g0ys – A sociedade e as sexualidades


Quem são os g0ys?

Para falar dos g0ys prefiro antes retomar o conceito da gouinage para uma intersecção dos conceitos.

Os gouines são homossexuais que criam laços afetivos e sexuais mas não praticam o ato com penetração. Definição simples, rápida e rasteira. Postei em Outubro de 2013 um texto opinativo sobre a gouinage. [Basta clicar aqui].

Nesse ano ouvi pela primeira vez os termos “g0y” e “bromance” (notem que g0y é escrito com “g” + “zero” + “y”) em almoço com o amigo Gustavo – leitor bastante participativo aqui no Blog Minha Vida Gay – lá em terras cariocas, quando fui visitar meu irmão e minha cunha antes do Carnaval.

Os g0ys não se consideram gays, mas são homens que criam afetividade com outros homens, beijam, são companheiros e praticam o tal bromance, um neologismo que funde as palavras “brother” e “romance”. Daí vem dois detalhes para caracterizar em definitivo um indivíduo g0y:

1 – assim como os gouines, não curtem penetração;

2 – levam a promessa de nunca institucionalizar uma relação como o namoro ou o casamento com outro homem. Viverão da heteronormatividade.

Daí que, coincidentemente, minha cunha veio puxar assunto hoje sobre um texto que leu, dos tais rapazes do bromance. Deu no “O Globo” a matéria explicando a ideia dos g0ys, seus valores, políticas de conduta e etc. [Clique aqui para uma leitura mais apurada].

Ontem mesmo, num encontro com o amigo Candy, o tema veio à tona e, agora, numa noite amena e confortável de véspera da Páscoa, pude ler com mais atenção tal reportagem enviada pela minha cunhada: nosso querido movimento LGBT trata os g0ys como um modismo, ressaltando a necessidade curiosa das pessoas precisarem criar rótulos e subrótulos.

E claro que eu, MVG, tenho aqui na manga sempre um ponto de vista.

O movimento alega que tais rótulos acabam ofuscando a luta pelos nossos direitos. Tenho que discordar pois entendo que o assunto esteja no plano da “diversidade sexual”, que é amplo e mais “alto”, associado ao desejo humano que está muito além dos modelos instituídos ou da própria causa.

É natural que o movimento LGBT e o gay precisem preservar pela sua integridade. Estamos vivendo anos importantes para a emancipação do homossexual e me parece óbvio que qualquer vertente como g0ys, HSH (ou até mesmo os gouines) podem confundir a nossa identidade, deturpar a nossa imagem e trazer mais confusão na cabeça da sociedade geral (que não vai entrar nas minúcias das variantes sexuais, que não da própria heterossexualidade). Mas essa insegurança, que pode inclusive se tornar alguma fobia, no MVG será abordada de outra maneira.

É bastante delicado o movimento se apropriar do conceito g0y como algo de modismo e sair a sete ventos vendendo essa ideia. No momento que já é uma instituição (ou doutrina) fatalmente sofre de alguma miopia. Não seria essa a turbidez, alegando que tais variantes são modismos?

Acho bastante importante se atentar: a camada do movimento está abaixo do plano da “diversidade sexual” que, como bem sabemos e a cada ano que passa, vem se mostrando cada vez mais múltipla.

À frente da fila da emancipação estão os gays (homens e mulheres) e fica cada vez mais claro que nós, homossexuais, somos os atuais privilegiados (depois dos próprios heterossexuais) a ter um lugar ao Sol. Logo atrás estão os transgêneros e os transexuais, vivendo estágios diferentes dessa emancipação factual (ou vai me dizer que alguém como o Laerte Coutinho hoje sofre menos repúdio social que um homem gay?).

Ficam ainda no “lado bem escuro da Lua” os bissexuais, os g0ys, os HSH e etecetara.

Temo bastante que nós, gays, depois que obtivermos nossa “carta de alforria master“, absorvidos e aceitos pela maioria social, sejamos os próximos a praticar o preconceito, se é que já não estamos fazendo. Fica evidente que o ser humano funciona assim (pelo menos aqui no Brasil): se institucionalizado, tudo que está a volta se torna periférico.

Não serei aquele indivíduo que, por ser gay e por pura necessidade de preservação da “instituição homossexual”, tratará outras classes, camadas, segmentos, ou sabe-se lá que categoria possa dar, como algo transitório ou passageiro. Que subsídio tenho para isso, a não ser meus próprios contatos por intermédio do MVG? E falo assim porque os três anos de Blog tem me colocado próximo a indivíduos, perfis ou “camadas” muito mais diversos do que a dobradinha hétero X gay.

A diversidade sexual está muito mais no plano do raciocínio abstrato do que do pragmatismo. Lembrando que, quando o assunto é o universo da sexualidade, tal pragmatismo fica limitado ao certo paradoxo do hétero e do homo. Duas caixinhas que, inclusive, reverberam a velha ideia de que g0ys, bissexuais, HSH, gouines ou assexuados são estados de transição.

Será mesmo? Ou será que preferimos definir assim para nos trazer algum tipo de conforto, daquele que vai garantir um balanço ilusório entre o gay ou o heterossexual vivendo em coexistência? Afinal, gay transa gay e homem transa mulher e vivem limites entre um e outro. Mas e quando, nessa pluralidade que estou pressupondo, homem transa mulher e homem, mulher transa homem e mulher, em patamares bissexuais, g0ys ou HSH? Numa mistura? Mexe com o pilares culturais e sociais, não é verdade?

Diversidade sexual, meus amigos, vai muito mais além. E quando algum novo conceito pode abalar o que se é institucionalizado, humanos como somos, ativamos a nossa arma do discriminatório.

Como já sugeri por aqui, o gayismo pode ser o futuro machismo se a gente não cuidar.

15 comentários Adicione o seu

  1. Caio disse:

    Puxa MVG que coincidência, iria entrar agora mesmo no blog e sugerir que você escrevesse um pouco sobre os tais “g0ys” rs. Mas já que você já escreveu vou dar meu parecer.
    Bom, num primeiro momento até concordo com um ponto trazido pelos “g0ys”: a preservação da masculinidade, claro sem a necessidade de impor isso como regra a todos e muito menos se desfazer dos que não são assim, o que não é caso da ideologia deles. E já respondo que depois de tudo o que li, acho-os um babacas por inúmeras razões. Primeiro, por tentarem camuflar seu enrustimento por trás de um novo rótulo e se mostrarem superiores por isso, está evidente. Segundo, eles pregam não exatamente o que você escreveu: “não curtem penetração”, eles acham isso um ato degradante. Tudo bem, que achem o que quiserem, mas da forma que expôem isso, fica claro que estão tentando passar uma verdade impositória. Terceiro, não sabem o significado das relações homossociais: bromance e sismance, distorcendo assim os seus reais significados. Um bromance é uma relação de profunda AMIZADE entre pessoas do sexo masculino, em que há presença de afeto demonstrado em gestos de carinho, mas com ausência de sexo, o que não é o caso deles, em que confessam se tocar com finalidade de excitação. Quarto, só sabem reproduzir mais esteriótipos ao passo de dizerem querer se desvirtuar dos já criados. Que raios de gente que ainda não entenderam que homossexualidade não é sinônimo de feminilidade e heterossexualidade não é sinônimo de masculinidade (em homens), que não se pode mensurar grau de homossexualide ou heterossexualide, ou você é ou não é. Por isso mesmo detesto quando dizem “você não parece tão gay”, ou “isso é tão gay”, ou “nossa, mas você tem jeito de HÉTERO”; por que não substituem pela palavra certa: “nossa, você tem jeito MASCULINIZADO” ? Que tanto seve para gays como para héteros. Portanto, eles acham que todos que são homossexuais são afrescalhados, adoradores de divas pop, etc e querem fugir disso. Quinto, qual o problema em você ser um homem masculizado, homossexual, de bem com vida, não gostar de vários aspectos e características que são opostas as suas ou como eles dizem “do mundo gay”, mas ao mesmo saber respeitar isso? Por que ainda depois de tanto se lutar, esses serem insitem em dizer que as relações entre dois homens se rezumem apenas a alívios sexuais, que não se pode ter uma relação afetiva livre entre eles? Que só vaginas são santas e que só as mulheres podem ter uma relação com um homem as vistas da sociedade? Sinceramente não dá para engolir. Gente besta querendo se achar é o fim da picada.
    E por fim MVG, não concordo com seu “sofrimento por antecipação” rs em relação ao assunto. Você diz temer que os gays em geral depois de mais aceitos acabem por discriminar os demais que não são exatamente como eles. Oras, o que vejo, e vejo agora neste momento presente, é que os tais “g0ys” é que estão sendo intolerantes com os gays e não o contrário.
    Está difícil lidar com esse mundo repleto de gente travada. Os héteros podem ser somente héteros de bem com a vida e serem normais assim, agora os homos não podem ser somente homos e de bem com a vida, eles precisam ser minimamente héteros também para prestarem. Ainda bem, que de acordo com minhas previsões essa idiotisse tem prazo de validade e não vai angarinhar tantos adeptos assim como alguns pensam.

    Bom feriado meu caro.

  2. Migrannte disse:

    Boa tarde!

    Acredito que a diversidade sexual, assim como a própria vida, não deve ser segmentada, fracionada, dividida em “caixinhas” que factualmente não existem. Todavia, penso nas implicações políticas de uma identidade “g0y”. Não seria essa uma forma avessa de se enquadrar nos padrões heteronormativos?

    Refletindo a partir do conceito de “HSH” minhas dúvidas se aprofundam ainda mais. Essa é uma categoria epidemiológica utilizada em pesquisas para entender o comportamento de homens que fazem sexo com outros homens e pouco diz sobre a identidade desses sujeitos. Em outros termos, serve como uma ferramenta de investigação, porém não diz muito sobre as relações afetivas, o preconceito, a violência sofrida no âmbito familiar e/ou público por homossexuais simplesmente por serem homossexuais, dentre outros “n” exemplos. O “g0y” se aproximaria da ideia do “HSH”?

    Enfim, acredito ser válido refletir sobre as implicações políticas de se pensar em sujeitos “g0ys” e o cuidado para não incorrer em padrões heteronormativos.

  3. Vicente disse:

    Sejamos sinceros, por quais motivos uma pessoa se envolveria sexualmente (estimulos sexuais) como uma pessoa do MESMO sexo? Se o individuo tem prazer com o corpo alheio significa que existe atração. Não tive contato e nem conheço ninguem adepto dessa tal pratica, mas será que essa não é uma maneira dos mesmos esconderem sua orientação no medo de assumir a própria homossexualidade pra si mesmos? Afinal, eles acima de tudo, afirmam que continuan sendo heterossexuais mesmo que obtenham prazer com outro homem.

  4. Black and Rainbow disse:

    Sou um gouine desde sempre e, ao pesquisar mais sobre gouinage, me deparei com blogs que me apresentaram ao movimento g0y.

    Consigo entender as duas partes e percebo que elas se cruzam na mesma questão: A imagem do homossexual.
    Por mais que novelas e filmes apresentem personagens gays e abordem a temática da homossexualidade, na visão de muitas pessoas o gay ainda é aquele cara espalhafatoso, portador das mais diversas DST’s, avesso a própria masculinidade e todos aqueles clichês que conhecemos. Expostos a tais características e às consequências para quem dela se assemelha, é compreensível que os g0ys queiram negá-la, porque ninguém em sã consciência gostaria de ser relegado à escória. Apesar de equivocados, os g0ys partem de ideias como estas para formular (e disseminar) os seus conceitos.
    É natural que o movimento LGBT não veja os g0ys com bons olhos, pois estes, ao negar os gays, negam também o movimento LGBT que tem em seu discurso a diversidade sexual. E principalmente, porque o movimento sabe que qualquer identidade sexual que se aproxime a heterossexualidade e que exalte a masculinidade seria mais tolerada (mesmo que de forma velada) que a homossexualidade com a sua ausência de barreiras entre o feminino e o masculino.
    Apesar da matéria do Globo não ter mencionado, existe aquele cara que é denominado “G0y puro”, pois se relaciona apenas com homens e evidencia a masculinidade em si próprio, o que na visão de muitos seria nada mais que um gay mais masculinizado.
    Ambos se equivocam, os g0ys por assimilar ideias retrógradas estreitando a própria visão e reforçando a discriminação e o movimento LGBT por enxergarem essa nova voz que surge como onda passageira, negando a diversidade presente na sigla que carrega e a fluidez da sexualidade humana.

    1. minhavidagay disse:

      Muito bom seu comentário, B&R.

      Temos essa ideia de que se não for heterossexual, todos os demais têm que ser gays. A mim isso é um equívoco grandioso. É uma pressão, fruto de nosso próprio medo da perda da “integridade gay”. Assim como os gays eram para os heterossexuais quando toda essa história da liberdade sexual começou. Por isso digo: já existem gayistas no meio de nós.

      A sexualidade humana é extremamente ampla, variada e diversa. Claro que algumas práticas recairão em questões morais severas, como a pedofilia, a necrofilia, a zoofilia, infringindo regras, morais e leis necessárias para nos preservarmos, inclusive, como sociedade organizada e psicologicamente sã.

      Ao mesmo tempo, não dá para negar também que a nossa sexualidade (de todos) sofre influência constante dos próprios pilares da sociedade em que estamos inseridos.

      Sabia que existe uma tribo aborígene astraliana cujos pais elegem o sexo do filho antes de nascer e, se por exemplo escolhem por menina e nasce um menino, vão educar seu filho como menina? Desses filhos, alguns tornam-se homossexuais (que são amplamente aceitos na tribo). Outros seguirão pela heterossexualidade, mesmo sendo educados como mulheres. Casam com outras mulheres, têm filhos e dão continuidade a essa cultura do livre arbítrio.

      Outro conteúdo interessante que recebi da minha cunhada, diz respeito a mulheres na Albânia que, por fortíssima influência dos pilares culturais e sociais locais optaram por se “fazerem homens”: http://www.hypeness.com.br/2012/12/conheca-as-mulheres-homem-da-albania/, também com suas políticas, regras e motivos por serem como são.

      Fico me questionando se aqui no Brasil o movimento e os gays têm real autoridade para subjulgar, definir e classificar g0ys, bissexuais, MachoxMacho e etc. Fico pensando se essas frações não são reflexos reais e palpáveis de nossa sociedade, com culturas, hábitos e desejos particulares. E acho até ridículo o gay se sentir ameaçado. Gay é gay e devíamos ficar felizes com isso. Se resolvidos, não teríamos problema nenhum em lidar com as diferenças. Não entendo essa mania de precisar tanto nos resguardar!

      Você como um gouine assumido deve estar compreendendo a abstração do meu pensamento com mais facilidade. Como gouine deve também ser alvo de preconceito, daqueles que não te entendem como um indivíduo que não curte penetração.

      Percebe como são as “normas” tentando nos modelar e empurrar para as caixinhas? E os ditos assexuados então? Terão que entrar eternamente na caixinha dos indivíduos sexualmente frustrados para justificar tal “categoria”?

      Repito: sexualidade não é pragmática. A sociedade que é. Influente, tentando nos empurrar para modelos.

      1. Black and Rainbow disse:

        Esse assunto me fez lembrar um pouco os comentários de alguns familiares meus que, apesar de hoje respeitarem e levarem numa boa a minha sexualidade, tiveram um pouco de dificuldade quando tinham de se referir ao meu namorado/ficante, aderindo às vezes por substantivos femininos, não por maldade ou coisa do tipo, mas sim pela limitação de não enxergar, até então, que existe relação amorosa-sexual além do padrão homem e mulher. As nomenclaturas surgem numa avidez para encaixar algo na estante, e quando isso não acontece ficamos aflitos. Não conseguimos parar, respirar e dizer a nós mesmos: “Ok, eu ainda não entendo sobre este assunto e não há problema algum nisso”.

        Sim, existe o medo da perda da integridade como gay, como indivíduo e é um pouco ridículo porque, mesmo sem querer, nos coloca numa competição frequente: os másculos x os efeminados, os passivos x os ativos, os gouines x os ativos/passivos…

        É interessante pensar na minha vivência como gouine, porque realmente entraves aparecem. Lembro uma vez de ter ouvido de um colega bem próximo que “não respeitava o gay que não dava a bunda”, na época fiquei um pouco acanhado em dizer que eu estava incluso no clã dos gays não respeitados por ele e, hoje, é sempre um desconforto quando digo para amigos numa conversa informal que não curto penetração. Alguns pensam que sou um passivo renegando a minha condição. Passei pelo absurdo de me relacionar com um cara, transar com ele e tal, e no dia seguinte ouvir um “ah, não fizemos nada”, só porque não houve penetração.
        Enfim, são situações que passo, mas que também sei ocupar o outro lado. Tenho um colega de turma, por exemplo, que se diz assexuado e não acredito porque o fato de eu (EU) ser louco por sexo me faz estranhar alguém que não curta. Nunca pesquisei sobre o assunto, e o fato dele comentar muito sobre sexo e filmes pornôs me deixa “cabreiro” (Morrissey dizia a mesma coisa, no entanto…rs), mas isto talvez não seja motivo de desconfiança para alguém que sequer pesquisou acerca da assexualidade.

        Vou dar uma procurada para saber mais sobre essa tribo aborígene, e sobre as mulheres da Albânia, é completamente novo para mim, nem tinha ideia.
        Até mais.

  5. Jorge disse:

    Que confuso isso, mas se ele tem relações sexuais com mulheres e beija homens ele seria bi curioso não é? ‘-‘

    ou só bissexual, mesmo não fazendo sexo, por que ser bissexual é isso não é? gostar de ambos os sexos…

    essa gente de hoje é muito moderna o.o

  6. Rodrigo disse:

    Parece-me que os g0ys são gays que não querem ser chamados de gays, porque não há penetração anal. Tá, mas aí não seriam eles gouines? Não, pois gouines são gays e eles não querem ser chamados de gays.

    Entendo que eles queiram fazer esta distinção e rotulagem de gays e g0ys para se distanciarem da imagem estereotipada dos homossexuais. No entanto, a mim também passou a impressão que eles se acham superiores e isso não concordo.

    Enfim, particularmente, não sou contra, na verdade, estou cagando e andando para isso. Acho que os dois movimentos devíamos se unir e lutarmos pela diversidade sexual de cada um, a cada qual com seu modo de vida.

  7. The Beadle disse:

    Um dia, lá pelo ano 3001, quando as formas variadas de se relacionar entre pessoas maiores e capazes forem assunto tranquilo as pessoas vão entender que a Dignidade Humana, valor básico dos Direitos Humanos, é que é o essencial, sendo o demais apenas detalhes, interesses subjetivos.

  8. Gustavo disse:

    Querido MVG,
    quanta honra ser citado, de novo, aqui no blog…
    Me lembrei imediatamente de vc qdo vi a reportagem n’O Globo. Tb recebi um email “comemorativo” do autor do principal blog brasileiro sobre o tema.
    A repercussão realmente parece ter sido enorme.
    Como vc bem sabe, eu tb sou avesso a essa coisa da “identificação compulsória”. Vivo a realidade de minha vida hetero e minhas aventuras homo, tentando estar bem comigo msm, e não me considero g0y ou gay ou qq outra definição que tente me “enquadrar” em termos de comportamento.
    Gramaticalmente, sou bissexual. Meu cérebro é assim, e não me sinto na obrigação de “assumir” qq outra nomenclatura.
    No mais, acho que suas palavras – tanto no post quanto na resposta ao B&R – foram, mais uma vez, muito inspiradas e precisas.
    Que g0ys, gays, heteros, assexuados e todo sortimento de seres que gozam (ou não) possam ser felizes em suas escolhas, sem julgamentos mútuos!!
    Grande abraço!!

  9. jorge disse:

    Rodrigo, quando li o texto também pensei nisso, realmente acho que pode ser um “medo” de ser tachado de gay, mas também acho que pode existir pessoas assim, o que mais me deixa confuso é o fato da pessoa beijar a outra mas não ter a vontade de ter uma relação sexual, tipo, como não?? =S

  10. Wellington disse:

    Ao ler seu texto achei q os ativistas estavam praticando o gayismo, até pq tenho alguns amigos gayistas, então realmente acho que corremos o risco de querer impor a todos o rótulo de gay.
    Todavia ao me deparar com a reportagem, ao meu ver ficou sim claro que são pessoas homossexuais ou bissexuais, afinal ser gay é demonstrar interesse sexual por pessoas do mesmo sexo, independente do sexo ser anal, oral, masturbação ou qq outra forma possível.
    Portanto estão querendo apenas fugir do rótulo gay, em um evidente ato de preconceito.
    Por isso concordo com o ativista ao dizer q defendemos a diversidade sexual, não importa a forma que se manifeste, mas fugir de um rótulo (o gay) por puro preconceito é nadar contra a correnteza dos avanços de aceitação conquistados.
    Discordo todavia que trata-se de uma moda. É apenas mais uma forma de sentir prazer e deve ser respeitada como qualquer outra.
    Por fim, posso até estar equivocado mas acho que as ditas categorias do mundo sexual se dividem em quatro: heteros, homos, bi, e assexuados. Demais variações constituem subcategorias dessas classificações. Mas ao msm tempo que fiz essa classificação me questiono: qual a necessidade disso? Ao meu ver apenas dividir, enquanto o objetivo deveria ser sempre o oposto, e unirmos todos em uma na única categoria que realmente importa: ser humano.

  11. aquele disse:

    Bem, eu tenho 16 anos, sei que gosto de homens, e para mim esse ser “g0y” é uma coisa muito exagerada. Eu não sou assumido e também não curto penetração, o que pra mim não é muito bom, já que por um lado eu não pretendo me assumir tão cedo e por outro o que eu mais quero nesse momento é ter um relacionamento de verdade com alguém, já foram 16 anos sem ter tido nenhuma experiencia com isso as vezes tira o meu sono, mas mesmo assim eu não recorreria a esse rótulo para tentar ‘me encaixar na sociedade’ ou qualquer outro motivo que tenha levado a criação desse termo. Eu não estou julgando os “g0ys”, eu simplesmente não entendo essa ‘subcategoria’ e queria deixar minha opinião.

  12. Luiz disse:

    no tópico 2 –” levam a promessa de nunca institucionalizar uma relação como o namoro ou o casamento com outro homem. Viverão da heteronormatividade.”

    Se pode ir para além com a proposta de desinstitucionalização de toda e qualquer relação. Desse modo, me parece ser uma atitude consciente e política quanto a necessidade das instituições atravessarem as relações humanas.

  13. Rafa27 disse:

    Porque tanta discriminação dos gays perante aos conceitos g0ys?? Não entendo, os bissexuais na sua maioria são amigos dos g0ys, os héteros claro que tem alguns querem que eles se fodam, mas tem uma boa parte que apoia e ainda declaram que sem ânus na reta, sim é isso é coisa de macho. Para minha surpresa os travestis, trangêneros etc… também consideram os goys como uma bandeira fora do arco-íris e não veem nenhum problema nisso.
    Não acreditam? Então vejam:
    http://transboys.blogspot.com.br/2015/10/conheca-as-bandeiras-e-simbolos-da.html
    Daí pergunto!!
    Porque os gays tem tanto preconceito????

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