Bagunça organizada


O tempo não pára, já diria Cazuza

Setembro é um mês emblemático. Poderia tratar como mera coincidência os fatos que neste período pontuaram – de alguma maneira – situações na minha vida se for levar pelo ceticismo. Ou como uma representação astral/espiritual/energética se eu quiser acreditar. É um pouco de um e de outro e sinto que dê para conciliar assim.

Hoje o Facebook resolveu me avisar, logo pela manhã, que eu faço um ano de amizade com meu ex, o Rafa. Achei irônico, já que “no pacote” comemoraríamos um ano de namoro ontem. O primeiro me fez lembrar do segundo. Setembro e setembro para os dois fatos.

O outro ex, o Rafinha, me avisou na semana passada que o Facebook marcou que a gente estava comemorando dois anos de amizade. Coincidência de nomes e de período também de nossos inícios.

Mas continua: o Beto fez aniversário no dia 15. O Ex-Beto fará dia 19, terça-feira, mas comemorou ontem (não fui) e meu primeiro namorado fez no dia 10. A minha “memória de elefante” também ajuda, eu sei.

Comemoro neste mês os seis anos que mudei para minha casa, própria. E duas (2013 e 2015) das quatro vezes que estive em NYC, minha “segunda capital preferida”, foi em setembro.

E estes são alguns dos fatos marcantes e representativos que permeiam este mesmo período. Talvez setembro tenha um sentido simbólico ou representativo para muita gente. Não sei…

Solteiro, curando o luto – que dessa vez resolveu vir em doses homeopáticas – e ao mesmo tempo me permitindo uma fluência de novas pessoas, esta semana que passou resumiu um pouco dos emblemas de setembro em minha vida, com fatos renovados.

Talvez essa sensação de estar numa correnteza mais forte de interesses e “gentes” não seja tão nova, mas o trecho da vida e as personagens são sempre. A gente atrai o que procura e essa ideia faz parte de uma de minhas crenças. Então é.

Por mais que a semana tenha oferecido intensidades – as quais não recusei nenhuma pois vieram em sugestões e formatos interessantes – a bagunça está organizada, no sentido de que os sentimentos pelas pessoas e coisas estão nos devidos lugares.

Parte das experiências alimentam um lado autoafirmativo estético e de atratividade física que já ilustrei por aqui algumas vezes (enquanto solteiro) e que não precisa de muito mais detalhes. A outra parte, ah, essa sim, é a essência do movimento atual. Se por um lado estou buscando recompor um equilíbrio na solidão (equilíbrio na solidão, a mim, se chama solitude), bem desenvolvido e aproveitado nestes últimos 4 anos, por outro, como sugeri em outros posts recentes, meu último namoro abriu em mim uma brecha que estava fechada desde 2013: o desejo de uma entrega mais plena em um relacionamento. Algo que transcenda a vontade inicial das conquistas e que, de novo, olhe de frente para tudo que vem no pacote e desenvolva sobre – principalmente – aqueles aspectos que são diferentes de mim.

Fatos dos últimos 4 anos: com o Japinha, o pouco tempo de relação presencial, o curto envolvimento tátil e a minha certeza (póstuma) de que relacionamento à distância não funciona para mim, me fez desistir. Com o Rafinha, as “regras-áureas-taurinas” determinando as margens do namoro, sem compartilhar ou dividir comigo as definições das próprias, me fez desistir. Com o Beto (the 2nd), o nível de autopreconceito ainda expresso consciente e inconsciente me fez desistir. E por fim, com o Rafa, viver a maior parte do tempo (juntos) seus horários, disposição e hábitos me fez desistir.

Durante e entre esses relacionamentos, algo que foi crescendo em mim e se consolidando foi o sentido de “indivíduos inteiros, felizes inteiros, que se propõem a dividir momentos e situações juntos, colocando o relacionamento como um local de paz-revigorante, para reestabelecer as energias das quais as demandas individuais irão consumir invariavelmente”.

É isso que eu espero em um relacionamento. A questão, então, não é encontrar alguém que se adapte a esses ideais pela boa vontade e desejo de estar comigo (e que inevitavelmente se sentirá desconfortável por ainda não atingir tais sentidos), mas encontrar alguém que possua ideais semelhantes por uma natureza de educação e/ou personalidade ou que pelos acertos e erros conquistados na vida (porque erros também apontam para conquistas), alcançou estes sentidos.

Tal contexto não quer dizer que não haverão possibilidades de desacordos, discussões e conflitos. Mas não mais tempo e espaço que os acordos, diálogos e acertos. Poucos fatos em um relacionamento precisam ser aflitivos, competitivos, conflituosos, da imposição do que é “verdade”, do “faça do meu jeito” ou do jul-ga-men-to. Me refiro a um parceiro ao lado, nem querendo se colocar “a frente”, nem se ressentindo por estar “atrás”.

Relacionamento: a diferença é que o próximo dificilmente vai ser igual…

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