Vida Gay – As vantagens de se estar namorando

Vida Gay – As vantagens de se estar namorando e as vantagens de se estar solteiro.

Da parte semântica (rs), “vantagem” é um termo meio esquisito. Mas a ideia aqui não é se apropriar da palavra no sentido da vantagem mediante ao outro ou a alguma outra coisa. (Ok, vocês entenderam).

Da minha parte, como estou inteiro agora para partir para um novo “para sempre”, ou seja, entrar em colisão com outro planeta, vou tentar ser ao máximo imparcial para mostrar as vantagens da solteirice também, estado que me encontro hoje e que tenho desfrutado.

– Namorar nos faz conhecer um universo inteiro que é uma pessoa. Estar solteiro nos faz conhecer um universo esparso.

Quando o assunto é namoro, eu entendo as pessoas como se fossem astros. O espaço/cosmos é essa multidão: dentro de casa, nas ruas, nos bares, nas baladas, nos restaurantes e nos mais diversos lugares do Brasil e do mundo. Somos planetas espalhados, cada um com sua gravidade, seu magnetismo e sua força de atração. Podem ser planetas grandes, estreitos, pequenos, com anéis do tipo Saturno, ovais, frios, quentes, líquidos, gasosos, sólidos, podem ser meteoros e meteoritos flutuantes, assim e como a nossa natureza mandar (ou como nos enxergamos, mais provavelmente).

Alguns desses planetas possuem frequências de atração em sintonia. Essas sintonias mudam de tempos em tempos, a medida que amadurecemos, a medida que nos transformamos durante a vida. Para quem acredita em espiritualidade, que é o meu caso, os planetas que se aproximam não o fazem por acaso. Existe sim uma parcela do acaso, mas existe também uma parcela de destino/Deus. Algumas situações são meras coincidências. Outras coincidências vão além do termo. Mas até aí também depende de como cada um quer perceber.

Conto essa história acreditando na atração que é física, afetiva e energética. Basta ver os relatos que expus a respeito das experiências com o Bing recentemente.

Quando dois planetas se atraem existe uma tendência a uma colisão. Alguns planetas relutam para que isso aconteça porque colidir é a exposição, é a entrega e é um desapego do próprio espaço e, acima de tudo, é se equalizar à sintonia do outro planeta para que – juntos – orbitem um ao outro numa frequência em equilíbrio. Ser um planetinha livre no cosmos, raspando ligeiramente em outros planetas nos finais de semana, contabilizando os tipos e formas desses astros gera um prazer. A maioria que está solteiro e se propõe a viver a “vida livre” sabe do que estou falando, e sabe também que há sempre uma expectativa de se encontrar um “planeta melhor”.

De certa forma, dá para viver a vida toda raspando em outros planetas, tirando um teco, sendo perseguido e se ter prazer assim.

– Planetas que colidem

Quando dois planetas (ou mais, daí a gente entra na abertura das relações e não vou me aprofundar nesse assunto agora – rs) se permitem colidir, é como se fosse o efeito de uma bomba atômica. “Zillions” de energias explodem por intermédio dos hormônios da paixão e da permissão que um ao outro se dá para avançar com profundidade (guardem essa palavra para daqui a pouco). Não falo somente na questão sexual, mas acima de tudo no entrelaçamento afetivo/emocional e, de novo, energético/espiritual. Dois planetas se colidem em intensidades diferentes se fôssemos comparar com outros casais de planetas. Mas a ideia aqui não é entrar em comparações, principalmente porque, quando dois planetas entram nessa vibe, o cosmos inteiro que se dane!

Assim, os planetas colidem mas não se fundem. Atenção, lembrem-se como relatei no post “Amor simples”: “Essa história de que um casal é feliz por ser duas metades que se complementam é uma besteira antiga. O que a gente aprende na vida é que dois inteiros fazem uma relação superior. Então, se você se sente uma metade, a primeira coisa é encontrar-se inteiro!”. Na prática somos inteiros, mas tendemos a nos sentir como metades.

Então, os dois planetas inteiros passam a orbitar um ao outro. Trocam energias na explosão (fluidos, afetividade e espiritualidade) e tendem a encontrar um equilíbrio de “movimento orbital”.

Chegar nesse estado é difícil, gente! Porque exige uma franqueza de sentimento, confiança de si e confiança no outro. Exige entrega mútua! E vivemos hoje um tipo de cultura geral que fica sempre esperando o outro estar mais envolvido emocionalmente para que a gente se garanta numa certa racionalidade. Em outras palavras, entre dois planetinhas nos tempos de hoje, vai sempre rolar aquele pé atrás pra ver quem se envolve primeiro, mesmo que num plano do inconsciente. Porque a gente tem um baita medo de se entregar e, no final, não se entrega e não se chega nesse estado “ideal”.

Mas voltando…

…quando os dois planetas se entregam de maneira mais íntegra, chegam num equilíbrio e assim concebem finalmente um relacionamento focado na profundidade.

Porque cada planeta é um mundo

A palavra então é profundidade. Quando nos permitimos se envolver, confiando em si (acima de tudo) e confiando no outro, descobrimos que o outro é um mundo, ou um grande livro, ou qualquer símbolo que se possa atribuir o sentido de vivência, experiência ou conhecimento. Nesse mundo passamos a aprender sobre diferenças, sobre gostos, sobre valores, posturas e atitudes. Passamos a descobrir as fraquezas do outro planeta e como poderíamos ajudar para que o “equilíbrio orbital” entre os dois planetas se mantenha firme. O outro planeta descobre sobre suas próprias fraquezas e assim, ambos tentam apoiar um ao outro.

Mas o mais interessante de toda essa história é que a gente descobre que relacionamentos profundos, entregues e íntegros nos ajudam a enxergar a nós mesmos. Nas virtudes (que são mais claras de se perceber) e nos defeitos, fraquezas ou inseguranças.

Quando a gente só raspa nos planetas nos finais de semana, todo mundo é meio perfeito e a etapa que prevalece (mais rasa) é do físico que envolve o beijo e o sexo (porque sexo hoje não cabe mais no pacote de assuntos íntimos. É muito fácil um planeta ficar pelado na frente do outro).

Dá medo, não é, ter um outro nos enxergando por inteiro? Enxergando o íntimo, as camadas mais profundas? O núcleo! Mais medo ainda saber que nenhum planeta é perfeito. Nos tira a ilusão da estética aparentemente impecável do cosmos.

Dá medo e também dá trabalho. Quem hoje quer muito esforço além das inúmeras responsabilidades individuais que o espaço/cosmos nos exige?

Os planetas que só se raspam nos finais de semana e ficam de “ti-ti-ti” e little talks no Whatsapp a semana inteira tem lá sua parcela de razão!

Mas o que eu mais percebo é que relacionamentos de integridade tendem, com o tempo, a transformar a gente em Sol. Feliz é aquele que supera suas questões, deixa o passado em seu lugar e não teme colidir de novo.

E se você ainda não colidiou ainda uma primeira vez, de fato, profundamente, não desista! Primeiro que você saberá quando isso realmente acontecer e, segundo, que repito aqui um trecho da música do Queen que já ilustrou outro post: “Just one year of love is better than a lifetime alone”.

 

4 comentários Adicione o seu

  1. Wong Foo disse:

    Posso estar errado MVG, mas seu namorado me pareceu um tantinho folgado. E receio de entrar no Morumbi? Caramba, se fosse no JK pelo menos…

    Admiro sua atitude suportiva na relação, visando o melhor não só pra si, isso ficou bem claro nesse post :)

  2. Wong Foo disse:

    Errei de post hahahaha

    1. minhavidagay disse:

      Rs… Percebi! :P

  3. lebeadle disse:

    Coisas lindas do amor, a grande força que nos move por entre a escuridão do mundo, dissipando o tédio e a solidão com sua luz solar. Um ano do pior amor ainda é melhor que uma vida sozinho…

Deixe uma resposta