Sem espaço

“Estou sem tempo para namorar” – que frase estranha é essa que nesse exato momento faz todo sentido pra mim? E não é por falta de vontade de querer, hoje, formar par. Vontade eu tenho, mas parece que não está sobrando espaço. Toda a minha atenção, e faz algumas semanas isso, está voltada agora para a minha empresa.

Investidas que estava fazendo ou me permitia receber saíram do foco. Fato inédito ou, pelo menos, conscientemente inédito.

Em outros tempos, viver as “mexidas gerais” que estou realizando na empresa para reestruturá-la, contratando dois gestores, um novo redator e uma recém ingressante designer, tudo praticamente ao mesmo tempo, subentenderia um namorado ao meu lado para ter o colo certo ou até mesmo uma fonte de inspiração ou força. É novo eu enfrentar essas mudanças sem certo apoio psicológico como já tive.

Mas até que estou indo bem, nessa nova empreitada sozinho. Pela primeira vez me sinto numa condição de solitude, as vezes de solidão, mas certo que depender emocionalmente de uma ideia de um terceiro funcionando como apoio emocional não cabe mais. E é legítimo no momento que tantas fichas caíram nesses últimos dias, como relatei nos posts anteriores.

Porém, cabem aqui os casos corriqueiros, para dar aquela leve colorida do Blog MVG, depois dos meus últimos posts mais densos.

Estive no sábado no Shopping Eldorado para comprar um notebook novo, investimento de infraestrutura para a nova equipe que se forma. Como de costume, fui direto à Fast Shop, local que comprei a maioria dos iMacs e Macbooks. Sempre consegui barganhar bons preços, nesse absurdo que já é comprar tais itens no Brasil.

Enquanto o vendedor (que me reencontrou depois de um pulinho que dei na mesma loja na quarta-feira) estava negociando com o gerente e, este, contatando a diretoria direto do escritório, resolvi dar uma escapada para outra loja, a iPlace, que vende também os mesmos produtos da Apple. Assim poderia comparar minimamente os preços. Subi até o andar de cima pela escada rolante que dá quase de frente para a loja e olhei para o primeiro rapaz que estava a paisana para atender clientes. Fitei rápido o menino, certo de querer saber os preços de dois itens específicos e já zarpar para fazer negócio. Ele me falou das condições, comentou sobre as ofertas do sábado e, não deu 10 minutos, eu estava de novo na Fast Shop levando um preço convidativo para fazer um negócio melhor do que eu imaginava.

Feito a compra, deixei para retirar depois já que iria almoçar com a minha mãe e aproveitar para dar um passeio.

Durante o almoço, apitou meu Hornet. Era um tal de Marcos chamando:

– Vai comprar o notebook comigo? rs rs rs

– Ahahahah… jura!? Já comprei (rs). Sempre compro na Fast e eles me deram um bom desconto em cima do preço de vocês (rs).

– Mentiraaaa! Odeio a Fast Shop! Hahahah… filhos da mãe!

– Kkkkkk… faço negócio faz tempo com eles.

– Fiquei chateado agora (rs). Clientes antigos da Fast tem desconto maior… isso é bom pra eles. Mas na iPlace a gente tem menos margem para negociar. Ganhamos o cliente no chame (rs)… no meu caso, acho que não fui bom o suficiente (rs).

– Ahahah… nem foi isso… juro que nem olhei pra você direito poque estava com o objetivo de pegar um melhor valor e levar pra Fast pois sabia que faria negócio (rs).

(…)

Foi aí, pelo Hornet, que vi que o Marcos era bastante atraente. Mas inusitada foi a abordagem e, na cia da minha mãe e no contexto do meu sábado, não estava por lá para ficar na caça. Vendedores de loja terminam o expediente às 22h e eu, nesse horário, com preguiça de sauna, balada ou qualquer outro tipo de movimento que levaria para o sexual, preferi ficar quietinho em casa, retomando os capítulos do Walking Dead depois que a última vez que havia assistido fora com meu ex-namorado, o Beto.

Momento de resignificar alguns velhos hábitos. Momento que estou aberto, sim, para uma nova relação, mas parece que não está cabendo. Ou até está, mas entrar na “função”? Não sei…

2 comentários Adicione o seu

  1. Rogério disse:

    Acredito que qualquer situação pode ser transformada em romance, se os corações se dispõem a isso, além do mais, acredito que existe uma lei da atração em tudo, semelhante à lei da gravidade, que nos empurra emocionalmente na direção de quem toca os nossos sentimentos.
    Logo, se encontramos esse alguém, independente da quantidade de horas que ficamos no escritório, o tempo para o namoro vai surgir!
    Lembre-se, você é um rapaz para namorar, como tantas vezes dito em seus posts e pela sua terapeuta, rsrs

    1. minhavidagay disse:

      Momentos esquisitos esses meus, Rogério rs

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