Voltei?

Tive um compromisso por quase 7 anos de trazer reflexões, referências e pontos de vistas sobre a vida gay, nesse oceano diverso e longe do “preto e branco” que é a sexualidade e, numa menor escala, a identidade de gênero.

Passado esse tempo sabático, consegui compreender que, mais do que os milhares (ou milhões?) que por aqui se referenciaram, positivamente ou negativamente, e que obtiveram alguma luz para as diversas (mas não tão diversas) questões da homossexualidade, o maior beneficiário do Minha Vida Gay fui eu. E como foi vasto meu aprendizado! Praticamente um tempo de faculdade + residência!

De lá para cá, fechei um ciclo pessoal e as postagens foram diminuindo. Nada pessoal (contra os leitores), mas é que o escritor que deixa aqui suas palavras, precisa sacar sentidos nas coisas que faz.

E bateu um sentido recentemente, neste contexto em que – finalmente – a homofobia será tratada como crime na mesma esfera do racismo, no Brasil. Independententemente da veia ou verve política do leitor que se presta a se entreter com essas linhas, nós, homossexuais (mais os homossexuais do que os homens que gostam de fazer sexo com outros homens) alcançamos “um país 10% menos idiota”, como diria Leandro Karnal em um de seus posts em sua rede social ao comemorar tal feito do STF.

Concordo com o historiador-com-uma-pegada-filosófica e tenho que dizer que, ao contrário das previsões catastróficas da extrema esquerda (só as extremas acreditam tanto em catástrofes), o STF vencendo de 8 a 3 neste exato cenário do – suposto – homofóbico Bolsonaro, nos foi de grande valia, homossexuais.

Antes de me aprofundar em meio aos comportamentos e universos estranhos (estranhos, no sentido da Psicologia, daquilo que nos parece diferente do que é ordinário e normativo aos nossos sabores), vou deixar aqui uma breve lista de possíveis temas que trarei nos próximos tempos (sem aquele compromisso intenso de antes):

– Minha leitura sobre o filme (facilmente encontrado na HBO GO) “Behind The Candelabra” que conta a história de um famoso pianista (Liberace) dos anos 70 e 80 e de atuação incrível de Michael Douglas;

– A vida gay com Bolsonaro presidente. Minhas impressões;

– A vida gay aos 42 anos;

– Gerações gays, segunda parte: gays aos 20 anos, aos 40 e próximos aos 60 anos;

– O gay de direita;

***

Durante as eleições de 2019, o mais óbvio, ordinário e “osmótico” (não sei se essa palavra existe, mas entendam como “do que vem da osmose”) era, no 2º turno, pessoas de direita apostarem em Bolsonaro e pessoas de esquerda empregarem seu voto no Haddad.

A mim, particularmente e mediante minhas próprias análises e reflexões, estaríamos lascados no momento em que os dois candidatos mais odiados (ou com maiores índices de rejeição) alcançassem o 2º turno. Perdemos no 1º para a polarização e, mal ou muito mal o Brasil seria administrado em um contexto mundial de crise, com essa vitória (triste, a mim) das polaridades.

O primeiro lugar estranho deste contexto, era um gay como eu não estar motivado como a maioria: “Haddad a qualquer custo mediante o ser demoníaco que era Bolsonaro, a nos gays fundalmentalmente, ou Bolsonaro sob todas as formas, nessa ‘loucura’ de um novo tipo emergente: o gay de direita”.

Eu não entregaria meu voto para os representantes da polarização e nem seria egocêntrico de definir meu voto sob o critério de minhas pequenas e particulares questões identitárias.

Logo, minha lógica era simples: nulo.

O segundo lugar estranho, a par dos ordinários, medíocres, óbvios (no sentido de sem graça) e massificados que se tornaram os mais diversos comportamentos e discursos da polarização, foi a maneira que meus amigos de extrema (coincidentemente petistas) passaram a me tratar quando meu voto estava determinado ao nulo: passei a entender de maneira mais clara o sentido de terrorismo.

Meu amigos petistas, de extrema esquerda, passaram a (querer) me aterrorizar com ideias macabras. De que se Bolsonaro ganhasse eu passaria a correr risco de morte. De que os gays passariam por retrocessos mediante as conquistas sociais. De que eles temiam por mim – dessa maneira aterrorizante – e que eu estava louco por querer anular meu voto.

Terrorismo. Passei a ouvir esses temas, de maneira mista e variada, durante dias, até que o grupo acabou rachando por esses e outros motivos polarizados.

Alto lá que, apesar de eu insinuar certo vitimismo, não mudei minhas ideias mesmo com esses massacrantes falatórios. Foi, para valer, um jogo de paciência que no final não tive tanto e que, na real, hoje, não me sinto motivado para encontrar com esses fulanos.

***

Alguns fatos práticos (prática, o oposto do terrorismo) me colocava com bastante pé no chão. Primeiramente, naquele contexto de terror, vinha à minha timeline um artigo de um resultado de pesquisa – de uma mídia de esquerda – que muito corroborava com as minhas impressões: Para 74%, homossexualidade deve ser aceita pela sociedade, mostra Datafolha.

Outro fato prático é que o Minha Vida Gay, uma escola para mim como citado no começo do texto, me conferiu um olhar e referências suficientes para acreditar em passos firmes dados pela sociedade quanto a temática da homossexualidade – no geral e no Brasil inteiro – colocando gays em um universo mais simpático do que homofóbico.

Um terceiro argumento que embasava minha segurança: era improvável, irreal e lunático achar que um punhado de amigos Bolsonaristas (heterossexuais, na maioria e até um punhado de homossexuais) e meus pais, por exemplo, recuassem ou retrocedessem em relação a mim e a todos valores e percepções construídos comigo (a minha referência e outras) a partir da vitória de Jair Bolsonaro.

***

A roda girou, a esquerda perdeu o maior “altar nacional” que é a cadeira presidencial e quatro ou cinco fatos recentes que a mim são bastante marcantes e que acabam por pôr um “cala-te a boca” nesses meus amigos se materializaram:

1 – O ginasta Diego Hypolito assume ser homossexual – até ouvi do meu namorado de que o fato dele ser gay era meio óbvio. Concordo, mas não é essa a questão. A questão é que uma celebridade como ele, sacramentar sua homossexualidade dizendo “sim, sou gay” neste contexto “sombrio aos gays” de Bolsonaro, coloca em conteste a lógica terrorista a qual senti, mais intensamente, durante as eleições;

2 – Rolou faz pouco tempo e já na gestão do atual presidente, o 1º beijo Trans na Globo. A Globo, aquela maldita da esquerda de ontem e atual maldita da direita de hoje;

3 – Corajoso, Glenn Greenwald – provavelmente consciente e depois de muitas reflexões – resolveu assumir uma linha de frente contra o maior herói nacional da atualidade, que não é Bolsonaro, mas sim, Sergio Moro. Qualquer ameaça a Gleen e seu marido é mera correspondência, no sentido de que – eles – certamente previam as possíveis reações negativas à exposição do caso;

4 – O STF tornou a homofobia como crime de nível racial, de 8 a 3.

Estamos vivendo uma era da esquerda ou do PT? Não, senhores e senhoras leitores do Minha Vida Gay. Estamos falando de 4 feitos emblemáticos sob as calças do demoníaco Jair Bolsonaro. Esses são movimentos factuais de nossa realidade homossexual no Brasil de hoje, 17 de junho de 2019.

***

Assim, tudo me leva a crer que meus amigos da esquerda, aqueles extremistas que não mediram o terrorismo para cima de mim por eu optar – democraticamente – pelo voto nulo no 2º turno, queriam mesmo que eu votasse no Haddad sob todas as formas. De desvio e escrúpulos quanto as formas dos meios para justificar os fins, já basta o próprio Machiavel. Ou, quem sabe, o Moro agora.

Estranho o comportamento do meus amigos não? Para falar a verdade, até que bastante óbvio. Estranho é apesar de Bolsonaro, todo esses feitos estarem acontecendo em paralelo, no universo de celebridades (bom citar também o irmão do Luciano Huck), na Globo, no meio jornalístico e no STF enquanto o homem governa com sua burrice e autoritarismo.

“Burrice”, não vem de mim. É expressão declarada de Pondé, filósofo de direita.

O Minha Vida Gay chegou até aqui e continuo a adorar o estranho, as contradições e a refração ao que é óbvio.

Estou vivo e satisfeito por estar longe dos meus amigos de extrema esquerda. Relutei, mas, humanamente, excluí determinadas pessoas da minha vida por causa de política. Da vida mesmo e não do Facebook.

Maturidade não precisa ser sinônimo de retidão imbatível e nível de compreensão e empatia inabaláveis. Para eles eu morri e, talvez, fosse isso que eles mais queriam para fazer valer suas crenças limitantes. Feito.

O papel de Madre Teresa nunca vestiu muito bem os meus pés. Não seria agora.

:)

19 comentários Adicione o seu

  1. Nick disse:

    Olha, PT NÃO É extrema-esq, é uma partido de centro-esq e governou o país durante 13 anos e nunca fizeram nada de extremo! Seus amigos pareceram não te atacar com terrorismo, mas pareciam estar com um medo legítimo, q seria normal a pessoal sentir por ser gay e petista num governo do Bolsonaro (era só ver o discurso do Bolsonaro). Votar nulo, na minha visão, não é um voto democrático, prefiro votar em um e COBRAR depois do q votar nulo! E parte da direita moderada q adora falar em “meritocracia” fechou com o Bolsonaro, sendo q se fosse usar a medida de “meritocracia” Haddad ganhava: foi prefeito de SP, ministro da educação, fez programa “Ciência sem fronteira” e o projeto de Parcerias Público Privadas. Falar q tinha polarização, 2 extremos é MENTIRA. Só tinha um extremo e era extrema-DIREITA. Agora dizer q a população estava com sentimento anti-petista, aí concordo, mas dizer q PT é extrema-esq é um pouco de mais!

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado pelos seus comentários, Nick! Estão registrados e me dou o direito de não entrar no debate desses conceitos. Minha visão está expressa no post, logo, cabe a mim apreciar os seus e deixar assim.

      Em um país com todas subjetividades e diferenças como o nosso, é muito complexo chegar com “verdades ou mentiras”. Isso é um pouco extremo rs

      Obrigado pelo comentário!

  2. nick disse:

    Ok, compreendo, mas em CIÊNCIA política o PT não é considerado extrema esquerda! Pela luz da CIÊNCIA q estuda as relações políticas a verdade é q o partido é de centro-esq, mas compreendo sua OPINIÃO de q ele é de extrema-esq! Mas muito bom q vc voltou, estava com saudades!

    1. minhavidagay disse:

      Desculpe, Nick, mas como você está trazendo de novo o assunto, “na terra onde eu nasci, no solo em que me criei”, centro esquerda sempre foi o Partido da Social Democracia Brasileira. O PT tem raiz na ala radical que, hoje, muito se aplica ao PSOL com toda certeza.

      Centro-esquerda, por exemplo, é o PDT, hoje, que acolhe a Tabata Amaral que, inclusive, é a favor da Previdência, com os devidos ajustes. Centro-esquerda é a Rede, quando Marina Silva tem certa simpatia por privatizações.

      Mas enfim, que bom que você gostou da minha volta! E veja só como temos elementos positivos ao universo homossexual em solo de Bolsonaro… parecia tudo tão improvável nesse sentido, não é?

      Um abraço!

  3. Nick disse:

    PSDB surgiu como partido de centro-esquerda mas se tornou cada vez mais de centro-direita pelas políticas adotadas, q se assemelham as políticas dos partidos de centro-direita pelo mundo. PT as políticas adotadas durante Lula e Dilma se assemelha as políticas dos partidos sociais democratas e de centro-esq do mundo. É só ir na wikipédia em inglês para ver qual a afiliação internacional do PT e PSDB e qual o espectro deles (wiki em inglês é mais completa).
    1-Pt é afiliado a Progressive Alliance (Partido democrata americano, Partido Operário Social-Democrata da Suécia, Partido Trabalhista (Noruega), Partido Trabalhista (Reino Unido) tbm são filiados)
    2- PSDB é afiliado a Internacional Democrata Centrista (Partido Democrata Cristão (Noruega) e Democratas Cristãos (Suécia) tbm são e variam entre centro e centro-direita esses partidos). Dizer q PSDB é centro-esq depois de um governo de tal partido, q adotou políticas tradicionais de centro-direita , eles podem se vender com cento-esq mas suas ações valem mais do q sua auto-definição e é isso q vale na ciência política( não como o partido se define mas como ele se comporta na realidade)
    3-PDT tbm concordo q seja de centro-esq , se o Ciro tivesse ganho poderíamos ver se sua política seria definitivamente de centro-esq (com Ciro) ou se a Kátia Abreu falaria mais forte (centro pra direita)
    4-“veja só como temos elementos positivos ao universo homossexual em solo de Bolsonaro… parecia tudo tá improvável nesse sentido, não é?” para mim até q não, votei PT em todo segundo turno das eleições pq sabia q entra PSDB e PT, PT era melhor e q entra Bozo e PT, PT seria melhor. Mas sabia q Bozo é um palhaço e a campanha dele já mostrava disputa de egos entre seus apoiadores e q seria mais palhaçada me fazendo rir do q chorar!

  4. Nick disse:

    1-O partido atualmente tem uma ala de esquerda q quer uma volta as origens do partido, ou seja: desviou muito da esq desde a fundação: “A esquerda tucana que é contra Doria e MBL e quer Alckmin presidente” em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-41766012
    2-PSOL é um partido q simpatizo, o q existem de “extremo” ou “radical” no David Miranda, no Jean, na Marielle (quando viva e atuante?), no Freixo? Sim, foi um”split” do PT, da ala mais a esq do PT, mas não vejo esses nomes q falei como radicais ou extremos! É um partido de esquerda ampla – q vai da centro-esq até a extrema-esq.
    3-Tábata já disse q não é de direita nem de direita, q não gosta de rótulo,mas a ciência política vai defini-la como centro mais pra direita. Quiseram vende-la como a AOC brasileira, mas ao contrário da americana NÃO falou um pio de taxar grandes fortunas como a do Lemman (ex-empregador dela) como a AOC americana fala de taxar as grandes fortunas nos EUA!

    1. minhavidagay disse:

      Vou te provocar: depois que a esquerda perdeu o calor do altar, que inclusive o acomodou para assumir um papel mais central de “governabilidade”, e uma figura simbólica que estimula nosso imaginário da direita (do mal) assumiu o poder, é fácil voltar aos “papéis de origem”. A esquerda até esqueceu do bandido Aécio Neves!

      A diferença é que para mim sempre estiveram nos papéis de origem. Quem colaborou para a turbidez dessa visão foi a vigência anterior que durou, nada mais, nada menos, que 18 anos e escreveu a história ao seu bel-prazer. Principalmente para aqueles que, em sociedade hoje, tem menos de 30 anos. Quantos anos você tinha quando o Lula assumiu o primeiro mandato em 2002?

      Depois do PT, tudo virou de direta. Vamos falar de ciências políticas antes de 2002? Ou as ciências políticas valem somente mediante a configuração de agora?

      Durante as eleições, tive que ouvir de alguém de 20 e poucos anos que a Marina Silva era de direita. Choray! Se isso for também ciências políticas, estamos lascados! /o\

  5. Nick disse:

    Tenho 30 anos e se o PT fez um política mais a esq q o PSDB, o PSDB vai para a direita do PT:
    1-Na economia PSDB- privatização, controle fiscal, pouco investimento público, não tinha CMEI e nem postinhos de saúde e UPAs e se tinha era pouco, pelo menos na minha cidade, Univ Fed. e IFs sucateados
    2-PT na economia- mais estatais, controle fiscal no começo, redistribuição da renda, CMEIs, postinhos, UPAs, Minha casa minha vida, ciência sem fronteira, investimento público, investimento nas Univ Fed. e IFs
    Obs: qual parece ser mais de centro-direita e centro-esq analisando as tendências mundiais?
    3- Marina parece ser de centro, veio do PT, em relação a economia e comportamento social está mais próxima da direita: independência do BCB, não fala muito dos direitos LGBT, escondeu a bandeira gay para não “magoar” eleitorado evangélico dela. No meio-ambiente e educação está mais alinha a esq.

  6. lebeadle disse:

    Oi, MVG

    Concordo com suas opiniões, os ânimos estão bem exaltados, não está havendo diálogo apenas um concurso de gritos. Bem-aventurados os que conseguirem pensar fora da caixa em tempos de patrulhamento ideológico!

    1. minhavidagay disse:

      Exato, querido e leal Lebeadle! Tempos loucos, ou melhor, tempos em que a humanidade anda mexida!

  7. Você tem todo direito de votar nulo, oras! Porém, preciso lembrar de que todas as ações que você citou só foram possíveis graças a movimentos de resistência e estes fazem parte de um pensamento mais voltado para a Esquerda. Com relação ao que o amigo Nick colocou gostaria de um adendo, pois no governo do PSDB não houve investimentos nos IFs (Institutos Federais), pois eles só foram criados no Governo do Lula, fora outras conquistas sociais relevantes durante esse período de governo.

    1. minhavidagay disse:

      Concordo que alguns desses casos, notoriamente as atitudes de Glenn, correspondem a reação da “água batendo na bunda” rs, ou, resistência. Mas convenhamos que essas ações poderiam acontecer em qualquer contexto, de resistência ou de “simbiose” com os representantes vigentes. Eu como de esquerda, serei sempre o mais crítico a “minha família”. Não o contrário.

      1. As “agendas”, ou as “pautas” de cada corrente política são diferentes.

      2. minhavidagay disse:

        Claro que são… mas as nossas também. Somos também autores ou dependentes exclusivamente dos representantes?

      3. Rsrrsrs findo o debate. Não somos dependentes, mas se nos representam – como você mesmo usa esse termo -precisamos ter identificação ou não.

      4. minhavidagay disse:

        Findado! Rs

  8. Carlos disse:

    Querido MVG, as conquistas progressistas se iniciaram antes desse governo, portanto, não seja desonesto com os fatos, O STF já estava pautado pra debater a questão da homofobia.
    Outra coisa, você deve estar bem alheio ou ouvindo demais os conselhos de Karnal, querido, em que ele propaga que respirar vai ajudar em todos os momentos da vida…rs…Cara, Karnal é uma vergonha, desculpa!
    Nesses 6 meses em que você esteve em Nárnia, não sei se vc sabe, mas tivemos diversas declarações do presidente e da sua equipe em que jorraram HOMOFOBIA…azul x Rosa, turismo gay no Brasil, Jean Willys que virou menininha, formulário de passaporte, comercial do BB, incentivo para que turistas venham transar com mulheres e por aí vai.
    Cara, não tem como ficar indiferente…eu tb votei nulo, então tenho “lugar de fala” assim como você, mas não da pra ficar inerte e passando pano para esse indivíduo desqualificado.

    1. minhavidagay disse:

      Quem sou eu para defender o Karnal diante suas críticas! Penso que se a minha casca endureceu nesses últimos anos políticos, a dele, então…
      Está desculpado. :)

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