Um pouco de espiritualidade

O caminhar da minha vida gay

É uma tendência os gays serem um pouco mais materialistas do que a média, deixando de lado assuntos efetivos sobre espiritualidade, pelo menos nas primeiras décadas da vida. Sem filhos e sem custos evidentes que a família gera para quem segue a cartilha da heteronormatividade, gays tendem a concentrar energia no trabalho e, por consequência, em dinheiro e consumo.

Garantimos uma qualidade de vida maior aos nossos pets também já que – em boa medida – substituem filhos e vão custar muito menos do que eles ao longo da vida.

Antes de mais nada, a busca pela felicidade é muito individual e o problema nem sempre é a busca, mas trazer para a clareza da consciência o que se quer da vida para, enfim, traçar um trajeto/percurso que mantenha a felicidade por perto.

Assim, a felicidade – subjetiva e individualizada como é – não tem uma única fórmula certa que inclui ou exclui aqueles que a segue ou não. Talvez, assim seja também com o amor.

Resiliência e esforço

Independentemente de nossas escolhas, é fato que a “vida real”, capitalista, orientada a estudos e trabalho, ao consumo e toda publicidade a volta que nos enche de fantasias de “algum lugar melhor”, vai nos botar para exercer o sentido de resiliência e esforço, se é que vamos querer alcançar esse “algum lugar”. De forma lógica, quanto mais resilientes e esforçados formos, mais chances de assumirmos uma ideia de controle da própria vida.

As dificuldades pela frente serão as mais diversas e peculiares, inerentes à nossas escolhas e quaisquer que sejam elas. A única zona de conforto é aquela que nos encontramos exatamente agora. Reforçando que zona de conforto não é somente as facilidades do nosso contexto atual, mas também, os mesmos problemas (de sempre).

Escolha subentende exclusão

O próprio ato da escolha, no mundo atual, é as vezes um gesto árduo (é o próprio problema), pois escolher por algo (ou alguém) subentende a exclusão de diversas outras possibilidades que o nosso contexto atual oferece.

O mundo apresenta hoje um cardápio vasto de possibilidades e, pasmem, de pessoas. Tratá-las próximas a mero objetos não é somente um fenômeno do Capitalismo, mas da quantidade de gente no mundo.

Assim, muitos indivíduos postergam escolhas e a profundidade ou a imersão as quais elas nos colocam. Muitas vezes, preferimos pairar no começo de cada coisa, saltando de um para o outro, sem ir a fundo e aproveitando a “cócega” que cada possibilidade nos confere. No afastamos de certo prazer integral.

O cardápio é vasto de possibilidades profissionais e técnicas. E de pessoas.

Segmentos e nichos

Eu fiz parte de uma geração de transição: vi pais e pais de amigos que tinham um cardápio bem mais restrito e, então, com 20 e poucos anos já tomavam uma decisão profissional, por exemplo, e seguiam a fundo. Logo casavam e na sequência tinham filhos.

A minha geração já era abastecida de um mercado mais segmentado e diverso. Nas aulas de comunicação (eu ainda com 17 ou 18 anos), falava-se de um futuro próximo mais fracionado do que segmentos de mercado; falava-se dos nichos. Os nichos seriam fragmentos de segmentos.

Enquanto os jovens daquela época eram influenciados por grupos (segmentos) como roqueiros, clubbers, hippies, mauricinhos e patricinhas, etc. o futuro próximo apresentaria uma mistura geral, possibilitando cada indivíduo a extrair um pouco de cada segmento, criar e compor o seu próprio e, assim, formar os nichos.

Dito e feito: é o que tem pra hoje. E como tem.

Um dia eu já tive 20 e poucos

Já tive 20 e poucos anos e vi o planeta Terra girar em torno do Sol um pouco mais de 15.300 dias. O caminho da minha vida foi traçado a partir da soma entre meus desejos, expectativas e vontades e do que cada contexto de tempo e espaço poderia proporcionar. E será assim para todos: a soma do intrínseco, da personalidade, dos valores + contexto/cenário de cada tempo que é (altamente) mutável.

Espiritualidade

A percepção de “coisas do além” sempre me acompanhou, desde que sou bem pequeno. E entendo que espiritualidade, ser canhoto, ser gay, japonês, homem e microempresário (entre outros) não tenham nenhuma correlação, ou seja, não há nada além das próprias vivências da espiritualidade que justifique a existência da mesma.

Não sei até que ponto conviver com manifestações da espiritualidade foi uma escolha. A sensação que tenho é que ela sempre esteve por “aqui”.

Sou bastante confiante e seguro que o Universo estabelece um tipo de conexão com todos os seres da terra, animados ou inanimados (não somente com os humanos, como nosso antropocentrismo traduz na maioria das religiões, se não todas). Se a nossa essência das intenções (não aquilo que a gente apresenta as pessoas, mas aquilo que realmente se aloja no campo das intenções, livres de nossas camadas do ego) são positivas, o Universo vai corresponder com essa carga. Quando as intenções são negativas, o mesmo. E, por fim, mas também não menos importante, se não manifestamos intenções é como se o Universo se neutralizasse também.

As nossas atitudes, ou a ausência delas, são determinantes para configurar a dança que realizamos com o próprio Universo. É um tipo de combinado; é como se nascêssemos com o nosso livro da vida em branco e tivéssemos o próposito, em vida, para escrevê-lo. Quanto mais nos debruçamos a essas escritas, colagens, pinturas, rascunhos e rabiscos perante o livro, entre o que o homem determina como “certo ou errado”, “bem ou mal”, mais dinâmico será a relação com o Universo.

Mas nunca o livro será escrito sozinho. Deus não nos entrega nada se nós também nada realizarmos. Se preferirmos parar numa página, ele não vai continuar por nós.

Alan Kardec

O Kardecismo, a grosso modo, traduz em nomes, conceitos e signos, partes das vivências que tive desde muito moleque. Alan Kardec, por volta de 1852, na França, criou essa doutrina a partir de vivências empíricas com médiuns em diversos pontos da cidade. Compilava relatos dessas pessoas que não se conheciam pessoalmente e via que determinados conceitos e valores questionados aos espíritos tinham respostas iguais ou semelhantes.

“O Livro dos Espíritos” e, depois, “O Livro dos Médiuns” foram duas obras iniciais que se pulverizaram pelo mundo e que conduz a doutrina até hoje.

É interessante notar o contexto de sociedade e política daquele momento em que nasceu o Kardecismo. A impressão que tenho é que era um ciclo da humanidade bastante semelhante ao que vivemos hoje…

Mediunidade

Meus relatos aqui não tem objetivo nenhum de enaltecer meu próprio ego, como se eu fosse um “X-Men” e pudesse me sentir por cima de outros por causa de determinadas vivências. Hoje relatarei apenas uma.

Serve, principalmente, para elucidar sobre vivências – ditas – espirituais e para referenciar pessoas que, de alguma maneira, tiveram ou têm experiências semelhantes mas não conseguem se identificar com alguma doutrina.

Serve também para apresentar minhas buscas nos últimos anos, o caminho que tenho trilhado para a minha vida como referência (como sempre foi a função do MVG) e, no final, a espiritualidade é tão inerente ao meu cotidiano que não faz diferença nenhuma para mim. Simplesmente é.

Por opção, apesar de ter buscado consultas, algumas vezes, em centros espíritas sobre as minhas experiências, não sigo nenhuma doutrina. Primeiramente, porque os relatos a seguir nunca me geraram medo ou algum tipo de insegurança ou, se geraram, eu era ainda muito pequeno e fui aprendendo a conviver. Muitas pessoas se inserem em doutrinas para o compreedimento e o desenvolvimento.

Segundo porque, tenho certa instrução a partir da intuição, que as doutrinas – por mais bem intencionadas que sejam – tendem a criar hierarquias entre seus seguidores, em algum nível. Hierarquias, a mim, e no tempo de hoje, devem ser controladas pois rema contra a fluência da espiritualidade e do Universo.

Tendem a ter seguidores que vão entender as próprias doutrinas como verdades absolutas (radicais e extremistas existirão em qualquer comunidade) e, para as coisas do Universo, todas as verdades construídas pelo homem podem ser transitórias, mutáveis ou, na pior das hipóteses, aperfeiçoadas.

E, por fim, apesar de muitos dos signos, conceitos e elementos do Kardecismo serem os meios mais simples de traduzir minhas experiências para outras pessoas, de 1852 para cá, a percepção do homem sobre si e sobre o mundo está bastante diferente.

Só de pensar que em 1895 (praticamente a mesma geração de Kardec), quando os irmãos Lumière projetaram pela primeira vez a ideia de cinema para um grupo de pessoas e essas passaram mal e se desesperaram quando, na cena, o trem se aproximava em movimento, dá para (tentar) entender que os “espíritos”, naquele contexto, precisavam se manifestar de uma maneira muito mais “simples ou ingênua” para se fazerem compreender para o humano daquele contexto de espaço e tempo.

Aos 42 anos

Aos 42 anos ou muito antes disso, me estabeleço convicto da existência de tipos de energias que, por meio do Kardecismo, se definem como espíritos. Mas a mim, “espíritos” foi a maneira – até agora – mais palpável e compreensível dessas energias se manifestarem ao próprio homem, criando a eles a ideia de “seres desencarnados” presentes entre nós e que, de alguma maneira, trazem alguma influência para nosso cotidiano. É mais fácil para o ser humano entender assim.

Poderiam ser alienígenas mais avançados e que se comunicam conosco, manifestando a ideia de espíritos, para que seja mais confortável e não abra dúvidas e questões sobre outros assuntos que não são relevantes para o momento. Ou, até então, já estão abrindo o jogo para determinados indivíduos… alguns dizem que sim.

O antropocentrismo/ego é tão arraigado ao ser humano, tão poderoso, que até mesmo os alienígenas possuem formatos humanóides: cabeça, tronco e membros.

O fato é que, a mim, tanto faz e é o que o indivíduo quiser acreditar pois, quando há a crença, se manifesta a realidade.

O que eu vivencio não tem propriamente uma forma, mas adota uma forma ou diversas formas – inclusive, há milênios, por meio das religiões – para que o homem consiga traduzir e manter viva a ideia de sua existência, desde os tempos mais remotos.

O que é mais importante entender, a princípio, é que nunca estivemos sozinhos e sempre estivemos – todos, de tudo, das galáxias mais distantes ao grão de areia – conectados.

Quando sentimos essa realidade, vivenciamos, convivemos com ela, e – acima de tudo – internalizamos, fica muito difícil temer a solidão ou, quem sabe, a própria morte.

Quantas pessoas, pelo temor da solidão, do envelhecimento e da morte, não têm esses medos como propulsores (definitivos) para encontrar alguém e se estabelecer com o mesmo? Esses, provavelmente, estejam mais distantes dos sentidos que aqui me proponho traduzir, mas possui o próprio livro da vida para escrever diferente, se assim desejar.

E é assim, após um certo rodeio, que começo a revelar um pouco mais dos contornos sobre o que eu entendo como espiritualidade.

Um ano intenso

Tudo é átomo. Tudo é energia e o Universo, por meio de seu brilhantismo criativo e infinito, pega essas micropartículas e materializa os mais diversos seres, “objetos” e pulsos de energia. Os átomos são, basicamente, compostos por outras partículas ainda mais mínimas para compor uma dança infinita, perpétua, inacabável: partículas “negativas”, “positivas” e “neutras” das mais diferentes intensidades. E as aspas não vêm ao acaso pois quem nomeou de “negativas”, “positivas” e “neutras” e criou conotações e significados para essas três palavras foi o Homo Sapiens.

Para entender um pouco melhor dessas linhas, é importante se desprender ao máximo dessas conotações.

Em essência, são micropartículas que se atraem infindavelmente, cada uma com seu tipo de energia, buscando um eterno equilíbrio e balanço entre si.

2019 seria um ano intenso, mediante as essas próprias energias liberadas pelo homem, no mundo todo. E essas intensidades se manifestam, historicamente, desde que o homem é homem, desde que a Terra é a Terra e desde que tudo é feito de energia.

Ou seja, sempre.

O homem, pela sua natureza herdada de nosso ancestral primata, visa a estabilidade, o conforto e a segurança. Vive querendo fugir de situações de medo, perigo e desconforto. Mas nunca encontraremos esse estado para todo sempre e, quanto mais negamos as dinâmicas naturais do Universo, mais sofremos. Precisamos largar e aceitar essa fluência natural que rege tudo para, assim quem sabe, sintonizar com essa tal da espiritualidade de uma maneira mais abrangente e homogênea.

E foi assim que 2019 começou: um ano repleto de inconformidade, cisões, afastamentos, conflitos, discórdias no mundo todo. Ora, se perante o Universo estamos todos conectados, a negação a tudo isso a partir de inconformidade, cisões, afastamentos, conflitos e discórdias, faria – naturalmente – o próprio homem liberar “ao ar” essa densidade “negativa”, ou, o tipo de energia que se libera quando – por exemplo – um meteoro se colide com um planeta. Tudo natural, tudo em fluxo com o Universo, mas de consequências seguintes e imediatas.

Na linguagem do Kardecismo

Foi aí que o meu lado direito da cabeça, ao final de dezembro de 2018, começou a ficar quente e uma “voz do além” soprou ao meu ouvido: “o ano que vem será muito difícil. Está se formando no ar ‘nuvens’ de emoções densas e você precisa se proteger de problemas maiores, para continuar com o seu livro. Traga plantas para sua casa para que essa densidade não interfira demais na sua vida esse período”.

Foi mais ou menos isso. E eu entendi como um “escudo protetor” para a casa. Ou melhor, para mim.

“Plantas? Nunca tive envolvimento ou atração pelo tema!”

Mentira: a minha infância e adolescência foi em meio a plantas, no quintal, aprendendo a cultivar com meu avô. Então, o primeiro sentido desse “projeto” foi de um certo resgate.

“Voz do além” me dizendo isso + conexão com esse resgate da infância = me deixei solto, fluente nessas sensações e comecei a trazer plantas para casa. Estudos no YouTube, sites de cultivadores… “quais plantas trazer?”. A “voz do além” não especificou. Então, segui com a parte que me cabia no trato.

No começo, logo lancei para meus pais a ideia (sem dar esses detalhamentos, pois meu pai tem seus receios sobre o assunto) e, ele mesmo – papai – disse assim: “a babosa que era da sua avó… puxa, essa planta deve ter mais de 60 anos… está muito grande, aqui, na sacada do apartamento. Trouxe lá da casa do seu irmão e vou precisar podar. Você não quer levar não?”.

Claro que sim, principalmente porque a conta “a voz do além” + resgate estava, enfim e rapidamente, se manifestando. Cortei apenas um dos caules, o maior (RISOS), fiz os tratamentos naturais para suculentas para o replantio e botei no quintal. Nesse ínterim, meu conhecimento sobre suculentas estava satisfatório.

Não é que a danada em dois meses floresceu? Meu pai disse ter visto isso apenas duas vezes: a primeira, na casa grande em que morávamos e que atualmente reside a família do meu irmão e agora.

Poderia ser um sinal dos meus avós? Para o Kardecismo, muito provavelmente. Para mim, no caso, não sei: parecia que eu via meus avós sorrindo para mim, felizes em eu estar dando a devida perenidade a babosa (essa parte, se foi espiritual ou não, eu sinceramente não sei. Enquanto ela se estabelecia e eu a tratava, muitas vezes a imagem dos meus avós surgia em minha mente, sorridentes. Neste caso, poderia ser apenas o sentimento do meu amor por eles fluindo naqueles momentos).

Mas o mais importante era que eu estava no caminho certo: o florescimento da babosa me traduziu exatamente isso: caminho certo.

Comprei mesas para o quintal de casa, vasos e fui acostumando meu cachorro com as novas companheiras. Na realidade, não fiz nenhum grande esforço e apesar dele ser de médio-grande porte, daqueles de poder abraçar e apertar sem medo de quebrar e que bota certo medo nos desconhecidos, foi aceitando as plantas com tranquilidade.

Até que…

…eu estava há uns 3 meses nesse novo hobbie. E, mais do que a “vozinha do além”, eu estava – definitivamente – tratando como um novo hobbie, muito prazeroso por sinal (a relação foi compulsiva até um mês atrás, agosto, agora que eu entendo que tudo está harmonioso e pronto).

Fui deitar certa noite e, logo quando o sono começou a me levar, eu visualizei meu cachorro atacando o “altar”, uma bacia especial com uma figura de Buda no centro e plantas ao redor e que, na minha cabeça, eu tinha determinado que seria o “ponto focal” do meu “escudo protetor” da casa contra as nuvens densas dos homens.

Levei um susto, abri os olhos, mas resolvi deixar assim. Já se passavam 3 meses e meu cachorro não tinha mexido em nada.

Nessa mesma noite, mais próximo do horário de acordar, eu tive um sonho: estava em casa, ela estava toda vazia e eu estava na sala conversando com quatro “entidades”: eram fumaças pretas que – esforçadamente – tentavam se manter no formato de pessoas e cujos olhos eram vazados, possibilitando enxergar do outro lado.

A conversa não era verbal e, sim, mental, assim como é a conversa com a minha “vozinha do além” todas as vezes. Não só com ela, como com meu cachorro e com meu twiter mecol também. Ah, e com as plantas agora (RISOS).

Uma dessas “entidades” saiu “flutuando” da sala, foi até o quintal e apontou para o altar. Na conversa, disseram assim: “a gente quer te pegar também. Trate de tirar isso aqui daqui (apontavam para o altar) porque não é para você se proteger desse jeito”.

Foi algo assim.

Acordei no susto e o fato é que na manhã seguinte, desci e meu cachorro tinha avançado no altar, destruindo as plantas do mesmo.

Por dias, em minha “vã” lógica humanóide-primitiva do século XXI, eu achava que meu cachorro estava possuído por aquelas entidades! Coisas de filmes de terror que deturpam os verdadeiros sinais! (RISOS). Cheguei a castigá-lo. Replantei e ele atacou novamente o altar, dentre outras plantas as quais ele também tinha acesso.

Mais uma vez depois!

Após a terceira vez, eu inconformado e emputecido com meu cachorro, busquei entender porque aquela situação se repetia. Que não era possível o meu próprio cachorro querer meu mal! (RISOS).

Me senti traído nesses dias, a ponto de fantasiar seu abandono em relação as plantas. Até que um insight veio forte (não sei se sob influência da “vozinha do além”, sinto que não) e pensei o seguinte: “a energia densa, na real, quer que a sua relação com o seu cachorro fique abalada para, justamente, o campo de proteção não funcionar”.

Poutz! Tão óbvio…

Pedi perdão para meu dog, com a mesma conversa mental encostando a minha cabeça na dele, até chorei e ele não mexeu em mais nada até hoje.

Cheguei ao 10º mês dessa empreitada, agora, nos “finalmentes”. Certo ou errado, o Universo tem cumprido sua palavra pois nada de ruim aconteceu em minha vida esse ano, pelo (muito) contrário. Costumo dizer aos mais próximos que, nesse mar cinzento-polarizado, o Universo me deu a dádiva de pegar uma correnteza junto com as baleias.

E nessa jornada – o caminho que tenho enfatizado e traduzido de maneiras diferentes aos leitores do Minha Vida Gay – tem me proporcionado o resgate de antigos hábitos da infância, memórias saudáveis dos meus avós (sempre que vejo a exuberante babosa, que está cada vez maior, eu lembro deles), conhecimento sobre o comportamento das plantas, nomes de espécies, tratamento de doenças, adubação, plantas raras e de coleção e, no pacote, tenho me aproximado dos cultivadores do Sul e São Paulo, pessoas bem diferentes do meu micro mundo ordinário de comunicólogo e empresário.

Sem contar o ganho principal: as sensações terapêuticas e prazerosas que é tratar de todos esses seres vivos. Plantas, assim como cachorros, retribuem na mesma medida dos cuidados entregues a elas.

Tenho que deixar um agradecimento amoroso ao meu namorado que lidou (e tem lidado) super bem com essa minha compulsividade da vez. Foram 9 meses incessantes.

2 comentários Adicione o seu

  1. Super legal o texto e a forma de encarar a espiritualidade. Sou muito fã do Espiritismo codificado por Allan Kardec. Quanto às plantas por coincidências ganhei duas mudinhas de suculenta e eu que nunca fui de mexer com planta, saí essa semana fui na floricultura comprei vasinhos e terra para o plantio e cultivo da suculenta. Vamos trocando figurinhas. Abraços.

    1. minhavidagay disse:

      Oi Danilo! A ideia de espiritualidade é bastante presente no meu cotidiano, principalmente por meio da intuição que deve me acompanhar desde pequeno… vamos falando! Um abraço!

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