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Super-rápida no MVG:

“Final de semana na rua: os jovens, durante uma conversa, evitam ao máximo as pausas de silêncio. O silêncio parece estranho, desinteresse. Parece constrangedor. Depois de um tempo, quando aceitamos as nuances da vida adulta, as pausas de silêncio durante uma conversa são reconfortantes.

Conversar ou conhecer uma pessoa, depois de alguns anos vividos, não deixa de ser como uma melodia que, sem as pausas, seria um interminável ruído”.

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Marcelo disse:

    MVG, quero te perguntar uma coisa: qual a importância do sexo num relacionamento? E num relacionamento gay estável, de alguns anos, existe isso de ativo e passivo? Qual tua experiência sobre o assunto? No meu caso, eu não tenho nenhum papel muito definido, entende?, mas meu bf tem. E admito que isso tem me incomodado demais! Venho querendo brincar um pouco com ele sobre esses papeis, mas ele simplesmente não consegue.

  2. minhavidagay disse:

    Oi Marcelo!
    No meu ponto de vista, depois de 12 anos de relacionamentos somados (o que incluiu um casamento de quase 3 anos) o sexo sempre será importante. Mas vai chegar uma hora, depois de 2, 3 ou 4 anos (não há um tempo definido) que o desejo sexual entre o casal gay vai esfriar. Há quem relute em acreditar que colocar o sexo em outro patamar numa situação em que ele esfria, seja possível. Foi o meu caso em todas as minhas relações. Mas, no meu sincero ponto de vista, acreditar que um casal gay é capaz de colocar o desejo sexual em outro patamar é utópico desde meus dois últimos namoro. O tesão esfriou, a tendência é a relação ir esfriando.

    Quando o sexo esfria, existem três possibilidades: (1) tentar reaquecer, o que eu desconfio que não seja possível, (2) abrir a relação e (3) terminar.

    Sobre sua outra pergunta, seja num relacionamento gay estável de alguns anos ou não, a questão de “ser ativo” e “ser passivo” é algo bastante complexo em território nacional. É algo cultural, muito atrelado as questões machistas de nosso país. É como se o “ativo” fosse o “homem” e o “passivo” fosse a mulher. Fisicamente, qualquer homem é capaz de sentir tesão anal devido a proximidade da próstata, quando estimulada com a penetração. O problema é a cabeça.

    Eu costumo ser mais ativo do que passivo nas minhas relações. Me considero versátil, mas não sou um “passivo nato”, super hábil na “arte de dar”. Mas sei bem o quanto ser passivo é também MUITO prazeroso e o quanto pode aumentar as possibilidades na cama.

    “Passividade” e “atividade” na cama fazem parte dos tabus sexuais do público gay. No meu ponto de vista, como já declarei em outros posts, essa cisão só restringe as relações entre os gays e, como sugeri acima, tem a ver com valores culturais enraizados em nossas cabeças e não depende do físico (que por ele em si há o tesão), mas com a mente/mentalidade.

    Se somos capazes de mudar o outro em relação a esses pensamentos? Acho bastante difícil. São bloqueios psicológicos mesmo. O outro precisa querer mudar e superar tais barreiras.

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