Bate papo com o André Luiz

André Luiz, leitor do Blog MVG:

“Flávio, muito bacana ver a sua atenção para o Leandro.

Eu tenho conversado com ele pelo chat do Facebook e realmente o que você disse aqui, tem tudo a ver o que eu tenho dito a ele. E a palavrinha mágica é não comparar-se a ninguém. Eu também tenho as minhas dificuldades, que hoje estão cada vez menos limitadas. Para você ter ideia, esse mundo gay também, para mim, era outro mundo até dois anos atrás (ainda é). Depois que passei a conhecer o carinha aí de SP, que conheci num site de relacionamento gay, meu mundo mudou muito… não conhecia SP, fui com a cara e coragem, claro que com apoio desse carinha que seria meu acompanhante aí na cidade.

Hoje posso dizer que aprendi relativamente a andar de metrô aí e conheci um pouco da cidade. Antes via SP como algo impossivel pra mim e não perco uma chance de ir aí.

Quanto a seu convite ao outro colega, achei o máximo e muito generoso da sua parte. Pensei: “poxa esse cara realmente é legal, queria ter uma amigo assim”. Deixo aqui meus parabéns mais uma vez. Volto a repetir: você contribui muito com esse Blog e tem ajudado a todos, inclusve aqueles que não se identificam, com as suas histórias, mas que vão se perceber diferentes e evitando assim viver experiências desnecessárias.

Polêmicas sempre hão de existir, seu blog não seria diferente. Mas se você vem agradando a maioria isso é o que importa. Faça o que tem de ser feito, ou seja, continue com seus relatos… eu tô apredendo e me divertindo! ;)

Abraços,
André Luiz”.

Flávio responde, para esclarecer seu ponto de vista a ele e, agora como post, a todos os leitores que conheceram o MVG recentemente:

“Oi André!
Que bom que você tem superado seus bloqueios e saído de certas zonas de conforto.

A sua história de ter superado a barreira para conhecer SP, algo improvável antes, lembrou das minhas resistências que tinha para sair de carro e conhecer bairros desconhecidos. No começo da minha empresa, para ir a uma reunião, eu precisava levar meu ex-sócio como “co-piloto” quando era algum lugar desconhecido. Eu tinha literalmente pavor. Busquei superar essa trava que me limitava muito. Depois, me desafiei a pegar a estrada para o litoral norte de SP sozinho. Um medo absoluto! Fui e voltei, com uma sensação de que “sobrevivi”.

Tais movimentos, de romper nossas próprias fronteiras e limites, as psicológicas eu me refiro, são um processo natural, a medida que vamos desatando nossos nós (medos).

Hoje já pego avião sozinho e, de quebra, para um país que não fala a minha língua nativa. Vou na balada sozinho, no cinema e num restaurante sem incômodo ou sofrimento.

Esse exemplo que você deu, tem tudo a ver com o meu e com as barreiras do próprio Leandro.

Definitivamente, comparação é uma lastima que nos prende…

O convite ao Nicholas talvez tenha vindo de uma maneira abrupta. Se eu tivesse sido mais jeitoso ou talvez mais discreto, como fui com os demais amigos do MVG, a história poderia ser diferente. Acabei fazendo num impulso, o que de certa forma deu a impressão de uma afobação. Claro que não, e não descaracteriza a mesma intenção que tive com os outros que conheci pessoalmente. Mas deixemos o amigo refletir (ou não) rs. Como você notou, a proposta a ele é a mesmíssima que foi com o Sammy, Matheus, Kota, Fernando, Beto e o Japinha. Conheci todos pelo Blog e, nessa certa intuição que define quem eu convido ao presencial e quem não, senti que poderia ser interessante com o Nicholas.

Enfim…

O fato é que não preencho esse meu momento apenas da minha “solteirice profana”. É um fase muito apropriada para exercer uma “função MVG” como fiz com esses meninos. Tenho mais autonomia, coisa difícil de acontecer quando se está namorando. Estava “devendo” essa para o Kota e o melhor: aconteceu naturalmente, pelo convite do Beto. Daí me veio o insight e pimba. Ele viveu sua experiência, algo que queria embora tivesse pavor, e que me deixou MUITO feliz.

O que eu ganho em troca com isso? A amizade. Taí pra comprovar: Matheus, Sammy, Beto, Kota e Fernando. Japinha provavelmente não entre, pelas convenções de um término de relação comigo.

Sobre as polêmicas, quanto mais apegados aos modelos que acreditamos, destinados para uma cultura de relacionamento, e vemos exposto fatos de uma realidade contrária (ou o que acreditamos ser o contrário), mais repudiamos. É como se fosse água e óleo. É a manifestação do medo de perdermos um controle daquilo que acreditamos tanto.

Acontece que entendo que, para alguns, seja difícil associar numa mesma pessoa (no caso eu) a imagem de um cara comprometido, ponta firme, fiel e companheiro quando em um namoro, e um cara “putão e promíscuo” quando solteiro. Parece que existe uma “convenção esperada” de que um cara comprometido, ponta firme, fiel e companheiro quando em um namoro, tenha que ser sofredor, melancólico e recluso quando solteiro. E o cara que é “putão e promíscuo” ter de ser como tal pelo resto de sua vida para acabar velho, putão e sozinho. Tudo uma bobagem da construção normativa e cultural.

Pois bem, transito com autonomia e consciência nesses dois universos e isso incomoda, parece moralmente incoerente para alguns. E é por isso que, em alguma medida hoje, busco por alguém que entenda esse meu jeito “abrangente” de ser, sem me julgar ou me “banir” pelas emoções egoístas das convenções que – de fato – nada nos garante.

Obrigado pelo seu comentário, André. Foi a deixa inspiradora para eu me fazer entender um pouco mais a aqueles que caírem com os olhos por aqui. :)

Abraço,
Flávio.”

Quem quiser entender mais sobre os assuntos trocados, leiam os comentários no post: “As aventuras de Kota“. Está bastante rico e diversificado! ;)

13 comentários Adicione o seu

  1. André disse:

    Eitaa mas esse seu blog está virando uma “ coisinha“ viciante. Mas um bom vício, diga-se de passagem.
    Flavio, uma inesperada surpresa ver esse simples e mal escrito(e cheio falhas ortográficas) dese meu comentario te inspirar para um novo texto seu. Deixando a minha vaidade um pouco de lado, ( sim confesso que deixou meu bobo ego feliz :>)) nao tinha como ler e nao fazer comentário. Acontece que voce escreve tão bem que acaba nos deixando inqueitos querendo te reponder. O medo as vezes de pagar mico e falar demais sem dizer nada, acontece.
    Para entender voce , seus textos , suas historias,antes de mais nada e preciso minimo de sensiblidade. Coisa que alias andei desenvolvendo ainda mais nos ultimos anos. Se relacionar implica muito nisso, em desenvolver a sua sensiblidade, em poder se conhecer e conhecer o outro. Talvez agora eu entenda valor que um relacionamento pode ter nas vida da gente. E voce flavio, mostra isso, a sua sensibilidade, seu auto conhecimento, a sua maturidade emocional, tem se destacado a cada texto que venho lendo aqui. E só vao te compreender aqueles estarão próximo a isso, ou pelo menos se esforçando. Voce transinta muito bem em todos lados, e isso é para poucos. Por isso talvez cause certo desconforto e incompreensao para alguns. E voce é o personagem tipico da classica canção do Raul, que diz: “…Prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter a mesma velha opinao formada sobre tudo..“ Taí, essa é a essencia principal desse seu texto!!
    Obrigado,

    André Luiz.

  2. minhavidagay disse:

    Obrigado você! :)

  3. André Galvão disse:

    Boa Noite Flavio….

    Me identifico muito com suas experiências rs, só que na realidade vivo transitando entre os lados como diz, hora puritano hora digamos que puto rsrs

    Já fui muito de em ligar para o que as pessoas falam á meu respeito, mas chega um determinado tempo da vida em que dane-se o que falem, eu quero é viver!!!

    Tive meu primeiro contato “homo” com uns 17 anos (meio novo né?), porém, mesmo tendo a minha primeira experiência fiquei fechado no armário, devido questões familiares, religião e sim o medo da sociedade! Nesse meio tempo, fui tendo experiências com outros caras, me enrolando com alguns por meses, mas nada ia pra frente. Enfim, de fato fui me assumir aos 21 anos, porém, somente para alguns bem poucos amigos e comecei a namorar um cara de SP que tinha 28 anos, e depois de dois meses ele veio morar na minha cidade, porém, sempre estavamos em SP devido amigos dele e para algumas baladas que iamos. Eu o amava muito, comecei a viver seu mundo (algo errado? De certa foram sim, no entanto fiz amigos e aprendi muito) e nessa ficamos durante três anos, eu vivendo o mundo de Alice rsrs um sonho da Disney, até que um dia chegou o término via rede social que nem eu mesmo sabia do término, onde ele criou uma história em que eu o havia traído. Era véspera de carnaval e no outro dia o cara enquanto eu em casa chorava, apresentava em festas para meus e nossos amigos um outra cara como namorado…. Detalhe isso em menos de 24hs do término, ou seja, bem vindo ao mundo real baby,…
    Depois disso, demorou um mês para eu pensar em sair de casa, sair com amigos e ir para baladas….vivia um luto, porém, resolvi me jogar na vida e nessa de se jogar eis que entrei em conflito com a família e como não bastasse o término e após dois meses deste, fui convidado á sair de casa e na boa. Fiquei um mês em casa de amigos e até alugar um apto e começar de fato a minha vida digamos assim, minhas cabeça tava um tubilhão de pensamentos, medos, mas arrisquei e me joguei na vida, afinal meu desej maior era de viver.
    Nessa fase (na qual vivo até hoje da solteirisse e com rolos e pegas aqui e ali), vivia em SP de sexta á domingo, as vezes voltava na segunda direto para o trabalho.
    Vivi muita coisa, pegação, bebedeiras, inicios e términos de namoricos, conheci muita gente interessante e muita gente idiota, porém, vivia e vivo até hoje entre os mundos.

    Estou atualmente com 27 anos, trabalhando muito, então a frequencia de baladas diminuiu muito, porém, ao menos uma ou duas vezes por mês, vou para SP para uma balada que eu amo e é a única que frequento atualmente, onde a diversão é garantida e o lema é “Preconceito, não entra aqui” (não se vc conhece? prefiro não falar o nome aqui), e quando eu vou bebo meus bons drinks as vezes saio acompanhado ou não, mas sempre fico com alguém, não muito pela necessidade de ficar, é que simplesmente acaba acontecendo, assim, como acontece em as vezes só dançar (que particularmente eu amo musica anos 80) e mesmo assim saio Feliz.
    Tenho os app’s da vida né, afinal sempre ocorre de conversar com alguém interessante e deixo meu outro lado meio pervertido rolar um pouco e rola uns encontrose uns pegas, afinal ngm é de ferro.
    Uma vez você escreveu o texto, ainda quando estava com o japinha, sobre abri o relacionamento, isso pra mim ainda é umc erto dilema, não sei se daria certo, mas nunca experimentei, o mesmo com o sexo com mais de uma pessoa, onde já tive convites, porém, acho que me faltou coragem rsrsrsrs Ou seja, é um certo tabu para mim ainda.
    Não acredito mais naquele velho sonho que eu tinha do “eterno casal, eternos namorados”, acredito e vivo o momento, e hoje tenho como lema: “que seja eterno, enquanto dure” e no final se acabou um ciclo, pelo menos vivi melhor dele, e se acabou é porque já não estava bom para ambos, e como nessa vida ninguém é dono de ninguém, e temos o livre arbítrio, quando um não quer, dois não fazem….

    Tenho muito ainda que viver e um desejo misturado com um certo receio de experiências com mais de uma pessoa, de verdade, não sei se é meu perfil, mas se o meu perfil é viver, as experiências são consequencias e sei que isso pode vir a acontecer, não sei quando rsrs, só sei que tenho que amadurecer mais essa idéia.

    Como me expressei muito já rsrs, só descrevi isso, pois, me identifico muito com seus textos…

    Por fim, a vida é curta, o tempo é preciso e nós precisamos viver, então dane-se o que falem, ninguém paga as minhas contas, eu vim para fazer história, a maior e melhor da minha vida, dessa minha passagem nesse plano, eu vim para ser Feliz!!

    Abraços querido e continue com seu blog, que eu adoro a cada dia!

  4. André disse:

    oi André Galvão,

    Xará :) Interessante seu relato, eu tambem me identifiquei muito com a sua história…tbm tive essa fase (e ainda estou saindo dela )ALice“. Conheci um carinha de Sp, atraves de um site gay, e dai em diante rolou muitas conversas, e insistencia por parte dele, ate conseguir me conquistar e fazer eu ir ate SP para conhecer ele. e Nisso ficamos quase dois , eu indo lá e eele aqui na minha. Nesse periodo eu fui crescendo muito e me cohecendo melhor, aconteceram varias mudanças e uma delas foi o fato de uma imra minha com quem eu vivo , descobri por acaso a minha homossexualidade atraves de um sms enviado por ele no me cel. Enfim tivemos momentos bons e outros e muitos outros nao bons assim. Chorei muito durante e depois do termino…eu percebi que eu gostei sozinho ou pelo menos com mais verdade integridade . Mas o que isso me ensino de verdade foi que em uma relação voce ainda pode continuar gostando da pessoa, e ela nao, pois cada um te seu tempo de gostar, e ele fechou ciclo dele o tempo dele foi mais rapido do que o meu, podemos dizer que deixou de gostar primeiro do que eu. E a gente tem lidar com isso…´´e a vida baby“, ( como diz voce)

    O blog MVG esta de arabens tanto pelos textos, quanto para os comentarios que eu adoro ler e devoro todos como se estivesse lendo um livro bom!!

    Sorte e sucesso Xará,

    Abraços,

    André Luiz.

  5. edvan disse:

    Interessante os relatos… Acho que estou vivendo uma fase parecida. Sou casado há quase seis anos e o maior problema do meu relacionamento sempre foi a parte sexual. Não sei se eh falta de atração, mas o fato eh que o problema sempre existiu, meu companheiro eh muito “promíscuo” vamos dizer assim…. E eu nunca liguei muito pro fato dele querer que nossa relação fosse mais aberta e podermos transar com outros caras sem culpa. O problema eh que praticamente transamos uma vez por mês e por muita insistência minha. E descobri uma coisa que me fez perder totalmente o tesão e o sentimento que eu tinha por ele. Não sei se foram várias vezes ou se foi uma só, coisa que também não vale muito a pena, mas ele anda trepando sem proteção com desconhecidos e como nós tbm não usamos preservativos, isso me deixou muito abalado. Fiquei neurótico, todo mês estou fazendo exames de sorologia e nunca mais senti atração por ele. Isso ja faz uns três meses e mesmo meus exames não tendo dado nada, não consigo mais nem tocar nele. E agora ele quer cobrar um monte de coisas e inclusive na parte sexual. Sei que já nao o amo mais, mas ele fica em uma chantagem emocional gigantesca, diz que vai se matar e tudo mais…. Eu não quero mais nada com ele, mas não consigo me libertar. Não sei mais como deixar claro que quero a separação, mas queria resolver como adultos e eh impossível ter esse tipo de conversa com ele ,mesmo ele sendo 10 anos mais velho que eu… Gostaria de uma luz, pra poder por um ponto final nessa relação que não existe mais há um certo tempo…

  6. André disse:

    Edvan,

    Só o amor próprio e capaz mesmo de evitar situaçoes dificieis e complicadas em nossa vida. Digo isso porque tbm estabou saindo de uma relacao que me desgastou e vivo o processo de limpeza….e esse blog foi uma achado para mim. Aqui eu percebi que nao sou unico a passar por dificuldades e esse blog nao me fez sentir tao só e miserável… mas como disse Flavio e outra postagem, Nao se apega nao!! Eu falo do blog , como mais uma ferramenta.

    Edvan voltando a sua situacao, se voce observar que seu corpo rejeita estar em contato com seu companheiro, alguma coisa ele esta querendo lhe dizer. Fique atento a isso, e busque se interiorizar. Ninguém infelizmente vai pode te ajudar dando respostas para a sua solução, mas o que voce pode fazer e se perguntar: Por que raios eu estou passando por isso, ? Por que eu ja nao consigo mais gostar ou sentir mais nada por essa pessoa? Mas faca mesmo essa pergunta todos dias, antes até mesmo de dormir. E um tecnica interessante que aprendi, a desenvolver, e estou praticando. So nao espere as respostas imediatamente, e elas virão quando voce nao estiver mais tao ansioso. Enquanto isso, para se entreter continue lendo e comentando no blog MVG , e acompanhando os textos reflexivos do nosso querido Flavio.

    Sorte e sucesso!!

    André Luiz.

  7. edvan disse:

    Valeu André, na verdade eu não estou em busca de respostas prontas nem fórmulas mágicas, acho que passei essa impressão, e sim de trocar experiências, ouvir que outras pessoas tbm passam por algo semelhante… Vou começar a pôr em prática seu conselho e vou me perguntar sim o pq desse sentimento.. E vou continuar acompanhando o blog e comentando na medida do possível!!

  8. André Galvão disse:

    Boa Noite “Amigos”

    Edvan, me vi um pouco em algumas frases…. Cara não existe fórmula mágica para acabar com esse momento, e mesmo que existisse diria ser contra indicado rs. Tudo o que vivemos, todos os nossos momentos, são de certa forma pq nós nos permitimos á viver isso, no entanto, se faz necessário tentar se ver um pouco por fora da situação, e isso não é facíl e somente consegui quando fazia as minhas terapias (Ah super indico terapia, é muito bommm).
    Quando ocorreu meu término, na minha ingenuidade e no achismo de talvez ter novamente meu ex, falei para ele que me mataria e realmente cheguei a pensar nisso, porém, do que adiantaria fazer isso? Ele continuaria vivendo e eu acabaria com as minhas chances de descobrir e viver o mundo.
    Detalhe, quem fala que vai se matar, não se mata, quem quer fazer isso vai e faz sem avisar fica a dica rsrsrs
    Hoje, olho até com certo humor tudo isso que passei, e tirei grandes ensinamentos e a vontade de viver.

    Edvan, como disse em um comentário aqui no blog, quando um não quer, dois não fazem e aquele velho ditado: “Uma andorinha só, não faz verão”, nós são somos donos de ninguém e não devemos nos prender á isso. Talvez seja um tanto quanto egoísta, mas antes de pensar em alguém eu penso em mim, para se fazer alguém feliz, nós devemos estar bem conosco mesmo.
    Não se martirize, se para você não da mais, faça o que seu coração mandar e o que você quer, não anule-se por alguém.

    Cada um tem seu próprio tempo e todos nós teremos fazes boas e outras nem tão boas assim, e somente nós é que podemos sair de nossos emaranhados buracos.

    Ponto de alerta sim, para o caso do parceiro fazer sexo sem camisinha, amigo proteja-se sempre, com companheiro ou não, ainda mais quando o relacionamento é aberto. Continue fazendo os teste até o sexto mês, e depois, faça a cada semestre, com saúde não se brinca.

    A única dica que talvez eu lhe dê é: Não deixe de viver e não se anule por ninguém e lá na frente você lembrara disso com gargalhadas.

    Ame-se!!!

    Bjos, André Galvão

  9. André Galvão disse:

    E ai meu Xará tudo bem? Espero que sim…

    Talvez vc não tenha gostado sózinho, cada um possui sua forma de demonstrar seus sentimentos, claro que uns meio que ocultamente rs, mas gostam sim.

    Como já disse, todo relacionamento tem seus altos e baixos, costumo dizer que tudo tem um começo, meio e fim ( Nome de uma música do Roupa Nova, aliás amo roupa nova rs), só que este fim ngm sabe o tempo, ele pode ser daqui uma semana, um mês, dois, três anos, 20 anos…. Independente do tempo, ele foi bom, até o momento que termina e depois também, sabe por que? Primeiro pq quando estamos com alguém conhecemos um mundo á dois, de doação, compartilhar momentos, sentimentos e “N” coisas novas e boas, assim como o término, onde nele você deve se ver como mais maduro, onde vc aprendeu tanta coisa boa, e o que não foi tão bom serviu de aprendizado, e isso faz a condição para evolução humana.

    André, a vida é curta amigo para perdermos tempo, como seres humanos que somos e criaturas normais, claro que temos e passamos por situações chatas e desconfortaveis, só não deixe isso consumir vc e jamais se vitimize.

    A vida é uma arte, e nós somos os grandes atores, nós é quem fazemos as nossas cidades cenográficas, porém, vivendo com os pés no chão, pois, como disse não estamos em um conto de fadas da Disney.

    Sorte para nós!!!

  10. André disse:

    Tudo bem André Galvão!!

    Mas é isso tudo mesmo que voce disse, a vida e uma eterna escola e nos somos essas criaturas errantes que precisamos aprender essas lições que ela nos vai apresentando… Bom estar aqui com todos voces, de alguma maneira. Estou aprendendo muito com os relatos de cada um aqui. Deus abençoe ao Flavio por esse Blog que ve ajudando a todos nós. Estamos criando uma corrente invisivel de força de motivacao de apoio …isso é maravilhso!!!

    Sorte para nós , e vida longa ao Blog!!!

    1. André Galvão disse:

      André, tem face? Vamos nos add amigo!! rsrs Rola?

  11. edvan disse:

    Boa noite André,
    Então, o meu companheiro já tem um histórico de tentativa de suicídio, mais de uma ateh e eu, em uma delas, foi quem o socorreu… Nesse caso eh mais que uma ameaça. Ele foi meu primeiro namorado sério mesmo, cresci muito nessa relação. E não tínhamos uma relação aberta, e sim, a consciência tranquila caso rolasse algo fora. Tudo foi conversado e definimos regras, e sexo sem proteção estava no topo da lista. Uma vez por ano fazíamos os exames pra confirmar se estava tudo bem. Mas sei lah, estou me sentindo traído e não consigo mais confiar. Vou tentar falar com ele e também tentar ficar calmo durante a conversa, pq meu sangue sobe rápido rss e resolver de uma vez. Não vou ser responsável por um cara de 39 anos que nunca quer crescer. Abraços e obrigado!!

  12. André M. disse:

    Olá garotos! Passando por um término também, mas como passo por isso pela segunda vez, sinto-me menos vulnerável, exceto pelo fato de ainda gostar dele de verdade. Prefiro não entrar nos detalhes, mas basicamente terminamos por questões familiares e religiosas (todas da parte dele). Talvez pelo fato dele ser mais novo uns seis anos, bom não sei, o fato é que ainda sinto que há reciprocidade, ou seja que ele gosta de mim (detalhe que eu queria terminar, depois voltei atrás, mas aí já era tarde pois ele não quis terminar, alegando ser melhor assim). Ele quis manter contato, mas pedi que ele não fizesse isso, pois não me ajudaria em nada. Ainda nos falamos até ontem, tudo numa boa, pra resolver algumas coisas pendentes (bobagem, material de estudo que eu havia emprestado a ele); percebi que ele quis que eu ainda fizesse parte da rotina dele, mas resolvi sumir e cortar laços de vez. Faz três dias, estava muito abalado, mas a cada dia tento ficar mais calmo, e sei que tudo é questão de tempo. E nesse curto tempo, ainfa conheci um carinha (nada intencional, meio que ao acaso mesmo), mas sinceramente não estou muito afim de me relacionar com ninguém novamente (…), talvez eu nem esteja agindo certo, contudo acho que preciso de um tempo pra mim…me fortalecer emocionalmente..

    Abraço a todos! :)

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