Dicas para namorados gays: porque diversificar é importante


Momento mais que oportuno para falar sobre relacionamentos gays, agora que estou vivendo o amor e a paixão pelo meu japinha! :)

Namoro sério anda meio difícil, não é? E embora saiba que mais da metade dos “amigos do MVG” estão namorando, sei que boa parte dos leitores estão na busca de um relacionamento gay que vire uma história para além do prefácio.

Como eu, humildemente, sei que cultivei alguns namoros gays duradouros, lanço aqui algumas dicas para aqueles que já estão namorando e não querem deixar a peteca cair.

Inovar ou diversificar em um relacionamento é muito importante. Mas não me refiro a posições na cama, objetos para apimentar a relação sexual e a realização de fantasias em conjunto. O tópico do sexo a gente deixa para outro dia. Falo da importância de dinamizar o cotidiano do casal, embora viver uma rotina quando se está ao lado da pessoa que se é apaixonada e/ou se ama já valha muito à pena:

1 – A primeira dica é um tipo de termômetro para ver se o casal tem segurança e tranquilidade entre si. Pausas de silêncio, de 10 minutos ou mais com os dois juntos – ao contrário do que a grande maioria pensa – mostra que as pessoas têm intimidade e se sentem confiantes em silêncio sem precisar criar assuntos e “ruídos” a todo momento. Não é uma dica propriamente de inovação nem precisa ser exatamente 10 minutos (rs), mas quando duas pessoas são íntimas e felizes pelo simples fato dos parceiros estarem ao lado, a relação costuma a se completar mesmo em silêncio. E não vale ter tevê ligada ou celular conectado no Facebook!;

2 – Como sugeri no começo do post, desejo por sexo não pode ser a única medida (ou a principal) para embasar a qualidade de uma relação. Sexo é importante, faz parte, mas no mundo que encontramos hoje, uma transa quase que se escolhe na prateleira. A inovação está em criar situações para dinamizar o dia-a-dia do casal. Por exemplo, sempre de comum acordo:

2.1. – Cinema, teatro, musicais, caminhadas em parques, lanchonetes e restaurantes. Curtir as ofertas de entretenimento da cidade é meio óbvio, mas as vezes a gente ainda se sente travado por ser gay. Vive aquela paranoia de andar do lado de outro rapaz em lugares públicos como esses. Parece que o “mundo” vai perceber que ambos são um casal e a primeira coisa é relaxar com isso e, sim, frequentar tais lugares tão triviais, abraçados ou não, dependendo da sintonia do casal;

2.2. – Diminuam em certa medida a frequência das baladas. Baladas é sim lugar para cobiça, de ver e ser visto, de paquera. Pode até rolar aquela postura de desafiar a autoconfiança, de que se o namorado é paquerado, o prazer está em ele “ser seu”. Mas com o tempo, situações de flertes para a autoafirmação vai cansando ou desgastando. Prefiram bares e situações menos “fervidas”. É natural qualquer casal dar uma sossegada;

2.3. – Se a vibe é pensar em algo mais doméstico, planejem divisões de tarefas mesmo que juntos. Tornem a ida ao supermercado algo prazeroso. Aprendam a cozinhar, arrumar a mesa, lavar a louça e etc. Se curtem uma bebida, vinho sempre cai bem. Pode ser cerveja também!;

2.4. – Viagens são sempre cerejas do bolo! Economizem juntos, planejem e coloquem na rotina do casal viagens com a maior frequência possível. Pode ser um final de semana na praia, de busão, ou um feriado prolongado dentro ou fora do país. Nessa época do ano, de inverno, é muito romântico visitar Buenos Aires ou o Chile (coisa que vou fazer com meu japinha em julho);

2.5. – Se a vibe é geek, joguem muito videogame! Just Dance e Mario Kart costumam ser fontes de divertimento, desde que o casal não tenha aquele jeito competitivo “bad”, também comum entre casal de gays. Assistam juntos a saga do Harry Potter, Senhor dos Anéis e X-Men mesmo que seja pela décima vez (rs);

2.6. – Por falar em competitividade, característica bastante comum nos homens (gays ou heterossexuais), pensem se tal qualidade é muito recorrente entre o casal. Competitividade pode ser muito prazerosa se no final é levada na brincadeira. Agora, se incomoda, é fundamental saber a hora de parar;

2.7. – Por falar em brincadeira, nada melhor do que aprenderem a dar gargalhadas juntos. Assim como saber silenciar por minutos um do lado do outro, gargalhadas é sinal de intimidade!;

2.8. – Humanizem a relação de um modo geral. Lembrem-se que todos nós mijamos, cagamos e peidamos. Quando acordamos, surgimos com cara de joelho e cabelo bagunçado! Tirem tais necessidades da caixinha dos comportamentos de gêneros (coisa de homem ou coisa de mulher) e entendam que são coisas humanas, de gente mesmo. Excesso de etiqueta ou pudor certamente dá um gelo na relação que é desnecessário. Claro, não estou dizendo que um deve peidar na cara do outro, pelamordedeus! Mas se a relação, na brincadeira, permitir… (rs);

2.9. – Aprendam a se bastar a maior parte entre vocês (casal). Amigos são muito importantes, mesmo. Mas para um relacionamento se estruturar é importante depositar tempo e atenção para vivências em conjunto;

Acabaram os números, mas criatividade entre duas pessoas não deve cessar, respeitando a individualidade de cada um sempre. Relacionamento não pode ser algo angustiante ou desesperador. Tem de se deixar fluir.

 

3 comentários Adicione o seu

  1. Caio disse:

    Kakakakaka muito boas as suas dicas. E eu por sinal apesar de nunca ter namorado já tenho algumas delas inseridas na cabeça, só falta por em prática quando chegar a hora.
    Ah e falando em japa. Tem dois um pouco abrasileirados que frequentam a mesma academia que eu. Eles são altos e fortões. Quando os vi pela primeira vez, pensei: será que não é o MGV e o namo dele? rs

    Até meu querido.

  2. minhavidagay disse:

    Fala Caio, tudo bom?

    Olha que pode ser nós dois mesmo, hein? rs
    Brincadeira… meu japinha não está fazendo academia.

    Um abraço,
    MVG

  3. Marcelo disse:

    Adorei suas dicas e as achei um bom norte para um relacionamento maduro. Estou no meu segundo namoro sério na vida. Tenho 37 anos (e ele 45) e por também ser um cara maduro, decidi não seguir a linha “boneca apaixonada da estrela”. Ao conhecer meu parceiro vi nele muitas incertezas que tiveram origem no passado. Ele queria se entregar, mas tinha seus medos. Então analisei como eu poderia me doar primeiro, abri mão de mim e as poucos ele foi se sentindo confortável com minha presença em sua vida e começou a naturalmente retribuir. O engraçado é que termos “eu te amo” e mensagens a todo momento não são necessários. Nos amamos por nossas atitudes. Estamos muito muito tranquilos.

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