacionamentos, o respeito.
    Dos 15 aos 17 anos com este pensamento, mudei de cidade para cursar uma faculdade, o orgulho da família entrou em uma federal e agora está encaminhado.
    Virgem de tudo, cheguei a minha liberdade, digo liberdade porque com certeza sinto que depois de tanto ler, aprender e vivenciar outros lares e estilos de vida hoje sei o que torna o ser humano realmente humano.
    Bom, encontrei o meu primeiro e sempre repetimos juntos, o único amor. Não sei se foi o mesmo com vocês mas, sabe quando você cresce junto com quem você ama? Todas as dificuldades e recompensas da união, do companheirismo, da amizade e respeito. Nunca imaginei que casaria aos 17 anos, sim, casaria. Há quase 1 ano, moramos juntos, trabalhamos e estudamos juntos. Ambos com o mesmo sonho de tornar-se professor, ensinar, plantar conteúdo e formar seres não humanos biologicamente mas, humanamente.
    Por incrível que pareça, nesse pouco tempo juntos, que quando casado parece uns 10 anos, nosso desejo sexual já se esfriou. Sabe por que? Rotina, horários de trabalho e projetos acadêmicos, filha(cachorra), almoço, janta, lavar passar, amigos e família(a minha não aceita). Enfim, com esta pouca vivência compartilhada juntos, já passamos por muitas barras!! Porém, o que liga e mantém o nosso relacionamento cada vez mais forte é a fé em construir o futuro juntos.
    Como crescemos em lares cristão, aprendemos muitos os valores em rezar juntos e dar apoio um ao outro. Não estou aqui para dizer que seguir algum a fé ou não seguir outra é o caminho para um relacionamento duradouro. O que mantém um casal junto, independente da condição sexual, é o comprometimento com a união.
    Será que construir um relacionamento aberto ou consensual é prezar pela verdadeira união? pela trajetória construída? pela essência do primeiro beijo e toque? pelo diálogo?
    Posso ser uma formiga perto de relacionamentos aqui descritos mas, exponho com muito cuidado aquilo que já presenciei e tirei substancia.
    Lógico que, a sinceridade está junto do respeito, se você respeita é porque é sincero com a pessoa e consigo mesmo. Heteronormatividade é muito presente na vida homossexual, querendo ou não, quando não se tem muito ao que recorrer buscamos sempre algum resquício de um relacionamento na família ou de amigos. Eu mesmo, no começo de tudo, aceitação de outros grupos e entendimento sexual, depositava toda uma hipocrisia em categorizar um ao outro mas, graças a experiencia, pude enxergar a verdade.
    Pessoal, deixo este pensamento um pouco falhado quanto a partes e ideologias(não, não sei se quero uma para viver) mas, é o que tenho para compartilhar. Quero muito, muito mesmo, permanecer com quem sinto amor verdadeiro e antes de qualquer decisão ou frustração quero aprender primeiramente com ele e depois os exemplos passados e presentes de todos vocês.
    Deixo aqui também um desejo muito grande em escrever cartas ao leitor, sendo de opinião ou apresentação de algum tema.
    Love Always, Love Everlasting,

  9. Ali disse:

    Oi MVG,tudo bem?

    Olha só,assim como o G&B logo acima falou,só que inversamente,eu também fui muito influenciado pelos “casos de família” com relação a relacionamentos.
    Minha família tem um histórico de relacionamentos MUITO duradouros e estáveis,meus avós paternos foram casados por mais de 60 ANOS,meus avós maternos foram casados por mais de 40 ANOS,minha mãe e meu pai já fizeram 35 anos de casados,com meus tios a coisa é mais ou menos por esses cálculos também,minha sister já está a 15 anos casada com meu cunhado e claro EU também já estou a uma DÉCADA junto do meu maridão,TUDO no modelo “tradicional heteronormativo” como você falou.

    Houveram brigas e desentendimentos entre esses casais? Claro que sim,até mesmo as piadinhas com relação a falta de libido entre o casal sempre rolaram rsrs Mas sobre traição,infidelidade não houveram casos que se saiba.

    Mas por alguma razão continuam juntos e satisfatoriamente felizes.
    Esses históricos podem ser um fator determinante ou NÃO nos relacionamentos das próximas gerações.
    Bom,é aí que percebemos que o buraco é mais embaixo,que existem outros fatores que elevam a felicidade e harmonia de um casal.
    Sinceramente.não saberia te dizer agora e aqui,uma lista de quais são esses fatores.O que recomendaria é exatamente NÃO criar listas ou ditames para uma relação dar certo,você deve buscar conhecimento de causa com base na experiência,e nada mais adequado pra isso do que viver a própria experiência,se estiver disposto a isso,ou buscar conversar e receber conselhos de quem já é experiente com isso,se estiver com vontade é claro.

    Mas te digo uma coisa MVG,não tente sexualizar demais uma relação,esse é um erro grave.
    Veja bem,a falta de libido entre o casal é UM dos problemas que pode se enfrentar,mas muito cuidado pra não transformar esse problema em uma GRANDE coisa ou no ÚNICO problema do casal.Falo do CASAL porque é um problema que já afetou os dois lados,quando afeta apenas um dos lados,as coisas podem ser resolvidas com uma cedida de espaço,uma amenizada no ego etc…

    Encerrando,acho válido quem decide abrir a relação ou incluir mais alguém na vida sexual ou afetiva do casal,mas só em último caso.
    Sabe por quê?
    Porque em um mundo onde tudo é “Líquido”(olha o Bauman aí gente!! rsrs),transformar relacionamentos em Bolhas,que a qualquer toque pode estourar,é deixar-se correr um grande risco.
    Então pense bem MVG,não deixe UM problema ser mais importante que os outros ou seja superior a tudo aquilo de positivo que o casal conquistou até agora.
    Em uma “Relação-Bolha”,transformar qualquer rato em elefante pode virar uma tragédia e semear muitas mágoas.

    Abraços!

    1. minhavidagay disse:

      Oi Ali!

      Valeu pelos pensamentos. Realmente fazem sentido.
      Acontece que minha relação já acabou e no momento não tem volta. Meu ex sente a necessidade de viver novas experiências (fui seu primeiro namorado de tudo, tudo praticamente) e acho muito válido e justo – na sociedade atual (embora líquida) – ele vivenciar outras experiências para ganhar repertório e experiência.

      No final do post deixo um “PS” pois realmente enfatizei demais a questão e fui radical. Já voltei atrás – rs.

      Abraço,
      MVG

      1. Ali disse:

        MVG,eu fiquei sim sabendo do término do seu relacionamento.
        Formulei esse pensamento justamente pra te ajudarem no AGORA,nessa sua nova-velha fase.

        Por isso mesmo eu disse,o que vale a pena mesmo é viver a experiência,sobre isso você sabe muito mais do que eu rsrs, ou buscar o amparo de uma pessoa já experiente,pelo que parece o seu ex encontrou esse “experiente” em você!

        Você se lembra quando tivemos uma discussão em que eu disse que era preciso pensar MUUUITO antes de arriscar e experimentar??
        Pois então,fui bem radical nisso também e agora acho que o melhor mesmo é TENTAR se jogar nesse “Piscinão” que é o nosso mundo hoje kkkkk
        Se joga e nada baby!!

        Abraços.

  10. Toni disse:

    Eu não consigo entender qual o problema do sexo esfriar. Quando vocês dizem esfriar é não ter vontade alguma (brochar)? Ou simplesmente porque há algum tempo atrás era mais ”putaria e quantidade” e hoje é só uma “gozadinha” na semana? Pensando bem, será que isso não é um reflexo de quando outros aspectos esfriam? Acaba refletindo na cama, gente. Obviamente, o namoro não será aquela eterna paixão. O apetite sexual terá seus altos e baixos, e é isso que vai tornar o sexo interessante. Eu penso que viver de sexo e torná-lo uma rotina é justamente o que desgasta. No começo tem aquela frequência, mas depois que cada já conhece ao outro na cama, penso eu, que deve haver um desacelerada. O sexo, numa relação, tem que ser consequência e não objetivo. Deve ser um evento não programado. Sabe quando uma banda faz um show surpresa na praça? Ou quando rola um flashmob? kkkkk Acho que o sexo na relação tem que ser assim. Sem hora/quantidade estabelecida e ainda assim ”podado” na sua utilização. Manter a curiosidade do outro aguçada, reprimir um pouco a vontade. Por que não? De forma suave pode até funcionar. Nossa, sexo é maravilho; mas ele não deveria ser o que sustenta uma relação. A relação é muito mais do que isso!! E se ele “esfriou”, não foi só ele que esfriou na verdade. Fosse assim, sendo o problema apenas o sexo (e não outros aspectos na relação), seria fácil acabar o namoro e ganhar um novo grande amigo. Mas quando isso não ocorre, penso eu que, não era só o sexo que incomodava. Tornar o sexo o ponto central da relação e colocar a culpa dele no fim do namoro é usar da “HOMEMnormatividade”, não? “Sou homem e o sexo é o que mais importa”. Mas, vejam bem, esse meu ponto de vista se aplica no conceito de que esfriar é não fazê-lo com tanta assiduidade, mas ainda fazer. Nos casos em que não há mais desejo algum, é possível ainda transformar o namoro em apenas amizade.

  11. Romântico Cuiabá disse:

    Acho que quando o relacionamento chega ao fim, independentemente do motivo, não existe mais a vontade de estar juntos, ou seja, a pessoa tem outras necessidades e de repente estar ali não é mais interessante. Talvez colocar a culpa no sexo seja apenas uma desculpa pra justificar a necessidade de termino.

    Acredito que seja natural esse esfriamento sexual, dando um exemplo meio chulo, mas serve de comparação agora que vou falar sobre o entusiasmo pelo que é novo. Comprei um videogame que queria a muito tempo, nos primeiros meses, por ainda ter o ar da novidade, eu passava horas jogando, e isso me satisfazia muito, não me interessava por outras atividades ou achava que era tempo perdido, acontece que com o passar do tempo eu fui “enjoando”, e as horas de jogos foram diminuindo, por fim procuro o videogame com muito menos frequência, mas isso não me fez abrir mão dele, porque vi nele outras possibilidade de uso, ou seja, não é apenas a função de rodar jogos que me proporciona utilidade, roda mídia blu ray por exemplo, além de um bom videogame ele é um excelente DVD. (risos)

    Acredito na possibilidade de ter uma relação de amor por longos anos, com sexo de qualidade e tudo mais que uma boa relação tem. Dizer que quando o casal hetero enfrenta problemas sexuais eles direcionam sua energia aos filhos e isso ajuda a manter o casamento, e os gays (não tento filhos) não tem pra onde direcionar essa energia e por isso ocorre o termino, acho muito balela. Onde foi parar aquela história de alicerce do relacionamento, os pilares que sustentam a relação? se o sexo ruiu a tão solida base do relacionamento acho que é valido repensar o que era importante na relação.

    Os casais se mantem juntos por vários motivos, acho que quando se está a muito tempo com alguém e você percebe que o sexo esfriou e isso ti incomoda ao ponto de colocar as cartas na mesa e exigir soluções é porque não existe mais nada que te liga aquela pessoa, nem a amizade, nem o companheirismo, nem as afinidades, nada sustenta, não vale a pena continuar porque isso tudo junto não supre a real necessidade da pessoa.

    Isso tudo se resume em falta de amor, ou seja, o desejo de estar com aquela pessoa com frequência acabou e a necessidade de liberdade é necessária. Não acho que abrir o relacionamento seja uma saída. Acredito que temos que entender que o esfriamento sexual ocorre de forma natural quando o ar de novidade passa, valorizar mais as coisas boas que uma relação longa trás e principalmente perceber quais os motivos lingam a pessoa a você.

  12. Junior disse:

    Olá MGV, olha gostaria de escrever aqui, mas preciso de um conselho muito intimo. E olha que me tira o sono.
    Por favor você poderia me dar a chance de ter um conselho seu sobre esse tema?
    Qual é seu email para eu escrever?

    Agradeço desde já.

    Beijos Junior!

  13. Tiago disse:

    Ola MVG, venho trazer meu relato, para talvez somar, ou ate servir de exemplo…
    Sou casado a 11 anos e meio, e até o inicio deste ano tudo parecia nos conformes, claro que com um ou outro desentendimento, mas até então ambos fiéis e felizes, porém comecei a encucar com isso de que eu estava sendo traído e como vc mesmo citou no texto, cai na besteira de usar isso como pretexto para trair também, porém como sempre tentei ser o mais transparente possivel cheguei e falei toda a verdade, inclusive de como me sentia, conversamos muito sobre tudo, resolvemos retomar nossa relação monogamica, combinamos de inovarmos na convivencia e também no sexo, mas só nós dois, hoje acredito que podemos ter um casamento saudável e ativo sexualmente. Estamos curando as feridas do convivio e retomando a vida boa como era no início da nossa relação. Temos muitos planos para um futuro próximo, inclusive de adotarmos uma criança para completar nossa felicidade.
    Este é meu relato de vida. Espero ser util a alguém. Abraços!!

  14. Mendes disse:

    Isso aconteceu cmg em um relacionamento de 5 anos e meio. Por volta dos 2º ano ele já demonstrou perder o interesse, mas eu quis fechar meus olhos a essa realidade. Foi muito duro, por que eu desejei ele demais. Sempre. E isso infelizmente está acontecendo agora, no máximo temos duas relações por semana. Eu sinceramente acho que vou desistir de relacionamentos, ficar solteiro mesmo, curtindo minha vida sozinho. Pq é muito humilhante ficar com tesão em alguém que não dá a mínima para o seu desejo. Chego a pedir para que ele coloque o dedo em mim para que eu possa gozar. Nossa, tô muito mal…

    1. minhavidagay disse:

      Mendes, já parou para se perguntar que nem todos os caras curtem transar todos os dias?

  15. Infelizmente eu já vivi isso duas vezes.
    No meu primeiro relacionamento eu trai e depois disso o desejo sexual do meu parceiro esfriou, mesmo eu amando ( e dizendo isso). Eu traí pq não estava satisfeito com muitas coisas, inclusive no sexo.
    Hj estou num relacionamento de praticamente 01 ano e meu parceiro me procura no máximo uma ou duas vezes na semana. Sinto que fui meio abandonado, além disso, descobri uma traição pesada.
    Acho que agora foi o meu desejo que esfriou. O engraçado é que ele age como se tudo estivesse normal, inclusive citando exemplos de colegas que vivem situação semelhante. Mas não sei até quando vou suportar isso. Acho que estou esperando o amor acabar…

    1. minhavidagay disse:

      Ter sexo duas vezes por semana é pouco para você? Seu ideal é transar todos os dias?

      1. Acho q o ideal é haver uma sintonia. Q seja 01 vez por semana, mas q os dois estejam bem. Mas no fundo acho q o gay q as vezes tem um condição econômica menor as vezes se sente inferior. Tava até lendo um texto agora sobre isso. Enfim, é como eu digo. To fazendo análise, tbm indo no psiquiatra e vejo q tudo isso poderia ser evitado se fosse realmente Feliz.

  16. Leandro disse:

    Provavelmente meu comentário passará batido, mas vou falar mesmo assim. Mesmo que eu seja ignorado, ao menos pude desabafar um pouco.

    Eu tento acreditar em relacionamentos gays, mas tá cada vez mais difícil. Eu já me esforcei várias vezes, mas foi inútil. Não consigo encontrar ninguém que queira algo sério em minha cidade. Tô cansado de ter que recorrer a apps e sempre sair frustrado. No Tinder, os caras dão match, mas quando eu vou puxar conversa, eles me ignoram. Badoo mesma coisa. Grindr e Scruff eu nem tento mais, pq eu sei que só vou achar caras interessados em sexo. Não vou em balada pq não gosto e mesmo se eu gostasse, lá eu tbm não vou encontrar ngm sério. Poderia ir em barzinhos, mas não me sinto confortável indo sozinho (não tenho nenhum amigo por aqui. As poucas amizades que tentei fazer tbm não deram em nada).

    Enfim, tá difícil desse jeito. Eu tô quase me conformando com a ideia de que eu vou ficar solteiro pro resto da vida. Perdi quase todas as minhas esperanças. Fechei meu coração, e tão cedo pretendo abri-lo novamente. Vou focar em mim, e somente em mim, a partir de agora. Já que ngm me dá valor, eu tbm não faço questão. Vou me valorizar, e foda-se o resto!

    1. JOAO FERNANDO REIS FERNANDES CAMACHO disse:

      Bom Leo, a boa notícia é que seu comentário não foi ignorado!!!
      Já passei por esse período de Desilusão e o que posso te dizer depois de alguns relacionamentos frustrados e de muita terapia é que vc já está adotando uma postura de quem não acredita no amor, e a partir do momento que chegar em alguém a pessoa não te levará a sério pela falta de confiançae por não perceber em vc aquele brilho nos olhos tão atrativo!
      Trabalhe para estar bem com vc mesmo e fazer as pazes com o espelho no sentido de se amar e se sentir bonito. Pesquise sobre linguagem corporal e técnicas de conquista para aumentar sua confiança e saiba q aquela frase é verdade: Cuide do jardim para que venham as borboletas! Quando vc finalmente estiver se colocando acima de tudo despertará a curiosidade das pessoas para te conhecer!
      Invista em alguma atividade física que te dê prazer, não por causa do corpo, mas pq elas liberam substancias de calma e bem estar, além de controlar o stress e à depressão! Talvez algum esporte em grupo até te ajude a conhecer mais pessoas!
      Enfim só queria fazer com q se sentisse melhor com essas técnicas q eu usei e aprovei! Abraço!!!

  17. JOAO FERNANDO REIS FERNANDES CAMACHO disse:

    Acredito que a opção de abrir o relacionamento seja muito lindo em teoria, mas a prática traria muitas consequências ruins. Primeiro a competitividade inerente ao ser humano, e se o seu namorado quiser passar mais tempo com o outro? Será que aceitaríamos numa boa?
    Uma coisa que funcionou comigo por um bom tempo foi a fantasia, trazer coisas diferentes para a cama, fingir ter outra personalidade, alterar para uma coisa mais selvagem e realizar fantasias inusitadas, mas por fim o namoro terminou pq meu ex não queria me assumir completamente nem casar.
    O amor sempre é uma questão complicada ainda mais para nós gays que lidamos com uma supervalorização do sexo, rotatividade facilitada, preconceito, heteronormatividade e às vezes até mesmo a falta dela, fa zcom que a gente se perca nas “Opções”.
    A Vc desejo toda a felicidade que puder encontrar, e tb sigo na busca pelo equilíbrio emocional! Abraço.

  18. catia disse:

    Eu vive a opção 1 e vc está certíssimo tem prazo de validade. Talvez pra quem não gosta de mentir e nem enganar os outros o ideal seria um relacionamento aberto ou talvez um pouco aberto. Trazer uma terceira pessoa na relação ou ter uma certa liberdade de ter outro relacionamento fixo, pois essa coisa de ficar com uma e com outra me dá aflição. Rs

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