Minha Vida Gay

Desde 2011

São cinco anos que o Blog MVG completou em maio de 2015. Nesse período, assumi meu papel de Blogueiro oferecendo por aqui um conteúdo opinativo sobre os mais diversos temas – temporais e atemporais – que permeiam a vida gay. Sou microempresário há mais de 15 anos – formado em Comunicação Social pela ESPM – e mentor & coach para o público gay e relacionados (pais, irmãos, amigos, etc.).

O Life Coach MVG é meu último projeto orientado a melhora de qualidade de vida de homossexuais e relacionados a homossexualidade por meio de mentoria e coaching.

Não menos importante, o Blog tornou-se meu espaço de referência e “luz”, onde lanço aqui diversas referências para dar suporte aos leitores.

Não aprendemos sobre homossexualidade dentro de casa, tampouco nas escolas. A “cartilha” há milênios é conferida apenas para a heterossexualidade. O MVG tornou-se assim um espaço de conteúdos que ajuda o público gay a enxergar cenários, situações e experiências que poderão nortear seus próprios passos, criando ou não identificação. Não existem verdades absolutas por aqui. O que existe, de fato, é a importância de que cada leitor desenvolva seu senso crítico e pegue para si aquilo que lhe parecer condizente ao momento em que vive ou ao seu entendimento de mundo.

No MVG muitas vezes aponta a extremos e, entre uma extremidade a outra, mostro uma infinidade de ocorrências, todas elas em sua maioria envoltas da vida de um gay. Falo também muito sobre “caixinhas”, que são modelos comportamentais os quais nos apegamos para nos estabelecer em sociedade. Caixinhas, as vezes, que são estreitas como os próprios estereótipos fazem e, as vezes, bastante amplas. O fato é que não existe um jeito só de ser gay e quem disser que “ser gay” é isso ou assado, costuma ter um julgador-interior bastante equivocado.

O MVG aborda desde assuntos conservadores, muito próximos do que a moral e os bons costumes Cristão e heteronormativos esperam de um indivíduo. Por outro lado, aborda também assuntos polêmicos, tabus, conferindo sempre um olhar crítico e opinativo, buscando – de novo – estimular o senso crítico das pessoas, para que – em casos mais felizes – se livrem dos próprios julgamentos que tanto censuram.

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O Minha Vida Gay serve para jovens, adolescentes e adultos, indivíduos que se envolvem emocionalmente e se atraem fisicamente por outros indivíduos do mesmo sexo.

Hoje, tenho 39 anos e alguns pensamentos para dividir. :)

Até mais,

coach-de-vida-gay

Flávio, Life Coach MVG

 

87 comentários Adicione o seu

  1. welbert santos disse:

    Olá cara, colega do blog… gostaria de expor um pouco sobre mim. Me assumi gay para minha mãe em 2011 por volta de outubro. O que senti, quando ouvi palavras de carinho e amor, foi emoção. Claro que muitas pessoas não tem a mesma compreensão de todos. Hoje, em janeiro de 2012 minha tia sabe, uma antiga vizinha sabe, minha irmã sabe e eu tenho orgulho do que sou. Vc tendo o respeito e o apoio de quem está perto de vc pode ajudar muito na hora de nós mesmos nos auto-aceitar e não sentir uma dor no coração. Outra coisa: estou muito feliz depois de me expressar e sei q tenho uma longa caminhada; mas o que eu quero apartir de 2012 é ser feliz do jeito que sou! Vc está de parabens com seu blog. Ainda tenho que explorar muito mais nele. Abraços, Welbert.

    1. minhavidagay disse:

      Olá Welbert!
      Muito bom ter essas notícias de alguém que acabou de sair do armário! Que o ano de 2012 seja repleto de novidades e felicidades nesse contexto em que você e total para as pessoas que tem próximo e ama. Abraços!

  2. Francisco disse:

    Parabéns Pelo Blog.
    Apartir de hoje se tornei seu maior fã!

    1. minhavidagay disse:

      rs… obrigado pela apreciação! ;)

  3. Anderson disse:

    Fiquei feliz por ter encontrado um blog tão interessante e informativo quanto o seu, pois me identifiquei com várias coisas que li. Espero um dia me tornar tão bem resolvido com minha sexualidade quanto alguns gays que servem como “exemplos de sucesso” dentro do meio. ;)

    Sucesso e parabéns!

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado pelo seu post! :)

  4. Leandro disse:

    Te adimiro muito. Sou gay, porém, irei dar um tempo para falar sobre isso com meus pais.Tenho 18 anos e estou super nervoso com isso. Me aceito como sou, só não sei se é a hora para confessar.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Leandro!
      Desculpe por demorar por responder. Me perdi em meio aos posts. A boa hora para assumir é quando vc estiver seguro. Não há pressa e deve acontecer no seu tempo, quando estiver mais resolvido consigo e quando estiver preparado para receber as reações dos seus pais. Fique bem.

      Forte abraço!

  5. Bruno disse:

    Ótimo blog está me ajudando muito com a minha fase de sair do armário, tenho um irmão que é gay, fico me perguntando qual será a reação da minha família quando eu falar que eu sou gay?
    Eu idolatro muito meu irmão e sempre me espelhei nele e tenho medo que minha família pense que apenas quero ser igual a ele em todo o sentido.
    Ultimamente tenho ficado bem abalado com algumas coisas quem veem acontecendo e cada vez mais sente vontade de sair do armário de vez. Algumas pessoas até desconfiam e falam que sou gay pelo fato de eu ser muito tímido, Neri ser muito amigo de mulheres como você mesmo falou em um dos seus post, me identifiquei muito com o que você escreve muito fala sobre como eu sou realmente, mas poucas pessoas enxergam.
    Só espero que algum dia possa viver em um BRASIL menos preconceituoso, onde todos possam ter o direito de ser como realmente são.

    Abraço Bruno

    1. minhavidagay disse:

      Oi Bruno!
      É até bastante comum dois irmãos serem gays, ou uma irmã e um irmão, por exemplo. Isso acaba levantando a possibilidade de homossexualidade pode ter alguma predisposição genética. Mas ainda não se sabe.
      Acho que você não deve se preocupar por ser gay. O mais importante é você ser o que você é e ser feliz. Você pode ter toda oportunidade por ter um irmão gay assumido, no sentido de ter menos choques com seus pais, já que seu irmão já teve esse trabalho! rs.
      De qualquer forma não encane. Fique bem com o que você é, aceite-se como tal e busque sua felicidade e paz de espírito!

      Abraço!

  6. Dan disse:

    Eu tenho 23 anos de idade e me assumi neste ano! Estou muito feliz, sinto-me livre como nunca me senti antes! É uma sensação incrível… é como se tudo a sua volta ganhasse outro sentido. Sempre soube que eu era gay, mas relutei durante toda a minha adolescência em aceitar esta condição. Agora na universidade, decidi acabar com esta situação de incerteza. Minha mãe e minha irmã foram muito receptivas e compreensivas. Na realidade, ganhei duas novas amigas, pois agora nós três podemos comentar abertamente sobre tudo, inclusive sobre os homens que nós achamos interessantes! Contei para o meu pai apenas há uma semana e ainda não sei bem ao certo a sua reação. Ele disse que me respeita e que nada muda, mas mesmo assim, me pediu para continuar tentando a ter relacionamentos com as garotas! É claro que eu respondi que eu não quero mais isto, mas ele ainda continua relutante… Mas achei que fosse pior, com a possibilidade de ser expulso de casa… Espero que tudo de certo daqui para a frente! Adorei o seu blog. Tem muitas experiências interessantes. Parabéns!

    1. minhavidagay disse:

      Oi Dan!
      Você é um ótimo exemplo que alguém que está começando a viver a vida gay livre das próprias amarras. Parabéns pela maneira que tem enxergado essa sua realidade, da sensação incrível, como se tudo ganhasse um novo sentido. Para mim aconteceu assim, muito semelhante, e quando nos permitimos a ter um bom começo assim, livre e aceito, a tendência e seguir assim pela vida. Espero que outros gays leiam esse depoimento. Aliás, devo até lançar esse seu texto como um post, como um incentivo.

      Continuo respondendo…

  7. Douglas disse:

    Olá boa noite, tenho 17 anos e estou me assumindo neste ano de 2012, gostaria de relatar aqui um pouquinho de minha história, ou melhor, o inicio de uma história, que se inicia a partir de minha aceitação pessoal.

    Sempre me senti muito reprimido e confuso sobre o fato de ser gay, na escola sempre fui tachado como gay por ser tímido e andar com meninas, sempre fui daquelas pessoas que se preocupava muito com o que iriam pensar ou achar de mim muitas vezes me perdendo dentro de minha própria confusão que acabei criando em minha cabeça, chegando a perder noites de sono me perguntando se tudo aquilo era real e porque eu não era normal como as outras pessoas.

    O tempo foi passando e eu cresci e aquela insegurança e medo foram junto comigo, porém com um diferencial, sentia crescer em mim um desejo de me ver livre de tudo aquilo, daquele sofrimento que me acometia a cada dia, que se seguia muitas vezes chegando a pensar em me casar com uma mulher e ter filhos e viver como qualquer pessoa heterossexual.

    Mas o mundo me fez ver que aquilo não iria me deixar feliz por completo, que sempre iria faltar algo em minha vida. Então aos poucos fui aprendendo com as poucas experiências que a vida me fez experimentar e vi que realmente não era omque eu queria para minha vida e foi então que resolvi contar tudo a minha irmã, a primeira pessoa que achei mais sensata e amiga para contar.

    Então assim foi feito, fiquei com muito medo de ser rejeitado e julgado. Porém foi completamente ao contrário do que eu imaginava; ela me acolheu com carinho e me apoio completamente e assim aos poucos comecei a abrir para os mais próximos, para mim foi como uma libertação me senti mais leve e muito mais feliz, como se o mundo tivesse ganhado uma nova cara, um novo jeito de ver e de se viver nele.

    Uma coisa sempre vai existir que é o preconceito, porém não podemos nos deixar levar por ele nos fechando para o mundo e para todos, pois quando acabamos tendo esse tipo de pensamento estamos nos entregando como uma pessoa preconceituosa em primeiro lugar, pois para querermos exterminar o preconceito do mundo temos de começarmos por nós mesmos a mudança e a aceitação. Gostei muito do seu blog pois aqui podemos dividir experiências e viver um pouco das de cada um, parabéns pelo blog.

    1. minhavidagay disse:

      Parabéns Douglas pela maneira fluida que está se encontrando. Você é mais um exemplo e referência para os gays que ainda estão “presos”.

    2. Jean disse:

      Olá Douglas!
      Quando li seu comentário me identifiquei em muitos aspectos!
      Assim como vc, sou novo (18anos) e lá pelos meus 15 anos, perdia noites de sono…pensando “porque eu???”. Também sofri preonceito na escola, pensei em levar uma vida heterossexual e incompleta!
      E quando eu passei à me aceitar tudo ficou muito diferente, muito melhor… havia um sentido no viver! A única coisa que ainda não fiz, foi contar para meus pais sobre mim!
      Abraço!

  8. Leonardo disse:

    Douglas, parabéns pelo depoimento, muito bonita a conclusão.

    Acho que sempre soube que era diferente dos outros meninos (pelo menos os que eu conhecia) desde que me entendo por gente. Sempre tive muitas primas desde pequeno e gostava de brincar com elas de casinha, de boneca, essas coisas.

    Sentia algo diferente por homens e me lembro de ainda bem pequeno (entre quatro e cinco anos) no vestiário da natação sentir atração pelos corpos masculinos e já saber que esse desejo tratava-se de algo “proibido”, por isso tinha medo de falar qualquer coisa a respeito. Quando criança tive algumas namoradinhas de colégio e até uma fora dele, nada sério. Até cheguei a me apaixonar genuinamente por umas colegas de classe (que nem eram as minhas namoradas, hehehe), mas era muito tímido e não lhes dizia nada.

    A primeira experiência com o tal do bullying foi quando eu tinha uns 8 ou 9 anos e morava no exterior. Foram duas. Não gostei de ser chamado de “faggot” (bicha em inglês), mas aquilo não representava muita coisa pra mim, não tinha noção de que eu era mesmo gay, apenas achava que tinha um desejo diferente dos demais.

    Quando voltei ao Brasil, retornei ao colégio e senti que as coisas mudaram um pouco. Tinha brincado de “meinha” com uns três meninos quando criança, mas também tinha brincado de médico com mais ou menos o mesmo número de garotas, então para mim era só uma brincadeira, digamos, mais safadinha. Mas ao completar 12, 13 anos, senti que olhava interessado para outros meninos da minha turma. Não eram mais os homens da TV, os super herois, os corpos másculos do vestiário; estavam ali, ao meu lado, acessíveis a minha admiração.

    E o meu desejo por garotos começou a crescer mais e mais… E o bullying, fosse da sociedade, fosse o dos colegas de turma, me chateava bastante, e só aumentava. Na intimidade, não deixava de me proporcionar prazer pensando em homens, mas fazia um grande esforço para pensar também em mulheres. Cheguei a me punir estapeando meu próprio rosto para ver se parava de sentir desejo pelo mesmo sexo. Nos relacionamentos, só ficava com meninas, nas matinês e nas festas. Não cheguei a efetivamente namorar nenhuma delas. Mesmo assim, no meu imaginário ainda me casaria, formaria uma família, e esse ideal não condizia com a palavra e o conceito que o ambiente ajudou a formar na minha cabeça de “bicha”.

    Com 15 ou 16 anos minha mãe me pegou desesperado chorando e dizendo algo parecido com “Mãe, eu não quero ser gay!”. A situação já estava insuportável. Estava ficando deprimido. Em outra crise, meus pais (e acho que até minha irmã) me abraçaram e esta foi uma das únicas vezes em que vi meu pai chorar.

    Com 16 anos, tive minha primeira experiência sexual e foi com uma mulher mais velha. Gostei principalmente porque isso confirmou para mim que era capaz de manter relações com o sexo oposto, que poderia sentia prazer também com mulheres. Mas, obviamente, o desejo por homens ainda estava bem forte e era muito maior do que o interesse por mulheres.

    Quando completei 17 anos, reconheci que precisava de ajuda e minha mãe ajudou-me a buscar apoio psicológico. Foi uma das melhores coisas que fiz em minha vida. Minha mãe teve a sorte de acertar de primeira: era um senhor experiente, carinhoso, paciente com as minhas inquietações e inúmeras dúvidas e angústias. Além do trabalho para entender o que se passava comigo, fui aos poucos aumentando a estima que tinha por minha vida, por meus planos. Ele me ajudou a ir além, me apresentando conceitos de escritores, pensadores e artistas que não conhecia; noções de meditação, filosofia budista, o conceito dos chackras.

    Com 18 nos, fiz sexo com um homem pela primeira vez, também bem mais velho. Embora muito excitante, logo depois veio uma ressaca moral daquelas e mais trabalho para o psicólogo e principalmente para mim.

    E assim passaram-se três anos. Não estava muito seguro se era gay ou não e ainda estava na terapia, mas com certeza me sentia muito melhor do que antes em muitos outros aspectos. Comecei a dançar, descobrir outras possibilidades de meu corpo, fiz amigos no pré-vestibular e entrei na faculdade de Artes Plásticas.

    Finalmente, com 21 anos, no final de 2006 dei meu primeiro beijo em um menino de 18, que conheci pela internet. Foi ótimo. Dessa vez estava bem mais preparado para a experiência. Não me culpava mais pelo meu desejo e pela manifestação dele, já tinha dado um grande passo. Não obstante, ainda não me reconhecia plenamente como gay, então ainda existia conflito.

    Contei a experiência para meus pais e a aceitação não foi das melhores, como era de se esperar. Demorou um tempo para eles entenderem, o que incluiu algumas poucas idas ao meu psicólogo junto comigo.

    De qualquer jeito, a porta do armário já estava aberta. Ainda batia a insegurança ao contar aos poucos para os familiares, amigos e colegas, mas a segurança mais importante, a interna, estava ficando cada vez mais forte! Tinha 22 anos e não sentia vergonha alguma de ser quem eu era.

    Com 23, arranjei meu primeiro namorado e comecei a aprender sobre relacionamentos íntimos. Hoje estou junto a um rapaz um pouco mais velho que eu e muito dedicado. Em junho de 2012 completamos 2 anos! Vivemos como casados e somos felizes assim, com os altos e baixos de qualquer relação a dois. Sempre que podemos estamos juntos e neste tempo de união não tem um dia que não nos falamos (moramos com os pais ainda). Meus pais o conhecem, minha mãe o adora e há mais de um ano ele dorme no meu quarto. Posso me considerar um privilegiado, pois sei que infelizmente muitos ou a maioria não têm essa sorte.

    Atualmente, ser gay para mim é uma satisfação; de verdade, eu adoro! Costumo brincar que se eu for homem na próxima encarnação, gostaria de vir gay novamente. Acho muito boa a campanha “It Gets Better” (em tradução horrorosa minha, algo como Isso Fica Melhor, referindo-se ao peso que é descobrir-se gay nas sociedades preconceituosas em que vivemos), com depoimentos de gays e lésbicas (não me lembro se tinha de bissexuais, de travestis ou transgêneros) E é exatamente por saber que a coisa fica melhor, sim, que tenho o maior prazer em colocar meu depoimento aqui. Desculpem ele ter ficado um pouco longo… heheheh Valeu pela iniciativa e desejo paz de espírito a todos.

    1. minhavidagay disse:

      Belo depoimento, Leonardo!
      Quase me vi escrevendo essas linhas.
      Agradecido pela fraternidade e exemplo.
      Depoimentos como o seu só ajudam a enriquecer o Blog MVG e a trazer referências saudáveis, lúcidas e positivas a quem precisa.

      Parabéns e muito obrigado! =)

  9. Marcelo disse:

    Nunca presizei me assumir como gay, sempre foi visivel a quem estava a minha volta que eu numca fui um menino padrao, como os outros.

    Mas um dia resolvi afirmar a minha familia os que eles ja sabiam e temiam, que eu fosse gay, minha mae na hora simplesmente surtou e riu, creio eu que por nao saber o que fazer e de nervossismo.

    Bom passei por muitos baixos, altos, me casei fui casadompór 10 anos, sou divorciado a 1 ano e meio mais ou menos tenho 28 anos.

    Hoje meu ex e um grande irmao e otimo amigo terminamos pois ele me triau.

    So disse isso para mostar que somos todos apenas humanos e diferentes, nao existe em uma mao dois dedos iguais!.

    Todos sofremos, choramos, sorrimos e etc…

    Marcelo

  10. renanfabricio06@hotmail.com disse:

    Meu nome e Rennan, tenho 18 anos de idade, Sou muito inseguro ainda, pois não sei realmente o quer quero, tenho medo da reação dos meus pais, pois minha mãe sempre ouço falar se um filho meu for GAY mato, pois homem nasceu para ser homem, tenho tanto medo de toda essa situação. Muita vezes não me relaciono com homem, por causa de toda essa situação. Já perdi muito amores da minha vida. Já mantiver relação com mulher, mais não foi uma das melhores…

    1. Alisson disse:

      Renan, por favor não se deixe abater por sua familia nem muito menos deixar de viver e ser feliz por causa dos outros, eu lembro de minha historia de vida, imagina o que é vc se assumir gay com apenas 13 anos de idade em 1990? Sim, foi isso que eu fiz, eu não aguentava mais as cobranças, as atitudes das pessoas, as coisas que eu ouvia principalmente de minha mãe e meu pai que sempre foram totalmente contra a minha homossexualidade, mas o tempo passou e provei a tudo e a todos que sou capaz de muita coisa, sempre fui um gay afeminado por sinal e a pouco tempo fazendo terapia descobri que sou transexual feminina e por isso estou fazendo tratamento pois vou mudar de sexo, mas isto é outra historia, fica meu desejo a vc e a todos aqui que estão começando a vida a não perderem a esperança de um dia poder viver bem melhor e derrubar todos os preconceitos das pessoas, não é facil isto, mas agente consegue!

      1. Marcos disse:

        Qual médico procuramos pra saber se somos transexual feminina

      2. minhavidagay disse:

        Oi Marcos,
        tudo bem? Para se saber sobre isso, aconselho a procurar um psicólogo/sexólogo. Não conheço ninguém especificamente para indicar, mas creio que é esse profissional que vai avaliar com você a possibilidade de ser trans-mulher.

        OK?

        Abs,
        MVG

      3. Alisson disse:

        Marcos, leia minha resposta a vc, no final, lá em baixo para vc entender!
        Beijos!

  11. Sergio disse:

    Parabéns! Vc concerteza fez com que eu me tornasse uma pessoa melhor! Sou bi! Abraçaao!

  12. vinicius disse:

    acho que não podia parar de escrever . Algo aqui penetrou no fundo da minha alma. Muitas coisas em comum . Muito detalhado a forma de sentir a amplitude da sua visão s sobre a vida.se puder entre em contato!

  13. Carlos Rodrigues disse:

    Já falei que sou seu maior fã?
    Acho que já! xD

    MVG, sera que você não poderia fazer um pequeno post sobre o dia em que você se assumiu, digo:

    – O que te encorajou a fazer
    – Como foi a reação de contar para alguém íntimo
    – Como você assumiu para todos…
    – Etc

    Faça do seu jeito “mágico” de fazer! xD!

    Em fim… É só uma sugestão de post!
    De qualquer forma, Vlws pela atenção!

    1. minhavidagay disse:

      Oi CR!
      Tudo bem?

      Os primeiros posts do blog assuntam sobre esses temas. Mas vou pensar na sua ideia… acho que o blog merece um revival desse tipo de assunto.

      Abs!
      MVG

  14. Eudes Fernando Santos Carmo disse:

    nossa muito interessante seu blog … encontrei ao acaso ou não rsrsrs !!!

    1. minhavidagay disse:

      Prefiro o “ou não”! Rs

      1. Carlos Rodrigues disse:

        Não entendi ‘-‘

      2. Carlos Rodrigues disse:

        Ignore o Não entendi…………..
        A mensagem acima não apareceu!

  15. Fabricio da penha joel disse:

    Oi! Me chamo Fabrício.
    Quero compartilhar uma linda coisa:sou gay!!!
    Hoje falo com muita facilidade,mas nem sempre foi assim….minha vida agora é um mar de rosas comparado ao que vivi.A velha trama de quem é gay com um pai que quer te matar e uma mãe que prefere morrer.
    Casei com mulher vivi 4 anos e me separei pois contei para ela que era gay.Tive um filho com ela e (vivo com meu filho a cinco anos) ela preferiu ir embora depois que contei(assumir-se não é fácil) e deixou o filho comigo.
    Com muita paciência hoje meus pais me aceitam e minha ex é minha amiga e levo uma vida gay e assumida,tenho um companheiro que meu filho chama de papai Jerfeson e vamos nos casar no civil e no religioso na sexta-feira de maio dia 24 deste ano…Desde que me assumi aos 14 anos minha vida foi muito difícil,mas a hoje sou muito feliz e vou me casar com o cara mais carinhoso e atencioso do mundo e meus pais vão estar lá,rs!vão ser mais de 100 convidados incluindo…tios,primos,colegas de emprego e amigos(vai ser lindo),com muita musica.
    Oro sempre a Deus pedindo que ilumine os outros e que eles possam ser aceitos por si e os demais.
    É muito bom ser feliz!!!

  16. Ti BarSan disse:

    Sempre soube que era gay…
    tenho recordações desde bem pequeno de perceber que eu era diferente dos outros meninos…
    vivi no interior ate os 17 anos, tive uma infância maravilhosa, com toda liberdade do mundo, muita diversão, bagunça etc. minha adolescência foi um pouco complicada, ao mesmo tempo que sentia uma atração imensa por garotos eu me sentia culpado por isso, tinha uma vontade imensa de gostar de meninas, mas tinha consciência que não era possível, mas mesmo cheguei a me apaixonar por uma garota, mas não fui correspondido… sempre fui de andar com os meninos, de ter amigos homens, graças a Deus nunca me apaixonei por um deles…

    aos 17 anos mudei para capital e aqui eu não consegui fazer amizades e fiquei muito solitário. foi então que comecei a entrar em chats na internet, e então aos 18 teclei com um rapaz que tinha 23 anos e disse que também nunca havia ficado com rapazes, conversamos por alguns dias, ate que tive coragem de ir encontra lo. passamos a tarde toda conversando e então ao final da tarde, começou a chover e tivemos que entrar no carro e ele aproveitou e tentou me beijar, eu me esquivei e disse que não queria, e ele ficou me olhando de perto, e então na minha cabeça passou um filme, lembrei de todas as paixões platônicas, de todas as frustrações emocionais que eu tive ate então e decidi beija lo… um simples beijo, mas pra mim tinha um peso muito maior, depois do acontecido eu não consegui falar mais nada, simplesmente fiquei bloqueado, com um nó na garganta, o menino logo percebeu e perguntou se eu queria ir embora… chegando em casa eu me deitei e chorei muito ate dormir.

    depois desse beijo fiquei dos 18 aos 22 anos sem ficar com ninguém, nesse tempo tive paixões platônicas, amores impossíveis, o mais engraçado é que os rapazes de quem eu gostei,se quer cheguei a trocar alguma palavra, mas em contra partida eu sabia tudo da vida deles, sabia o orkut, o facebook, etc etc etc… aos 22 anos tive minha primeira relação sexual, logo no final de 2012 conheci um outro rapaz em um chat e começamos a namorar, durou apenas 4 meses, e como quase tudo na vida teve os pontos positivos e negativos…

    hoje aos 23 anos sou muito bem resolvido com minha condição/orientação sexual. tenho orgulho de quem eu sou, as coisas aconteceram no seu tempo… mas ainda tenho algumas dificuldades, uma delas é em conhecer rapaz, não sou muito de balada, frequento ambientes mais formais, ate percebo os olhares dos rapazes para mim, mas ainda não consigo tomar iniciativa, mas enquanto isso vou vivendo, na certeza que um dia encontrarei alguém que me dirá: – Quero ficar só com você….

  17. Sempre soube que era gay…
    Tenho recordações desde bem pequeno de perceber que eu era diferente dos outros meninos…
    Vivi no interior ate os 17 anos, tive uma infância maravilhosa, com toda liberdade do mundo, muita diversão, bagunça etc. minha adolescência foi um pouco complicada, ao mesmo tempo em que sentia uma atração imensa por garotos eu me sentia culpado por isso, tinha uma vontade gigantesca de gostar de meninas, mas tinha consciência que não era possível, mas mesmo assim cheguei a me apaixonar por uma, entretanto não fui correspondido… Sempre fui de andar com meninos, de ter amigos homens, graças a Deus nunca me apaixonei por nenhum deles…

    Aos 17 anos mudei para capital, não consegui fazer amizades, fiquei muito solitário. Foi então que comecei a entrar em chats na internet, e então aos 18 teclei com um rapaz que tinha 23 anos e disse que também nunca havia ficado com rapazes, conversamos por alguns dias, ate que tive coragem de ir encontra-lo. Passamos a tarde toda conversando e então quando estava perto da noite, começou a chover e tivemos que entrar no carro e ele aproveitou a ocasião e tentou me beijar, mas me esquivei e disse que não queria, e ele ficou me olhando de perto, e então em minha cabeça passou um filme, me lembrei de todas as paixões platônicas, de todas as frustrações emocionais que tive ate então e decidi beija-lo… Um simples beijo, mas pra mim tinha um peso muito maior, depois do ocorrido não consegui falar mais nada, simplesmente fiquei bloqueado, com um nó na garganta, o menino logo percebeu e perguntou se eu queria ir embora… Chegando em casa me deitei e chorei muito ate dormir.

    Depois desse beijo fiquei dos 18 aos 22 anos sem ficar com ninguém, nesse tempo tive paixões platônicas, amores impossíveis, o mais engraçado é que com os rapazes de quem gostei se quer cheguei a trocar alguma palavra, mas em contra partida eu sabia tudo da vida deles, sabia o Orkut, o facebook, etc etc etc… Aos 22 anos tive minha primeira relação sexual, logo no final de 2012 conheci outro rapaz em um chat e começamos a namorar, durou apenas 4 meses, e como quase tudo na vida teve os pontos positivos e negativos…

    Hoje aos 23 anos sou muito bem resolvido com minha condição/orientação sexual. Tenho orgulho de ser quem eu sou, as coisas aconteceram no seu tempo… Mas ainda tenho algumas dificuldades, uma delas é em conhecer rapazes, não sou muito de balada, frequento ambientes mais formais, ate percebo os olhares dos rapazes pra mim, mas ainda não consigo tomar iniciativa, mas enquanto isso vou vivendo, na certeza que um dia encontrarei alguém que me dirá: – Quero ficar só com você… Aguardo ansiosamente por esse momento. :)

    1. Gabriel disse:

      Romântico de Cuiabá, compartilho contigo das mesmas dificuldades em conhecer rapazes, pois não tenho sequer um amigo que tenha orientação homossexual, por exemplo. Todos os meus amigos são heterossexuais, aí o círculo social de convivência e possibilidade de conhecer alguém fica muito mais restrito. Então, atualmente decidi conhecer novos lugares e gente nova, como cafés e restaurantes, parques e baladas até, mas conviver mais com pessoas homossexuais. E os primeiros frutos já tem sido colhidos: tive oportunidades de iniciar amizades e até houveram possibilidades de ter “ficado” com alguém. Mas eu que optei por “Não” ainda, pois não me interessei verdadeiramente, não me encantei por ninguém. E, no fundo, o que eu busco não é uma “ficada” e sim um relacionamento saudável, seja de amizade ou namoro! Vale sempre a pena a paciência e a parcimônia.

      Afinal, só tenho 22 anos e muita vida pela frente!

      Abçs, sou de Sampa
      gfalves09@hotmail.com

  18. TADEU disse:

    gabriel , miil bjs !!!!!!!!!!!!!!!ñ me respondeu pq amor? fik com DEUS !!!!!!!!!

  19. Alisson disse:

    MVG, eu queria lhe pedir uma coisa, muitas são as perguntas e quase não tido tempo de responder, mas prometo que responderei a todas, queria pedir a todos, deixem a pergunta direcionada a quem vcs quererm perguntar pois fica mais fácil, vejo que aqui tem muitos gays não assumidos e outros assumidos, muitos estão começando agora e outros não, alguns bissexuais, outros somente ativos e outros somente passivos, a vida é muito diferente para cada um, vcs sabem disso e eu sei disso, quero ajudar a todos que eu puder, outra coisa, se este é um post voltado a amor por heteros , pq praticamente não vejo gays afeminados falando? Tenho visto muitos não assumidos, outros talvez bissexuais falando sobre isso, mas acho que não vi nenhum afeminado falando, por favor falem pois eu terei o maior prazer em ajudar vcs, saibam que sou gay afeminada também, eu com 37 anos e fazendo transição pois sou transexual feminina.
    Minha vida inteira só me relacionei com homens heteros mais velhos!
    Terei prazer em ajudar a todos e a vcs afeminadas também!
    Um beijo

    1. roberto disse:

      ROBERTO SOUZA

      ME CHAMO ROBERTO, SOU PARAIBANO E MORO EM SP HÁ 6 ANOS, GENTE… MINHAS EXPERIENCIAS ANTES DE ME ASSUMIR FOI TÃO DIFERENTE DAS HISTORIAS REAIS QUE ACABEI DE LER. CHEGUEI A ME CASAR COM UMA MULHER E COM ELA TENHO DUAS FILHAS, FOI UM TEMPO TRISTE DE MINHA VIDA, CUJO UNICAS COISAS BOAS QUE ACONTECERAM FOI O NASCIMENTO DE MINHAS PRINCEZAS, O CASAMENTO AINDA DUROU QUASE 5 ANOS, EU NÃO AGUENTAVA MAIS, APÓS PENSAR VARIAS VEZES EM SUICIDIO, RESOLVI FAZER DIFERENTE, DAR UM PASSO PRIMEIRO , SE NÃO DESSE CERTO PENSARIA NESSA OUTRA IPOTESE, RESOLVI FALAR TUDO PARA MINHA IRMÃ, ME SUPREENDI COM ELA, POIS ME ACEITOU, ME APOIOU E SEMPRE FICOU DO MEU LADO, HOJE É ELA A MINHA MELHOR AMIGA, EM SEGUIDA FUI PREPARANDO OS OUTROS 10 IRMÃOS QUE TENHO E NO MEIO DO CAMINHO MEUS PAIS, BOM DE TODOS RECEBI O CARINHO NECESSARIO PARA CONTINUAR MINHA VIDA E A MINHA EX ESPOSA AO SABER FICOU PASSADA… COITADA CHEGO A SENTIR PENA DELA, FOI UM TEMPO DE MUITO SOFRIMENTO, QUE HOJEE FOI SUPERADO, POIS ELA ESTÁ SUPER FELIZ CASADA COM SEU SEGUNDO ESPOSO, QUANDO CONTEI PARA TODOS, FOI COMO SE TIVESSE SAIDO DE UMA PRISÃO, REVELADO PARA TODOS O MEU MAIOR SEGREDO, HOJE 2013, MORO COM O FAGNER A 3 ANOS SOMOS COMPLETAMENTE FELIZESSSSSSSSSSSSSSSSS. BJS A TODOS

      1. Alisson disse:

        Parabéns pela sua historia, muito bonita ela!

  20. Mauro disse:

    Olá gente, gostei do blog e resolvi vir aqui deixar o meu depoimento.

    Na infância e adolescência sempre fui tachado de gay por ser tímido, não gostar de futebol e etc, isso sempre me deixou muito irritado. Minhas amizades na escola, em sua grande maioria era composta por garotas, mas nunca fiquei com nenhuma delas, embora tivesse vontade. Durante toda essa fase eu idealizava o meu futuro casado com uma linda mulher, feliz, com nossos filhos e etc.
    Aos 13 anos descobri a masturbação (um pouco tarde, eu sei kkk) fazia isso com muito frequência, mas não fazia fantasiando mulheres, e nem homens. Para falar a verdade as minhas fantasias de masturbação eram coisas confusas e abstratas, eu nunca imaginava algo, ou alguém fixo, eu simplesmente me excitava.
    Com o tempo fui percebendo que rapazes musculosos me faziam virar o pescoço na rua muito mais facilmente que uma bela bunda ou par de seios, e no fim de 2012, com 18 anos finalmente encarei a realidade: sou gay. A partir daí minha excitação por homens foi crescendo tanto que resolvi marcar encontros com caras da internet.
    Fiquei muito chateado e irritado comigo mesmo, pois não era algo que eu queria para mim, as duas vezes que fiquei com caras foram prazerosas mas me arrependo de ter feito desse jeito, pois nunca gostei desse estilo de vida de sair pegando/beijando várias pessoas. Recentemente decidi para mim mesmo que se for para eu ser gay (e sou) quero ser de uma forma que eu considere “limpa”, conhecendo um cara legal, me apaixonando por ele, assumindo namoro e sendo fiel, e não sair por aí beijando qualquer um que conhecer pela internet.
    Hoje, apesar de aceitar minha realidade, ainda vivo um conflito interno enorme, pois cresci em meio evangélico, inclusive durante a adolescência até assumi um perfil “homofóbico” por conta disso, mas agora sei que não há como mudar aquilo que eu sou, gosto de homens e ponto, porém não quero deixar de servir ao Deus que me amo por conta disso.

    Então é isso, esse é o meu depoimento, até agora não me assumi para ninguém e não pretendo fazer isso tão cedo, agradeço a atenção de vocês precisava desabafar um pouco

    1. Chris disse:

      Sua história é igual a minha, família evangélica e tals.. Mas n cheguei a sair com caras da internet, mas sempre soube que gostava de homens eu meio que te entendo.. gostaria de conversar com você. passa seu contato?

  21. sonia disse:

    tenho um filho de 13 anos que diz para a psicologa que gosta das coisas de mulheres. Isso eu já sabia. O que me preocupa é a forma de se comportar. Ele parece estar copiando o comportamento de um primo de 29 anos que se assumiu e que tem um comportamento promíscuo e que não esconde de ninguém o que faz e conta tudo em detalhes: Com quem , aonde e o que fez. Ou seja meu filho fala e age de uma forma que está me parecendo querer ofender, chamar atenção dos outros. É petulante nas respostas que dá quando eu pergunto ou faço algum comentário sobre a aparência dele. Parece que tudo na vida de um homossexual é festa e alegria e sei que não é. Quero mostrar a ele que é muito mais que ele pode ter a opção sexual dele mas não precisa agir c omo se todos tivessem que participar da intimidade dele. Quero que ele leia relatos de homens que assumiram e que passaram por situações ruins. Só encontro relatos de quase felizes para sempre. Quero que ele veja a realidade como ela é realmente. Preconceito, agressões, mortes, perda de amigos, perda de empregos, ertc. Depois disso eu espero que entenda que não precisa ter o mesmo comportamento do primo para ser feliz.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Sonia,
      tudo bem?

      Desculpe por demorar em responder. Li seu caso com atenção. Não sou nenhum psicólogo ou profissional especializado em comportamento em jovens, mas creio que posso te dar algumas dicas como gay. Como bem sabemos, todos nós criamos afinidades com nossas referências. Não sei se é certo dizer isso, mas se o seu filho se referencia demais ao primo e isso desagrada, talvez seja melhor afastar um pouco, sem radicalismos. É importante insistir em conversas, dividir suas angústias com a psicóloga do seu filho e perceber que ele é ainda muito novo para ter a sua sexualidade formada.

      Não existem outras pessoas que sirvam de referências como homossexuais? Seria interessante mostrar a ele outras referências, artistas na tevê que são e que possuem comportamentos diferentes. Ao meu ver, talvez o que falte são novas referências. Como seu filho já tem uma predileção pela identidade feminina, a imagem do primo seja de identificação imediata e próxima.

      Não acho que de maneira negativa, apresentando preconceito, agressões, mortes, perdas, etc, seu filho entenderá a mensagem. Eu apontaria para situações positivas, de gays que se “deram bem” com o mundo e conseguiram ter respeito, inclusive, pelo fato de não levar maus hábitos.

      Um abraço,
      MVG

    2. Alisson disse:

      Bom dia Sonia!
      Concordo plenamente com MGV, fazendo algumas observações, vc precisa ver com seu filho o que realmente é melhor para ele, o apoio dos pais nesta faze é extremamente necessário, também não acho que somente mostrando o lado ruim vc consiga fazer ele mudar a postura dele, vc precisa saber orientar muito bem este adolescente. É necessário conversar e muito bem sobre este assunto!
      Mas, vc precisa observar se no caso dele é Transexualismo ou Homossexualismo, esta preferencia pelo lado feminino precisa ser muito bem observada, pois só assim vc saberá ajudar ele!
      Digo isto pq sou transexual e não tive ajuda nenhuma dos meus pais, mas sabendo que uma criança passa por isso, não posso deixar de orienta-la, observe seu filho e leve-o ao psicólogo, quero lembra-la que o SUS já oferece um serviço de apoio nestes casos, indo até a cirurgia CRS ou mudança de sexo se o transexual precisar!
      Um grande beijo e boa sorte !

      1. minhavidagay disse:

        Reforço as colocações do Alisson: realmente é importante dar atenção e buscar informação qualificada sobre os conceitos de “transexual” e “transgênero”.

        De maneira geral é importante se informar e não deixar se ofuscar pelos sentimentos ruins causados pelos maus hábitos espelhados do primo.

        13 anos é ser muito jovem ainda. Acompanhe todo o processo de seu filho e tente não projetar suas frustrações sobre ele.

        Abs,
        MVG

  22. Roberto Souza disse:

    MVG,
    eu li uma vez, muito tempo atraz, auma carta de um gay para um gay enrustido, foi uma coluna da revista G magazine que eu comprava lia e era obrigado a descartá-la, mais aquela historia foi tão linda, foi uma realidade que passei por ela meses depois, não lembro a edição da revista e já procurei em todos os sites e nunca encontro.
    a historia foi lida tantas vezes por mim que cheguei a decorar umas partes dela.
    a carta dizia assim:

    cara quando nos conhecemos eu não sabia que se tratava de um enrustido, enrustidos não tem conciencia disso ou não se aceitam como tal, com enrustidos não há a possibilidade de um entendimento pois vivem numa couraça defensiva, verdadeiro poço de contradições, mais cheio de racionalizações e certezas, enquanto homens discredtos que não frequentam o meio GAY, seu enrustimento lhe parece uma qualidade. devo lhe dizer que como tantos outros homossexuais escondidos no armario, voce está plantando para si mesmo, infelicidade.

    ai as palavras vãosumindo de minha mente e queria muito ler esta carta novamente.

    você leu esta coluna ou algum dos seus seguidores.?
    se sim posta ela, é muito verdadeira, uma verdadeira lição de moral para quem nunca teve coragem de se assumir como nós…

  23. ps1990 disse:

    blogue interessante… srrsrs me aceitei ano passado, com
    22 anos, mas acho que nada mudou… continuo sendo apenas um poeta
    solitário… ou um heterossexual enrustido rsrsr

  24. Queria ter esta coragem…

  25. Alisson disse:

    Um resposta para Marcos!
    Bem, muita gente fala sobre isso e tem poucas informações para nos passar!
    A transexualidade é uma coisa muito séria que muitas pessoas pensam que é brincadeira, mas não é!
    O que o MVG disse esta certo, porem não é qualquer terapeuta nem qualquer psicólogo! Vou lhe falar o que fiz e se vc realmente tem duvidas sobre isso, talvez vc consiga ajuda lá mesmo, bem eu não sei onde vc mora, mas estou falando no caso de SP!
    Eu procurei ajuda no CRT Santa Cruz atendimento para travestis e transexuais, que fica na Rua Santa Cruz numero 81 perto do metro Santa Cruz, porque eu realmente precisava, inicialmente chegando lá vc passa pela triagem, uma espécie de consulta inicial com uma psicóloga, ela vai entender o que se passa com vc e sua vida e no final vc chega a conclusão, em meu caso eu já tinha esta certeza, então ela já me encaminhou para a minha primeira consulta com a medica especialista, demorou um pouco esta consulta, lembro que passei lá em Março e só fui ser atendida na primeira consulta em Setembro, uma coisa muito demorada mesmo! A medica conversou muito comigo, foi uma consulta com mais de 1h de duração e já me pediu exames de sangue para saber minhas taxas hormonais, eu fiz tudo certinho e ela tinha marcado meu retorno para Dezembro, retornei e ela constatou que a minha necessidade , eu estava com meus hormônios desbalanceados, foi então que ela me passou os corretos e minha vida começou a mudar e fazer sentido a partir dai para mim, o tratamento segue normalmente, depois disso vc passa por consultas regulares e a medica pede exames sempre para saber como esta seu corpo por dentro e as mudanças que vão acontecer com vc, bem, não posso me esquecer que mesmo assim vc vai ter acompanhamento psiquiátrico e psicológico também, durante o tratamento a terapia com estes especialistas continuam e será de grande ajuda para vc ter certeza de que vc quer mudar de sexo realmente como é o meu caso, o tratamento com eles é de lá também, tudo ligado a transexualidade vc vai ter ajuda de lá mesmo, isto é, se vc mora em SP, conheci algumas pessoas que vem de outros Estados passar lá também, lembro que na minha ultima consulta conheci uma Mineira que veio de Minas só para passar lá!, ela disse que não tem outro local e lá é o único lugar que ela consegue entender a vida dela, mesmo sendo muito longe da casa dela, ela disse que faz 8h de viagem tanto na ida como na volta só para ir lá! Bem, os hormônios e os remédios que a medica passar são todos custeados pelo SUS mesmo, vc não vai pagar nada, e no final se tudo for como vc imagina, vem a cirurgia de mudança de sexo, mas isto é outra historia que vou contar se vc quiser, depois!
    De qualquer forma lhe dei a dica, se for seu caso procure ajuda medica para vc entender! Um boa sorte para vc!
    Beijos!

    1. minhavidagay disse:

      Marcos, nada melhor do que o Ali te instruir. Ele é trans-mulher e leitor participativo do blog.

      Abs,
      MVG

  26. israel heborovich disse:

    Bem, meu nome é Israel, e como ele sugere, sim eu sou judeu.

    Como judeu minha maior dificuldade era conciliar todo rito religioso e tradição judaica, com minha condição sexual.

    Meu maior medo era ser condenado por Deus, e isso me limitou muitíssimo durante muitos anos e a religião ao invés de me trazer paz e calma, me deixava cada vez mais perdido e confuso.

    Mas ao formar-me em filosofia, pude compreender melhor como se formou a ideia das éticas e morais religiosas e por fim pude me libertar de preconceitos que eu mesmo tinha sobre mim.

    Eu sou religioso, e amo sê-lo, e estando hoje em um igreja Inclusiva entre meus iguais, definitivamente me reconciliei com o sagrado.

    Tenho 44 anos, sou pai e avô, professor, e feliz por ser quem sou, com toda dor e delicia que isso possa trazer.

    Grande abraços, meu sincero Shalom!

    1. minhavidagay disse:

      Oi Israel!

      Muitíssimo obrigado pela seu breve relato e por trazer mais uma referência. Fiquei apenas com duas dúvidas: quando você fala em “igreja inclusiva” é uma que aceita os homossexuais como seguidores?

      A outra pergunta é, você é pai, avô e hoje assumiu sua homossexualidade? Ou conseguiu seguir o caminho da heterossexualidade com paz de espírito?

      Seria muito útil que você respondesse essas minhas dúvidas. Sempre acreditei que um indivíduo que siga fortemente suas crenças religiosas possa encontrar intersecções com a homossexualidade.

      De qualquer forma, agradecido pelo seu relato!

      Abs,
      MVG

      1. israel heborovich disse:

        Olá!

        Bem vamos por partes: sim me refiro a igrejas cristã onde se prega uma teologia inclusiva, em todo Brasil e principalmente nas grandes regiões metropolitanas elas surgem a granel.
        Você terá desde igrejas mais tradicionais como a ICM de cunho anglicano, ou mais neopentecostais, como Nova esperança, Cidade de Refugio, Igreja contemporânea, entre outras. A grande maioria de homossexuais, que frequentam essas igrejas, deixaram suas igrejas de origem por serem discriminados, ou por não se ajustarem as “doutrinas” ou ainda por ofenderem a moral religiosa vigente. Hoje podem tranquilamente expressarem sua fé, sem que tenham que “mutilar-se” espiritualmente.

        Sim, fui casado durante dez anos, e embora soubesse da minha condição, queria acreditar que um dia Deus iria me libertar de todos aqueles sentimentos que me atordoavam e que por mais que me esforçasse não conseguia abandona-los. Foram anos difíceis, pois nunca abandonei a minha conduta ética para com minha companheira, jamais a trai, apenas traia a eu mesmo…
        Por fim depois de uma viajem a Israel, decidi por tudo as claras, com esposa, filho, mãe e irmãos. Foi a decisão mais difícil pois sempre me olharam como modelo de pai e professor, mas foi a mais acertada.
        Hoje sigo amigo de minha ex-esposa e seu atual marido , e meu filho e meu neto são minhas maiores alegrias. A proposito tenho 45 anos.
        Grande abraço, meu sincero agradecimento pela leitura.
        shalom

      2. minhavidagay disse:

        Incrível sua hitória, Israel.

        Agradeço muitíssimo por ter compartilhado por aqui e vou transformá-lo em um post. As pessoas precisam dessas referências…

        Abs,
        MVG

  27. Shabir disse:

    É admirável cada vez que descubro que um homossexual se assumiu para si mesmo e para todos aqueles que o rodeiam, fico feliz por ti e por todos aqueles que o conseguiram fazer. Já eu, quem dera se eu tivesse essa mesma sorte de me assumir com o apoio de pelo menos alguém da minha família… Cada dia que passa sinto-me mal por estar a viver uma vida de mentiras, por não poder ser quem sou de verdade, mas o facto de já existirem pessoas assumidas, felizes e orgulhosas de como são já me conforta o suficiente na espera de algum dia poder sair desse circulo de mentiras e viver uma vida verdadeira.
    Parabéns pelo seu blog, é óptimo…

    1. minhavidagay disse:

      Oi Shabir! De onde você fala?

      Obrigado pelo relato!

  28. Rafael disse:

    olá, me chamo R…… sou gay não assumido, moro com meus pais e não pretendo me assumir nem tão cedo.
    é que eles não vão entender…. sei disso pq quando passa algo na tv a respeito do homossexualismo, eles criticam e falam muitas coisas. isso me destrói por dentro… tenho uma vida dupla e infeliz. as vezes choro só de pensar quando vou me assumir, .sei que não vão me entender assim como o resto da família toda.. só penso em assumir que sou gay quando estiver independente de tudo, e com uma boa grana guardada. caso as coisas não siam com eu esperaria tenho com ir para bem longe, recomeçar minha vida.mesmo que para isso eu seja exilado de minha própria família, se este for o sacrifico. enfrento a vida na esperança que um dia eu encontre a felicidade, e que a mesma faça uma casa no meu coração, e more lá eternamente. obg por deixar eu desabafar aqui com vc’s. :(

  29. Anonimo disse:

    Rafael, ja Tenho 46 anos e nunca me assumi pra Minha familia. Sempre soube que nunca teria coragem. Entao meu sonho Sempre foi ir morar bem distante e me afastar de todos, Claro que mantenho um distante e seco contato com os Mais próximos. Muito doloroso, mas assim Vivo, distante, onde não Tenho que esconder tanto Minha sexualidade. Ainda Vivo discretamente, porque assim é Minha personalidade, mas distante onde estou, quem aqui nao queira me respeitar eu posso ordinar respeito. Talvez você possa fazer o mesmo. Juntar dinheiro e ir pra bem longe. Eu não tive outra opçao, muito arduo, pois amo o Brasil, mas tive que sair pra longe. Eu tive que fazer isso porque nao seria possivel quebrar a Barreira com a familia. Mas Ainda Acho que o Melhor seria me assumir pra familia, mas and a vejo uma Barreira muito grande. Aguenta as pontas Rafael, Tudo vai da certo, so nao faz besteira amigo. Vive discretamente por enquanto. Eu, na Minha familia tem sido um don’t ask, don’t tell, mas sei que no fundo e as Minhas costas alguns deles me criticam, mas sabe de uma Coisa? Financeiramente e em Tudo I Mais Minha vida é muito Melhor.

    1. Yuri disse:

      Bem acho que isso e o minimo estranho para mim…
      Sou gay isso eu ja sei a muitos anos, na verdade desde uns 13 anos.
      Mas passei toda a minha adolescência num confinamento interno, pois a vergonha o medo e o esteriótipo de gay que conhecia não era oque queria para a minha vida de jeito maneira.
      Até meus 16 anos conhecia apenas, bichinhas com o perdão da palavra, mas gays fiasquentos, deslumbrados…
      Apos entrar em um grupo de dança ao qual faço parte ate hoje, descobri um novo modo de homossexualidade, homens íntegros que apenas amavam outros homens…
      foram mais 4 anos, de muitos choros, de muitas noites sem dormir…
      Sempre tive amigos e por eles nunca senti atração…
      Mas se esconder de si mesmo e muito ruim, lembro ate hoje que quando sem querer cuidava ou mesmo olhava um homem que me excitasse, me culpava por isso, chorava horas, queria que isso não fosse eu, pensava que e se alguém viu, ja sabem meu segredo mais obscuro…
      Foram anos péssimos, mas mesmo assim mantive uma vida ativa, escola, formação…
      Mas hoje sou técnico em edificações, trabalho em obra e me pergunto eu trabalhando ao meio de monte d homem como me assumir, mas não e so isso o porque de eu ser gay…
      Anos passado decidi então que iria me permitir, e tive minha primeira relação sexual gay, que realização, que coisa boa, ja tinha transado com mulheres mas não e um nada comparado com isso…
      Mas me culpei novamente, por ter feito sem amor, apenas por tesão..
      Sou extremamente careta e sempre quis que minha primeira vez tivesse uma importância amorosa…
      Mas bem agora me assumi, para mim pelo menos, não estou pronto para falar com minha família… Tenho muito medo de perder o amor que minha irmã tem por mim pois ela e a mais preconceituosa, pelo menos parece ser…
      Mas e a vida esta semana tive vendo uns filmes com temática gay e num deles o personagem falava uma historia que sua avó lhe contou:
      – que se colocássemos um girino dentro de um coco, semanas apos encontraríamos um lindoo sapo branco com pele cheirando a coco.
      Bem como ele falou por anos fui este girino mas não mereço viver dentro deste coco…
      E quero sim um dia ter filhos e vou lhe ensinar que sou gay não pq, gosto de dar a bunda vulgarmente falando, não pq gosto da barbinha roçando na hora do beijo, não pq homens fazem sexo oral melhor que as mulheres…
      Mas sim pelo amor que sinto pela pessoa que vai estar ao meu lado, pela parceria que construiremos.
      Mas sei que sera difícil, mas não tenho como agradecer ao criador deste blog que me fez falar tudo isso, coisa que nunca tive coragem de expressar…
      Tenho 20 anos e pretendo me assumir logo, mas acho que primeiro pretendo arranjar alguém de fundamento na minha vida depois eu conto para a família…
      Gostaria de conversar mais sobre isso meu email… yuriedi4@gmail…

  30. Diego disse:

    Sou homem, tenho 17 anos. Desde que minhas faculdades mentais me permitiram raciocinar sozinho, eu já soube minha condição sexual. Nunca tive um estereótipo agressivamente afeminado, sempre fui meigo sem exageros, mantinha gostos e atitudes que se analisadas a partir da cultura conservadora e machista da sociedade, seria rotulado como um homossexual. Todavia, eu não sou homossexual, mas também não sou hétero, muito menos bi ou travesti … Eu sou um transexual, para quem não sabe a definição correta, transexual é uma pessoa com alma feminina presa em um corpo masculino. Desse modo, definindo-me como “mulher” e ,obviamente, eu sinto atração por meu sexo oposto, homens exclusivamente heterossexuais, ou pelo menos quase isso. O que me atrai realmente, são machos, machos alfas, ativos, dominadores, exalando testosterona, tenho sede de ser dominada. Sou magro, tenho uma bunda exageradamente grande e feminina, redonda, depilada, de causar inveja em muitas mulheres. Sempre convivi com piadinhas, vinda de héteros, ressaltando o tamanho surreal de uma bunda para um homem, e confesso, eu adoro. Minha cara é angelical, minhas mãos são pequenas e delicadas, lábios carnudos, cabelos lisos, pele clara, e pernas depiladas. Durante 17 anos vivi um personagem, pois me sinto bem incluso em um mundo hétero, afinal, sou uma mulher heterossexual. O mundo é imenso, e tenho certeza que um dia irei encontrar um parceiro sexual ideal que me satisfaça por inteiro, faça-me sentir mulher, feminina e bela. Se alguém se interessou por minha história, ou até mesmo, tenha se identificado com o perfil do meu parceiro, por favor, deixe um email pra contato. Obs: a princípio pode ser um fake, só para irmos nos conhecendo.

  31. Alanis disse:

    Achei interessante este comentário, pois dificilmente pessoas se assumem transexual.
    Muito bem, deixe-me identificar, sou Alanis, tenho uma vida maravilhosa que a partir do momento em que eu me assumi com 14 anos, tudo mudou.
    Veja bem, eu me assumi a muito tempo, numa época em que as pessoas não sabiam o que era isso, ser transexual ainda hoje não esta bem definido na cabeça das pessoas e nem na cabeça dos gays. Eu sempre tive dificuldade em minha vida exatamente por este motivo a falta de informação na cabeça das pessoas ainda é muito grande. O que vc diz realmente é verdade, nós não somos gays, não somos travestis, nem bissexual, somos na verdade mulheres transexuais heterossexuais (para nosso caso).
    Tudo isso tem um embasamento cientifico e médico, classificado como Transtorno de Identidade Sexual presente no DSM-IV, mas ai surge um problema, praticamente ninguém sabe o que é isso, ninguém nunca leu isso e exatamente por este motivo é que todos confundem agente com gays, travestis e coisas do tipo. Entendo o que vc relata aqui neste post. Olha, porém vc deve saber que esta vida não é fácil. Eu demorei um pouco para procurar ajuda medica, porém achei, hoje estou maravilhosamente bem comigo mesma, tomando meus hormônios que são fornecidos diretamente pelo SUS e irei fazer a cirurgia de redesignação sexual pelo SUS mesmo.
    Procure ajuda medica, não tome hormônios sem conhecimento do seu medico, só ele para entender o que vc realmente precisa. Tudo que vc escreveu sobre vc, ESQUEÇA, vc tem apenas 17 anos, esta um homem em desenvolvimento ou seja por enquanto imberbe, se vc não tomar hormônios estas características “femininas” vc perderá todas devido a evolução de sua testosterona e precisamente seu DHT que é a forma metabolizada da testosterona mais poderosa tanto nos homens como nas mulheres que faz a alopecia androgenetica (calvície), faz a barba e demais pelos no corpo tanto nos homens como nas mulheres em menor gral. Procure ajuda medica urgentemente, aproveite que vc tem 17 anos e bloqueie seu lado masculino através de um Antiandrogeno e tome um Estradiol. Eu tomo esta medicação , só não vou falar a vc o uso que faço dela pois só um medico para lhe aconselhar corretamente, mais uma coisa, JAMAIS de valor ao que vc vê escrito nos sites por ai, tem um monte de “meninas” fazendo uso de hormônios e remédios atrás de se feminizar e estão TODAS completamente erradas quanto as dosagens, quanto aos próprios hormônios e principalmente seus efeitos colaterais, PROCURE ajuda medica, na internet vc acha quem pode lhe ajudar nisso. Boa sorte em sua vida…

    1. Diego disse:

      Alanis, pela primeira vez na vida mantenho um contato, mesmo que virtual, com uma pessoa que se identifica na minha condição, transexual. Adorei sua resposta, vc me ajudou imensamente. Porém, é tudo tão recente, anteriormente eu tentava interpretar um personagem para me incluir na sociedade, passei a acreditar que era aquilo, mas sempre faltava algo, nunca me sentia feliz. Hoje já está td mais nítido, passo por um processo de aceitação,meditando sobre a vida, muito angustiada. Veja bem, minha situação é pior do que parece, moro em uma cidade minúscula no interior, não há quem não conheça a mim e a meus familiares, desse modo, o preconceito é exageradamente maior. Enfim, entre tantas dificuldades, também tenho medo de como ira ficar minha fisionomia após ao tratamento e cirurgia, pois sou muito alto, tenho cerca de 1,83m. Recentemente conclui o ensino médio, no momento busco uma graduação em direito, me aprimorar profissionalmente, sou ambiciosa e almejo ascensão social, e com o tratamento teria que adiar meus planos ? Provavelmente… e também, é mais do que certo que o preconceito ira dificultar os meus planos para o futuro. Gostaria de conversar mais com vc, alguém que esteja na mesma situação que a minha, nossa, seria ótimo, tem algum email? Obs: pode ser fake mesmo.

      1. Alanis disse:

        Boa tarde Diego!
        Bom, não vou lhe enganar nem mentir, o PRECONCEITO ainda é GRANDE, muito GRANDE!
        Eu passei muito preconceito em minha vida devido a minha grande afeminação, veja bem, eu sempre tive trejeitos, sempre falei como “bichinha” , sempre tive um corpo mais “delicado” e coisas do tipo, a questão não são os outros e nem o preconceito, a questão é “você aguentará tudo isso?”, vc precisa pensar um pouco a respeito disso…!
        Eu não pude parar e pensar pois a cobrança dos meus pais era muito grande, eu com 13 anos já era cobrada para ter uma namorada, imagine só, nesta idade eu já tinha uma imensa atração por homens mais velhos, sempre tive isso, NUNCA com MULHERES, foi por esta questão que resolvi me assumir com 14 anos, e detalhe, TODOS já sabiam disso, mas queriam me mudar insistentemente, queriam que eu deixasse meu lado afeminado e ser talvez um qualquer nesta vida. Pois bem, chegando na adolescência que vc esta passando agora, eu sempre tive dificuldade de arrumar emprego devido o grande preconceito das pessoas, não aceitavam em hipótese nenhuma naquela época um afeminado sendo office-boy ou algo parecido, sempre fui demitida de todos os empregos que arrumei devido meu “jeito”. Um belo dia um “amigo” vizinho perto de casa me viu chorar pelas frustrações da vida e me disse, porque você não parte para educação? Preste vestibular e estude, quem sabe vc não consegue algo melhor do que estes empregos que vc já tentou?
        Eu não sabia, mas era na verdade um amigo gay , ele se assumiu antes de sua mãe falecer, hoje somos apenas amigos, eu nunca senti nada por ele por ele ser “gay”, e por isto mesmo, jamais daria certo comigo.
        Mesmo eu sendo afeminada fui estudar, prestei vestibular e era a primeira da sala, imagine só, terminei esta graduação e fiz minha segunda Universidade que ao final dela fiz pós graduação, hoje sou concursada e trabalho muito bem. Amiga, quanto a questão do “tratamento” e “sua vida profissional”, o que eu lhe digo, devido vc morar no interior e ter estas complicações com as pessoas, eu penso, invista em sua vida profissional, garanta um futuro onde vc não dependa de ninguém, ninguém, e ao mesmo tempo, não deixe sua afeminação de lado, faça como eu fiz, tenha estas duas coisas em mente, pois vc irá querer “homens do seu lado”, então, se torne mais feminina com classe, não seja “depravada nem caricata” para que as pessoas respeitem vc, hoje meus cabelos são compridos, tenho seios de hormonios, sem pelos, mudando meu nome no civil pelo SUS pq é um direito nosso, ando com roupas femininas na rua, no trabalho e TODOS me respeitam, por tanto faça o mesmo…!
        Seria muito legal, mas não sei como funciona, se podemos colocar e-mail aqui no post, se é permitido, MVG podemos colocar e-mail aqui no post? Se não puder, por favor mande meu e-mail ao Diego.
        Obrigada

  32. minhavidagay disse:

    Sempre bom ter a presença de transexuais por aqui! Contribui a ampliar um pouco mais os valores da diversidade. Sejam bem-vindas, meninas! :)

    1. Diego disse:

      Que maravilha, vc deve estar muito bem com sigo. Primeiro, você finalmente conseguiu conciliar seu gênero com seu verdadeiro sexo, bela, moça, delicada, feminina e muito bem profissionalmente. enfim, feliz. E sim, eu necessito de homens, quero poder sentir o aroma rústico exalando por suas barbas e músculos, quero ser protegida, quero me sentir submissa. Segundo, irei me esforçar arduamente nos estudos, serei um ótimo profissional, renomado e bem remunerado. Terceiro, não sinto que é o momento para iniciar os tratamentos hormonais, até por que eu aprendi a me gostar como homem, porém, o problema é que os homens heterossexuais ainda não conseguem me ver como mulher. Ou pelo menos é isso que acontece, pois muitas vezes tenho uma leve impressão de que alguns sentem atração pela minha boca e bunda afeminadas, no enteando, um empecilho persiste, dificilmente um deles ira se aproximar, devido a eu não ter me assumido e por ser algo ilusório e absurdo em nossa sociedade.

      1. Alanis disse:

        Veja bem, esta errado o que vc disse!
        Não é algo ilusório, é algo real, porém o que vc disse é verdade, os homens heterossexuais somente sentem atração física por mulheres e “femeas”. Nunca diga que “aprendeu a gostar do seu lado masculino”, pq sei que não é verdade, se for verdade, acredito que seu caso não é transexualismo e sim um caso de Crossdress por exemplo, vc precisa pensar muito bem neste assunto pois isto esta diretamente ligado ao vc centralmente, quero dizer, a primeira coisa que um transexual MTF faz é começar a anulação de todas as características masculinas como eu fiz, não é desculpa sua altura, não é desculpa vc já ter uma barbinha, não é desculpa nada, simplesmente vc anula e pronto. O que vc faz, vc começa com um bom Antiandrogeno para bloquear sua testosterona e tb seu DHT e depois vc vai introduzir Estradiol pra lhe dar as características femininas.
        Porem vc precisa pensar se vc realmente quer assumir isto, depois de vc estar com Estradiol, uns meses depois seus seios já irão aparecer ou os bicos deles, por isso vc precisa estar assumida. Depois de alguns anos, vc estará completamente feminina e todos os homens heterossexuais vão querer. Agora, se vc achar que esta vida ainda não esta nos seus planos, vc pode ser Crossdress por um tempo, porem já va pensando que sua testosterona e seu DHT não vão parar, e vc vai se masculinizar, já li em muitos locais por ai que a feminização é uma coisa que tem que ser feita bem jovem, para bloquear seu lado endócrino masculino, porém, eu já estava bem adulta quando procurei ajuda medica e hoje estou muito bem, logo nunca é tarde para ser feliz. Bem, o lado Crossdress tem suas vantagens e acho, elas são o que vc procura neste momento, vc não vai precisar de hormonios, vc terá apenas que ser mais feminina e vestir roupas de mulher em 4 paredes, muitos homens gostam disso, pense nesta questão por enquanto, com uma roupa completamente feminina seu corpo ficara mais “legal” eu acho, use calcinhas e sutiãs com bojo para dar enchimento, assim parecera que vc tem seios, pense nisso tudo…
        Lembre-se Crossdress é homem de dia e mulher uma parte do dia, sem afetar a masculinidade deles, muitos são somente passivos na cama, alguns são peludos, mas acho melhor vc se depilar ainda mais se vc quer somente homens heterossexuais pois eles são muito exigentes…
        Deixa eu lhe dizer uma coisa, Travesti acredito que tb não se encaixe no que vc quer, primeiro por vc ser passivo, e muitas travestis são ativas em suas atividades, elas não usam hormonios por exatamente ficarem “brocha”, muitas usam “silicone” para não afetar o “instrumento” de trabalho delas, fazem algumas cirurgias plásticas, enfim, coisas de uma feminização que não é natural, porém funciona muito bem, veja que tem varias travestis por ai muito bonitas…porém ATIVAS pq trabalham com isso…Uma curiosidade, o único hormônio que elas podem aplicar ou usar é a perlutan, pois na verdade trata-se de uma progesterona em maior quantidade, e tem pouquíssimo estradiol nela, muitas acabam engordando devido a retenção de líquidos, os seios que elas criam, na verdade não são seios de verdade com glândulas mamarias, tudo devido a retenção de líquidos, e uma coisa, no corpo masculino a progesterona vira testosterona, por isso é necessário estar passando com medico…progesterona não feminiza ninguém, tratasse do hormônio da gestação, como não temos útero, pergunto, para que progesterona? Esta é uma discussão que esta até hoje ainda em questão…Bom, preciso dormir, falo mais com vc amanhã, beijos e boa noite…

  33. Viniciis disse:

    Gostei deste blog, mais infelizmente não tenho essa coragem de contar a minha família que sói gay, primeiro porque não tem só a família tem a igreja também, e eu sei que se eu me assumir vão me julgar, mais eu mesmo assim namoro com meninos escondido da minha familia, saio todo mês pra ver meu namoradi, já namorei com caras de 20 a 30 anos e eu tenho só 13, nunca gostei de caras mais novos. Mais tenho uma amiga minha que sabe, na verdade duas e, eu venho procurando a uns tempos alguns blogs, Cites sobre histórias de adolescentes que “saíram do armário” e vou sair do armário quando já estiver com a vida ganha, quando já tiver uns 20 ou 25 anos. Muito obrigado pela atenção.

  34. Viniciis disse:

    **Vinícius meu nome :P

  35. Deco Santos disse:

    Adorei o blog, hj tenho 34 anos e vivo em metade do armário ainda. Tive uma vida complicada e alguns traumas por ser gay me marcaram para sempre…

  36. Léo disse:

    boa tarde. Estou passando por um conflito muito grande na minha vida pessoal e gostaria muito de ter uma ajuda de vocês. Onde eu consigo postar no blog minha história ?

  37. alex disse:

    Oi gostei desse blog estou procurando pessoas legais pra conversar tenho16anos meus amigos nao sao o que eu sou de verdade meu numero e esse 98709 5079 um abraco

  38. minhavidagay disse:

    Queridos leitores do Blog MVG,
    já está em pré-venda/reserva o ebook “MVG – Histórias para Além do Selfie”, primeiro livro da coleção, lá no site da Amazon. Quem quiser se antecipar, já é possível.

    No ebook, conto detalhes da minha vida, dos 20 e poucos anos até os 33. Histórias reais, algumas encantadoras, outras nem tanto (rs). Mas certamente uma referência verídica e mais completa para quem quiser se inspirar. Revelo também meu nome! Não tentem me stalkear (rs).

    Para saber mais, segue o link: https://minhavidagay.wordpress.com/colecao-de-ebooks-mvg/

  39. Bem legal compartilhar opiniões, e tudo mais. Eu depois de 4 namoros estou no meu 5º agora e estou muito feliz dia 17 fiz 1º mes e a partir dos 14 que eu me assumi aos meus pais de tanto que gostava de um garoto.

  40. Fábio Antunes disse:

    Tive um sonho com a temática de festa de natal e tomei a liberdade de narrar aqui nos comentários do blog:
    Encontro-me em uma festa, dessas do tipo de final de ano em empresas. Pessoas andando de lá pra cá, com fumaça de churrasco no ar e roupas informais. O lugar é semelhante ao chão de fabrica, mas do lado de fora, com vários postes de luzes acessas, já que é noite. Os ambientes são compostos de diversos corredores com paredes grandes de tijolos sem reboque. As pessoas são bonitas, mas as vejo de longe. Uma noite escura e só uma pessoa vem em minha direção. Era minha mãe. Chegou sem nada dizer. Percebo que ela já não tem os cabelos negros, mas sim, brancos. Estranho, mas não faço perguntas, ela reage com indiferença, caminha ao meu lado até um ponto da festa, quando finalmente ela diz baixinho: “Eu sou o Papai Noel”, poderia dizer Mamãe Noel, mas ela realmente disse “Papai Noel”, rs, Meu Deus que emoção! Coisa estranha, que surpresa. Demonstro minha alegria. Ela respondeu minha cara de espanto com um sorriso, ainda estamos caminhando não sei pra onde, quando vejo um barranco, uma subida inclinada coberta de grama verde que reluz com as fortes lâmpadas. A sensação é deslumbrante. Sinto que estou de volta aos meus sentimentos de infância, onde tudo é maior, mais bonito, mais mágico. Vejo tudo com exagero, um sorriso parece irradiar luz, um abraço parece um abrigo seguro, um olhar parece um amor infinito. Diante de tantas sensações estremas realizo um movimento brusco e caio por desequilíbrio, quando chego ao chão não estou mais na grama do tal caminho íngreme, e, se não fosse suficiente tamanho desastre, me vejo sozinho, sem Papai Noel, sem minha mãe, sem festa. Olho de baixo para cima, já que ainda estou caído, mas agora em uma calçada de pedra. Vejo uma moça, que me diz grosseiramente e logo após de retira: “você deve sair daqui, pois não tem o direito de ter sentimentos infantis, não deve ver o Papai Noel”. Nossa que tristeza! Senti-me culpado por ser adulto, queria poder ser criança, no fundo sabia que não era mais. Chorei uma dor de perda, de impotência, e até de culpa. Poderia estar com todos, gostaria de agradar e ser acolhido para sentir o que sentiam, mas não havia o que fazer, não estaria mais na festa. Um pensamento me ocorreu: Só havia adultos, porque logo eu não poderia desfrutar? Conclui que o problema era eu. Estava em um lugar onde não era bem vindo, as pessoas estavam longe, mal me olhavam. Talvez eu tivesse sido ruim, mau caráter, poderia ter lesado alguém ou coisa pior, mas sabia que não. O que fiz foi ser diferente, nem melhor, nem pior, apenas diferente. Consideram-me anormal pelo amor que declaro. Acordo. Vergonha e risos, que sentimentos estranhos que acumulados e liberamos durante o sono. Por que tudo é tão bom e num instante tudo acaba em tombo, em susto, em estranheza? Por que nossas mentes nos levam até lugares tão diversos que parecem nos dizer coisas importantes? Tudo não passa de sensações. É um mundo intrigante, emocionante, às vezes idiota. Que culpa temos ao sonhar se é o sonho quem manda?! Que culpa temos por sentir ou fazer diferente, o que na realidade, só diz respeito a nós mesmos? Que culpa tenho se meu amor é sem fronteiras e não pára aonde eu quero? Então, o culpado é o amor que tem autoridade e não escolhe, não tem regras, não tem amarras, e eu, só obedeço.

  41. pedro disse:

    Gente,
    chorei de ler esses relatos todos, eu nunca pude me assumir, minha adolescencia foi nos anos 80 entao ja viran ne ? a coisa era bem feia, morei minha vida toda em um cidade muito pequena no interior do nordeste e a familia nunca aceitaria pois sao evangelicos daqueles mais radicas, sofri toda minha vida vivendo na escuridão, tendo que fazer tudo escondido no meio do mato com viajantes as vezes tendo que me humilhar para conseguir um homem, tudo muito escondido com medo de descobrirem, nunca pude ter um namorado pois como aqui é muito pequeno todos descobririam, hoje tenho 44 anos e meus pais tem 90 e 98 anos, nunca me casei e cuido de meus pais, quando era mais novo chorei muito e pensei ate em suicidio, consegui me acalmar na espiritualidade livre, meditação e muitos livros ja que aqui nao tinha nem tv a cabo, nem internet nem locadora de filmes, e com a internet agora posso ver tantos homens nus e lindos, aqui todo mundo é feio e pobre de espirito, fico tao feliz vendo essa nova juventude podendo assumir, me emociono de ler, de saber que vcs estao conseguindo encontrar a luz, depois que meus pais partirem quero me mudar para a capital e me assumir para a vida, digo assim pois nao posso me assumir para as pessoas, tenho esperança em ser feliz ainda, fazer amigos, sexo, diversção, liberdade pois nunca tive, parabens a todos meus queridos, vcs sao privilegiados por viver num tempo melhor, nao o ideal eu sei, mas se souberem como as coisas eram a trinta anos atraz. sejam felizes !!!

  42. Marcos disse:

    muito bonita sua história de vida Pedro parabéns por estar até hoje do lado de seus genitores, admiro pessoas como você e boa sorte em sua vida nova quando mudar para a capital, tão sonhada.

  43. Natanael disse:

    Adorei tudo o q vi até agora nesse blog, tenho 20 anos, sou gay, e contei pra minha mãe e minhas irmãs em Janeiro desse ano, ela disse q já desconfiava e levou numa boa, não me bateu nem brigou cmg rsrsr, não sou afeminado, estou ficando com um menino mas não apresentei à família por falta de oportunidade, ainda estou aprendendo a lidar com todo preconceito e brincadeiras chatas, percebo algumas pessoas se afastando.

  44. ademir pereira disse:

    Ola, sou hetero mas sempre briquei com as bonecas de minhas primas agora sei que o conviviu familiar nao influencia na sexualidade,me enterece nesse tema pos tenho um filho e preciso ensinar a ele que a homosexualidade e a coisa mais normal do mundo, e com isso fazer que nao tenha precoceito com os gay. Parabens pelo blog.

  45. André disse:

    Meu depoimento
    Acredito que tudo começou mesmo na infância. Quando tinha 4 anos sofri abuso sexual de primos mais velhos mas na época por ser criança eu realmente não entendi o significado disso. Na adolescência quando descobri tudo isso sobre sexo e tudo mais isso me deixou realmente deprimido, foi um período muito doloroso da minha vida. A sensação de culpa de estar sozinho (afinal nunca cheguei a contar sobre isso para meus pais). Pensei em suicídio muitas vezes, mas nunca tentei e nem procurei ajuda. Fiz aquilo que muitos fazem até hoje. Fingi que você possui uma vida normal e feliz.
    Nos meus 18 anos comecei a perceber que meu interesse em homens sempre foi maior que em mulheres, isso me frustrava muito. Para seguir em frente investi parte da minha fase adulta nos estudos (vestibular e depois faculdade) procurei deixar essas coisas de lado e tentar seguir uma vida “normal”. Estudei muito me formei e consegui uma carreira na qual tenho muito orgulho em seguir. Há pouco tempo resolvi assumir tudo de vez. tem uma hora que tudo isso cansa. Pessoas perguntando por que não casou? ou então quando vc vai apresentar sua namorada? Isso é tão desagradável.
    Quando digo assumir entenda como Eu sou gay. Eu sei o que sou não nego nem finjo não ser. Deixei de me importar com coisas bestas como critica, moral, repudia e tudo aquilo que me deixa mal. Aprendi a gostar de mim, me valorizar pelo que eu sou e não pelo que eu queria ser. Não vejo mais ser gay como doença crime ou condenação. Me sentiria muito pior em ser bandido, desonesto ou algo de gênero.
    Eu sei que nunca vou poder mudar o que aconteceu no passado, mas não me importa mais. Eu já nem culpo os meus primos mais velhos sobre o que aconteceu. simplesmente cansei de dar tanta importância a isso, que eles sigam a sua vida da melhor forma possível, pois eu sigo a minha.
    Existe uma coisa que eu nunca deixei de ter: “Fé” que um dia tudo iria melhorar que tudo iria mudar e que um dia iria superar tudo isso. Quando deixei de sentir culpa por ser o que sou, me senti feliz. Particularmente não me importa se existam pessoas que não aprove o que sou ou que façam discriminação por isso. Eu sou suficiente maduro para não dar importância por aquilo que eu não quero, e os comentários preconceituosos, simplesmente ignoro. A escolha é minha, a vida é minha e deixo aberto para que apenas aquelas que me façam feliz fazer parte dela. Todo o resto é irrelevante. Sigo em frente agora em paz comigo mesmo, nunca desistirei da minha vida por causa disto. Atualmente estou com 30 anos e para mim estão sendo os melhores anos de minha vida, apesar de tudo que aconteceu.

    Para quem ainda sofre com isso: A única pessoa que pode mudar tudo isso é você mesmo. Não existe magica ou solução, mas coragem e nunca desistir. Tenha fé pois o tempo e um dia você percebe que gastou anos de sua vida sofrendo por tão pouco. Existem pessoas que sofrem muito mais e por coisas muito mais cruéis como fome, violência abandono, guerra, etc. Para mim são estes aqueles que mais precisam de ajuda.

  46. tiago disse:

    Ola,tipo gosto do meu amigo que é hétero tem mulher e filho agora recentemente mais tipo ele me deixa fazer brincadeiras com ele de passar a mãe etc e até me deu uma foto dele só de cueca mais quando falo algo mais sério digamos uma proposta indecente kkkkkk ele ri e acha que to brincando e leva na brincadeira o que eu faço ?.

  47. Carlos disse:

    Parabéns pelo conteúdo!!

  48. Renato disse:

    Amigo, gostaria de te parabenizar, mas não sei onde, então vai aqui mesmo.. Seu blog é excelente, acabei de encontrar no google e já virei fã. Um abraço!

  49. Silva disse:

    Bom dia MGV

    http://daqui-ao-infinito.webnode.com/

    Dá uma olhadinha no meu blog também !!
    Estou adorando aqui .. super bacana ..

    1. minhavidagay disse:

      Oi menina!
      Uma fofura o seu Blog! :)

  50. Alex disse:

    😍😍😍😍😍😍

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