Um pouco de cada coisa

A questão das minorias: não caucasianos, mulheres e gays

Tenho duas assistentes na minha empresa. Elas basicamente cuidam de 50% de todo negócio o que confere responsabilidade, poder e uma evidente autonomia para uma das minorias: a mulher. Não bastasse, a que chegou mais recentemente é lésbica ou gay (como preferirem) e mulata.

Na semana passada a peguei em debates sobre a nova versão do Mad Max que está nos cinemas. Era intervalo do almoço e ela apresentava um viés (que até então não tinha notado) da caricatura social, quando a mulher tem batalhado para conquistar mais espaço. O assunto, basicamente, se voltou a imagem da Charlize Theron que carregou o filme nas costas.

Entrei de “bicão” na conversa dela com um outro rapaz da nossa equipe, que também é mulato e tem o irmão gay. Senti no ar certo discurso feminista, com algum calor, algo que já havia reparado em outros intervalos de almoço, vindo por parte dela. Diante o papo cabeça, me senti motivado a assumir uma “função MVG” que se prolongou por uma hora ou mais. Foi um verdadeiro e longo parênteses, já que não desenvolvo um contato mais íntimo e pessoal com a equipe desde que resolvi mudar o posicionamento da empresa. Pura escolha, ciente dos prós e contras.

Eu, não caucasiano e gay. Parte da minoria. Ela, não caucasiana, lésbica e mulher. Parte da minoria. Diante discursos daqui e dali, ela numa forte defesa das tais minorias, comentei a ela como eu busquei lidar com o fato de ser oriental e gay. Falei da forte influência desses “detalhes”, a época, para que eu assumisse uma empresa e construísse uma autonomia profissional sem ter a desculpa de ser “obrigado” a trabalhar num universo heteronormativo. Tenho essa consciência hoje e, olhando para trás, sei que existia uma necessidade de provação muito grande pela influência desses aspectos (e de outros) para me tornar empresário.

Assim, um gay, não caucasiano, que emprega e forma pessoas. É como entendo a minha maneira eficiente de atuar diante nosso contexto social. No caso, o Blog MVG e a “mentoria” dos amigos, nem veio a pauta na ocasião.

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Acordei bem hoje

Vivi um pequeno luto ontem, quando o Tché deixou bem claro o não interesse de namoro. Peguei meu “pacotinho de expectativas” e joguei no lixo. Fiquei a maior parte do tempo em casa, quieto. Bom que avancei diversas fases no Mario do Wii U e do 3DS (rs). Dei uma olhada no cardápio dos aplicativos e o Hornet contabilizava 124 contatos! Tapa no ego e um puta trabalho para zerar aquele contador. Gosto de tudo organizado. Na triagem, apenas 3 perfis que realmente me interessaram. Mandei uma mensagenzinha, com certa preguiça ainda de voltar à função. À toa em casa, resolvi atualizar minhas fotos dos apps no estilo “que se foda, pagando de gostoso mesmo e agora com a cara revitalizada” – dei risadas de mim. Mudei o texto do meu perfil.

Estão aí os apps atualizados.

Daí que hoje acordei bem e disposto. O Tché ainda mandou mensagenzinha de boa noite ontem, me pegou quase dormindo e, quando acordei, tinha de bom dia. Não seria pra tanto ter que “deletar o rapaz da minha vida”. Início de paixão sim, mas gente, foi apenas one fucking month! Se com o ex-namorado que vivi quatro anos, a gente mantém a fraternidade, por que não fazer o mesmo com o Tché? Luto de um dia, a mim de bom tamanho.

Foi daí que hoje, conversando brevemente com o Matheus sobre as reminiscências de sua festinha (e os amigos nos ajudam muito mais do que imaginam) tive um insight: eu gosto do Tché, o Tché gosta de mim. Por que não colocá-lo na “amizade colorida”?

Eu: “Sabe que eu curto você, né? E ao mesmo tempo entendo seu momento. Por que não curtir, hein? Acho ruim a gente ‘cortar'”.

Ele: “Mas por mim tudo bem ter uma amizade colorida – rs. Eu gosto de você”.

Taí, acho que ele estava tentando dizer isso pra mim faz tempo! Mas eu estava na “noia” de idealizar um namoro com ele.

Teve luto ontem, teve clareza hoje, disposição e um novo “plim”. Me sinto leve! Tipo um bom perdedor que aceita afrouxar o nó e aproveita o que está ao alcance.

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Funciono bem em par

Não tenho dúvidas. Mas não precisei de muito para relembrar a toada ímpar que eu havia traçado há um mês atrás. Está tudo bem. Outras coisas começam a colorir de novo. Sou rapidinho ou não.

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Novas políticas do Blog MVG

Decidi um lance depois de muito refletir: a partir de ontem, qualquer comentário que busque desvirtuar o foco dos textos e que tenham intenções, mesmo que sutis, de atacar o Blogueiro moralmente diante seu posicionamento, tirando a legitimidade do comentário que, ao meu ver, deve ter foco em ideias (em concordância ou não aos conteúdos aqui representados) serão excluídos. O blog é e sempre foi opinativo (e opiniões não são verdades absolutas, mas referenciais), e acho pouco producente dar espaço para pessoas e comentários que visem atingir o MVG e não propriamente prolongar ideias (em concordância ou não) as ideias que aqui expresso.

O Blog MVG teve quatro anos com essa abertura. Terá mais quatro, agora, com esse novo critério.

PS: Roberto, cá está o adendo. Não há problema algum em você ter tendências partidárias por um lado e eu para o outro. O fato é que o texto da qual me refiro e você sabe bem qual é, teve um outro foco que não política.

3 comentários Adicione o seu

  1. Roberto disse:

    Flávio, obrigado! Só para esclarecer mais um ponto : o meu posicionamento não foi político. Tanto que me lembro bem de suas opiniões durante as eleições e eu sempre as respeitei, nunca fiz comentários sobre elas. Esteja certo que eu não sou desses chatos que ficam brigando por política, aliás, só converso sobre política com os meus camaradas. Eu tenho uma máxima inegociável, à qual seja : na democracia, defenderei até a morte o direito que você tem de discordar de mim. O meu “problema ” com aquele seu post foi de ordem conceitual, histórico, estatístico, matemático e econômico. Ali, com todo o respeito e humildade, você cometeu erros primários de toda a sorte. E olha que não falei nada sobre a sua pseudo alegria com relação à evolução dos preços de sua faculdade (já tinha até feito cálculos mentais que acabariam com a sua alegria rs); também não falei de seus amigos quase quarentões que devem desconhecer uma coisa chamada Ibge, enfim, encurtei muito o meu comentário. Mas, de qualquer forma, vou continuar te acompanhando em silêncio. Melhor assim! ;) um beijo no seu coração!

  2. Caetano disse:

    Macho era só nao falar na palavra namoro kkkkkk Os homens de hoje nao querem mais casar MVG, eles não querem mais compromisso. Maldita sociedade da informação, agora as pessoas se encontram com um click. Seremos a metade da laranja só enquanto eles apertam o F5 para ver as novidades da time lime. O jeito é focar no trabalho! É vencer conquistas para ser conquistado, eles só querem os guerreiros.

    1. minhavidagay disse:

      Sabe, Caetano… eu não me sinto desiludido a esse ponto não. A contar pelas minhas experiências, foi a primeira relação que “morreu na praia”. Tenho bastante “créditos” para gastar numa procura que eu nem sei. Sei quando bate aquela vontade de focar numa pessoa, conhece-la e ir além. Não me dou por vencido não.

      Mas, infelizmente não aconteceu com o Tché. Deve ter faltado alguma coisa que eu também não sei.

      Longe de mim pensar em casar, algo que já fiz na vida (rs). Mas um relacionamento fechado, de novo, ia ser legal.

      E pode até parecer arrogância, mas eu me sinto guerreiro, aprendendo a lidar com a minha vulnerabilidade, mas quem disse que isso enfraquece um “samurai”? rs

      Um abraço!

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