Life Coach MVG


Meu ponto da virada

Passei meses pensando qual seria o tom do post “oficial” de divulgação do Life Coach MVG. A cada tentativa, notava nas entrelinhas a mesma velha “pegada” comercial que tem sido o ar que respiro em mais de 15 anos como empresário na área de marketing digital. Na realidade, meu papel nesta minha primeira empresa hoje é esse: envolver meus clientes, oferecer na prática um trabalho equivalente ao discurso de venda, conduzir a equipe para isso e, mais importante, criar laços e manter um bom relacionamento que, nas melhores das hipóteses, perdure por anos.

Mas não era o jeito de marketing que queria para este texto. Na minha vida profissional, até agora, orientei meus esforços para fazer com que as empresas de meus clientes, as empresas de meus ex-sócios e as empresas as quais já prestei consultoria prosperassem. Em outras palavras, meus esforços comerciais, intelectuais e executivos estiveram orientados ao sustento material de profissionais como resultado final e não necessariamente mudanças (efetivamente) comportamentais para o bem-estar e emancipação dos indivíduos. As mudanças comportamentais, de fato, são parte do processo mas não o propósito final.

O interesse do Life Coach MVG, meu quarto projeto de vida, não tem esse objetivo direto, de fazer pessoas ganharem dinheiro ou empoderá-las de reputação e consciência para conquistar ou ampliar seus espaços no mercado.

Entre quarta a noite e quinta-feira da semana passada, depois que pensamentos “quase que não meus” vieram a minha mente, tive meus insights. Notei que a melhor maneira de comunicar o Life Coach MVG é como tenho feito por aqui há quase 6 anos: apresentar a realidade que faz as minhas coisas, fiel a crença da entrega pessoal, sem a necessidade de construir uma imagem de “a melhor ou a maior”. Isto tem sido, basicamente, o Minha Vida Gay: ajudar os leitores a extrapolarem suas “caixinhas” para alcançar novos planos em suas vidas ou, minimamente, a reservarem um tempo para refletirem sobre si.

Meu pai como referencial

Durante os primeiros 33 anos da minha vida e hoje com bastante consciência em quais aspectos, meu pai foi um pilar referencial firme para minhas escolhas. Não fosse a maneira que se estabeleceu a nossa relação nestes 33 anos, dele negar minhas vontades e eu entrar em uma necessidade de provação a ele, não teria conquistado tudo que conquistei até hoje. Durante os 33 anos, a medida que ele negava, eu intensificava a necessidade de provar, dos pequenos aos grandiosos feitos. Das sutis, como me tornar um satisfatório cozinheiro, as visíveis: ajudar a estruturar mais dois empreendimentos. E, claro, a minha primeira empresa que foi é e fonte para tudo.

Assim, nesses 33 anos eu fiquei – em boa medida – colado a identidade do meu pai, buscando construir a minha. É como se eu e ele fôssemos a mesma pessoa dentro de mim, eu tentando “expulsá-lo” para que eu me encontrasse independente; ele forçava a dependência e eu brigava pela emancipação. 33 anos e a partir dessa idade, comecei a identificar quem eu sou e quem ele é e, mais do que isso, o que eu tenho dele que – realmente – me faz a pessoa que sou hoje e o que tenho de mim que me confere distinção.

50, 60 ou 70% do que conquistei hoje foi fundamentado nessa relação de pai e filho; numa necessidade de provação. Ele combativo e eu a mesma coisa. Não é louco ou interessante? A mim é. Tomar essa consciência e entender o quanto essa relação foi determinante até esta etapa de minha vida foi, a princípio, um susto! E nesse exercício de descolamento – árduo, que me exigiu paciência e resiliência – eu me encontro aos 39 anos, prestes a chegar aos 40, em paz com meu pai e sem mais esse vício comportamental, esse mecanismo de relacionamento que – pelas dores e prazeres da paixão – me trouxe conquistas e me fez entender os altos e baixos da própria vida, muito além da minha fatia gay.

Durante os últimos dois anos passei por um processo “cármico”, de autoresignificação que alguns profissionais nomeam de autocoaching. Olhei para a mesma estrada que sempre segui e falei: “não quero mais continuar por aí”. Neste processo de (1) autoconhecimento, (2) mudança, (3) resiliência e (4) sofrimento – pois uma das coisas mais difíceis é sair de um modelo comportamental que me conduziu a vida inteira (zona de conforto) e que eu já estava acostumado (com os mesmos bônus e ônus) – eu me sinto renovado hoje. Durante os últimos dois anos, fiquei vivendo de um único questionamento: “se meu pai perdeu a representação para as minhas provações, o que eu faço agora?!”

Quais serão meus novos referenciais? O que me desafia agora?

Medo, estranheza e incômodo. O fato é que eu cheguei em algum lugar onde posso respirar profundamente, mais do que eu já achava que podia.

Me conduzi e deixei-me conduzir por uma estrada nova; um novo plano de vida. Muitos aspectos perderam o sentido para florescerem novos os quais eu não fazia ideia; o medo do desconhecido. Aquele pai que falava dentro de mim “você é incapaz e não tem inteligência suficiente para ser um empresário que se emancipe de mim com seu próprio negócio” morreu. Os anos se passaram e não bastasse construir a empresa que definitivamente me sustentou, ajudei a construir os pilares de mais duas “casinhas” que sustentam a vida de mais quatro pessoas. Provei a mim, provei a ele, meu pai.

Hasteamos, enfim, nossas bandeiras brancas. Nos resolvemos. Hoje sou um referencial a ele.

Olho para tudo isso e, embora eu tenha uma natural satisfação pela minha capacidade de realização como empresário, consigo soltar. Consigo me desapegar. Era esfuziante servir e gerar oportunidades de sustento para empresas. Mas isso não mais me encanta. Foi-se o tesão de ajudar a “construir ou manter casinhas”. Ficou o desejo de focar nas próprias pessoas, no apoio as dores e alegrias, na atenção para o desabafo, concentrado em certo “dom” da condução para que elas construam suas novas estradas se (realmente) queridas. E me refiro, prioritariamente, ao universo gay o qual eu desejo contribuir, seja você homem ou mulher.

Coach de vida para o gay

Com o Life Coach MVG, claro que posso ajudar pessoas a construir suas casinhas, caso esse seja o interesse. Mas não é meu principal desejo. Aos 39 anos, com a minha identidade construída e descolada das referências que um dia, a mim, fizeram tanto sentido, entendi que o grande legado – aquele que realmente me gera prazer e me motiva – são pessoas e não, necessariamente, as casinhas.

Nos bastidores de nossas vidas é onde se concentra tudo que sustenta o visível espetáculo. O que acontece em seus bastidores há congruência com o que você apresenta em seu palco? Você se encontra feliz em seu estado atual?

Estou aqui para estender a mão. Mas não espere que eu dê apenas carinho (rs).

Por fim, e não menos importante, se essa história toda é crível a você, está aqui uma possibilidade.

Assim se faz a apresentação do Life Coach MVG.

Até breve,


coach-de-vida-gay

Flávio Yukio Motonaga

Sou Mentor e Coach para o público gay e relacionados: pais, irmãos, amigos, entre outros e desde 2011 matenho o Blog MVG como meio de referência, trocas e vivências. Gostaria de uma mentoria ou coaching? www.lifecoachmvg.com.br

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