A hora de dizer “eu te amo”

Quando dizer eu te amo

Já pronunciei essa pequena e representativa expressão algumas vezes na vida e para as mais variadas pessoas. Sou rodado (rs) e do ponto de vista de experiência, tal fato seja uma virtude.

A gente nunca sabe, ao certo, quando se está amando. Se o sentimento é de paixão ou amor, para que faça valer o sentido da palavra. Se o “eu te amo”, de fato, vem encoberto de outras sentimentalidades, como o entusiasmo de “ter” alguém, de poder extravasar tudo aquilo que se opõe a solidão, de romancear.

Eu te amo assim ou assado

Quando a gente é mais novo e está começando as primeiras relações, tal expressão, te-amo, por um lado vem de uma maneira até irresponsável, de sair falando a qualquer momento, nas mais diversas circunstâncias, traduzindo basicamente o sentido de felicidade e entusiasmo da novidade que é a própria relação. Talvez, estejamos “amando nos relacionar”, que é diferente de amar aquele com quem nos relacionamos. Mas se a gente é jovem, não tem muito o por quê de cair nessas questões.

Por outro lado, existem aqueles que morrem de vergonha ou incerteza para lançar a expressão ao outro, cientes que tais palavras exigem mais certeza e responsabilidade. Ou até mesmo uma dose de “desinibinol”.

Normalmente, pronunciar “eu te amo” sugere um selar de um compromisso, a lealdade perante o outro e, para alguns, algo de controle (sempre – rs). Não é difícil passar por situações do tipo: “você sabe que eu te amo. Por que faz isso comigo?”. :)

“Te amo”, para alguns, subentende a incerteza da correspondência. “Será que ele também me ama?”. Interessante, não é, tratarmos o nosso amor condicionado ao amor que o outro deve ter por nós? Tem sido assim hoje em dia e creio que funcione assim, para muitos, há longos anos.

O fato é que o nosso “te amo” básico está revolto de interesses do ego. Da correspondência. Nada contra, apenas mais uma constatação sobre a humanidade.

Com o tempo, com o autoconhecimento, com a conquista da autoestima, de uma emancipação emocional e da superação de carências, o nosso amor tende a ser mais descolado.

Ideal que venha espontaneamente e, quando vier, não espere que o outro tenha que simular ou atuar, pronunciando as mesmas palavras. Assim, a gente sabe – pelo menos – que o nosso amor está livre de interesses, expectativas, correspondência e não subentende outros sentimentos. Amor, no mínimo, não condiciona.


coach-de-vida-gay

Sou Mentor e Coach para o público gay e relacionados: pais, irmãos, amigos, entre outros e desde 2011 matenho o Blog MVG como meio de referência, trocas e vivências. Gostaria de uma mentoria ou coaching? www.lifecoachmvg.com.br

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