Vida gay nas cidades pelo Brasil

As dimensões da vida gay

Como é morar em cidades menores ou pequenas capitais por todo Brasil, conviver com a influência Cristã mais de perto, “saber da vida de todo mundo” como é de cultura local, ver ainda predominante uma influência conservadora (e/ou machista) no núcleo familiar e no entorno e ser gay?

Eu já imaginava e agora posso afirmar que a maioria das pessoas que tem pesquisado ou recorrido ao Life Coach MVG são homossexuais residentes nestes lugares.

Os gays que se deslocam às grandes capitais ou aqueles que nasceram nas mesmas, perdem ou não tem a referência (respectivamente) do ambiente e contexto recorrentes em todo Brasil. Os gays que vivem em pequenas capitais ou cidades, por consequência, normalmente recaem nas questões: “como desenvolver a vida gay em cenários como estes?”. “Minha família é muito conservadora e religiosa”, “como fazer para viver a minha vida sem que a cidade inteira saiba e eu não assuma, assim como fulano marcado, o personagem gay da cidade?”, “como lidar com essa cultura conservadora e machista como gay?”.

E o mais desafiador e, talvez, complexo de tudo isso: “sou homossexual mas ao mesmo tempo tenho afinidade com valores conservadores, Cristãos, gostaria de realizar um casamento, ter filhos e trazer, em alguma medida, essa satisfação para meus pais. Como fazer?”.

Homossexuais: sexualidade, afetividade e apresentação social

Embora a homossexualidade se estabeleça sobre o pilar sexual, talvez seja interessante entender o indivíduo gay sobre três pilares: (1) sexualidade, (2) afetividade e (3) sociedade. São três “gradações” interiores que não fluem de maneira igual para todo homossexual.

Há aqueles que vivem ou visam resolver ou realizar a sexualidade, a afetividade e a apresentação social como gay. Buscam a satisfação e o encontro de si com outro indivíduo do mesmo sexo. Embora convivam com barreiras e dificuldades nestes três aspectos, idealizam certa plenitude no preenchimento dos três.

Existem homens e mulheres homossexuais que conseguem estabelecer um contato sexual com outro do mesmo sexo, mesmo que furtivamente, mas não conseguem – por exemplo – imaginar atenção e troca de afeto, seja depois da transa ou em um restaurante ou bar.

Há homens e mulheres que estabelecem afetividade com outros do mesmo sexo. Heterossexuais e homossexuais conseguem preencher este aspecto, embora ainda no Brasil a afetividade entre dois homens (e em menor grau, entre duas mulheres) esteja revolta de preconceito. O indivíduo que internaliza a homossexualidade e consegue construir afetividade com outro do mesmo sexo, nem sempre idealiza a cama.

Tem ainda o aspecto social: você consegue passear pelos corredores de um Shopping, sentar em um restaurante ou assistir um filme no cinema com outro do mesmo sexo (havendo ou não intenções), sem nenhum tipo de neura sobre o que os outros estariam pensando? Nem estou me referindo a andar de mãos dadas ou trocar carícias em ambientes públicos…

Você já parou para refletir como pretende preencher ou preenche estes três pilares, cientes de sua homossexualidade? A resposta nem sempre é óbvia do ponto de vista de um gay como eu que visou se sustentar, o mais integralmente possível, sobre os três pilares.

Taí uma boa dica de Coaching, agora que este tema tem predominado por aqui. Estabeleça consigo, com consciência, como gostaria de equacionar estes três aspectos!


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Flávio Yukio Motonaga
www.lifecoachmvg.com.br

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