Homoafetividade não é só coisa de viado

Diante à diversidade e as nuances da sexualidade, onde reside verdadeiramente a homoafetividade em cada indivíduo?

Mulheres, gays ou heterossexuais, lidam com esse valor com muito mais tranquilidade. E a mim, é mais tranquilo pelo exclusivo fator cultural e social incutido em todos nós desde pequenos. Mulheres podem trocar carinhos, gentilezas, abraços, compartilhar momentos de colo, entre outras situações mais íntimas sem passar pelo julgamento grupal / social, de que se há gestos muito gentis e calorosos para com outra amiga, sejam invariavelmente gays, sejam “viados”.

Mas a regra não funciona ainda muito bem para o homem, ou talvez, nada bem. Embora as novas gerações tendam a ser muito mais desenvoltas em situações de gestos sensíveis de homem para com outro homem ou de menino para com menino, desde pequenos os indivíduos masculinos precisam entender e aprender quando uma atitude é “coisa de boiola” ou é a famosa “brodagem”.

Na tal “brodagem” um punhado de comportamentos e sinais específicos são aceitos, na condição de que – quando praticados perante normas de conduta – não se configura a “viadagem”.

Homoafetividade nada mais é que a demonstração de afeto e carinho por outro do mesmo sexo ou gênero. Agora, a nomenclatura “carinho” ou “afeto” é quase não pronunciada no universo da brodagem, embora seja praticada.

Para a existência e a sanidade da “brodagem”, os homens os quais a praticam normalmente preferem evitar alguns termos. E sim, homens no geral querem evitar os termos e não as práticas propriamente. É até mais comum, em encontros embriagados (e a bebida alcoólica sempre é o elemento simbólico permitido e crucial nos rituais sociais) homens heterossexuais pronunciarem “eu amo aquele cara”. Amar pode muito mais que ter carinho, como se fizesse realmente alguma diferença. Mas na política de conduta da brodagem, pronunciar “eu tenho um afeto enorme por aquele cara” normalmente vai levantar a bandeira do “Xi! Esse aí é viado”.

A coisa do “viado” nesse contexto dos machões heterossexuais nada mais é que o sentido oposto: uma necessidade absurda e constante de autoafirmar a masculinidade a medida que expressam seus afetos. É como se fosse um compensatório: trocam afetividade, sob o artifício do álcool, brincam, se abraçam, fazem elogios viscerais, passam a mão, mas no meio da brincadeira toda alguém terá que levantar para expressar o tal “viado” para neutralizar tanta afetuosidade.

Notem as dezenas de churrascos entre os caras. É sempre assim. As mulheres ficam num canto e os homens atuam sempre, sempre nesse sentido.

Eu, apesar de gay, não tenho restrições para conviver nesses contextos sem necessariamente querer tirar uma casquinha. A minha integridade gay se mantém a medida que respeito a integridade do hétero. Assim, frequentei e frequento centenas de celebrações desse tipo e, como robôs masculinos, o roteiro é sempre o mesmo. Isso é um modelão social. Tem gay que odeia. Mas tem gay que entra, convive bem, se diverte na frequência e sai ileso, sem deixar sequela em nenhum desses seres masculinos. Sem tampouco se sentir um estranho no ninho.

Da mesma maneira que entro num contexto espiritualizado e naturalista de Minas Gerais, distante a 30Km de outro indivíduo gay, posso estalar os dedos hoje, sexta-feira mesmo chuvosa, e partir para uma balada bagaceira com pó e gente descolada. Posso também ficar quietinho em casa com moleton velho e regata (coisa que já decidi fazer porque amanhã é aniversário da mommy e eu peguei uma virose, CA-RA-LHO! rs) ou pegar o carro agora e partir para compras copiosas nas lojas de grife e fazer a linha “bicha phyna” (não me refiro aqui ao poder capital, mas o senso de não me delimitar a nenhuma caixinha, pelo menos àquelas que consigo enxergar).

Tenho amigos gays que estranham demais quando abro mão de uma balada fervida para ficar de papo pro ar, no restaurante, com uma amiga sapa. Tudo isso porque, se a gente sai do modelo, parece esquisito.

Mas afinal, existe modelo ou tudo isso não passa de convenções sociais numa relação de inclusão VS. exclusão? Por isso eu digo: hoje eu tenho que viver essa autosuficiência conquistada! \o/

É nesse ponto que tenho que afirmar que os bissexuais ou “machos” sofrem mais. E esse sofrimento é mais exclusivo pois dificilmente um gay ou um heterossexual irá vivenciar a dualidade. O “macho” se afeiçoa 100% a “brodagem” (ou muito perto disso). Consegue ter bons amigos héteros, respeitá-los quanto a orientação sexual sem abuso ou invasão (mesmo que se deseje), sente-se como eles, mas, as vezes, tem a vontade da pegada de outro “macho”, nem que seja para uma punhetinha. Nesses casos, a homoafetividade pende fortemente ao modelo “brother”, jeito heterossexual de ser, porque a mim – e sem discussão – brodagem é um tipo de manifestação da homoafetividade. E, as vezes, o desejo homossexual (do tesão pelo sexo) acontece e se estabelece em encontros furtivos ou nem tão furtivos assim.

Tenho notado mudanças, embora sutis, no “machinho” que eu peguei duas vezes. A primeira vez, veio em casa, expressou seu desejo sexual por vaginas de maneira bem lúcida e, embora tenha me incluído no Whatsapp, ficou dias sem entrar em contato. Antes do Natal surgiu a possibilidade de nos ver e quando sugeri pegá-lo próximo de sua casa, já que estava sem carro, achou a gentileza “demasiadamente gay” (rs). O tempo passou e – nas minhas aventuras e desventuras sem ter que me condicionar ao seu timming – nos encontramos mais uma vez. Trocamos mais ideias, ele desabafou dezenas de situações de sua vida para um “brother” (a maneira como é confortável me enxergar) e fica evidente hoje, mesmo que o seu subterfúgio seja o desejo sexual, que a afetividade/segurança começa a se estabelecer. Me permitiu pegá-lo em frente da sua casa, me saudou logo de cara com dois selinhos, me seguiu no Instagram (e vice-versa) e – no tempo do Carnaval – me mandou mensagens dois dias seguidos na intenção de expressar seus desejos por mim.

Lembrando que afetividade e segurança são quase que indissociáveis e complementares.

Reforço diversas vezes que o ser masculino, na grande maioria, consegue dividir bem afetividade de sexualidade (seja o homo ou o hétero). A mim, a grande questão que passam os “machos”, e tenho aprendido muito com eles, é que o plano da CONSCIÊNCIA AFETIVA está fortemente vinculada a uma realidade heterossexual, que engloba desde o perfil da “brodagem”, até outros inúmeros elementos subjetivos e particulares que orientam esse indivíduo a se colocar como heterossexual. o plano da CONSCIÊNCIA SEXUAL, é revelado dubiamente, entre o sexo oposto e o mesmo sexo. E aí que reside o paradoxo: afetivamente o “macho” se familiariza com o plano hétero, seja com a figura feminina, seja com seus “brothers”, seja com as baladas ou qualquer outro hábito que em seu imaginário pertença ao universo afetivo, seguro e heterossexual.

Sexualmente, existe um trânsito entre ser hétero e ser homo.

Agora a questão que fica e aí precisaria de mais vivência para saber: é possível um “macho” trazer a consciência afetiva para a figura masculina? E mais: além da consciência afetiva por um outro homem, será que o “macho” é capaz de conviver com a “brodagem” e com a homoafetividade por um parceiro sem perder o chão, sem surtar, sem bater dezenas de inseguranças? Será que essas intersecções são permitidas no momento que no universo da “brodagem” o “viado” (representação apenas simbólica, mas carregada de energia) é o elemento da autoafirmação da própria masculinidade do “brother” / parceiro / irmão? Será que o “macho” banca uma possível rejeição da mulher, dos afetuosos “brothers” e do contexto todo que eles estão inseridos?

O que tenho percebido é que homens desse perfil vivem de tentativas. A influência do idealizado heterossexual (das normas e da cultura) tem uma força tremenda, diferente do gay que consegue se “libertar”, ou melhor, não sente afinidade, nem afetividade, nem segurança com o modelo. Enquanto alguns permitem projetar a afetividade por outro homem, configurando assim a orientação do “gay completo” (afetivo + sexual), outros avançam e recuam, avançam e recuam poque existem “forças de julgamento”, fantasmas, medos e assombros de lá e de cá, daquilo que as vezes acham que bancam e as vezes não.

E é assim que concluo hoje o assunto sobre homoafetividade. Esse sentimento vive em cantos diferentes de pessoa para pessoa, independendemente da definição sexual ou da terapia. Cabe a mim saber respeitar.

Em paralelo a isso, continuo com as minhas buscas! ;)

18 comentários Adicione o seu

  1. marcus disse:

    Você se baseou em alguma história de email para escrever esse texto?! Muito bom seu texto..li duas vezes e fala exatamente da relação em que eu vivo! Tenho um bromance com o meu amigo do trabalho e exatamente isso que falamos quando acontecem algumas cenas ou indiretas por conversas: viado! Acontece que eu sou gay não assumido e não afeminado e tenho namorada! Mas sou apaixonado por ele! Situação muito difícil e que as vezes me enche de esperança em ter algo com ele mas que até hoje nunca rolou.Porque as vezes acho que ele tem um pouco de desejo sexual além da afetividade que sente por mim.. Nos falamos todos os dias e trocamos muito carinho ao ponto que muitas pessoas próximas a nos tiram onda falando que somos casal e alguns acham que a gente se pega! Quando a gente briga sempre um fala que ama o outro e logo fazemos as pazes..Tenho quase certeza que ele nunca teve relação com nenhum homem e acho que isso atrapalha muito de acontecer algo entre nos, ele tem muito tabu, medo, preconceito..

    Se puder leia o meu email e responda com a sua opinião e também para eu poder entrar em mais detalhes com vc de tudo que ja aconteceu

    1. minhavidagay disse:

      Oi Marcus,
      tudo bem?

      Parte do post foi baseado em relatos de leitores e outra parte da minha própria experiência. Existe uma diferença entre o gay não assumido que namora uma menina com o “macho”. O macho dificilmente se define como gay. No seu caso, e pela desenvoltura que escreve, você pode ser realmente um gay (enrustido). Bem, esses são apenas breves conceitos para te contextualizar.

      Legal saber que você se indetificou com o post. Imagino que para muitos caras acontece o mesmo, embora não se manifestem.

      Li seu comentário e minha opinião é a seguinte: existem muitos gays enrustidos ainda, que são aqueles que não se sentem confortáveis em assumir a homossexualidade. Outros são os bissexuais e ainda temos os “machos”, que não existe um nome ainda certo para definir mas não se sentem gays. O gay enrustido é aquele realmente sabe que é gay mas não se apresenta para ninguém como gay. Os demais, bissexuais e “machos”, vivem trânsitos entre o desejo por homens e por mulheres e costumam viver conflitos na parte afetiva – bissexuais e machos, cada qual com suas nuances.

      No contexto social em que vivemos, o homem vive precisando maquiar afeto e carinho para com outro homem. A sociedade e, mais especificamente o grupo, tende a taxar, a discriminar e a rotular. Por isso muitos vivem de tentativas e retrocessos, tentativas e retrocessos, conflitando aqui e lá, sob o julgamento geral. Natural viver experiências homossexuais na surdina.

      Os tabus, medos e preconceitos estão aí, na cabeça de cada um, de acordo como se afeiçoam as normas e rituais. Alguns encaram mais intensamente seus medos, outros não. E normalmente o medo está relacionado às expectativas sociais. Alguns não encaram hoje e esses mesmos podem encarar daqui 6 meses, 3 anos, 10 anos! O conflito entre as expectativas sociais, as dúvidas e os desejos (afetivos e sexuais) vão bater em cada um de maneira diferente. E tudo muito baseado na relação da afetividade VS. rejeição que rola dentro da gente.

      Por hora, deixo aqui a minha resposta.

      Um abraço,
      MVG

    2. Wong Foo disse:

      Tá, então você é gay no armário, mas namora uma menina mesmo sendo apaixonado por um cara?

      Caramba, tenho pena deles

  2. Gustavo disse:

    [Post excluído a pedido do leitor]

  3. Wellington disse:

    MVG
    Interessante que enquanto lia este texto estava assistindo a Fatima Bernardes(nossa, estou com meu lado feminino aflorado. kkkkkk) que falava justamente do preconceito que os homens sofrem em expressar afetividade por outros homens.
    Todavia acho que a minha geração(atualmente 24 anos) tem menos problemas em demonstrar esse afeto, inclusive meus amigos heteros vivem demonstrando afeto até comigo, mesmo sabendo sobre minha orientação sexual, sem qualquer problema, inclusive brincam que eu sou o menos gay do grupo(sou o único). kkkkkk
    Acho que realmente tenho mais problema com isso que eles, talvez isso seja o medo de ser mal interpretado, ou preconceito incubado msm
    Claro que essas demonstrações de afeto são mais fortes quando tem mais vodka do que sangue correndo nas veias, mas isso também ocorre em momentos de sobriedade.
    Por fim, interessante a análise do macho, pois eu mesmo já me relacionei com um de uma forma exclusivamente sexual(ah vá), e eu também não o enxergava como um gay, até que parei pra observar o óbvio.
    Mas acho que no caso deste macho em específico, nunca vislumbrei qualquer avanço, portanto acho que conviverá no padrão hétero para sempre.
    Ps.: adorei a palavra brodagem, nada melhor do brodagem pra definir o afeto permitido socialmente entre dois homens
    Um grande abraço e que as buscas continuem
    Well

  4. lebeadle disse:

    Gostei da forma como analisou o caráter do ‘macho,’ esse ser camaleônico, fronteiriço no mundo das orientações;intersecção onde se vê muito da cor primária do gay,do hetero e do bissexual, sendo que é uma geléia geral que não é nenhuma delas e então penso: o sujeito com a nossa vivência gay tem orgulho de sua luta e vence quando se auto-conscientiza que é gay, amadurece quando se afirma e diz tal condição. E esse ‘macho’ o que diz de si? Será que precisa dizer? Ou nada diz e tudo ignora ou se diz entra em alguma das orientações fixas?

    É um assunto que toca na essência do conceito de orientação sexual, que me parece antes de tudo um dizer a partir de um reconhecimento. O ‘macho’ pode bem ser a exceção disso ou mesmo ignorância. O ‘macho’ é um problema filosófico ambulante.

  5. Ali disse:

    Oi MVG!

    Antes de mais nada,ótimo texto,me ajudou a compreender melhor a VIVÊNCIA de um “macho” mas ainda não me esclareceu e nem me convenceu da ESSÊNCIA da existência do “macho”.

    Você sabe que eu #falomesmo rsrs … então vamos lá!

    Primeiramente,acho incorreto você colocar o bissexual e o “macho” no mesmo barco,são dois conceitos e realidades bastante diferentes.
    1- O bissexual se PERMITE viver e sentir a dualidade afetiva/sexual entre ambos os sexos.
    2- O “macho”,ao contrário, NÃO se permite viver e nem sentir essa mesma dualidade,com o mesmo grau de entrega e intimidade que um bissexual.Ele se impõem barreiras psíquicas e sócio-culturais para que,entre suas experimentações homossexuais,tudo permaneça na superficialidade da libido,do tesão.

    Explico melhor:
    A mesma mão grossa e forte que bate a punheta,NÃO pode fazer um carinho no rosto do parceiro,fazer um cafuné.
    A mesma boca que paga o boquete,NÃO pode dar ou receber um beijo afetuoso,apaixonado.
    A mesma voz que fala putarias ao ouvido,NÃO pode dizer um “Eu te amo”.

    Existe o exemplo dos Pansexuais,que também transitam TRANQUILAMENTE sua sexualidade e afetividade entre ambos os sexos,sem necessariamente se definir como monossexuais ou bissexuais.
    São aqueles típicos indivíduos que dizem “gostar de pessoas”.

    Aliás,será que os “machos” se permitem viver essa intimidade e entrega com mulheres também??
    Será que a superficialidade afetiva e sexual está restrita apenas as suas experiências homossexuais??

    Como eu cansei de falar antes sobre esse assunto,UMA CAIXINHA NÃO EXCLUI A OUTRA CAIXINHA!!

    Estão aí e não me deixam mentir,os bissexuais que transitam livremente entre os “dois mundos”,os homossexuais e heterossexuais bem resolvidos que vivenciam as intersecções de suas “caixinhas” sem deixar maiores sequelas, os pansexuais,os homossexuais e heterossexuais sexualmente abstêmios que vivem tranquilamente em suas realidades bastante duras sem necessariamente abrir mão de seus impulsos etc…

    Os argumentos de que “a minha realidade não permite”,parecem cada vez mais sem nexo,já que a nossa sociedade e a civilização ocidental-secular de modo geral, está cada vez mais “simpática” e tolerante com relação as orientações sexuais diferentes da heterossexualidade.
    Claro,existem as exceções, mas atualmente NÃO ser heterossexual,parece ter um peso MUITO menor com relação a anos passados ou até mesmo séculos anteriores.

    Pessoas que insistem em querer taxar a nossa sociedade e realidade de repressoras,guardadas as verdadeiras proporções de quando isso realmente acontece,não passam de alarmistas e “coitadinhas”.
    Se acham isso da nossa realidade,então por quê não vão morar no Irã ou na Rússia pra constatarem uma realidade verdadeiramente dura e repressora??

    É preciso separar os fatos dos “coitadismos”,caso contrário,corre-se o risco de ficarmos a mercê de pessoas que distorcem a realidade somente para ganharem um pouco de ATENÇÃO!!

    Pra finalizar,acho o conceito de “brodagem” bastante RELATIVO.
    Não sei quais são os critérios usados por certos homens,homo ou heterossexuais, para separarem a “brodagem” da “viadagem”.

    Principalmente no caso dos gays, já que muitos se aproximam de homens hétero com a desculpa de ser em nome da “brodagem”,sendo que na verdade estão intencionando fazer uma boa “viadagem” com os “brothers”,rsrsrs.

    Ps: Eu compreendi o que os “machos” fazem,mas ainda não entendi o POR QUÊ!

    Abraços.

    1. Gustavo disse:

      [Post excluído a pedido do leitor]

      1. Ali disse:

        Oi Gustavo,tudo bem com você?

        Obrigado pelos esclarecimentos,ajudaram sim.

        Não me leve a mal,eu não tenho nada contra a sua pessoa ou a integridade dos “machos” em geral,acontece que sou apenas uma pessoa bastante inquieta,se é pra falar eu falo MESMO.
        Já me f#$% bastante por acreditar em tudo que eu encontrava “mastigado” por aí,por isso mesmo eu procuro questionar bastante algo antes de constata-lo como um fato ou “verdade”.

        Pelo que vejo,a situação é muito mais INCONSCIENTE do que consciente.
        Vejo também que você tem uma relação bastante íntima e afetuosa com o seu “peguete” rsrs
        Eu questionei aquilo porque geralmente essas demonstrações recíprocas de carinho e afeto,são sinais claros de um envolvimento amoroso entre duas pessoas e que precede a concretização de um sentimento bobo e velhaco chamado AMOR!! kkkkkk
        Não quero bancar o advogado do diabo por aqui,mas eu acho que PAIXÃO já é algo que vocês estão experienciando e ainda nem perceberam rsrsrs

        Posso estar redondamente errado AINDA, maybe not!!

        Eu só acho que gays e demais sexualidades não-heterossexuais já se questionam bastante antes de darem os primeiros passos,ou seja,antes de se assumirem,que considero no mínimo plausível ou esperável da parte de um “macho” questionar seus sentimentos e atitudes,sair nem que seja por um milésimo de segundo de suas zonas de conforto.
        Você faz isso Gustavo?

        Enfim,eu não tenho direito de me intrometer na vida particular de ninguém,desde que isso não me afete.

        Aproveite bastante essa sua homoafetividade com o seu amigo,gozem,beijem… whatever kkkkk

        Abraços!

      2. minhavidagay disse:

        Vou concordar com o Ali na parte que el@ diz que de repente vocês já vivem algo de paixão mas não se deram conta ainda… Só pra gente matutar a respeito ;)

      3. Gustavo disse:

        [Post excluído a pedido do leitor]

  6. Pedro disse:

    Gustavo, vc é uma caixinha (ou melhor, caixona!) de surpresas! kkkk
    Apaixonar-se por um cara, definitivamente, não faria bem ao seu casamento. Garanto a vc!rsrs

    Grande abraço, meu querido!
    P. S: to curtindo muito nossas trocas de email. Tem me feito muito bem! ;)

    1. Gustavo disse:

      [Post excluído a pedido do leitor]

  7. Ali disse:

    Caramba Gustavo,você está se revelando um tremendo PEGADOR. kkkkkkk

    Nossa! Acho que você,que ainda nem é do “babado”, pega mais homens do que eu e o MVG que gostamos da “fruta”! rsrs

    Realmente,acho que você curte mesmo é uma boa “putaria” não importa com quem seja.Se puder ainda dividir toda essa libido com outro “macho”,melhor ainda,não é?!

    Mas se o principal ponto nessa questão é o tesão e a “putaria”,e isso corrobora com a minha opinião sobre a superficialidade das relações sexuais em detrimento do envolvimento afetivo, então como você trata a questão da “putaria” com mulheres?
    Como você trata a questão do envolvimento afetivo por mulheres?
    Você se PERMITE mais sentir essas coisas por ELAS ou prefere manter essas “barreiras” também com ELAS??

    Espero que não se importe de eu te encher o saco com essas perguntas,mas é que fiquei bastante curioso sobre o assunto.
    Sabe como é,são ossos do ofício! kkkkk

    Abraços.

    1. Gustavo disse:

      [Post excluído a pedido do leitor]

  8. Ali disse:

    Oi MVG!

    Olha só o que eu andei achando na internet:
    http://g0ys.org/

    Está em INGLÊS!!

    Os “machos”, na verdade não seriam os tais “Goys”??

    Espero que não!!

    1. Gustavo disse:

      [Post excluído a pedido do leitor]

      1. minhavidagay disse:

        Legal você ter respondido, Gustavo!
        Meu final de semana foi master corrido e eu ia recomendar que você mesmo comentasse sobre os gOys, já que ouvi esse conceito pela primeira vez com você. O que entendo de imediato é que o tal gOy não é o “macho”. Talvez um extrato desse – rs.

        Abraço!

Deixe uma resposta