Relato gay – Be gay or not be gay

Em minhas poucas vivências na sauna 269, já que faz um pouco mais de um mês que baixei por lá – além da pura e simples diversão que vai de um relax a beira da piscina à participação de orgias nos ambientes escuros da casa – meu “lado MVG” fica ligado para trazer novas referências para os leitores que podem querer ter experiências em saunas algum dia, já viveram situações ou não querem nem passar por perto hoje mas gostariam de matar a curiosidade.

Saunas gays não deixam de ser ambientes sociais de exclusividade para o público gay masculino. Ou seja, não existem saunas gays para as rachas (por enquanto). Fora a “sujeira” imaginada, existe uma interação social. Cá está meu olhar de hoje, sem necessariamente querer melhorar a reputação das saunas (ou a minha – rs).

Sendo ambientes sociais, existem tipos de público e alguns padrões comportamentais. Como já lancei um relato em algum post antigo, os “machos” – que são os homens que curtem homens mas não se consideram gays – formam também um público nesses ambientes. Posso considerar que metade dos caras que fiquei (ou fui um pouco além da ficada), nesse período recém solteiro, fazem parte desse grupo de “machos”.

Em uma de minhas passagens por lá (de domingo, que diga-se de passagem é o dia que a orgia corre solta) transei com um rapaz de São José dos Campos (outro do interior apreciador de orientais – rs) que era definidamente enrustido ou bissexual ou qualquer classificação ou não classificação que lhe convém. Mas, para conceituar aqui no Blog, me refiro àqueles que não pretendem assumir e se sentem bem assim, dando suas escapadas quando possível.

Em outro momento (no mesmo domingo), notei um cara bastante interessante. Aloirado, cabelo levemente longo, olhos claros, musculoso, definido e bonito. Entre os corredores que tem luz e é possível notar a fisionomia, nos cruzamos algumas vezes, trocamos olhares, mas ele sempre desviava o rosto. Logo pensei comigo: “tudo bem, deve se sentir uma beldade”.

Foi aí que resolvi entrar na “área escura” do lugar e ficar a paisana, distante da muvuca e conferindo o movimento. Apesar do escuro, os olhos acostumam com a penumbra e é possível ver quem é a pessoa dependendo de onde se fica (hoje em dia, pra mim, é muito difícil entrar na suruba master sem saber da fisionomia. Não topo mais).

Fiquei lá por uns minutos e notei o “belo broto” vir em minha direção e encostar ao meu lado. Ficou se masturbando por uns segundos, olhando pra mim e veio pra cima já com a mão para conferir o que eu reservava por debaixo da toalha (rs). Ficou lá, pegando no meu por um tempo, não deixou pegar no dele e afastava qualquer transeunte que gostaria de brincar com a gente.

Parou, deu um tapinha no meu ombro e saiu. Depois de alguns minutos saí para os corredores mais iluminados, cruzei com ele algumas vezes, mas evitou me olhar. Achei bastante curiosa a postura.

Depois notei também que muitos que passam por lá (talvez pelo medo das doenças), quando entram no dark room, preferem apenas a masturbação.

Esse é um perfil de público que costuma exercer suas funções “B-Side” quando vão na sauna.

Outro perfil que a mim parece ser recorrente são os casais gays que elegem algum indivíduo para o menage a trois. Nesse período foram dois casais que chegaram em mim. Com o primeiro casal eu topei e relatei por aqui. Com o segundo, apesar de um deles ser belo e o outro um gigante de músculos, não estava a fim de encarar a parada.

Negros sarados, orientais (e qualquer outra “categoria” que faça parte do menu de sites pornôs, sejam os ursos, os gordos, tatuados e etc. – RS) também fazem lá o seu sucesso pois – seguindo a minha linha de raciocínio – são parte do cardápio de fetiches dos “machos” ou dos fetiches do público em geral.

A dica é: quem não quer cruzar “machos” na sauna – com a libido explodindo – não cheguem na 269 aos domingos (falo apenas da 269 pois não pretendo conhecer outra que costuma forrar de michês). Quem quer, esperançoso na conversão desse “macho”, vá aos domingos! rs

Como qualquer balada (e considero a 269 uma balada), sextas e sábados (mais sextas do que sábados) o público “verdadeiramente gay” é predominante, daqueles que deixam as casas noturnas e vão se divertir de chinelo e toalha antes de ir para casa.

Em conversa com o segurança da 269, comentou que as segundas-feiras a noite a casa fica bastante cheia. Imagino eu que, também, predoninantemente de “machos” que conseguem inventar alguma reunião de segunda, prolongar a noite em tal “reunião” para poder saciar seus desejos.

O post de hoje não vem para criticar os “machos”. Eles existem, são muitos e talvez sejam aqueles que irão – por todo sempre – configurar uma vida heteronormativa e dar suas escapadas de vez em quando. Podem até ter amantes mulheres, mas também buscam rapidinhas múltiplas em saunas para resolver suas libidos com outros homens. Eu sei que muitos gays se incoformam com essa “categoria” pois existe um conflito de “classe”. Em alguns momentos, assumir a existência desse perfil de homem é ter que aceitar que nem todos caras se sentem gays. Ruim para o gay que sofreu muito para se aceitar assim e que – em sua essência – não consegue transitar entre a heterossexualidade e a homossexualidade (ou ainda passa por conflitos de uma homossexualidade mais plena). Mas minha vivência na prática está trazendo (de novo) minha atenção para todas as variantes, daquele cara que foge da palavra “gay”, mas que busca “n” formas de dar sua escapadinha para curtir uma pegada com outro “macho” quando bate o tesão.

As aspas não subentendem uma desconfiança. Claro que eu acho que existe um tipo de conflito psicológico entre reputação social VS. desejo sexual, o que faz inclusive tantos homens optarem por esse modelo. A sociedade coloca condições da heterossexualidade a todos e esse “macho” busca se equilibrar assim. Mas nem todos desses querem resolver ou partir para conceituações, não querem pensar, não querem definir. Querem herdeiros, família, amizade entre casais héteros, amigos para os filhos e a hipotética reputação social que o percurso hétero, em teoria, proporciona. Penso que cada um no seu quadrado, desde que não venham com aquele discurso com tom depreciativo de que “o gay se apaixona, o gay se envolve afetivamente por um ‘macho’ desses”. Porque, ao meu ver, existe uma reatividade proporcionalmente oposta aí, do “macho” que “interrompe o coito”, não dá vasão para outros encontros fora de lugares ou contextos como uma sauna pois temem a (homo) afetividade que podem desenvolver por outro “macho”, o que – em seus imaginários – o conceituariam como gays e colocariam em conteste vários dos pilares da vida normativa. Nem todo “macho” banca esse conflito e foca sua afetividade no sexo oposto. Muitos temem a solidão da vida que – teoricamente – o gay assume depois de velho.

Discurso básico: “transar com homem pode. Afetividade, apenas com mulheres”.

Assim, as aspas servem apenas para caracterizar – aqui no MVG – o macho que curte macho mas não se cosidera gay e toda a complexidade que é (também) esse indivíduo.

Ficam aqui minhas observações empíricas, in loco, in touch, in cumming – rs – para deleite dos leitores.

PS: Só um detalhe de tudo isso que não posso deixar passar: apesar da minha “mente aberta” e de uma tentativa de imparcialidade nesse relato, eu sinceramente questiono a reputação moral perante as mulheres e filhos desses “machos”, do ponto de vista do respeito humano. Mas entrar no contexto da moral pode ser prosa para outro post.

21 comentários Adicione o seu

  1. Ali disse:

    Olha MVG,existem várias hipóteses sobre o que origina esses tais “machos”,primeiro faço uma análise geral,depois dou MINHA opinião.

    1-O próprio machismo impregnado nesse conceito,e a superioridade moral que isso também acarreta,já que,se o cara não se considera gay e nem pretende viver uma “vida de gay”,inconscientemente isso torna ele superior e “mais homem” do que um homossexual assumido.No momento em que ele foge e refuta categoricamente essa palavrinha de 3 letras(G-A-Y) e se auto-intitula “macho”,está bem explícito que o primeiro é inferior ao segundo,o primeiro é ruim e o segundo é bom,e que um exclui o outro.Não se pode de jeito nenhum ser gay E macho.
    Você é um ou você é o outro,é 8 ou 80!!

    2-Não PODER é diferente de não QUERER.Existem homossexuais que não PODEM se assumir,buscar um relacionamento com alguém do mesmo sexo,revelar quem é o(a) parceiro(a),embora queiram muito poder ter a liberdade de fazer tudo isso.Existem vários motivos como,família incompreensiva,religião,ideologia política,profissão,hierarquia,tradição e costumes e entre vários outros motivos que não cabem enumerar aqui.

    Um homossexual que não QUER se assumir ou não quer se identificar como um,pode ter todos os mesmos motivos dos que não podem.
    Só que existem algumas diferenças entre ambos:

    2-a) A pessoa que não QUER isso muitas vezes PODE fazer isso,ao contrário da pessoa que QUER mas não PODE.
    Veja bem,o cara muitas vezes pode ter condições favoráveis pra isso,mas como falado antes,apenas não QUER.

    2-b) As atitudes de quem não PODE,são justificadas por motivos EXTERNOS,algo que vai além de suas capacidades,enquanto as atitudes das pessoas que não QUEREM são justificadas por motivos INTERNOS,algo que é de inteira capacidade e responsabilidade pessoal.

    3) Preconceito interno.
    4)Auto-punição.
    5)Desilusão amorosa.
    6)Vergonha ou nojo de seus próprios sentimentos.
    7)Medo do que os outros vão pensar ou falar caso tomem alguma posição afirmativa sobre suas próprias sexualidades.
    8)Receio de ter um envolvimento afetivo mais profundo com alguém do mesmo sexo preferindo deixar tudo na superficialidade do contato sexual.
    9)A própria promiscuidade,que os impede de vir a ter qualquer envolvimento amoroso-emocional com qualquer pessoa em virtude de tudo sempre ser tratado de maneira demasiadamente sexualizada.

    Como vê,existem muitos motivos e justificativas para ser “macho”,comer e ser comido numa sauna qualquer em um domingo a noite rsrs

    MINHA opinião:
    Entretanto para todos os casos,não existe justificativa para o ato de Imoralidade cometido por eles,que é viver NA e DA Mentira!
    Podem ter todos os melhores motivos para se esconderem e mentir a respeito de seus desejos,isso é de âmbito pessoal e privado,MAS não altera e nem justifica o fato lamentável de acharem que a mentira pode ser o melhor e mais vantajoso caminho,e muito menos de acharem que a mentira pode ser melhor que a verdade.

    Embora EU ainda ache que vale a pena tentar entender os que não PODEM expressar livremente seus desejos,não dispensaria tanta atenção e nem daria tanta importância assim com os que não QUEREM isso,pra mim esses caras que se virem com suas próprias neuras.

    Infelizmente vivemos em uma época e sociedade em que PARECER é mais importante do que SER.
    Emoções,confidências,paixões e amores são meros caprichos pra pessoas que cada vez mais pensam que o importante mesmo é gozar.
    Um mundo realmente sufocante pra quem pensa que a vida é muito mais do que apenas ter liberdade pra transar,e cada vez mais um paraíso pra quem prefere resumir tudo na ponta da glande.

    Acredite,um cara desses PARECE “macho”,mas na verdade não É,ele é tão fraco e indefeso quanto qualquer “viadinho” que ele eventualmente venha a comer!

    Antes que me perguntem,NÃO eu não simpatizo com caras assim e muitos menos acredito em homens que transem com outros apenas pra “saciar o desejo”,independentemente dos motivos ou da orientação sexual.Até pode ser por curiosidade um cara querer só transar com outro esporadicamente,mas frequentar saunas e dark rooms pra pura e unicamente satisfazer os desejos que o sujeito SABE que tem mas insiste em querer negar ou pular fora quando mais lhe convém,é querer zombar da inteligência e abusar da tolerância dos outros.

    Mais respeito consigo e com as pessoas que te cercam,né pessoal?!

    Não queria dar uma de chato e ou de moralista,mas não é de hoje que sabemos que toda “mentira tem perna curta”!!

    Abraços.

    1. Ali disse:

      Ps: Nada contra caras que buscam isso como solução,mas também absolutamente nada a favor.

      É como eu falei antes pra você MVG,é querer transformar um rato em elefante.Esses caras transparecem que TUDO de ruim que acontece ou pode acontecer com eles,está direta e proporcionalmente ligado com a própria homossexualidade.
      É resumir a homossexualidade como se fosse a única causadora das suas desgraças e extravasar tudo com muito preconceito e sexo.

      Por isso eu digo,quanto mais eu conheço caras assim,mais eu começo a considerar que o Bolsonaro,o Feliciano e o Malafaia são as pessoas mais tolerantes que existem,comparados a esses “machos”.

      1. Wong Foo disse:

        Sinto pena dessas pessoas, tão envoltas no auto-preconceito e na repugnância que vivem. Outro grande problema são os gays que podem sair do armário, mas não saem pelo “status” de discreto/macho, entre outros, embora aproveite dos direitos conquistados pelos gays que esse esteriótipo tanto condena. Santa Hipocrisia

    2. Caio disse:

      Ali, novamente concordo totalmente com o que você disse. Ainda que os primeiros citados, aqueles que não podem assumir por alguma barreira muito forte, podem tentar mudar, aliás, devem fazê-lo para melhorarem suas vidas. Porque sabemos como é, eles podem até dizer que tudo vai bem, mas não vai tão bem assim quanto acham que vai.

  2. minhavidagay disse:

    Ali, na sua opinião e sobre o aspecto moral (não o psicológico), que diferença faz de um “macho” que tem esses hábitos, do gay que pula a cerca, dá um escapadinha e não larga o namorado?

    1. Ali disse:

      No aspecto moral,não haveria diferença diferença entre ambos,já que estariam cometendo o mesmo erro.
      Neste caso,seriam igualmente ADÚLTEROS!
      Por quê a pergunta?

  3. minhavidagay disse:

    Bom dia, Ali!

    Pergunto isso para dar continuidade as reflexões. No fundo o que nos pega mesmo (a nós gays e a sociedade no geral) é o aspecto moral desse modelo de comportamento. Sob o ponto de vista psicológico, são pessoas que têm tantos problemas como qualquer indivíduo.

    Mas a nós, gays, saber que existem tais comportamentos nos incomodam por alguns motivos. Um deles é o comprometimento a autoimagem do gay pois a sociedade invariavelmente irá taxá-los de homossexuais, caso descubra. Em outras palavras, a ideia esteriotipada de que “todo gay é promíscuo” vem disso também e estamos numa “luta” atual para trazer uma imagem positiva, longe dos esteriótipos, à sociedade. Pessoas que vivem nesse modelo colaboram diretamente com o esteriótipo.

    Concordo que em termos psicológicos exista uma fuga, um escapismo e um conflito muito grande para se definir socialmente. Por um lado, aceitam de bom grado a “caixinha” da heterossexualidade, vendem essa imagem socialmente falando todos os dias. Mas quando nós, gays, falamos da “caixinha” da homossexualidade a eles o discurso tende a ser o mesmo: “não gosto de me ver em caixinhas”, mas note que se colocam perfeitamente na da heterossexualidade. Existem muitas contradições e insistem nas mesmas pois tirá-los do modelo gera incômodo.

    Como você bem sabe, não sou psicólogo mas recebi alguns relatos desses perfis durante os anos, fora minhas experiências na prática agora que estou “rueiro” de novo (rs). É evidente a mim, recorrente e indiscutível alguns padrões:

    – Tendem a negar e ser bastante reativos a terapias e qualquer processo psicológico que vise modificar linhas de pensamento. Afinal “terapia é coisa de gente problemática”. Não se sentem “problemáticos”;

    – Levantam sempre o discurso da negação a “caixinha”, até mesmo antes de se sentirem ameaçados. Mas assumem a caixinha “heterossexual” sem contestar para preservação da reputação;

    – Não se sentem gays, costumam “odiar” tal palavra e projetam dezenas de desqualificações do que imaginam da vida gay. (Imaginam pois se atêm apenas aos esteriótipos também);

    – E notório um estado conflituoso, de não querer se encontrar em caixinhas, mas – mentalmente – estão tentando se enquadrar em algum lugar, em algum canto, a todo momento. Muitas vezes em vão pois vivem esse conflito, “sem chão”;

    – Idealizam uma realidade meio utópica: mandam um tipo de “foda-se” para a sociedade no geral (principalmente os gays que insistem em enquadrá-los) mas sonham por uma liberdade de aceitação, na qual esposa, filhos e família aceitem sua condição em detrimento ao “bom marido que é”, querendo mexer não somente no aspecto da sexualidade, mas no aspecto moral perante a família;

    – No ponto de “bom marido que é” vivem o egocentrismo e existe até um tipo de orgulho por isso. Orgulho provindo da cultura do macho, algo onipotente e “forte”. Idealizam da mulher um “aceitar” incondicional perante seus feitos de “bom marido”.

    – Gays e “machos” vivem um tipo de “pé de guerra”. Não me refiro a feminilidade ou masculinidade, mas a um notório conflito de comportamentos que se resume basicamente numa ideia: “gays acham os ‘machos’ extremamente mal resolvidos. ‘Machos’ sempre vão achar que o gay acaba se envolvendo sentimentalmente e isso é um incômodo para o padrão”.

    Bem ou mal, para o olhar do outro que é um pouco mais crítico, os “machos” se colocam numa caixinha até mais fechada e cerceada que a dos homossexuais.

    No meu ponto de vista precisam tanto de ajuda quanto os próprios indivíduos que se definem como gays. Não porque acho que devemos arrancá-los de um hipotético armário, mas porque viver nesse padrão é um tanto sufocante, restritivo. Não se dão conta que existe, sim, uma ineficiência.

    A sensação, a mim, é de um eterno “coito interrompido”, mesmo. O aloirado bonito da sauna só conseguiu dar uma pegadinha em mim no “escurinho”. No claro fez a linha “não quero”. Bastante representativo a mim (e simbólico) tal modelo comportamental:

    As claras – caixinha da heterossexualidade;
    As escuras – caixinha da homossexualidade.

    Quem coloca a homossexualidade numa parte “sombria” da vida é o próprio “macho”. Fatalmente vai entender a “vida gay” tão incerta quanto.

    Enquanto isso, vou me dando o direito de ir curtindo, recém solteiro e sem travas nenhuma para experimentar “machos”, gays e whatever “padrão” que estiver na sauna, desde que me desperte interesse. No final, percebe? Quem aproveita sou eu. GAY! :P

    1. Ali disse:

      Você falou que recebe relatos desses caras,então mostra pra gente ler um deles.Fiquei com uma curiosidade quase antropológica agora rs

      PS: Desculpa MVG,mas se você realmente busca uma “sociedade mais esclarecida”,não vai ser com esse tipo de homem em um encontro furtivo na sauna que você vai conseguir isso! RSrs

      I rest my case!

      1. minhavidagay disse:

        Oi Ali!
        Não vou expor os casos, mesmo porque já publiquei alguns! Rs

        De qualquer forma, esse “macho que curte macho” provoca bastante “aflição” entre os gays.

        Acho interessante entender também, fora a parte moral que já discutimos por aqui, o por quê desse perfil gerar tanto incômodo em gays, assumidos, como nós.

  4. Caio disse:

    Os homens que fazem isso, vivem no cotidiano um tipo de vida, mas suas vontades e desejos deixam para sua outra vida, para mim muitas vezes são uns babacas. E são uns babacas para si mesmos. Sabem que não é essa vidinha que todo mundo u quase todo mundo vê que vai confortá-los, vão sempre ficar a espreita, encarando o “proibido”, gastando suas energias com isso. Poderiam realmente ter menos neuras e serem mais tranquilos se se permitissem mudar e encarar a vida como ela é. Esse lance de só deixar o amor e o afeto para as mulheres e o carnal vez ou outra para os homens, que muitas vezes são os que os completam é furada. Eles acham que vai tudo bem que poderão aguentar essa realidade a vida toda, mas isso é um paliativo, que resolve no curto prazo mas cada vez e cada vez mais vai gerando vazios e problematizando mais ainda a situação.

    Outro aspecto que questiono é com relação a auto aceitação da homossexualidade e o sentido que isso representa para os próprios homossexuais. Qual o problema de uma cara comum, viril, que não lembre um gay da forma como o povão vê, ser tranquilo com sua orientação sexual, não ter neuras com isso e até mesmo ser assumido? (MVG acho que citei você né? hehehehe). Por que os que são oposto são em geral os únicos que preenchem esse modelo por último citado? Está na hora de quebrarem isso.

    Ps: não curto quarto escuro, pois não se sabe o que vamos encontrar por lá. É sempre bom dar uma boa analisada no cara que estaremos nos relacionando, pois mesmo que não dê para ver tudo, já ajuda a não cair em furadas. Infelizmente, a realidade não é como em muitos filmes ou séries, em que tudo é tão atrativo e mágico nesses ambientes.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Caio!

      Não sei se sou eu, mas busco ser um pouco assim como você sugeriu (rs).

      Tenho uma dúvida: esses “machos” também têm atração física por mulheres. Pelo menos os relatos que tenho aqui, ele dão detalhes e exemplos de sua atração e não acho que seja uma mentira para justificar o modelo.

      No seu ponto de vista, como fica a situação sabendo disso?

      1. Caio disse:

        Bom MVG, são vários os fatores que geram a tal da implicância. Claro que minha resposta foi mais para os próprios homossexuais que não se auto aceitam assim, pois criam aquela neura de que ser homo/gay é ser como os homos/gays que a mídia mostra. Já começa aí a problematização. Acho que muitos deles já são grandinhos o suficiente para entender e refletir que ser gay é apenas ser homem e gostar de homem (dane-se o que certos seres não achem que seja isso). Segundo, se auto aceitar, libera muito a mente de um peso que só machuca. Facilita o envolvimento saudável com outros homens, mesmo que apenas de maneira casual (evita um sexo limitado). Ajuda a evitar que fiquem paranoicos e sejam homofóbicos (como bem sabemos que muitos são). Terceiro, se não querem ajudar na visibilidade da causa, que não atrapalhem quem o faz. Sabemos que muitos homossexuais, incluídos aí os “machos” gostam de atrapalhar os avanços por “n” motivos. Quarto, sim MVG, alguns deles como você mesmo sabe até gostam de mulheres, são bissexuais, mas não permitem deixar viver seu lado homossexual, se dizem apenas heterossexuais e buscam detestar tudo o que esteja atrelado ao “mundo gay”, mas quando não suportam mais aguentar suas carências de machos vão correndo para os braços deles, inclusive dos homos de bem com a vida. Continuando, sobre o quarto aspecto, digo que muitos deles evitam uma aproximação maior com outros homens não permitindo-se namorar com um por bloqueios próprios; já foi relatado muito disso por aqui, então não vou ficar explicando muito. Aí em alguns casos acusam a sociedade de opressora, que os brasileiros nunca vão aceitar, vão impondo dificuldades para se esquivarem, visto que é a própria felicidade deles que está em jogo. É o que você já disse aqui: tem que começar a encarar a vida, ex: fazer reserva em hotel/pousada para quarto de casal e no dia chegar lá com o seu companheiro, isso já não causa tanto problema. Acham que os outros homens são só diversão para quando querem e até reclamam daquilo que também fazem ex: li um relato de um gogo boy (estilo “macho”) num outro blog dizendo que estava difícil namorar homens, pois quase nenhum quer, visto que ele fez o mesmo por muito tempo dando só atenção às mulheres sabendo que elas não o satisfaziam por completo, e aí??? Hipocrisia? Quer mudanças, comece mudando você, muitas vezes nem precisará o outro mudar, pois afinal o problema estava somente com você.
        Bjo

      2. minhavidagay disse:

        Legal, Caio!

        Valeu pelas suas colocações! :)

        Bjo,
        MVG

  5. lebeadle disse:

    Interessante a descrição de mais essa categoria de orientação sexual, os ‘machos’ ou homens que fazem sexo com homens (HSH, segundo o Ministério da Saúde); e mais ainda que se sentem bem como estão. Problema para eles seria se fossem homossexuais ou bissexuais mal resolvidos, mas pelo visto vivem bem com isso; a questão moral é: estão ferindo direitos de terceiros, no caso da sauna não parece, pois a mesma é aberta para o público e ninguém é constrangido a ficar com ninguém.

    A coisa começa mesmo a complicar quando esses terceiros são parceiros que não estejam ciente desse comportamento bissexual frequente ou eventual, para citar a classificação de Kinsey.

    Sobre a questão dos filhos não acredito que seja demérito ser filho de ‘macho’; a questão aí seria como o ‘macho’ cria esse filho.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Le Beadle!
      O termo HSH é realmente considerado pelo MS?

      Não seriam os HSHs bissexuais? Simples assim? Ou uma conjuntura heterossexualizada teria que obrigatoriamente diferenciá-lo?

      Se 99% do meu tempo eu convivo bem com a normatividade sem precisar me segregar em guetos gays e transo apenas homens, seria eu um HSH? Ou para ser HSH subentende-se desejo sexual por mulheres também?

      1. Caio disse:

        MVG, o termo HSH é usado pelo ministério da saúde para designar todos os homens que transam com homens sejam eles gays, bissexuais, profissionais do sexo (independe de orientação sexual), homens que gostam do “não me rotule” (ai que bichesco XD). É usado de maneira genérica por exemplo no pré-cadastro de doação de sangue, que até onde sei, a princípio, é proibido aos HSH. No entanto, nos textos técnicos e nas notícias que são divulgadas a respeito, bem como nas pesquisas realizadas por tal instituição é feita uma separação em : gays, bissexuais e HSH para não subentender que o governo limita as orientações sexuais e “rotula” as pessoas (deixa-se mais genérico). Acho que você entendeu ;)

      2. minhavidagay disse:

        Sim, entendi, Caio!

        Valeuzão! Preferi alguém trazer essa info do que procurar no Google :)

        Estamos todos no pacote do HSH então!

      3. lebeadle disse:

        Oi,MVG, respondendo tuas indagações:
        1) O termo é utilizado pelo MS, está previsto no Plano Nacional DST/Aids;
        2) O termo HSH tem natureza epidemiológica e é adotado para os homens que transam homens mas não se identificam como gay/bissexual, não se dizem ou reconhecem assim; os autores chamam isso de papel sexual contrapondo à identidade sexual:
        3) Os que criticam o termo, entre outros argumentos, referem que na prática quando um HSH transa alguém, nem o HSH se reconhece como tal e o parceiro -que não seja HSH-seja gay, bissexual,travesti também não se identifica com tal termo.
        E haja disputa.
        Abraços, beijos
        PS: Quem sabe se os HSH não possam ter a função de diminuir a pressão dos gays que vivem em conflito consigo dando a eles a oportunidade de uma transa, um escape, enquanto organizam/direcionam sua vida para um relacionamento mais estável com um cara?

  6. Muita frescurice em um canto só. É essa minha conclusão.
    Nem precisa se auto-intitular como gay, mas também não vá negar o fato de que curte uma pica.

    Essa história de “Sou mais macho que você” é o tipo de coisa que me tira a paciência. Já fico puto quando hétero pensa assim, imagina quando é um gay enrustido que fala isso.
    Hipocrisia é inaceitável para mim.

    Colocar o sexo em um patamar mais alto do que uma relação amorosa por frescurice de limitação? Por favor né? Até parece que sexo é tudo na vida.
    Gente desse tipo me enoja tanto quanto gente que se autoafirma.

    Desculpe-me, mas não teria qualquer tipo de relação com pessoas de pensamentos tão arcaicos como esse.
    Pode até ser que futuramente eu apenas pense em meu bel prazer (Eu reconheço minha hipocrisia) e acabe tendo um rolo ou outro com pessoas assim, mas atualmente isto está fora de cogitação.

    E para os bichãozões da cocada preta:

    2 Beijos pra vocês gatões. Procurem ser felizes. Eu realmente desejo que vocês liberem suas purpurinas para o mundo.

    Abraços do CR!!

    1. Adônis disse:

      Concordo ! Apesar de compreender que o reconhecimento social menos penoso, para quem se enquadra nos comportamentos héteros ser um atrativo para muitos, essa opção cristalizada pela comodidade me incomoda. Apesar de ainda não ser assumido, pretendo não abusar dessa “comodidade” por muito tempo, nesse caso entre aspas, porque para mim, não é nada confortável ter que mentir ou disfarçar perante quaisquer assuntos relacionados a minha sexualidade. Muitas vezes a vontade é imensa de esbanjar purpurina.rsrs
      Depois de um ano em uma cidade grande, e agora de volta para o interior por não sei quanto tempo, percebo muitos desses “machões” por aqui, e não sinto tesão nenhum, acho que o gay no armário sofre muito pelo “será que ele é” e muitas vezes o cara não precisa ser um deus grego para despertar interesse, a simples “possibilidade de ser do babado” já conta pontos, e quando percebo que alguns desses caras suspeitos é (ou se acha) um machão perco o interesse. Mas como você disse, sei lá, num momento de fraqueza da carne, quem sabe é possível viver a hipocrisia, mas que dá preguiça, isso dá.

  7. Ali disse:

    Ou seja,os HSH ou os “machos” são héteros o suficiente pra dizerem(ou não) que gostam de homens!!

    Aloka! hehe

    Ié Ié,pegadinha do malandro!!

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