Falência das instituições?

Para tornar esse post o mais didático possível, é importante deixar claro o que entendo como instituição:

Instituição nada mais é do que um acumulado de modelos que representa grupos por intermédio de princípios, ideais e objetivos. Tais valores nem sempre são de concordância unânime, mas as próprias instituições formam pilares fundamentais para que as pessoas que vivem sobre elas possam ter um chão firme para condutas e desdobramentos. Instituições, originalmente, servem para gerar segurança, conforto e ordem para as pessoas”.

Assim, governos, religiões, escolas, família, movimentos, empresas, ong’s, etc. formam instituições. Como gays, como tendemos a enxergá-las hoje?

Posso responder por mim e por um punhado de impressões que colho aqui e ali, das manifestações dos gays com algum vínculo com o MVG.

Governos para o gay

Seja da esquerda “do amor” ou da direita das “coxas”, o fato é que a grande maioria anda desacreditado diante tanta corrupção. Pessoas acima dos 30 anos, principalmente, vão entrando na “caixinha” do descrédito total, enquanto os mais jovens, no furor da rebeldia natural à idade, tentam botar fé em algum vértice esperançoso e emocional. No contexto do Brasil é isso mesmo que temos: tratamos política como partida de futebol. Brigamos por “times” e chegamos ao cúmulo “pseudo agressivo” de excluir desafetos de nossas timelines. Como bem li em dois artigos na época das eleições (um do Estadão e outro da Folha), o nível de cultura política do brasileiro, hoje, é de um pré-adolescente que aprendeu a fazer bico e birra. Torcemos por candidatos como se fossem ídolos futebolísticos.

De qualquer forma, lá nos palácios, paira a aura da divergência democrática. Um candidato ganhou de forma legítima a vaga de presidente da República, mas fez tantas alianças com opositores que, na prática, se encontra endurecido e quase que solitário (só de pensar que seu vice, na hora dos “vamos ver”, é da oposição, bem entende-se a tamanha rigidez). Em São Paulo, por mais que aparentemente os cidadãos estivessem insatisfeitos com o governo, concederam quase que por unanimidade uma reeleição.

Assim, o ponto de vista geral de um gay, sobre a instituição que é um governo, não é diferente de qualquer outro cidadão. Na hora da eleição (e dentro da sauna) somos todos iguais, despidos da bagagem de imagem e reputação.

Uma grande maioria anda descrente há anos da política e esse fluxo parece que se tornará rotina por mais algumas décadas. Aprendemos a fazer passeatas, mas isso não me parece formar soluções práticas. Santo de casa não faz milagres e, de tal maneira, perpetuamos a ideia do Brasil ser um país de potenciais. “Super lindo” essa coisa dos “potenciais”. Mas quando o potencial vai se tornar real, só Deus, o santo e a juventude esperançosa sabem.

Religiões para o gay

Embora o Brasil, assim como a grande maioria dos países de origem latina, tenha a religião Cristã com alicerce religioso, vivemos um momento voltado para as revisões da própria instituição. Todas as semanas o Papa Francisco lança uma nota na mídia apresentando um novo pensar sobre os mais diferentes prismas: da homossexualidade, da teoria da evolução, do Big Bang, dos novos modelos do homem e da mulher se relacionarem, do divorciado, entre outros.

O gay, seja para o pilar católico ou evangélico, sempre foi uma afronta (e vice-versa). Fazemos parte de um grupelho que infringe determinadas ordens desses dois “templos” majoritários. Assim, na esmagadora maioria das vezes, a instituição religiosa não nos confere identificação ou representação; pelo contrário, ser gay provoca muito mais insegurança e desconforto perante a igreja. Quantos não foram os jovens e adultos, de famílias religiosas, que recorreram a uma troca de conversa comigo durante os anos do MVG? “Se a instituição me nega, me repudia e me rejeita, onde vou encontrar acolhimento para minha segurança e conforto?”.

Escolas para o gay

É impossível negar que as escolas públicas definham e boa parte das instituições particulares estão virando fábricas de diploma para capitalizarem o máximo de clientes (que um dia se chamou “aluno”). No final, a educação no Brasil, independentemente da classe social, está nivelando nossa cultura por baixo. Ser professor, hoje em dia, virou sacerdócio. Atiram “pedras” neles todos os dias, nas salas de aula, e se ganha pouquíssimo para isso. Como acreditar no poder transformador da educação por intermédio dessas instituições? Dá para confiar? Dá para se assegurar? Me parece que uma grande maioria não se sente amparado.

O gay, de quebra, dentro desse universo estudantil, tende a sofrer bullying (quando dá pinta) ou tem que entrar num contexto heteronormativo, numa fase de jovens com hormônios em ebulição, e simular sua “macheza catadora”. Parte dos gays tendem a levar uma lembrança de ódio e conflito da fase escolar/universitária. Ou seja, muitos não gostam de lembrar. Não tive essas impressões na minha infância e adolescência, o que não me faz menos gay. Mas sei que muitos tem ou tiveram.

Famílias para o gay

Que família? Família hoje pode ser só a mãe. Pode ser só o pai, ou um pouco do pai e da mãe. Pode ser um casal de homens gays, um casal de mulheres e, quando é para ser papai e mamãe como nos moldes tradicionais, normalmente é a empregada, os avós ou a babá que vão cuidar das crianças. Os modelos das instituições familiares são esses hoje em dia e poderão surgir outros. Mas quem é que ensina desse jeito, mostrando que todas as variantes tem valor, segurança e legitimidade? Não, hoje em dia a gente ainda idealiza uma “caixinha”. Para um bom número de gays, papai é aquele quieto, ausente e fechado. Mamãe costuma ser o contrário, chega junto, é comunicativa e ampara.

A instituição familiar tem deixado de orientar seus filhos, presos a modelos rígidos e exclusivistas, como se o próprio padrão ensinado fosse o caminho correto. Há realmente um modelo correto?

Para os gays é assim ainda: até hoje não conheci nenhum gay cujos pais formem, também, um casal gay. Como acreditar na instituição familiar se, ainda, o próprio modelo rejeita em algum nível seus próprios filhos? Instituições não funcionam para acolher e assegurar? Ah, sim… desde que sigam determinadas regras. Mas e quando, como gays, saímos das regras por uma natureza individual? Ninguém quer ser gay para bater de frente com a família.

Movimentos para o gay

Manifestações e movimentos sociais surgem, desde que se conceberam como tal, para dar voz à grupos que, em alguma medida, se sentem desprivilegiados em detrimento a outros grupos. Até aí, tudo lindo. Mas em todas as instituições, seja no âmbito governamental, religioso, escolar, familiar e etc., são os indivíduos (ou subgrupos) extremistas e radicais, buscando conservar seu valores com ataques aos opositores, que detonam o próprio sentido das instituições. O ponto é que permitimos tais grupelhos tomarem frentes, quando não aplaudimos os feitos radicais que privilegiem os nossos sentimentos egóicos. Seja no movimento lgbt, sejam as feministas, os movimentos partidários ou qualquer outra manifestação, os extremistas tem uma natureza cega, conservadora (dos próprios valores) e reativa. Nas eleições desse ano vimos os ataques a Editora Abril por um lado, como se fosse do direito de um grupelho julgar por todos, de maneira invasiva, a idoneidade de uma revista e, por outro, temos visto um outro grupelho, todos os finais de semana em São Paulo, se colocando contra à candidata eleita e seu partido. Quando um pai (ou uma mãe) nega e rejeita seu filho gay, está também agindo de maneira extrema. Quando um pastor ou um padre critica os gays de maneira firme e onipotente, faz o mesmo. Quando um diretor radicaliza com um aluno ou um aluno atropela o senso de respeito para com o professor, se revela a mesma coisa. Quando um político abusa do poder e de conchavos, infringindo de regras mesmo que longe das vistas do povo, é a mesma situação. Extremistas, por essência, perdem os escrúpulos. Extremo, nada mais é, do que a falta de senso de medida, do comportamento para o com o outro.

Os extremistas agem de maneira fria e calculada, mas, na grande maioria das vezes, jogam pela emoção, uma festa, uma ação quase que teatral, detonando com toda iluminação da razão e do próprio sentido dos movimentos. Perdem o senso do público e do privado, invadindo os limites do outro.

Assim, movimentos, sejam para gays, mulheres, negros ou índios, perdem sua própria luz do sentido quando atuam com opressão. A revolta não é garantia legítima dos oprimidos, muito menos dos opressores. Pelos menos, se o contexto é do século XXI. O extremista, infelizmente, encanta alguns e ganha mais força por aqueles que o segue.

Gays para o gay

Com as partículas espalhadas nesse texto, o que sugiro é que a cultura das instituições está passando por uma forte transformação. Muitas delas estão perdendo o sentido e não sei o quanto de fôlego haverá para se sustentar, caso uma consciência maior de coletividade não venha à tona. Nós mesmos, gays, exercemos o autopreconceito o tempo todo, de um para o outro, numa evidente falta de lucidez sobre o todo, sobre o respeito as nossas próprias diferenças, buscando rótulos confortáveis que garantam os nossos quadrados, mas que não incluem aquele gay que difere da gente, segundo os nossos critérios por vezes mesquinhos e egoístas. Não é por nada que muitas vezes nos sentimos sozinhos, porque – de fato – estamos com tanto receio do outro, julgamos tanto pela imagem, que nos afastamos.

O gay hoje não tem mais representações, se é que um dia já teve, fora os desgastados estereótipos que já não sustentam mais uma grande maioria, se é que, também, um dia sustentou.

Qual a solução de tudo isso, para que cada um se sinta mais acolhido, mais seguro ou confortável? Pois na raiz humana, acolhimento, segurança e conforto são necessários!

Eu tenho ideias a respeito. Você tem?

8 comentários Adicione o seu

  1. Felipe disse:

    Olá!

    É a primeira vez que entro no site/blog e, primeiramente, quero lhe dar parabéns por sua capacidade de escrever um texto tão complexo, tocando em tantos pontos, que talvez nem cem comentários deem conta de analisá-lo com um todo.

    Agora, respondendo à pergunta que você deixou ao final:
    Como sou professor, minha resposta sempre será que educação de qualidade resolve muitos problemas (não todos, mas muitos). Mas surgem diversas questões: O que seria uma educação de qualidade? Ela seria “oferecida” apenas pela escola ou a família e a sociedade também devem participar desse processo? Mas se a família e a “sociedade” não tiveram acesso à educação de qualidade como poderiam prover isso a outrem? Isso não demoraria pelo menos algumas gerações para surtir efeito?
    Como jovem de 23 anos que sou, meu maior desejo sempre foi que tudo mudasse repentinamente e que o mundo acordasse melhor no dia seguinte. Mas a realidade é que isso é puramente leviano e utópico. Além do mais, as únicas mudanças que persistem são aquelas que ocorrem lentamente e que, portanto, têm o tempo adequado para se assentarem nas bases do pensamento da sociedade.
    Sendo assim, chego à conclusão de que com o passar do tempo, as situações vão se ajustando e, um dia, todos poderão se sentir mais acolhidos, mais seguros e mais confortáveis.
    Porém isso não ocorrerá nem em um milhão de anos se não houver pessoas lutando para que essas mudanças ocorram. Então, mãos à obra, todos nós!

    Mais uma vez, parabéns!
    Até mais!

    1. minhavidagay disse:

      Oi Felipe,
      tudo bom?

      Obrigado pelos seus comentários e bem vido ao MVG.

      Pensar que a sociedade brasileira tem um pouco mais de 500 anos me enche de esperança. Orgânicas como todas as sociedades são, o texto que escrevi, embora pareça ter um tom pessimista, na verdade é ao contrário. Os estados das instituições atuais estão beirando a falência (ou uma necessidade intensa de revisões). Mudanças, a mim, normalmente têm um ar positivo e esperançoso, por mais que o caminho, muitas vezes, sejam sinuosos e gerem alguns conflitos.

      As demandas e as necessidades das pessoas estão latentes, gritando por novas representações, novos modelos se não, a revisão do que entendemos como instituições. A educação, em todo esse processo é fundamental, mas entendo que o despertar de uma consciência diferente é tanto quanto necessária.

      O homem está cansado do homem. As pessoas não andam se tolerando. Creio que apesar do cenário ser crítico, aponta positivamente para revisões do ego, do senso coletivo e, como falei acima, do despertar de uma nova consciência.

      Rapidamente, é isso em que eu acredito.

      Um abraço,
      MVG

  2. Felipe disse:

    Olá novamente, MVG!

    Talvez eu tenha me expressado mal e não tenha deixado claro que não achei seu texto pessimista.

    Concordo com praticamente tudo o que você escreveu no texto.

    Concordo principalmente com o trecho do seu comentário; “O homem está cansado do homem. As pessoas não andam se tolerando. Creio que apesar do cenário ser crítico, aponta positivamente para revisões do ego, do senso coletivo e, como falei acima, do despertar de uma nova consciência.”

    Porém, acredito que isso não ocorrerá de forma abrupta e que necessitamos, portanto, de pessoas com voz ativa para que, aos poucos, o fanatismo (de qualquer vertente) dê espaço à liberdade de opinião, de expressão e de ação.

    Outro abraço,
    Felipe

    1. minhavidagay disse:

      Ah sim… é que o texto poderia parecer pessimista! rs Mas não me referi ao seu comentário em si… :)

  3. André disse:

    Tema um tanto complexo, mas o texto foi bastante esclarecedor. Embora, não sei ao certo se seria falência, mas talvez uma adequação dessas instituições a uma nova realidade. O que para nós (gays ou não) é muito promissor.

  4. Adônis disse:

    MVG,

    No tópico “Governos para o gay” você considera o PMDB de oposição? Não concorda que qualquer que fosse o partido vencedor das eleições teria que governar com o PMDB simplesmente por uma questão de número de parlamentares? E se você considerar o resultado apertado dessa eleição, é até bom que exista um partido diluidor de convicções ideológicas como o PMDB, afinal quando um presidente ganha a eleição deve governar para seus eleitores e para os eleitores dos adversários. Eu não vejo o pessoal que não votou na Dilma muito feliz em ser governado de acordo com as convicções puras do PT, e também não vejo o inverso(isso considerando as pessoas que votam com o mínimo de independência em relação ao marketing político).

    Eu não acho essa cultura política do “jogo de futebol”, “do bico e da birra”, ruim para o atual momento do país, só será ruim se ela não evoluir daqui para frente e não encontrar um “caminho do meio”. Acho que as pessoas precisam num primeiro momento cavar suas trincheiras para só depois do cansaço da guerra elas reavaliarem posições e encontrarem equilíbrio.

    Religiões para o gay:

    Leiam ‘Deus: um delírio’ de Richard Dawkins, se você for muito crente e morrer de medo do inferno o livro vai te dar uma chacoalhada e você passará a relevar e por em dúvida tudo o que os dogmas religiosos te dizem. Se você já tiver uma tendência ateia ou agnóstica, você vai se convencer definitivamente disso ou, passado um tempo, vai admitir que existe sim um ‘mistério’ na vida e saberá lidar bem com isso mesmo que você ache injusto e ridículo que seus melhores argumentos contra a crença em algo sucumbam perante o metafísico.(este foi o meu caso pelo menos)

    Abraço.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Adônis,
      tudo bom?

      A oposição no Palácio realmente é saudável e funciona assim desde que se cosntituiu governanças. Basta ver como a coisa funcionava na Roma antiga; sempre haviam divergências de ideias e linhas de raciocínio.

      Mas ter um vice da oposição é bastante estranho. Se por alguma hipótese a presidente tiver que se ausentar, quem passa a presidir é o oposto ideológico do eleito. Isso é um tanto confuso e denota, a mim, o excesso de conchavos com interesses eleitoreiros para não se perder o poder. Não se perdeu, porém, a presidente está num contexto tão rígido e endurecido que será inevitável burocratizar e tornar muito mais moroso as ações que cabem a um presidente. É isso que critico.

      A cultura de “jogo de futebol”, “do bico e da birra” é assim antes mesmo do movimento “Caras Pintadas” para destituir o Collor. A diferença é que com as redes sociais, os bicos e as birras tiveram uma incrível exposição. Antes delas, a sociedade tinha o mesmo nível de maturidade política e, mais de 20 anos depois, continua a mesmíssima coisa. O que nos falta para isso: educação, cultura, educação, cultura de novo e mais educação. Quando virá? Bem… você leu o tópico de como está hoje a nossa delinquente educação (rs). A questão pra mim hoje é: por onde virá e de que forma. Porque da forma que está, vai nos manter congelados na cultura do “bico e da birra”, uma sociedade eternamente infantilizada.

      Acredito em Deus, acredito no poder da fé e acredito nesse certo mistério que vai além das equações racionais. Vai além não só das equações racionais, como independe de pastores, bispos, padres, templos, ídolos e intermédiários divinos (tal qual Jesus, Maomé, Kardec e etc). Nossa conexão com esse “caldo misterioso” é direta. Não precisamos de instituições.

      Abraço!

      1. Adônis disse:

        MGV,

        Continuo não concordando em caracterizar o PMDB como oposição, na minha visão ele é o menos colorido por matizes ideológicas, logo não teria como ele ser contrário a qualquer coisa. O enrijecimento atual que você põe em destaque eu acredito ser em parte culpa da própria presidente e de sua ação subserviente demais para com seus aliados…

        É claro que nos falta cultura e educação, mas por qual via ela começará a aflorar?
        Dessa política de conchavos? Da sociedade civil? Eu acho que não. Eu acho os ânimos da sociedade vão se exaltar cada vez mais até que uma bonança venha dessa tempestade. Acho que veremos progressivamente as pessoas defendendo o seu quinhão, até que as elas se posicionem ideologicamente dentro do jogo político, não estou falando dos políticos, mas de setores da sociedade se investirem de ideologias mais caras a eles, para que os políticos sejam um resultado dessa demanda. O que eu quero dizer é que o Brasil não passou por um processo de formação política clara, tendo ao meu ver, um mero arremedo disso. Por exemplo nos Estados houve uma guerra civil separou visões diferentes para o país, além de que existem movimentos políticos surgidos de reivindicações da população, como o Tea Party, que ampara o partido republicano, mas não é o partido republicano!!
        O que temos no Brasil? Primeiro que não existem partidos de direita no país( deixo claro aqui o amplo aspecto do termo direita, que se estende desde o liberalismo clássico até o conservadorismo),nem a UDN existe mais, o que existe no Brasil é praticamente “50 tons de esquerda” , além de não termos passado por um formação espontânea de patriotismo, e termos pouca consciência regional( federalismo de fachada), talvez com exceção de São Paulo( o que acho que faz as pessoas darem atenção às questões do país)

        O que quero dizer com tudo isso é que a população deve se cobrir de ideologia, não para defendê-la com extremismos, mas se cercar de uma aura de valores e anseios para si e para a sociedade, mas para isso é inevitável muita birra, como parte de um processo de crescimento e assimilação desses valores e anseios. Comparando novamente com os EUA que estão em regime democrático a mais de 200, nós temos 125 de muito populismo, duas ditaduras, e uma longa República Oligárquica. Estamos apenas engatinhando e os conflitos serão cada dia mais inevitáveis.

        Abraço!

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