Minha Vida Gay – Japoneses, frios, prepotentes e arrogantes?


Hoje troquei rápidas ideias com um leitor que se manifestou pelo Blog Minha Vida Gay. Comentou que sempre teve interesses por orientais (falou de japoneses) e que tem lidado com grandes dificuldades de se relacionar com eles, que se mostram prepotentes, arrogantes e frios.

Achei interessante o tema pois não foi a primeira vez que ouvi falar de algumas pessoas sobre essas definições dos japas gays. Como genuíno espécime, japa e gay, talvez tenha subsídios para fazer uma defesa (ou mostrar um ponto de vista), caso algum “transeunte” que passa por aqui tenha interesse em saber sobre o universo de Yoko Ono – rs.

Afinal, os japoneses gays são frios, prepotentes e arrogantes?

Acho um pouco complicado pegar por definição, apontar características negativas e colocar todos os japoneses dentro de um mesmo pacote. Não seria diferente de dizer que todo negro é pobre, subdesenvolvido e bandido. Ou que todo italiano é espaçoso, grosseiro e machista. Generalizar características negativas atreladas a etnias é a manifestação mais autêntica do preconceito racial.

Mas tenho que concordar que, no caso dos grupos de japoneses, alguns são extremamente conservadores no sentido de não querer misturar a raça. Em outras palavras, existe uma rigidez pela preservação racial, para se evitar mestiçagens e, consequentemente, mistura de traços culturais. E o ponto central é exatamente esse: algumas famílias, num contexto brasileiro de tantas raças, querem preservar os traços culturais. Pessoas assim podem ser chamadas de conservadoras, como o próprio termo já diz, de conservar, preservar, manter. É assim que funciona há milênios, meus amigos.

Porém, não querendo dar uma desculpa e a exemplo de posts recentes, já comentei que a família italiana do meu ex-namorado (das dezenas de primos e tios conservadores) não aceitariam bem um negro na família. Na mesma toada, uma das melhores amigas de meu ex, negra pura, vive num contexto familiar de negros 100% que levantam a bandeira da não miscigenação. No Brasil soaria até antagônico uma família a hundred percent black agir assim, de maneira tão conservadora. Mas esse é um fato: conhecido e convivido.

Agora, falo pelas famílias orientais, principalmente aqui em São Paulo: esses valores de conservação têm mudado. Que existem ainda posturas de refração à mistura é inegável. Mas muito menos do que no passado. E essa mistura não diz respeito a maneira de se comportar, gírias, trejeitos ou qualquer coisa que vem da forma. Diz respeito a bases culturais íntimas, impregnadas no subconsciente.

Como comentei ao leitor, cada etnia possui valores e traços culturais que nos levam ao julgamento, como características positivas ou negativas. Um traço que eu noto que tenho “em meu sangue” e noto que não é tão comum na cultura de italianos, espanhóis ou portugueses, é um sentido de honra. Acho que tal termo e seu significado as vezes é tão incomum no mundo Brasil que fica até difícil de traduzir essa palavra.

Alguns de vocês têm a referência dos samurais e kamikazes. Pois bem: em linhas bem gerais, quando os samurais perdiam as batalhas para os adversários e não morriam durante a luta, era mais honrado – para preservação de sua reputação frente ao inimigo e ao seu próprio grupo – praticar o harakiri, um suicídio com a espada perfurando a própria barriga. Na sequência, um dos guerreiros oponentes decepava imediatamente a cabeça do perdedor, no sentido de respeito a honra do adversário. Para a cultura ocidental no geral, tal ato chega a ser até sem sentido. Para mim não.

Com o objetivo de trazer mais clareza, tem o exemplo dos kamikazes: durante a guerra, nos embates entre aviões, se os japoneses estivessem próximos a perder a batalha aérea, os kamikazes literalmente jogavam seus aviões contra o inimigo, fosse em um outro avião, navio e etc. Suicidavam-se em honra a si e a pátria. Difícil ainda? Então vou tentar trazer para realidades mais atuais…

Acredito que tais valores estejam ainda impressos em nossa cultura (quiçá DNA) mesmo que de maneira sutil ou invisível. Pelo menos, posso afirmar que para a maioria da minha geração que nasceu no final da década de 70 (começo de 80) tal valor prevaleceu da seguinte forma: a cultura ocidental, no geral, é mais permissiva ao erro. Tende a justificar seu erro em detrimento ao erro do outro e, quando se erra, não existe um peso ou uma cobrança e, as vezes, pelo contrário, mal se assume o próprio erro. Não digo, em absoluto, que todos os ocidentais são assim. Mas por exemplo: se um amigo marca de se encontrar as 15h na praça de alimentação do shopping e se atrasa, a pessoa que espera se incomoda mas o atrasado – as vezes – nem se importa com a situação, como se fosse natural fazer o outro esperar.

O japonês atrasado nesse contexto (no geral) e até mesmo o exemplar das mais novas gerações, numa situação dessas estaria mandando mensagens e, possivelmente pediria desculpas imediatas assim que encontrasse o amigo que ficou esperando. Isso se realmente atrasasse. Existe um sentido de honra em fazer certo, como combinado. E, mesmo numa situação de trânsito ou imprevistos, demonstraria uma atenção ao outro antes mesmo dele se manifestar.

Honra, em certa medida, é um comprometimento a si, ao outro e a um grupo. A partir daí dá para entender o seguinte: equanto a Copa no Brasil, que teve longo prazo para se estruturar – tempo dado a todos os demais países que a sediaram – está atrasada já “na boca do gol”, a devastação que aconteceu no tsunami no Japão, casas destruídas, prédios derrubados, ruas, avenidas e etc, foi reparada em um ano. A honra de si, ao outro e a um grupo refez uma história em 12 meses.

Tenho que levantar essa bola como exemplo, que hoje lido com bastante graça quando lembro, mas – no começo de namoro com meu ex – quando combinávamos de pegá-lo em seu apê, não foi três vezes que me deixava esperando 20 minutos até descer, naquele esquema d’eu passar e irmos para algum outro lugar. Aguentei tal situação umas três ou quatro vezes, tentando perceber se ele notava a postura (ou se me convidava para subir – rs), mas não teve jeito: cheguei um dia e lancei uma “boa conversa” sobre a situação. A mim hoje é bem claro: a sua cultura/educação e a maneira de lidar com as pessoas nunca exigiram antes tal atenção. A minha, herdada, o contrário.

Lembrando algo importante: o julgamento ou críticas do que é “melhor” ou “pior” não entra em questão – para mim – nesse texto.

Volto a dizer: não são todos orientais que praticam esse sentido de honra perante o outro, tampouco posso afirmar que todos os ocidentais são “largados”. Estaria praticando o preconceito. Mas sei que, as vezes, essas noções de comprometimento/honra para com o outro ressoam de maneiras diferentes entre as culturas. E a questão é simples: quem aqui costuma pensar em valores de “honra”? Posso dizer que semana sim, semana não, tal conceito e os sentimentos correlatos batem sempre, principalmente no ambiente da minha empresa.

Uma ótima recomendação de filme que trata bem sobre esse valor, da honra, e apresenta de maneira delicada a inicial desigualdade cultural (ocidente VS. oriente), o início da compreensão das diferenças, o respeito adquirido e a amizade estabelecida é “O Último Samurai” com o Tom Cruise. Acho a produção belíssima e emocionante no sentido de me identificar bastante com os sentimentos que poeticamente são materializados. Fica essa dica para quem tem vontade de entender um pouco mais sobre a orientalidade e, quiçá, romper com o mito de que japonês é frio, prepotente e arrogante.

Detalhe: guerras e samurais no filme formam apenas um leve pano de fundo para traduzir um pouco da relação humana, da amizade, lealdade e afetividade.

E, no final, quem acredita que japonês é tudo isso de esnobe, vai ter que aceitar também que todo negro é pobre, subdesenvolvido e bandido. Ou que todo italiano é espaçoso, grosseiro e machista. Você é uma pessoa preconceituosa.

16 comentários Adicione o seu

  1. Sei la viu kkk, acho que todo mundo tem um pouco disso. no momento em que fiz o comentário estava meio nervoso e estava na internet procurando alguma resposta para o que eu estava sentindo com relação a orientais. acabei sendo um pouco preconceituoso sim. Admito. A grande verdade é que eu sempre quis um romance. Eu acho que isso (não é pra rir) é tudo culpa da Sailor Moon. Eu sempre fui muito ligado a animes e esse é o meu favorito. assisto desde quando passou pela primeira ves na tv, na manchete se não me engano. ate hoje eu assisto esse anime. E é exatamente essa ideia de romance que eu sempre procurei. Acho que associei os Japoneses a esse tipo de romance por causa do anime. kkk que infantil, eu sei, o que posso fazer. já tentei crescer mais não consigo. tenho até um pouco de vergonha. Criei o mundo que eu queria viver e coloquei um japonês nele. e tive que ir la e quebrar a tiara lunar pra descobrir que não é assim que acontece. não do jeito que eu quero. mais hoje acordei e pensei muito e quando vi vc tinha respondido meu comentário. e te peço desculpas novamente. fui preconceituoso sim. Acho que todo mundo já pensou de uma maneira preconceituosa com relação a alguma coisa. já sofri bastante preconceito vindo de negros. acredito que eles são quem mais sofrem por preconceito. e mesmo assim aqui perto de casa tinha um grupo de negros, que não pensavam duas veses em gritar “vai viadinho” kkkk quando eu passava na rua, no auge dos meus 15 anos. e eu não me esqueço por uma situação onde não aguentei e disse prefiro ser viadinho do que ser preto. Isso foi ridículo de mais. como eu pude falar assim com alguém. até hoje eu lembro disso com vergonha das palavras que disse. depois disso, sempre que alguém fazia uma brincadeira de mau gosto eu prefiria ficar quieto do que me sentir mau com as palavras que sairiam da minha boca. Tenho muitos amigos e amigas que são negros. alguns são lindosss e ricosss. tenho uma amiga que é a sensação, todas as veses que vou ao shopping com ela, ela sempre consegue transformar o shopping em passarela com a sua beleza e altura. odeio, mais odeio mesmo quando alguém faz uma piada racista ou algum comentário perto de mim. e mesmo assim fui preconceituoso. Meu pai sempre me ensinou a ser gentil e honesto acho que essa foi a melhor lição que ele me deixou. ele nasceu na Itália e cresceu por la. veio para o Brasil quase adolescente, Meus avós quase não falavam português. Meu pai era mecânico e delegado de transito e participava de um motoclube de roqueiros. Amava carros. eu nunca tive vontade de dirigir. e ele nunca me forçou a gostar de carros, mais me deu um jogo de luta da sailormoon que era tão legal, passávamos muito tempo com aquelas meninas gritando e fazendo magia umas nas outras. Foi a primeira pessoa da minha família que me aceitou sem me olhar diferente depois. eu sempre quis estudar moda e não sabia como eu ia falar pro meu pai. Ele era aquele tipo de pessoa que assustava. meus amigos morriam de medo do dele. mais ele me apoiou tanto e no meu primeiro desfile ainda na faculdade, ele estava la sentado na primeira fila com os olhos cheios de lagrimas. quando ele faleceu muita gente vinha me falar o quanto ele tinha orgulho de mim e quanto ele adorava o meu trabalho. todos os amigos dele sabiam que eu era gay e estilista. E eu só fui aprender o que era embreagem depois que ele se foi. Ele só tinha cara de machista e bravo mais não era nada daquilo que aparentava. tenho nele um exemplo para não ser preconceituoso com alguém (nem espaçoso, grosseiro e machista kkikiki) e me desculpe novamente pelo comentário que eu fiz e pela maneira que expressei o que eu sentia. eu já assisti o ultimo samurai mais vou ver novamente. vou ver também se tiro a tiara lunar da cabeça e vivo um mundo real. Ate mesmo porque a minha já esta toda quebrada. a partir de agora serei um fã seu. vou ler tudo q for postado, você tem palavras muito sábias. e não vou mais te encher com bobagens e nem com comentários gigantes como esse. Xauuuu muito obrigado e me desculpe novamente.

    1. minhavidagay disse:

      Ahahahaha… fique tranquilo, Fabio!
      Esse post nem foi uma “bronca” a você. Mas acho importante todos nós revermos o quanto somos racistas mesmo.

      E viva Sailor Moon! rs Não foi um desenho que fez parte da minha vida porque já era mais velho. Mas tenho muitos amigos fãs desse anime.

      Sem ressentimentos!

      Bjo,
      MVG

  2. Renan disse:

    Eu fiquei algum tempo sem visitar a página, e quando volta a ler, descubro que o autor é descendente de japonês também hahaha Muita coincidência e muita identificação com o que você escreve.
    Resolvi fazer um comentário nesse post porque de certa forma meio que me encaixo nele. As pessoas parecem mesmo que tem esse pensamento de que japoneses são frios e arrogantes, e existem japoneses que são mesmo, mas gente, não são todos. Nossa, e como isso me prejudica,…as pessoas antes de me conhecerem criam uma imagem sobre mim de que sou certinho, frio, arrogante e um monte de coisa e acabam não se aproximando…
    Um desabafo pessoal hahaha

    1. caah disse:

      renan me manda seu email

  3. Black and Rainbow disse:

    É engraçado como tudo depende sempre das experiências das pessoas. Nunca tive essa visão dos japoneses e seus descendentes, talvez por conviver desde muito criança com japoneses (um dos meus primeiros melhores amigos é japonês) num colégio em que eu era um dos cinco negros matriculados. Esses assuntos de etnias e características negativas relacionadas a elas às vezes, pra mim, é bem desconfortável, sou um cara bem observador, mas nunca notei em mim um preconceito em relação a raças (mas obviamente tenho preconceitos em relação a outras coisas e tal) e já me apaixonei pelos mais diversos tipos. É completamente angustiante imaginar que quando uma pessoa branca ou oriental vem conversar comigo ou se depara comigo na rua, muitas vezes, ela pode estar carregando todos os conceitos negativos e generalizados atribuídos a minha raça.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Black and Rainbow, tudo bem?

      Saindo um pouco do assunto sem sair tanto assim, te pergunto: no momento que você sai na rua angustiado por imaginar que um oriental ou uma pessoa branca possa ter preconceito por você ser negro, como reagiaria?

      Desviaria sem olhar no rosto? Faria cara feia? Encararia para ver qual a reação da pessoa? Como de manifestaria essa sua angústia?

      Note que, se você sair na rua e ficar imaginando qualquer oriental ou qualquer pessoa branca com predefinições sobre você, automaticamente você perderá a desenvoltura e note que interessante: no momento que você imagina que qualquer um (branco ou oriental) possa ter um percepção errada de sua parte, essa generalização passa a ser automaticamente a manifestação do seu preconceito.

      Um abraço,
      MVG

      1. Black and Rainbow disse:

        Olá MVG, tudo certo.
        A sensação da angústia veio ao ler e refletir sobre o texto, nunca saí com tal sensação…e mesmo imaginando agora foi bem difícil ter uma reação (na verdade não tive). Ao refletir sobre o post até fiquei com receio de abrir uma porta da qual não pudesse mais fechar e ficar paranoico abrindo espaço para um preconceito racial e tal, mas sei lá…acabo de chegar em casa depois de um dia supercorrido e com muitas pessoas e isso sequer me passou pela cabeça.
        Abraço.

  4. Dreammer disse:

    Sou apaixonado por asiáticos, até agora não achei nenhum gay asiático :/

  5. Junior japinha disse:

    Boa noite. Gostei muito do artigo, parabéns.Os japoneses e os descendentes são, na realidade, discretos e bem reservados. Sou neto de japoneses e garanto que não sou arrogante, frio e prepotente,rs. Abraços.

  6. Leo disse:

    Adorei seu post. Eu sempre quis ouvir a opinião de alguém que estava dentro do contexto: um oriental e gay. Porque tem muita gente que tem suas idéias sobre a cultura e etc, mas não é a mesma coisa de quem vive, cresceu, foi educado dentro dessa cultura. Como o Renan acima falou, atitude é uma questão do individual não do todo. Os que eu conheci foram pessoas maravilhosas e lamento por nossos caminhos terem seguidos por direções diferentes. Paz.

  7. Eric Bolena disse:

    Acho complicado e preconceituoso fazer generalizacoes pois seres humanos sao diversos em carater. Porem alguns lugares impoem as pessoas padroes, entao de repente em algumas regioes talvez seja mais facil encontrar ppsturas x ou y. Mas ainda assim nao sera regra. No caso dis orientais a unica coisa que Eu notei é que todos os orientais por quem tive uma quedinha me esnobaram. Mas… Nunca vi isso como oriental e sim como o (lamebtavel) padrao da cultura descartavel moderna, onde as pessoas gostam de usar e esnobar as outras para se sentirem especiais.

  8. Eric Bolena disse:

    Nao sei se meu comentario foi… Mas aproveito para dizer… Tenho uma quedinha por orientais. Orientais que curtam judeus… Se apresentem rs

  9. Mari disse:

    Eu to procurando algum casal gay com descendência que queira ir para o Japão. Eu sou da 3ª geração e quero levar minha namorada pra lá. Podemos fazer uma troca e nos casar.. infelizmente essa é a única forma de irmos para lá. Interessados mandem email:moraes90@hotmail.com.br

  10. Henri disse:

    Gostei do post . Sou gay negro. Ainda não me assumi e sou muito discreto , passivo (não-afeminado). Tenho uma vida estabilizada .E sou louco por japoneses Acho uma beleza sem igual. Admiro muito sua cultura japonesa e tenho um sonho de morar no Japão . Mas infelizmente sempre sofri preconceito quando eu tentava uma aproximação dos poucos japoneses que vivem no meu estado.

  11. Kauã Felipe disse:

    Muito bom o texto, gosto muito dá cultura oriental num modo geral, não apenas do Japão, sempre quis namorar com um japa, mas eles nem me notam kkk mesmo eu estudando na liberdade onde mais tem é japa, a respeito da cultura e linha de pensamento, é estranho nós questionarmos o jeito que eles são, não é ato que a cultura japonesa ainda vive, não com a mesma força de antes mas ainda persiste e é até um pouco de egoísta que nós queremos que eles sejam amorzinho igual a nós, temos que respeitar as diferenças e o jeito se tu não está aberto a aceitar e tentar conviver com alguém que pode ser um pouco mais fechado, o por que ele tentaria viver com você sendo que são diferentes, acho que o que vale é a conversa o respeito entre os dois, é claro não precisa ser lacaio e aceitar tudo de mão aberta mas também temos que ter em mente que é uma pessoa não um objetivo que é feito do jeito que queremos :)

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