As nossas buscas

Deu hoje uma notícia na minha timeline que 80% dos gays estabelecem namoros com pessoas que conheceram por meio dos aplicativos de pegação, Grindr, Hornet, Scruff e etc. Meu olhar crítico sobre tais meios, bem como outros mais “tradicionais” – principalmente que agora estou solteiro e me sinto totalmente desimpedido para me aventurar por aí -, diz que, realmente, uma esmagadora maioria das pessoas que usa aplicativos, no fundo, visa estabelecer uma relação mais efetiva. Sugiro também que o processo, enaltecendo antes o desejo sexual e o “poder de fogo” é uma realidade por lá, pelos apps, mas não quer dizer que de uma ideia inicial de “fast-foda” não possa sair uma relação. A questão, no final, acaba sendo de emissores e receptores, ou seja, de você em relação ao cardápio que se estabelece em seu celular.

Dos cinco amigos do MVG, pessoas que mantenho contato frequente e que conheci por intermédio do Blog, dois estão em relacionamentos mais “ordeiros” com pessoas que conheceram pelo app. Um terceiro amigo tem se aproximado de outros com esse mesmo interesse. O quarto, assim como eu, tem se mostrado aberto a qualquer proposta que salte da telinha e o quinto não os utiliza.

O fato é que todos nós vivemos nossas buscas e nos permitindo (ou não) a utilizarmos os mais diferentes meios. E embora eu esteja naquela conhecida e legítima condição “fechado para balanço” (depois de um término), inquieto como sou, não tenho deixado de especular, por aí, as possibilidades que mais me chamam a atenção, intuitivamente, emocionalmente. Depois de anos de relacionamentos normativos, como tenho citado nos posts anteriores, preciso de um tempo do modelo. Como coloco, não tenho nada contra a aqueles gays que visam viver um namoro, da família, da inclusão e da aceitação. Super legítimo. Mas dessa fonte que eu, particularmente, bebi diversas vezes por anos, preciso de um tempo.

Por outro lado, solteiro e num momento seguro de mim, não deixo de me aventurar pelos caminhos que me levam a conhecer pessoas. Não somente pessoas, mas viver sem medo ou repugnância o “lado negro” da vida gay, que sugere saunas e uma pegação sem compromisso seja lá por qual meio. Estive na 269 Chilli Peppers recentemente, sauna gay em São Paulo que, no meu ponto de vista, tem sido a melhor “balada” há muito tempo. Casas noturnas mesmo, som a todo volume, pessoas embriagadas e muito aperto, não têm sido a minha praia faz tempo, embora esteja disposto a relembrar a vibe de uma delas qualquer dia desses.

Agora que a minha vida solteira começou a se estabelecer, fora a rotina comum de academia todos os dias, tênis aos sábados pelas manhãs (bem cedo), dieta, tarefas diárias com a minha empresa, clientes e equipe, o Blog MVG, cuidados com a minha cachorra anciã, visita aos meus pais e momentos de lazer entre almoços, jantares, cinema e passeios com os amigos, tenho colocado os “aplicativos de pegação” no arroz com feijão de cada dia. Colho uma ou outra conversa que de um app vai para o Whatsapp e mantenho contatos esporádicos, numa relação natural de interesses que vêm e que vão, bastante ciente que – apesar da condição inicial ser o sexo casual -, as pessoas se interessam sim em algo mais. Mas claro que, a química que é boa demora, não é com qualquer um e, numa condição “fechado para balanço” como me encontro, a chance de casualidade é muito maior.

Estava sentado em frente do bar da Chilli Peppers tomando uma cerveja, contrariando a minha dieta, quando um homem aparentemente com uns 40 anos se aproximou muito educadamente:

– Você se importa de eu sentar ao seu lado?

– Claro que não. Fique a vontade.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, quando eu resolvi puxar uma conversa qualquer. Não demorou muito para ele contar um pouco de sua história, totalmente condizente com as minhas buscas:

– Estou num namoro faz três anos. Optamos pelo relacionamento aberto. Sou carioca, vim para São Paulo morar com ele faz um ano, vida de casado.

– Ah, que interessante. E como tem sido essa experiência de relacionamento aberto? Três anos é um tempo considerável.

– É verdade… ele está aqui.

– Sério? Ele veio com você? E vocês sempre abrem a relação juntos?

– Não… depende muito. Hoje eu vim porque um amigo em comum insistiu para que eu viesse também. Eu queria ficar quietinho em casa. Mas as vezes meu marido vem, as vezes eu venho…

– Ah… legal. Eu ando pensando bastante sobre esse assunto de relacionamentos abertos. Querendo conhecer mais…

– Olha, precisa rolar bastante conversa. Conversamos muito. Tem épocas que a gente abre, depois conversa, fecha a relação… abre de novo. Depende muito do entrosamento entre o casal. Mas uma coisa eu te digo: é totalmente possível separar afetividade e sexo.

– Eu concordo. Comigo funciona assim, sexo é uma coisa e afetividade, amor é outra coisa… vocês fazem testes de DST com frequência?

– Com certeza… de seis em seis meses. A gente não frequenta só a sauna. Ele tem seus outros parceiros e eu tenho os meus.

– Tipo “fodinhas fixas”.

– Isso mesmo… e vou te dizer, não sentei do seu lado com essa intenção mas sou apaixonado por orientais. O meu parceiro oriental não quis mais… entrou num esquema de querer pintão. Ele adora chupar, chupar pintão (rs).

– (Risos) que engraçado… cada um com seus desejos.

– E você, curte mulatos como eu?

– Olha, não tenho nada contra. Dois de meus ex-namorados tinham algo de mulato. O problema é a idade. Prefiro caras mais novos. Qual a tua idade?

– Ah sim… tenho 38 anos.

– Ah… mesma idade que a minha.

Nesse meio tempo o marido do Sid se aproximou:

– Ah! Japonês dando em cima do meu marido, é?! – falou em alto tom de brincadeira.

– Oi amor… sentei ao lado dessa gracinha mas só estamos conversando. Estava contando a ele sobre a gente – completou o Sid.

O homem foi embora rapidamente e depois o encontraria de portas escancaradas, comendo alguém, para alimentar o voyerismo de alguns frequentadores que se masturbavam a sua volta.

O Sid não demoraria muito para se despedir um pouco depois:

– Posso só pedir uma coisa?

– Claro.

– Me dá um selinho?

Até então, casais que abriam sua relação eram assuntos teóricos: sempre que os conhecia não estavam, efetivamente, atuando a abertura. Dessa vez foi diferente.

As “técnicas” para se conceber um relacionamento assim, comentadas pelo Sid, foram de grande valia. Três anos de relacionamento, seguindo uma outra “caixinha”, foi um fato relevante e tem reverberado em meus pensamentos. Não sei o quanto dos elementos comentados eu incorporaria num relacionamento pessoal, visto que tal proposta dependeria de quem formasse par comigo. Visto que um relacionamento aberto tiraria total influência do valor de fidelidade (algo que sempre foi determinante em minhas relações) e depositaria forte energia no conceito de lealdade e cumplicidade. Visto que os meus valores sobre vínculo X apego estão ganhando novos significados. Tudo novo ainda. Mas como um primeiro “case”, notado in loco de maneira nua e crua, pessoalmente, sem barreiras e repúdios que seriam comuns se a minha mente estivesse presa aos valores culturais normativos, vou formando os contornos de possibilidades.

Todos temos nossas buscas e, por mais que outros formatos de relação contrariem muito ainda o que as pessoas idealizam, me sinto preparado, aberto e suficientemente encontrado para levar tais assuntos sem o peso de juízo de valor. O que sei hoje é que, tratar todos esses temas com naturalidade, conseguindo enxergar o que há por trás de determinadas barreiras morais (hoje a mim sem a altura e largura que tiveram antes) é um passo importante para a minha própria evolução pessoal. O que realmente acontecerá, fica para a vida responder.

As experiências em carreira solo que se iniciaram a partir do término com Pedra, depois do Beto e, agora, depois do Japinha, têm a mim uma representatividade importante. Estou aí a procura de alguma coisa…

6 comentários Adicione o seu

  1. Leandro disse:

    Eu já tive vontade de ter um relacionamento aberto, mas não sei se iria gostar. Eu sou meio ciumento e valorizo mto a fidelidade, então não sei mesmo como seria. Quem sabe daqui a alguns anos eu não abra a cabeça e resolva experimentar? Primeiro eu teria que passar por uma experiência de namoro normal (coisa que não consegui até hj, com quase 25 anos!)
    Sobre os aplicativos de pegação, já participei de todos, mas saí dessa vibe há mais de um ano. Até tentei votar para o Grindr recentemente, numa época de muuuuita carência, mas não aguentei mais de um dia. Não tenho saco pra isso! Se pelo menos eu fosse sarado, talvez até faria mais conquistas, mas como estou fora de forma, eu nem tento mais. Já tive dias em que eu tentei puxar papo com 10 (isso mesmo, DEZ) cara diferentes e nenhum deles se dignou a responder um “oi”, nem mesmo por educação. Aposto q se eu tivesse uma barriga tanquinho, pernas torneadas e bíceps enormes, eu teria tido o dobro, talvez o triplo de paqueras que eu tive.
    Mas é isso, como eu falei antes, eu nem tento mais lutar contra essa “ditadura da beleza”. Só não entrei na academia ainda pq minha vida tá uma bagunça (estudando pra concurso e esperando mudar de cidade), mas assim que ela se estabilizar, eu não só vou entrar na academia, como vou dar um “trato” em mim. Pode-se dizer que eu estou na mesma situação que a sua, Flávio: fechado pra balanço e dando um tempo para curar minhas feridas mais recentes.

    1. minhavidagay disse:

      Certo Leandro… sempre humildemente honestos os seus relatos.

      Se você encara a “ditadura da beleza”, é isso aí, tem que enfrentar. Não adianta ficar muito com “mimimi” se a ideia é dançar o jogo.

      Estou fechado pra balanço não somente por causa do término, mas porque preciso sentir melhor o que quero para os próximos tempos, para as próximas relações.

      Embora uma “natureza de namorador” me puxe para um vínculo mais apegado, de uma caixinha que já “pintei e bordei” tantas vezes, gostaria de poder ir atrás dessas minhas buscas pessoais e, quem sabe, cruzar alguém que esteja em sintonia.

      Bem provável…

      Abraço!

  2. Lucas disse:

    Uma coisa que não entendo é a necessidade de um relacionamento “aberto” !

    JURO que não entendo, se bem não se parecem com “relacionamentos” parecem mais “traições” concedidas.

    E então eu te pergunto, por qual motivo então estar em um “relacionento afetivo” em que se tem a vontade de trair?

    Então melhor estar solteiro podendo assim levar o corpo e espírito as migalhas de tanta foda de tanta trepada de tanto lado negro …

    1. minhavidagay disse:

      Lucas, tudo bem?
      Quanto mais apegado você for aos modelos convencionais, culturalmente institucionalizados desde pequeno, mais difícil será para você entender mesmo.

      Talvez e somente talvez você vá compreender depois que você viver histórias de relacionamentos afetivos, começos, meios e términos.

      É natural, quem vive as normas heteronormativas, taxar um relacionamento aberto tal qual uma “traição concedida”, além de outras coisas. Mas precisamos considerar também que heterossexuais fazem o mesmo. Não é uma “doença por sexo” reservada ao gay.

      Como narrei no texto, chego a abstrair do modelo convencional pelo fruto de exercício e prática dele mesmo. Foi mais de uma década vivendo o “quadradinho esperado”.

      Em nenhum momento afirmo que a minha trajetória será igual para todos os gays. Mesmo porque eu ainda não realizei tal relacionamento aberto. É uma busca pessoal por novos modelos.

      Acho apenas importante o respeito pelas outras formas de relacionar que existem e são reais e, se o tempo de duração é o que legitima o valor da relação, existem longos relacionamentos abertos, que às vezes se fecham e as vezes abrem de novo.

      Embora carnal, já não vejo de maneira pejorativa ou inferior a foda pela foda (o que um não quer, dois não fazem). Isso faz parte de nossa natureza, embora cultura moral e cristã, base de nossa sociedade brasileira, colocou como algo proibitivo num tempo que talvez tais regras fizessem sentido.

      Em que nível é realmente proibitivo hoje? O que desqualifica um indivíduo que assume seus compromissos sociais, paga conta, trabalha, desenvolve relacionamentos como qualquer outro, mas na intimidade prefere abrir a relação com seu parceiro?

      Se ambos concedem não há traição. Quando ambos concedem não se cai em assuntos de fidelidade.

      Bem ou mal, seu raciocínio denúncia que você está pensando apenas do seu lado e apegado ao modelo convencional. Mas se você realmente vivesse um relacionamento aberto, seu hipotético namorado e você estariam abrindo um consenso. É disso que me referi no post.

      Um abraço,
      MVG

  3. Lucas disse:

    Tudo bem obrigado
    (muito gentil de sua parte dar toda essa atenção aos comentários)

    Sim, sim.. entendo todo esse processo de institucionalizações normativas, culturais, religiosas e afins. Tbm respeito essas formas de relacionamento, não disse que não respeito. Posso ate não acreditar, mas respeito. Qnt a isso peço por favor que não “sub julgue” meu entendimento :)

    Tbm em momento algum acho que essa “conduta” seja exclusiva do mundo gay, jamais! Muito pelo contrario o mundo hetero (e ja estive nele hahaha) chega ser pior!
    O que quis questionar é identidade, a correspondência, o que caracteriza o que se entende pelo termo “relacionamento afetivo/amoroso”. Veja bem tbm acredito em sexo pelo sexo, mas tbm acredito nos sentimentos, nos atos que caracterizam um relacionamento conjugal.

    Pensamento esse culpa dos filmes Disney? Talvez, rs. Mas eu realmente não acredito que essa conduta de vários parceiros seja um relacionamento afetivo. E não estou dizendo isso sobre uma ótica moral não, estou dizendo isso sobre algo que não seria “natural”

    Veja, desconsidere o Brasil com toda sua moral crista católica (pra vc ter ideia prefiro o budismo), seu machismo, sua heteronormatividade. A associação de um relacionamento afetivo/amoroso como sendo SOMENTE a duas pessoas é inerente a todas as culturas e países do mundo! Ok, quase todas, as mais tribais são policonjugais (consequentemente são tbm as menos desenvolvidas)

    Agora imagine se esse conceito de relacionamento aberto se dissemina-se (bom agente sabe que isso não vai acontecer) não só no meio gay mas no meio hetero tbm, o que entendemos por sociedade acabaria! Seria um caos! Social, econômica e mentalmente isso em todos os níveis de todas as idades independente da orientação!

    Esses dias estava vendo no Glitz* um documentário sobre o “poli amor” e tinha trios, e quartetos dentro deles pessoas tanto heteros como homo como bi tudo dentro de um mesmo grupo de poli-amor. E mesmo assim era “fechado” mesmo sendo uma “bigamia”. Sabe o poema quadrilha do Drummond de Andrade é mais ou menos daquele jeito só que como se todos eles morassem juntos um “amando o outro”. Só que mesmo nessa “loucura” ainda eram fiéis ao seu parceiro que lhe cabia na relação.

    Essa conduta de relação aberta, não acho que seja “proibido” ate prq se ambos os lados concordam … afinal o combinado não sai caro né?! Mas não é um relacionamento afetivo/amoroso. Ainda é um relacionamento (alias vários rs) mas não mais afetivo, conjugal, não mais leal.

    Como vc disse a um post atrás (e isso eu concordo) a sociedade muda, não vou dizer evolui, mas ela muda de tempos em tempos. A feração X é diferente da Y que édiferente da Z (geração minha), que por sua vez é longe da geração Z 2.0.

    Só que não ta mudando pra melhor cara! Você não sabe a quantidade de remédios antidepressivos agente vende aqui TODOS os dias! E o mais assustador a maioria é para pessoas jovens dos seus 20 poucos anos. E a tendência é piorar! A indústria farmacêutica prevê para os próximos anos vendas maiores de ansiolíticos e antidepressivos do que qualquer outra classe farmacológica!

    E a maioria dessa “frustação” das pessoas advém das questões afetivas. Agora imagine essa geração de relacionamento aberto daqui a uns anos! Enfim são muitos pontos a se pensar …

    E qnd mostro esse meu “raciocínio” não estou vendo só o meu lado, (tudo bem que estou em um relacionamento monogâmico homoafetivo serio a um ano e meio e ele ainda é muito pouco em termos de vivencias, mas se meu namorado questionasse a possibilidade de abrir o relacionamento – e o corpo rs – pra mais alguém, não seria mais meu namorado. Poderia ser “brother” de trepada mas não meu namorado.) eu penso no impacto que causara no emocional das pessoas. Acredite nem todos tem o desapego trabalhado (nem eu ainda mesmo sendo simpatizante do budismo).

    Por fim pode até não existir um “felizes para sempre”, até prq não importa se somos fortes, relacionamentos e seus términos sempre deixam uma cicatriz. Seguem-nos até nossas casas, mudam nossas vidas.
    Mesmo sabendo que entramos no mundo sozinhos e sozinhos dele saímos mas e o que acontece entre isso? Devemos a nós mesmos encontrar uma companhia. Precisamos de ajuda. Precisamos de apoio. Caso contrário, estamos nessa sozinhos. Estranhos. Desligados um dos outros? Então, ao invés disso, escolhemos o amor. Escolhemos a vida. E por um momento nos sentimos um pouco menos sozinhos. E pra mim isso é um relacionamento afetivo …

    1. minhavidagay disse:

      Achei suas considerações incríveis, Lucas. Realmente condizentes com o modelo normativo.

      Mas amor, cara… Poutz… Quem somos nós para dizer que faz parte desse ou daquele contexto? Será que só pelo fato de uma forma de amor se manifestar fora do “terreno esperado” deixa de ser?

      O George Harrison, ex-Beatles e profundo seguir da religião oriental, era casado com a Pattie. Um dos grandes amigos do George, Eric Clapton, se apaixonou pela Pattie.

      Fez que fez para conquistá-la. Paixão avassaladora. Compôs “Layla” e ganhou a mulher.

      O que o George fez? Se dependesse da normatividade, teria repudiado a Patty e acabado com a amizade com o Clapton. Mas nada disso: aceitou a situação, perdoou o Eric e mantiveram a amizade por todos os tempos, a ponto do tributo oficial de homenagem ao George ter sido idealizado pelo Clapton.

      Amor, querido Lucas, não pode assumir um formato que seja de nossa conveniência.

      Eu não me arriscaria a dizer que não possa haver amor num relacionamento aberto ou que amor se manifeste de maneira condicionada, ou seja, seguindo apenas as “regras” da moral e bons costumes esperados, normatizados.

      Mesmo assim, bastante comovente seu comentário, do ponto de vista de quem valoriza a sua “caixinha”…

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.