Vínculo e apego

“Não seja para mim. Seja para o mundo”.

Vincular-se a alguém é aquela ação inevitável quando falamos de relacionamentos afetivos. Mesmo nas relações com pais, parentes, amigos e colegas de trabalho, o termo “vínculo” faz total sentido. São eles que caracterizam um relacionamento e que proporcionam aquela sensação de quanto conhecemos ou não determinada pessoa. Se sabemos se ela está bem, triste ou estranha, se sentimos quando está apurada ou tranquila. Conhecemos, pelos vínculos, diversas medidas do outro e de nós mesmos numa relação.

Vínculo dá aquela sensação das páginas de um bom livro. É linear, tende a ser acumulativo e sugere uma segurança por ele mesmo, o vínculo.

Mas será que todo vínculo, no caso com um namorado, traz na bagagem o apego? Vejam só que curioso: com a vivência queremos a segurança do vínculo, mas ficamos receosos com o apego. Será possível assim se vincular a alguém sem ter apego? Posso dizer que com o meu ex Beto foi isso: mantivemos o vínculo como namorados, mantemos hoje como amigos e, inevitavelmente, para chegar assim, tivemos que nos desapegar de muitos dos pequenos elementos que alimentavam nosso apego enquanto namorados.

E como fazer quando a ideia é manter vínculos para construir um relacionamento afetivo e deixar o “nível de apego” em algo saudável? Será mesmo que essa equação existe? Estou centrado nessa questão para os próximos tempos.

Uma das coisas que posso garantir é que tenho experiência com vínculos: são os anos somados de relacionamentos afetivos, são 15 anos vinculados a minha empresa, as pessoas que hoje estão aqui e aos mais diversos clientes. Nem preciso colocar na conta os vínculos que tenho com meus pais e meu irmão.

Vou dizer que muita da minha história de vínculos e apegos, e a maneira que penso hoje com maior lucidez, vem do repertório de casa. Quem sou eu afinal quando os assuntos são esses? Meu pai, por sua natureza e educação, durante muitos anos criava contextos para que seus filhos ficassem sob as suas asas. Ele, sim, queria manter aquela (falsa) sensação de controle e, porque não dizer, super proteção. A sua maneira, fazia sempre com imposição, pela voz da ordem e protestando por certo “compromisso cultural” de pai para filho. Por outro lado, vinha a minha mãe com um discurso bem diferente: “se lance do mundo. Não tenha medo e aprenda a descobrir seus próprios limites”.

A voz de papai sempre foi mais forte, pelo menos a mim, não sei se por uma maior identificação com a figura masculina. Provavelmente. Vivia assim um conflito de não saber com clareza se as minhas vontades eram realmente minhas ou se era uma “voz interior do meu pai” que me dizia para ser e agir assim ou assado. Só fui descobrir, de fato, quando sai da casa dos meus pais. Minha saída aconteceu há mais de uma década e, mesmo assim, vez ou outra escuto a voz dele dentro de mim dizendo que “o certo” é fazer assim ou assado.

Mas a minha grande descoberta, nesse caldo onde residem as importâncias dos vínculos e dos apegos, é que não existe “o certo”. Aliás, “o certo”, supremo, incontestável, não existe em praticamente nada.

Pois bem: sai de casa e hoje, mais de uma década depois, fui vagarosamente me desprendendo dos “valores máximos” de meu pai. Na mesma medida, fui enxergando um modo de acreditar parecido com a minha mãe e, o mais importante, continuo ainda descobrindo o meu próprio jeito de entender o mundo. Aceito minha condição de metamorfose ambulante, como profetizou Raul.

A minha velha opinião formada sobre tudo e, no caso, sobre o que é o amor (vínculo e apego), disse há mais de uma década que “o amor verdadeiro” era aquele que culturalmente é colocado como ideal, heteronormativo: relacionamento de casal, vínculo com o namorado, com os pais do namorado. Como gays, os filhos poderiam ser substituídos por cachorros (ou gatos, no atual contexto de espaços e demandas). Ou poderiam ser filhos mesmo. Casados, sob o mesmo teto, aliança no dedo e com familiares e amigos em visita ao nosso ninho nos finais de semana. Se eles não viessem, nós iríamos até eles: petiscos na frente da tevê enquanto a sogra preparava a lasanha. Almoço com todos reunidos a volta da mesa, soneca da tarde na cama reservada para o casal. Lanche no final do dia e papos mil. Feriados e férias a dois em lugares românticos. Quando não românticos, lugares aventureiros e paradisíacos. Fiz disso e mais um pouco durante mais de uma década. Legítimo, honesto, verdadeiro e impressionantemente “normal” para o gay que ainda não teve disso.

Foi bom, foi muito bom! Não desdenho e incentivo todos aqueles que procuram. A linearidade do livro é importante para ser vivido. Para o gay, ainda, inevitavelmente tem o aspecto da autoafirmação de se tornar normativo e aceito num contexto heterossexual. Consegui sim! Consegui diversas vezes, tive sogros, irmãos dos namorados, tios e primos!

Com o acúmulo dessas experiências e com as emoções vividas nos começos, meios e finais de tantos namoros, afirmo – humildemente – que tenho essa vocação para namorar. Sou apresentável, como diria uns dois amigos. Sei dançar a dança familiar (é quase como uma vocação) e, se não bastasse, para três ex-namorados, dos seis, ajudei com o meu “jeitinho” a promover a própria inclusão do filho gay perante sua família. Lindo, perfeito!

Todas essas histórias são pautadas por vínculos: quatro das ex-sogras estão no meu Facebook (incluam também os tios, irmãos e primos). As outras duas, uma delas é mãe do Pedra e, no contexto que rolou, irmã e ela me excluíram (rs). Mas o pai e o irmão mais novo estão lá até hoje. A outra sogra não tem Facebook. Redes sociais representam o vínculo mínimo (moderno) para familiares que já foram. Não só eles, claro, mas para gays, muitas vezes é o máximo! E foi para mim uma, duas, três vezes!

Tive até ex-sogra que insistia: “volta com o Flávio” – falando ao próprio filho, e todo esse texto poderia ser uma avalanche para meu ego! Mas não é isso. Não é porque, simplesmente, essas conquistas não significam mais tudo que, talvez, represente de ideal para quem lê. Talvez. Não representam porque desdenho? Claro que não e não seria mesquinho, não cuspiria no prato. Não representam porque tais conquistas não tem mais nenhuma relação com o fato de eu ser gay.

Me dou o direito de hoje não ter esses vínculos e por quanto tempo eu não sei. É o tipo de coisa que não dá para prever. Mas, consequentemente a tudo que já vivi, não quero nutrir determinados apegos. Me sinto bastado e, racional ou não, vivo as dores de mais um término de relação. A curiosidade, a inquietação e a sede por desvendar apontam para outros caminhos? Naturalmente! Me sinto jovem, vivo e sob três pilares atuais (dentre tantos que nos sustentam): (1) nunca me senti tão atraente, (2) nunca me senti intelectualmente tão ávido e (3) com a parte financeira satisfatoriamente estável. Me sinto assim, comigo mesmo, na melhor expressão do “ser bem resolvido”.

Batalhei por isso e cá estou.

Em respeito ao Japinha, este exato post perdurará um tempo como o último postado, ou melhor, não lançarei tão cedo um post sobre a minha intimidade atual. Em breve voltarei para dividir com vocês quais são as experiências que alimentam essa avidez. Vai ser interessante para alguns, envolvente para outros e, claro, odioso para terceiros. Os terceiros, que se fodam.

12 comentários Adicione o seu

  1. jorge disse:

    “Os terceiros que se fodam” é impressão minha ou isso foi uma indireta bem reta para o “fantasminha” dos posts anteriores? rs

  2. minhavidagay disse:

    Oi Jorge, boa noite!
    Não quero mais criar discussões inúteis (rs)… deixa a carapuça servir para quem se identificar, não é?

    Sobre o “fantasminha”, o direito de expressão se perde quando vem a falta de respeito. Mas quem sou eu para ficar dando ordens de prioridade para valores de educação?

    Manter o foco no MVG (as vezes com ideias concordantes, outras vezes com ideias discordantes) é o que é válido pra mim. :)

    Abraço!

  3. jorge disse:

    Verdade, rs

    1. minhavidagay disse:

      :D o fantasminha já foi. Bastou um texto de exorcismo bem dado, direto no ponto.

      Mas, sabe Jorge, outros virão. E assim vou levando, perseverando com os propósitos do blog!

      Valeu pela força discreta :)

  4. Flávio disse:

    Flávio, não sei se quando escreve consegue perceber, mas acho curioso como você soa meio indiferente, isso não significa que,de fato, você seja, não tenho dúvida que essa sua postura seja uma somatória de todas as suas “vivências”.

    Se fosse resumir esse texto, diria que trata-se de um cara pleno. Acho que plenitude seria a palavra ideal para caracterizar essa sua fase.

    Quanto a sua indagação sobre a possibilidade de se vincular a alguém sem ter apego, acho que não seja impossível, no entanto, fiquei pensando se para me sentir vinculado a alguém, de alguma forma, não exige de nós algum apego mínimo que seja. E cheguei a conclusão de que esse apego no fim depende de uma série de variantes.

    Gosto de pensar relacionamentos como se fossem medidos em uma escala de envolvimento e de apego. Quanto mais envolvidos, mas apegados estamos.Quanto maior a profundidade de uma relação maior é apego. Não que o apego seja uma coisa ruim, na verdade acredito que esse apego é o que dá sentido a nossas vidas de maneira mais primária e singela possível. Acho que o problema esteja em enxergar ou associar o apego à dependência, à uma subordinação dentro de qualquer relação. Sujeitando-se a tudo, e é nesse momento a gente percebe que o apego acaba tirando a liberdade ou exigindo mais do que deveria ou podemos oferecer.

    Nesse sentido, acho normal estabelecer uma “desvinculação”, Em nome de todas as suas vivências, o que mais deve prezar, com toda razão, seja sua liberdade para poder mudar, desapegar, recomeçar… e você tem todo o direito: “Seja para o mundo”.

    Abraço!

    1. minhavidagay disse:

      Indiferente não, Flávio.

      Se eu fosse, não estaria focando energia para trazer esses devaneios filosóficos, sobre temas importantes a mim e que despertam algum senso crítico das pessoas. Sou muito interessado, inclusive, para dissertar textos e mais textos longos no blog (rs).

      Uma curiosidade, Flávio: você já se relacionou?

      Apego e dependência são sinônimos e a insubordinação fica implícita em algum nível em qualquer relacionamento. Se seus pais são casados, há décadas, tenha como exemplo. Um deles é o “gênio ruim ou forte” na relação que vai insubordinar o outro. Faz parte.

      Muitos dos meus posts atuais são frutos do meu término recente. As histórias passam e os processos são os mesmos, da “luta” para o desapego.

      Minha terapeuta sugere que eu estou num momento de querer me livrar da “parte chata e trabalhosa” que qualquer relacionamento tem.

      Em partes ela tem razão. Mas a outra parte é que eu preciso de um tempo mesmo para mim. Sair de um relacionamento é sempre um momento de questionar nós mesmos enquanto par. Faz também parte.

      Apego é algo deveras complicado, humano, mas complicado.

  5. profpardal32 disse:

    o que acho em relaçao a apego e´muito influente: tambem as amizades , porem elas nao interferem em um relacionamento. se nos nao concordarmos em definiçoes de relaçao.

  6. André disse:

    Estou vivendo uma situacao em que tenho trabalhar bem o desapego. Fim de uma relação complicada que nao sei lhe dizer se foi um namoro ou sei lá o que…o fato é que me desgatei demais, tentei fazer o meu melhor, mas nao fui compreendido, pelo contrario, fui muito atacado, dsconsiderado, acho que ate bullinado. Ambos inexperientes nesse tipo de relacao, ele 31 e eu com 39. Mas apesar de toda minha inseguranca pela inexperiencia, fui bem mais maduro e equilibrado nesse relação. Nao foi facil, porque na maioria das vezes nao estava feliz, porque eu sentia que nao era vaorizado e tudo q e fazia parecia pouco , nao reconhecido, mas muito cobrado. Fui maltratao verbalmente, em suma, enquanto eu vinha com rosas ele vinha com espinhos. Nao me acho vitima, enem ele um vilao. Nessas vindas e indas eu sempre corria atras , mas como tudo ha um limite, da ultima vez percebendo a frieza e a indiferenca dele, resolvi tomar umaattude, a qual eu vinha adiando , mas acho que chega uma hora a gente cria coragem uma forca q a gente acha q na tem e Toma a decisao. Em fim, hoje estou aqui depois de dois meses, ainda sinto a fata, as vezes choro…andei lendo seu blog e li muitas coisas interessante. Quando voce fala en criar vinculo e e ser desaegado, sinceramente nao consigo separar uma coisa da outra. Hoje o vinculo com ele foi quebrado. Nao fal mais pelo cel, nem whats exclui do face, ou seja so vez eq aund com a ame dele pelo whats. Apesar de na manter o vinculo mais, o desapego ainda é o mais me custa. Nao sei se tem muito a ver com texto dessa edição. So pra deixar regitrado aqui que venho acompanahdo seu blog. Gosto do jeito descontraido sem perde o foco e a objetividade dos seus textos. Parabens Flavio.

    1. minhavidagay disse:

      Obrigado, André. A gente acha que não, parece que essa fase nunca vai passar, que vamos “morrer”.

      Mas acredite, embora clichê, o tempo é o melhor remédio. Mesmo.

      Obrigado por acompanhar o blog!

      Um abraço,
      Flavio

  7. André disse:

    Obrigado flávio por responder, meu comentário De fato o tempo realmente é o melhor remédio. E com ele as leituras, tenho lido de tudo desde bula de remédio até seu blog…rs brincadeirinha a bula de remédio, mas de ato as leituras tem sido mais uma ferramente nesse precesso de desapego e quebra de vínculo. O Ultimo que li foi um que ganhei de presente de um amigo que é o da Isabela Freitas, “ Nao se apega não“ . um autobiografico de uma jovem e seus desafetos amorosos. Enfim, estou aqui acompanhando seu Blog fielmente, ansioso para cada nova postagem. Como foi dito aqui por outros, seus blog é mais que um entretenimento, alem de nos entreter e ate mesmo nos divertir, ele nos informa, prestando mais que um serviço, pois ele tambem tem um papel muito acolhedor, provocando um certo aconchego nos fazendo sentir mais que especial, e nao tão sós quanto imaginavámos. Em linguagem espiritualista, voce é mais dos “trabalhadores da luz“ , espiritos evoluidos que vieram para nova vida, desempenhar um papel que é levar luz a outras pessoas.Deus te abençoe Flavio.

    Abraços,

    André Luiz.

    1. minhavidagay disse:

      Puxa vida, obrigado André!
      Não sei se é tudo isso não, mas agradecido!

      E detalhe: não se apegue muito ao Blog não, hein? :P

      Um abraço!

  8. San disse:

    Eu vivo praticando o desapego.

    Amar sem prender e quando terminar não sofrer com um cão, namoro a dois anos com rapaz, hoje em busca de experiência e grana ele está morando e trabalhando no Qatar, comissário de vôo, ou seja estamos nos vendo de vinte em vinte dias, quando esta aqui não passa de quarenta e oito horas juntos.
    Para um casal que se via todos os dias e finais de semana passeando, o começo foi barra pesada, rs, hoje seis meses depois estamos conseguindo viver melhor esta situação.

    Por isso que acho este texto e principalmente viver ele o máximo.

    Muitos interesses atuam no sentido de deturpar os conceitos que podem levar o homem ao caminho verdadeiro e a sua completa liberdade, e o desapego também não escapou disto.

    O desapego nos relacionamentos vem sendo banalizado e divulgado como simples sexo livre.

    Desapego não é falta de interesse nem falta de amor, mas apenas independência.

    Imagine que você ganhe um carro maravilhoso, confortável e com tudo que poderia imaginar. Certamente terá muito prazer em dirigi-lo. Não há nenhum problema nisto, estamos aqui para ser felizes.

    Mas se depois desfazer-se deste carro se tornar um problema, significa que você passou a depender dele. Aquele prazer que antes você não conhecia e não lhe fazia falta agora se tornou essencial para você. Você ficou viciado naquele prazer, apegou-se e depende dele. Esta é a fonte de todo o sofrimento. Você pode usar, mas não precisa ter, deve se manter livre e independente, ou todo prazer vai reverter em sofrimento.

    Todo apego gera sofrimento.

    No amor e nos relacionamentos pessoais vale a mesma regra. Você só estará pronto para amar verdadeiramente quando estiver bem sozinho, quando se bastar e não depender dos outros. Deve ser muito bom estar com a pessoa que ama, mas também deve ser muito bom estar sem ela. Seu amor não pode ser uma muleta.

    “Quem não é um bom impar,
    jamais será um bom par.”

    Você também precisa entender que tudo que faz é por si mesmo, e não pelos outros, não deve esperar contrapartida.

    Se quiseres preparar um café da manhã para a pessoa que ama, e surpreendê-la, faça-o e mergulhe todo seu ser nesta tarefa, absorva o prazer de cada instante, de cada detalhe da preparação. Entregue ao seu amor e curta cada detalhe, cada expressão do seu rosto, absorva aquilo e sinta todo o prazer que você merece. Depois, sinta-se satisfeito, compreenda que foi bom para você e que o outro não precisa retribuir. Não espere que lhe façam o café da manhã no dia seguinte. Se você não quiser repetir mais isso, não repita, mas também não cobre nada do seu amor. Você simplesmente fez o que queria e lhe deu prazer. Isto basta, acabou, não espera nada em troca. Você fez porque quis e foi bom para você ! Só isso ! Acabou !

    Este é o amor incondicional, que não espera nada em troca, que não se apega porque respeita a liberdade do outro. Que ama a essência do outro e todas as suas formas de manifestação. Onde suprimir uma destas formas de manifestação é macular este amor, é destruir o que você ama.

    Amar verdadeiramente é amar o outro em liberdade e não em uma gaiola.

    Os que não entendem estes conceitos vão confundir isto com falta de interesse, porque só sabem viver no apego. Se apegam e se viciam em tudo que gostam e não conseguem entender como alguém pode gostar e não sofrer com uma perda.

    Você deve amar ao outro como ser livre, sem posse e sem dependência. A sensação de posse vem da sua dependência, do medo de perder. Você não é livre porque depende e quer tirar a liberdade do outro para não perdê-lo.

    Dependência não é amor, quem depende apenas usufrui. É apenas um vampiro. E dois vampiros formam apenas uma simbiose, mas nunca serão dois amantes.

    “Dê a quem você ama:
    asas para voar,
    raízes para voltar
    e motivos para ficar.”
    Dalai Lama

    Não há nada mais belo do que dois seres livres permanecerem juntos ligados pelo amor incondicional. Este é o verdadeiro amor, fiel pela sua natureza, que é a própria liberdade.

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